Destaque

ComCausa convoca Assembleia Geral Extraordinária para fevereiro de 2026

A Associação Com Causa Cultura de Direitos (ComCausa – Defesa da Vida) publicou edital de convocação para a realização de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para o dia 02 de fevereiro de 2026, às 19h em primeira convocação e 19h30 em segunda convocação. A reunião ocorrerá na Rua Santa Luzia, nº 798, no Rio de Janeiro (RJ), e será destinada exclusivamente à deliberação de uma pauta que envolve mudanças institucionais consideradas estratégicas para a organização. Entre os principais pontos previstos está a alteração estatutária para atualização do endereço da sede administrativa, que passará oficialmente a constar como Rua Santa Luzia, nº 798, Rio de Janeiro/RJ. O edital também propõe a ampliação do âmbito territorial de atuação da ComCausa, com previsão expressa de atuação em outros estados, consolidando a entidade com alcance nacional. Ainda dentro do tema estatutário, será submetida à assembleia autorização para consolidação do texto do estatuto, incluindo padronizações e correções materiais, sem alteração de conteúdos que não tenham sido deliberados. Outro eixo central da AGE será a eleição e posse de novos membros para recomposição parcial da diretoria. A proposta é eleger uma nova Diretora Financeira e um novo Diretor Administrativo/Secretário, mantendo-se os demais cargos e órgãos conforme ata anterior, salvo deliberação expressa em sentido diferente pelos associados presentes. A assembleia também deverá deliberar sobre a aprovação formal do Manual de Conformidade Administrativa (Compliance), versão 2026, com definição de vigência, revisão anual e arquivamento no Dossiê Institucional da entidade. Por fim, o edital prevê autorizações para registro em cartório, atualizações cadastrais junto à Receita Federal, prefeitura (inscrição municipal), bancos, conselhos, cadastros e plataformas, além de outras providências decorrentes das decisões que forem aprovadas. O edital é datado de 26 de janeiro de 2026 e assinado por Rodrigo Machado Ferreira, Diretor Presidente da ComCausa. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Masculinidades positivas - trans - foto de Dani Villar

Masculinidades positivas como caminho para enfrentar a violência contra pessoas trans e travestis

