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Liberdade Religiosa: Origem da Caminhada de Copacabana e raízes históricas

A ComCausa – Defesa da Vida abre a Semana pela Liberdade Religiosa reafirmando que essa conquista não é apenas letra na Constituição, mas resultado da resistência histórica de populações negras, indígenas e movimentos sociais, que enfrentaram o preconceito e forjaram a pluralidade espiritual que hoje caracteriza o Brasil. A liberdade religiosa no Brasil é fruto de um processo histórico marcado por resistência e lutas sociais. Durante o período colonial, as práticas espirituais de povos indígenas e africanos foram violentamente reprimidas, enquanto o catolicismo era imposto como religião oficial. Mesmo diante da perseguição, comunidades resistiram, reinventando rituais e transmitindo saberes que sobreviveram até hoje. Com a Constituição de 1824, a discussão sobre liberdade de culto surgiu de forma tímida e restrita. Em 1891, a separação entre Igreja e Estado garantiu o direito formal ao livre exercício da fé, ainda que as práticas cotidianas de intolerância persistissem. Foi somente em 1988, com a Constituição Cidadã, que a liberdade religiosa se consolidou como cláusula pétrea — um direito fundamental inalienável, equiparado aos pilares da democracia e da dignidade humana. A história da Caminhada de Copacabana A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa nasceu em 2008, quando ataques contra adeptos de religiões de matriz africana no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, expuseram com brutalidade a persistência da intolerância no país. Em resposta, lideranças de diversas tradições  decidiram ocupar o espaço público para afirmar que a fé é um direito humano inegociável. Desde sua primeira edição, realizada na Praia de Copacabana, a Caminhada se transformou em um dos maiores atos inter-religiosos do mundo, reunindo representantes de candomblé, umbanda, católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos, budistas, hare krishnas, wiccanos, ciganos, mórmons e inúmeros outros grupos espirituais, além de militantes dos direitos humanos e da diversidade cultural. Estrutura da edição de 2025 No domingo, 21 de setembro, a Praia de Copacabana será palco da 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP). Reconhecido como o maior evento inter-religioso do Brasil, o ato ocorre sempre no terceiro domingo de setembro e se consolidou como símbolo de resistência, união e democracia. No próximo domingo, 21 de setembro, a concentração começará às 10h no Posto 5, com apresentações culturais e falas de representantes de diferentes tradições. A caminhada terá início às 13h, percorrendo a Avenida Atlântica até a Praça do Lido, encerrando-se às 17h com o encontro cultural “Cantando a Gente se Entende”, que une vozes e ritmos para afirmar a diversidade como melodia da liberdade. A estrutura contará com trios elétricos, tenda de apoio, banheiros químicos, ambulâncias, aguadeiros e carrinhos elétricos, garantindo segurança e conforto para os milhares de participantes. Segundo o Prof. Dr. Ivanir dos Santos, fundador da CCIR, a caminhada é um chamado coletivo para a construção de uma sociedade mais plural e humana. “A intolerância religiosa e o racismo ainda são os maiores desafios sociais e políticos da contemporaneidade. O evento projeta luz e reflexões para o fortalecimento das bases democráticas”, afirma. Mais do que um ato público, a Caminhada é memória, resistência e futuro. É a materialização de um Brasil onde todas as tradições têm espaço, onde nenhuma fé deve ser perseguida e onde a democracia só se fortalece quando a espiritualidade do outro é respeitada. Assim, a ComCausa inicia sua Semana pela Liberdade Religiosa, lembrando que cada passo em Copacabana é um tributo às lutas passadas e um compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, plural e humana. ServiçoEvento: 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaData: Domingo, 21 de setembro de 2025Horário: 10h às 17hConcentração: Posto 5 (Avenida Atlântica, em frente aos números 3.628 e 3.604, esquina com a Rua Sá Ferreira)Saída: 13hEncerramento: Praça do Lido, Posto 2Estrutura: Trios elétricos, tenda, banheiros químicos, aguadeiros, ambulâncias, carrinhos elétricos e posto de verificação de pressão arterial Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa A ComCausa Defesa da Vida inicia, nesta segunda-feira (15/09), a Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um movimento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas de diferentes tradições, militantes de direitos humanos, artistas, educadores, coletivos culturais e representantes do poder público Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. Imagem de capa ilustrativa da 15ª edição Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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ComCausa fará Semana pela Liberdade Religiosa a fim de reforçar a mobilização para a Caminhada em Copacabana