Neste 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans, o Brasil volta a encarar um dado alarmante: o país segue sendo o que mais mata travestis e transexuais no mundo. Em 2025, foram registrados 80 assassinatos, segundo a 9ª edição do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgado nesta segunda-feira (29). Embora o número represente uma redução de 34% em relação a 2024, quando houve 122 crimes, o Brasil mantém há quase duas décadas a liderança desse ranking marcado pela violência, impunidade e apagamento institucional. As principais vítimas continuam sendo mulheres trans e travestis negras, jovens entre 18 e 35 anos, evidenciando como racismo, desigualdade social e transfobia se cruzam de forma letal. Em 2025, Ceará e Minas Gerais lideraram os registros, com oito casos cada. A maioria das mortes ocorreu no Nordeste (38), seguido pelo Sudeste (17), Centro-Oeste (12), Norte (7) e Sul (6). Violência estrutural e abandono do Estado Para Bruna Benevides, presidente da Antra e uma das autoras do dossiê, os números não representam episódios isolados, mas o reflexo de uma estrutura social que expõe pessoas trans à violência desde a infância. “Não são mortes isoladas, revelam uma população exposta à violência extrema desde muito cedo, atravessada por exclusão social, racismo, abandono institucional e sofrimento psicológico contínuo”, afirma. A própria necessidade de monitoramento feito pela sociedade civil, segundo ela, já revela o apagamento dessas vidas por parte do Estado. Os dados do dossiê são reunidos a partir de denúncias a organizações trans, notícias e registros públicos, sem que exista uma sistematização oficial por parte do poder público. Apesar da queda nos assassinatos consumados, o relatório chama atenção para o aumento das tentativas de homicídio, mantendo o grau de violência em níveis alarmantes. Entre 2017 e 2025, o estado de São Paulo liderou os números absolutos, com 155 assassinatos de pessoas trans e travestis. Onde entram as masculinidades positivas Especialistas e ativistas apontam que enfrentar esse cenário exige mais do que respostas penais: passa pela transformação das relações de gênero, especialmente entre homens cisgêneros. É nesse contexto que o debate sobre masculinidades positivas ganha centralidade. Masculinidades positivas propõem romper com padrões de masculinidade baseados na violência, no controle e na negação da diversidade, incentivando atitudes de responsabilização, cuidado e enfrentamento ativo da transfobia. Isso significa que homens não devem apenas “não agredir”, mas intervir diante de discursos de ódio, questionar piadas e violências naturalizadas e assumir uma postura pública de defesa da dignidade das pessoas trans e travestis. Pesquisas e experiências comunitárias indicam que muitos crimes contra essa população têm relação direta com normas rígidas de gênero, que associam masculinidade à dominação e ao apagamento do que foge do padrão cis-heteronormativo. Ao desconstruir essas normas, masculinidades positivas atuam como fator de prevenção da violência, especialmente em ambientes como escolas, espaços religiosos, famílias e locais de trabalho. Falta de políticas públicas e responsabilização social O dossiê da Antra também denuncia a subnotificação, a desconfiança nas instituições de segurança e justiça, a retração da cobertura midiática e a ausência de políticas públicas específicas para pessoas trans como fatores que agravam o cenário de violência. Entre as recomendações estão a inclusão da população trans nas políticas já existentes e a criação de ações específicas de enfrentamento à transfobia, reconhecida como crime no Brasil desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “É preciso reconhecer que as políticas de proteção às mulheres precisam estar acessíveis às mulheres trans, por exemplo”, reforça Bruna Benevides. “Há muita produção, inclusive de dados, falta ação por parte de tomadores de decisão.” A cerimônia de entrega oficial do dossiê ao governo federal ocorreu no auditório do Ministério dos Direitos Humanos, em Brasília. Nota da ComCausa A ComCausa, iniciativa de promoção dos direitos humanos e da defesa da vida, também se manifestou nesta data: “É inaceitável que o Brasil siga liderando as mortes de pessoas trans ano após ano. A redução nos números não apaga a responsabilidade do Estado. É urgente que políticas públicas inclusivas e permanentes sejam implementadas para garantir dignidade e proteção à população trans.” A organização destaca ainda que o Dia da Visibilidade Trans deve ir além do simbolismo e se tornar um chamado à ação coletiva, envolvendo poder público, sociedade civil e, especialmente, homens comprometidos com a construção de relações livres de violência. Violência contra a população LGBTQIAP+ Os dados da Antra são reforçados por levantamentos do Grupo Gay da Bahia (GGB). Em 2025, o Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIAP+, sendo 204 homicídios, 20 suicídios e 17 latrocínios. Apesar de uma redução de 11,7% em relação a 2024, o país segue liderando globalmente esses números. Para efeito de comparação, o México registrou 40 mortes e os Estados Unidos, 10. Segundo o GGB, uma pessoa LGBTQIAP+ morre de forma violenta a cada 34 horas no Brasil. Diante desse cenário, o fortalecimento de masculinidades positivas surge como uma estratégia essencial para romper ciclos de violência, enfrentar a transfobia cotidiana e contribuir para uma sociedade em que a vida de pessoas trans e travestis seja reconhecida, protegida e valorizada. ComCausa a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Instituto GUETTO

O Instituto GUETTO, sigla para Gestão Urbana de Empreendedorismo, Trabalho e Tecnologia Organizada, vem ganhando destaque por desenvolver soluções inovadoras de educação e empregabilidade voltadas à população preta e indígena. Criado oficialmente em 2019, o Instituto nasceu a partir do grupo “Ponte Para Pretxs”, fundado em 2016 no Facebook pelo cientista social Vitor Del Rey. Com mais de 10 mil estudantes formados de forma remota em 22 estados brasileiros, a instituição agora aposta em um modelo híbrido de atuação — presencial no Rio de Janeiro e online no restante do país — para ampliar seu impacto social. Educação e oportunidade como ferramentas de transformação O GUETTO atua em diferentes frentes: palestras e pesquisas educacionais, programas de empreendedorismo, capacitação para o mercado de trabalho, consultorias e treinamentos corporativos. As ações buscam não apenas formar, mas também inserir pessoas negras e indígenas em espaços de decisão e inovação. Mesmo sem recursos financeiros no início, o Instituto conseguiu apoio de instituições como FGV, IBMEC, INFNET e VTEX, que cederam espaços para a realização de cursos presenciais. O resultado foi a formação de 170 estudantes entre 2019 e 2020. Com a pandemia, o modelo foi adaptado ao formato de Ensino a Distância (EAD), o que permitiu escalar o impacto. Nos anos seguintes, foram mais de 10 mil alunos atendidos, além da criação do Portal do Aluno, para melhorar o acompanhamento e o suporte aos estudantes. Capilaridade, inovação e foco no futuro Em 2023, o Instituto GUETTO iniciou uma nova fase de expansão. A ideia é manter presença física nas periferias do Rio de Janeiro e ampliar a atuação virtual para os demais estados. O objetivo é alcançar os mais de 10 mil alunos atualmente na fila de espera. Com iniciativas direcionadas também à comunidade indígena, o Instituto reforça seu compromisso com a equidade racial e social no Brasil. Formação com apoio de especialistas A equipe do Instituto conta com profissionais de diferentes áreas e formações, como a diretora executiva Aimê Araujo, a diretora de programas educacionais Aline Clemente e o presidente Vitor Del Rey. O Instituto ainda é apoiado por um conselho consultivo formado por nomes de peso, como Mariana Fontoura (CERC), Gilberto Costa (J.P. Morgan), João Marcelo (Instituto Unibanco), entre outros, que colaboram com expertise nas áreas de educação, direito, cultura e empreendedorismo. Comunicação e presença digital E-mail: instituto@guetto.org Telefone:21 99411-7878 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Instituto Entre o Céu e a Favela