A ComCausa Defesa da Vida inicia, nesta segunda-feira (15/09), a Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa, um momento de sete dias dedicado a partilhar reflexões históricas, apresentar dados e mobilizar a sociedade em favor do respeito à diversidade de crenças. De forma simples e comprometida, buscamos contribuir para a conscientização e convidar todas as pessoas a se unirem à 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que acontecerá no próximo domingo (21/09), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Reconhecida como um dos maiores atos públicos do país em prol do respeito à pluralidade de fé, a Caminhada, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), chega à sua 18ª edição com o lema “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”. O evento reúne lideranças religiosas de diferentes tradições, militantes de direitos humanos, artistas, educadores, coletivos culturais e representantes do poder público Ao longo da semana, serão publicadas matérias especiais, que estarão disponíveis no Portal C3 e na Rede DH da ComCausa, além de conteúdos exclusivos nas redes sociais da instituição, ampliando o alcance da mobilização e convidando toda a sociedade a participar desta caminhada coletiva em defesa da liberdade religiosa. Caminhada como ato político e cultural A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada desde 2008, consolidou-se como referência nacional de resistência contra ataques a templos e comunidades, especialmente de matriz africana, que seguem sendo os principais alvos de violência religiosa no Brasil. Além de sua dimensão simbólica, o evento funciona como ato pedagógico e político, reivindicando políticas públicas, denunciando crimes de intolerância e valorizando expressões culturais ligadas à fé. A edição de 2025 deve contar com ampla participação de coletivos culturais, blocos afros, entidades religiosas, instituições públicas e movimentos sociais. “A Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa nasce do compromisso de reafirmar que a fé e a diversidade espiritual são pilares da democracia brasileira. Ao longo destes sete dias, queremos lembrar que a liberdade de crença não é apenas um direito individual, mas uma conquista coletiva, fruto da resistência histórica de povos indígenas, negros, movimentos sociais e comunidades que nunca se curvaram ao preconceito.” – afirma Adriano Dias da ComCausa, que elaborou a  Semana ComCausa pela Liberdade Religiosa – “A 18ª Caminhada em Copacabana será a culminância desse esforço: um ato pedagógico, político e cultural que denuncia os crimes de intolerância, exige políticas públicas de proteção e valoriza o imenso patrimônio espiritual que faz do Brasil uma nação plural. Cada passo dado na orla é também um grito contra o racismo religioso e uma afirmação de que nenhum templo, nenhuma tradição, nenhum filho ou filha de santo será silenciado.” ServiçoSemana ComCausa pela Liberdade ReligiosaDe 15 a 21 de setembro de 2025PortalC3.net, redes sociais da ComCausa e parceiros 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaDomingo, 21 de setembro de 2025A partir das 10hPraia de Copacabana – Posto 5, Rio de JaneiroRealização: CCIR, CEAP, com apoio da ComCausa e de movimentos sociaisLema: “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”Imagem de capa d Foto da 15ª edição Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa Leia também Além de sua dimensão simbólica, o evento funciona como ato pedagógico e político, reivindicando políticas públicas, denunciando crimes de intolerância e valorizando expressões culturais ligadas à fé. A edição de 2025 deve contar com ampla participação de coletivos culturais, blocos afros, entidades religiosas, instituições públicas e movimentos sociais. ServiçoSemana ComCausa pela Liberdade ReligiosaDe 15 a 21 de setembro de 2025PortalC3.net, redes sociais da ComCausa e parceiros 18ª Caminhada em Defesa da Liberdade ReligiosaDomingo, 21 de setembro de 2025A partir das 10hPraia de Copacabana – Posto 5, Rio de JaneiroRealização: CCIR, CEAP, com apoio da ComCausa e de movimentos sociaisLema: “Pelos meus, pelos seus, pelos nossos, eu vou!”Imagem de capa d Foto da 15ª edição Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa Foto de capa ilustrativa: Caminhada São João de Meriti Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia-Internacional-das-Vitimas-de-Desaparecimentos-Forcados

PL aprovado propõe: imagens de pessoas desaparecidas serão exibidas em trens e barcas no Rio

O Estado do Rio de Janeiro deu um passo importante no enfrentamento à grave crise dos desaparecimentos. A Assembleia Legislativa aprovou proposta que garante a exibição permanente de imagens e informações de pessoas desaparecidas nos principais meios de transporte público da região metropolitana — trens, metrôs e barcas. A medida atende a uma antiga demanda de familiares, organizações de direitos humanos e especialistas em segurança pública, que defendem a ampliação da divulgação de fotos como forma de aumentar as chances de localização das vítimas. A dimensão do problema Segundo dados oficiais, o Brasil registra anualmente mais de 80 mil desaparecimentos, sendo o Estado do Rio de Janeiro responsável por um dos maiores índices. Estima-se que, em média, cerca de 20 pessoas desapareçam por dia apenas no território fluminense. A situação é ainda mais grave na Baixada Fluminense, região que concentra grande parte desses registros e onde a vulnerabilidade social, a violência urbana e a precariedade das políticas públicas de prevenção e busca aumentam o sofrimento das famílias. Entre as principais causas estão conflitos familiares, violência urbana, tráfico de pessoas, exploração sexual e contextos de vulnerabilidade social. Apesar da gravidade, muitas famílias enfrentam dificuldades para dar visibilidade aos seus casos. Campanhas em redes sociais e pequenos cartazes espalhados por comunidades e pontos de grande circulação ainda são, muitas vezes, os únicos recursos disponíveis. Como funcionará a divulgação A nova política prevê que cada vagão de trem e metrô, assim como as embarcações das barcas, tenham um painel fixo de tamanho mínimo de 1m x 0,90m destinado exclusivamente à fixação de imagens de pessoas desaparecidas. As informações serão alimentadas a partir de dados do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD) e da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). Além da fotografia, constarão o nome completo, a data aproximada do desaparecimento e o telefone oficial para denúncias e informações. Importância da iniciativa Organizações da sociedade civil que atuam na temática consideram a medida uma vitória histórica. A estratégia busca transformar a mobilidade urbana em uma aliada, ampliando o alcance das buscas para milhões de pessoas que circulam diariamente pelo sistema de transporte público do estado. Além de dar visibilidade imediata a centenas de casos, a proposta dialoga com experiências internacionais, em que a ampla divulgação de fotos em espaços públicos já mostrou resultados efetivos na localização de desaparecidos. Próximos passos Após a aprovação legislativa, o projeto aguarda sanção do governo estadual para entrar em vigor. Os custos de implementação dos painéis deverão ser arcados por dotações orçamentárias próprias, garantindo que as concessionárias dos transportes públicos recebam os materiais já padronizados. Caso sancionada, a política representará um marco no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas no Rio de Janeiro, fortalecendo o direito à memória, à verdade e à vida, além de oferecer um caminho de esperança para milhares de famílias que ainda aguardam notícias de seus entes queridos. Conexão com a Baixada e o trabalho da ComCausa Na Baixada Fluminense, onde diariamente familiares buscam notícias de seus entes desaparecidos, essa medida poderá representar um avanço crucial. Projetos como o Acolher: Desaparecidos, desenvolvido pela ComCausa, já atuam na região com campanhas de visibilidade, orientação jurídica e apoio psicossocial. A integração dessas iniciativas comunitárias com políticas públicas mais amplas fortalece a rede de defesa da vida e aumenta as chances de reencontros. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Setembro Amarelo