O Instituto Entre o Céu e a Favela, nascido no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, tem se destacado como um polo de transformação social na região portuária da cidade. Fundado oficialmente em 2020, o projeto teve início quase uma década antes, em 2011, como um informativo comunitário voltado a dar visibilidade às histórias, serviços e cultura da primeira favela do Brasil. A iniciativa foi idealizada por Cintia Sant’anna, moradora da região, atriz e apaixonada pela potência da arte como instrumento de mudança. Sua proposta era clara: oferecer às crianças do território acesso à autoestima por meio do teatro e da expressão cultural. Com o tempo, o que era um espaço infantil voltado à arte ganhou corpo, estrutura e impacto. Em 2020, o projeto se institucionalizou e passou a oferecer oficinas socioculturais, esportivas e cursos de qualificação profissional para jovens e adultos. Em 2021, a atuação do instituto se expandiu ainda mais com a coordenação do projeto Favela 3D, que busca transformar o Morro da Providência em uma favela digital, digna e desenvolvida. Cultura como eixo de cidadania A proposta do instituto vai além da ocupação do tempo livre ou do ensino de ofícios. A missão é valorizar os saberes locais e fortalecer a autoestima dos moradores, combatendo desigualdades históricas com acesso a oportunidades reais. Segundo Cintia Sant’anna, o projeto é um exemplo de como a cultura pode ser motor de inclusão. “A arte tem o poder de abrir portas, curar traumas e criar novas possibilidades de futuro. Nosso objetivo é que todos aqui possam sonhar e realizar”, afirma a fundadora. Território com potência e história O Morro da Providência é considerado a favela mais antiga do Brasil, com raízes históricas que remontam ao final do século XIX. Localizado na Zona Central do Rio de Janeiro, o território é símbolo de resistência, mas também convive com desafios sociais complexos. A atuação do instituto se insere nessa realidade com sensibilidade e estratégia: construindo redes de apoio dentro e fora da comunidade, desenvolvendo talentos locais e promovendo inclusão digital, especialmente a partir da experiência com o Favela 3D, iniciativa que une tecnologia, infraestrutura e políticas públicas com foco em dignidade e desenvolvimento sustentável. Caminho para o futuro Com base na escuta ativa da comunidade, o instituto segue ampliando suas frentes de atuação. As oficinas e cursos têm alcançado cada vez mais moradores, promovendo empregabilidade, autonomia e pertencimento. O Entre o Céu e a Favela é, hoje, uma referência no uso da cultura como ferramenta de transformação e segue com o propósito de impactar vidas, ampliando horizontes e reafirmando o valor dos territórios populares na construção de um Brasil mais justo. Comunicação e presença digital E-mail: contato@entreoceueafavela.com Telefone: (21) 97306-3806 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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VIII Seminário Liberdade Religiosa Democracia e Direitos Humanos

ComCausa marca presença em seminário nacional contra a intolerância religiosa em 2026

A ComCausa participou da Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que neste ano realizou o VIII Seminário Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos. A atividade reuniu mesas de debate para analisar o avanço da intolerância religiosa, os impactos na convivência democrática e o papel das instituições e da comunicação na garantia de direitos. O texto de divulgação do evento aponta que, embora a liberdade religiosa seja assegurada em lei, ela não se realiza de forma igual para todas as crenças no Brasil. O material também menciona o aumento de casos nos últimos anos e chama atenção para o Rio de Janeiro como um dos territórios onde o problema se expressa com força. “Participar deste seminário é reafirmar que a liberdade religiosa é parte do direito à vida digna e que nenhuma fé deve ser alvo de violência, discriminação ou silenciamento”, afirmou a ComCausa, em declaração institucional. “A defesa da democracia passa pelo respeito à diversidade e pelo enfrentamento de todas as formas de intolerância.” Debates da tardeA programação foi organizada em três mesas, com início após a abertura às 14h. Mesa 1 (14h20 às 15h20) – Política, Religiões e DemocraciaO debate analisou lutas por liberdade, diversidade e pluralidade religiosa, com foco em grupos religiosos marginalizados e no diálogo inter-religioso. Mesa 2 (15h30 às 16h40) – Religiões no Campo dos DireitosA mesa discutiu como relações de poder entre religião e política foram construídas ao longo de séculos no Brasil e como isso afeta o campo dos direitos. Mesa 3 (16h50 às 17h40) – Religiões nos meios de comunicaçãoA discussão abordou a presença das religiões na mídia e os conflitos entre movimentos religiosos, instituições e o Estado brasileiro. Responsáveis pelo seminárioSegundo o material de divulgação, a atividade teve como responsáveis: Prof. Dr. Babalaô Ivanir dos Santos – fundador do CEAP e docente no PPGHC/UFRJProf. Ms. Ele Semog – presidente do CEAPMarcelo Santos – diretor executivo do CEAPProfa. Dra. Mariana Gino – diretora executiva adjunta do CEAP e docente do Departamento de Ciência Política da UFRJ Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Karin Aranha e Adam