Projeto ComuniSaúde atua na prevenção ao suicídio e fortalece redes comunitárias na Baixada Fluminense

O suicídio é uma realidade alarmante e silenciosa no Brasil. Todos os anos, cerca de 12 mil pessoas tiram a própria vida no país, um número que acompanha um quadro mundial ainda mais grave: mais de 800 mil mortes por suicídio a cada ano, o que equivale a uma vida perdida a cada 40 segundos. Apesar de sua gravidade, o tema ainda é marcado por estigmas, medos e silêncios. Falar sobre suicídio é, muitas vezes, um tabu enraizado em séculos de construções religiosas, morais e culturais, dificultando sua prevenção e o acesso à ajuda. Em muitos casos, o preconceito e a desinformação impedem a identificação precoce dos sinais de risco e afastam as pessoas do cuidado. Com o objetivo de romper esse silêncio e ampliar o acesso à informação, acolhimento e cuidado em saúde mental, a ComCausa – Defesa da Vida lançou o projeto ComuniSaúde, voltado para comunidades da Baixada Fluminense. A iniciativa atua em favelas e territórios populares promovendo a conscientização sobre o acesso ao atendimento básico, incentivando a promoção da saúde mental e fortalecendo redes comunitárias de apoio. Uma abordagem comunitária para um problema coletivo O projeto parte do princípio de que a prevenção ao suicídio não deve ficar restrita ao sistema de saúde formal. É preciso envolver escolas, lideranças locais, igrejas, coletivos culturais, unidades básicas de saúde e, principalmente, os próprios moradores na construção de estratégias de cuidado e acolhimento. O ComuniSaúde atua de forma territorializada, com ações que incluem rodas de conversa, oficinas sobre saúde emocional, formações para agentes comunitários, escutas individuais, articulação de serviços públicos e apoio a iniciativas locais voltadas à proteção da vida. Um dos focos centrais do projeto é a juventude, faixa etária onde o suicídio aparece entre as três principais causas de morte no mundo — especialmente entre 15 e 29 anos. Segundo levantamentos internacionais, cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão ligados a transtornos mentais. Entre eles, destacam-se a depressão, o transtorno bipolar e o uso abusivo de substâncias. Mas o sofrimento psíquico é atravessado por múltiplas dimensões — pobreza, violência urbana, discriminação, racismo, desigualdade de gênero e falta de oportunidades também são fatores que ampliam a vulnerabilidade. A importância da escuta e da rede de apoio Nas comunidades onde o ComuniSaúde atua, a proposta é simples e poderosa: criar espaços onde as pessoas possam ser ouvidas sem julgamento, receber orientações adequadas e construir, juntas, caminhos de cuidado. Em um território onde o acesso à saúde mental ainda é precário, o fortalecimento das redes locais de apoio se torna essencial. A prevenção ao suicídio passa também pela escuta ativa, pela valorização da vida cotidiana, pela oferta de perspectivas e pela quebra do isolamento emocional. Em muitos casos, o que falta é um espaço seguro para que alguém possa dizer: “eu não estou bem”. Para isso, o projeto também trabalha com a capacitação de lideranças comunitárias, educadores e profissionais da ponta, incentivando que cada território desenvolva seus próprios mecanismos de acolhimento. O acesso à informação qualificada e à rede pública de saúde é facilitado, criando pontes entre a comunidade e os serviços já existentes. Uma responsabilidade de todos A ComCausa lembra que o suicídio é uma questão de saúde pública que precisa ser enfrentada com responsabilidade e humanidade. Não se trata apenas de um problema individual, mas de um fenômeno que envolve fatores biológicos, psicológicos, sociais, políticos e culturais. A vida nas favelas e periferias, marcada por carências e violências cotidianas, exige uma resposta integrada e comprometida com a dignidade humana. Falar sobre suicídio é um ato de coragem. Ouvir, acolher e se mobilizar também. O ComuniSaúde convida moradores, gestores públicos e organizações locais a se unirem nesse movimento de promoção da vida. Linha 188 do CVV oferece apoio emocional gratuito e confidencial O número 188, do Centro de Valorização da Vida (CVV), é um importante canal de apoio emocional e prevenção ao suicídio, disponível 24 horas por dia, de forma gratuita e confidencial, em todo o território nacional. O serviço tem como principal objetivo acolher pessoas que enfrentam momentos de crise, oferecendo uma escuta empática e atenta por meio de voluntários capacitados. O CVV é uma organização não governamental com mais de 60 anos de atuação no Brasil, sendo uma referência na prevenção do suicídio e no apoio a quem lida com problemas emocionais, como depressão, ansiedade, solidão e desespero. A instituição atende por meio de diferentes canais: telefone (188), chat online, e-mail e, em algumas cidades, também realiza atendimentos presenciais. A importância da escuta ativa O serviço oferecido pelo CVV é fundamental em um cenário preocupante de aumento nos índices de suicídio e de problemas relacionados à saúde mental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é uma das principais causas de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo, e os números vêm crescendo entre diferentes faixas etárias no Brasil. A linha 188 permite que qualquer pessoa, em qualquer lugar do país, tenha acesso ao atendimento imediato, sem a necessidade de se identificar. Os voluntários do CVV são treinados para praticar a escuta ativa, ou seja, ouvir de forma atenciosa, respeitosa e sem julgamentos, possibilitando que a pessoa em sofrimento emocional possa desabafar e refletir sobre suas dores. Apoio emocional que salva vidas Para muitos que enfrentam crises emocionais, falar com um voluntário do CVV pode ser um ponto de virada. A simples conversa, o acolhimento e a atenção podem ser elementos transformadores, ajudando a aliviar o peso do sofrimento e evitando que a pessoa adote uma postura irreversível. Além do atendimento pelo 188, o CVV também oferece suporte emocional por meio de chat no site oficial (www.cvv.org.br) e por e-mail. Os postos de atendimento presenciais, espalhados por várias cidades do país, são outra forma de apoio oferecida pela instituição. Prevenção ao suicídio: o Setembro Amarelo Uma das iniciativas mais conhecidas da organização é a participação no Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio. Durante todo o mês de setembro, o CVV, em parceria com outras entidades, realiza ações de