Live da ComCausa debate caso Adam após decisão final no Cairo

A ComCausa Defesa da Vida realizou nesta quinta-feira, 22 de janeiro, uma live no Instagram @comcausa.defesadavida para dar visibilidade pública e cobrar respostas sobre um caso que expõe falhas graves na execução de decisões internacionais envolvendo guarda de criança. A transmissão ocorreu às 11h (horário de Brasília), com correspondente 16h no horário do Egito (Cairo). O debate aconteceu em meio à situação enfrentada pela brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, que obteve uma decisão definitiva na Corte de Apelações do Cairo, no Egito, determinando que seu filho, o menor Adam Ahmed Tarek Aranha Mohamed Faiz, nascido em 26 de novembro de 2018, deve retornar para a guarda materna. Apesar disso, a mãe ainda enfrenta obstáculos para ter o filho de volta de forma efetiva, mesmo com sentença final reconhecendo seu direito. Segundo a Ata de Decisão Final expedida pela Justiça egípcia, a decisão foi lida oficialmente em audiência pública em 26 de novembro de 2025 e posteriormente registrada como cópia executiva em 13 de janeiro de 2026, reafirmando que a guarda deve ser restituída à mãe. A permanência do impasse, mesmo com determinação judicial, levanta questionamentos sobre a atuação de autoridades responsáveis por executar a sentença e garantir proteção integral à infância em processos internacionais. Tribunal reverte decisão anterior e reconhece guarda materna O documento aponta que a Corte de Apelações aceitou o recurso apresentado e reformou a decisão anterior, que havia transferido a guarda do menor à avó paterna. Com isso, o tribunal determinou expressamente que Adam fosse colocado sob a guarda da mãe, além de condenar os réus ao pagamento de custas e honorários advocatícios. A decisão também destaca que o melhor interesse da criança deve ser o princípio central em disputas dessa natureza, e que não havia elementos suficientes para justificar a retirada da guarda materna, conforme sustentado na sentença de primeira instância. Acusações frágeis e depoimentos sem comprovação direta Ao analisar o caso, o tribunal registrou que parte das acusações contra Karin não possuía comprovação sólida. A Corte avaliou que depoimentos utilizados no processo eram baseados em informações repassadas por terceiros, e não em relatos de pessoas que tivessem presenciado diretamente os fatos. Esse aspecto foi considerado decisivo para afastar a narrativa que sustentou a retirada de guarda anteriormente. A sentença também refutou alegações apoiadas em interpretações sobre imagens e conteúdos de redes sociais, indicando que não houve comprovação concreta de conduta que justificasse impedir a mãe de exercer a guarda. Além disso, o tribunal tratou do argumento religioso levantado no processo, apontando entendimento jurídico de que a religião da mãe não pode ser usada como justificativa automática para retirar a guarda, salvo em situações comprovadas que indiquem risco real à criança — o que não foi demonstrado no caso. Sentença prevê execução efetiva, mas caso segue sem desfecho prático Um dos pontos mais graves do caso é que a decisão judicial não apenas determina a devolução da guarda, mas também estabelece que a execução deve ser assegurada pela autoridade competente, podendo haver medidas efetivas para garantir o cumprimento, inclusive com previsão de execução forçada, se necessário. Apesar disso, a mãe segue sem acesso pleno ao filho, o que evidencia a distância entre uma sentença judicial e sua execução concreta. Em situações como essa, o prolongamento do processo pode representar mais do que um entrave burocrático: pode gerar danos emocionais duradouros e rompimento prolongado de vínculos familiares, especialmente quando se trata de uma criança em fase de desenvolvimento. Live ampliou visibilidade e cobrou providências A live promovida pela ComCausa Defesa da Vida reuniu informações sobre a decisão judicial, discutiu os entraves que permanecem e buscou ampliar a mobilização para que a sentença seja cumprida de forma efetiva. A iniciativa teve como objetivo dar visibilidade ao caso e cobrar respostas das instâncias responsáveis, já que a separação persiste mesmo diante de uma decisão final. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe: Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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