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Andrei Goulart ComCausa Protal Ce3

Caso Andrei Goulart: Tio acusado de matar sobrinho após abuso será julgado em Porto Alegre

Após quase nove anos de espera por justiça, a morte do menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de 12 anos, em Porto Alegre, chegará a julgamento. O tio da criança, Jeverson Lopes Goulart — ex-tenente da Brigada Militar, hoje aposentado —, foi pronunciado e irá a júri popular pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado. O julgamento foi marcado para o dia 27 de outubro de 2025, às 9h30, na 1ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre. Andrei foi encontrado morto no dia 30 de novembro de 2016, dentro do apartamento da família no bairro Cristal, zona sul da capital gaúcha. Ele tinha um ferimento de bala na cabeça, e o caso foi inicialmente tratado como suicídio, sem a instauração de inquérito por homicídio. No entanto, essa narrativa começou a mudar anos depois, graças à luta incansável da mãe da vítima, Cátia Goulart, que não aceitou a versão oficial. Com o apoio de movimentos sociais, advogados e da própria mobilização nas redes sociais, ela conseguiu manter o caso em evidência. Em 2020, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) reabriu o caso e passou a trabalhar em uma nova linha de investigação. Acusação: abuso sexual e assassinato para ocultar o crime De acordo com a denúncia do MPRS, Jeverson teria cometido estupro de vulnerável contra o sobrinho entre os dias 29 e 30 de novembro de 2016. Na madrugada do dia 30, para encobrir o crime sexual, o acusado teria matado Andrei com um disparo de arma de fogo na cabeça. O revólver utilizado seria de propriedade do próprio réu, que à época ainda era tenente da Brigada Militar. A acusação aponta que o local do crime foi manipulado para simular um suicídio, com o objetivo de dificultar a responsabilização do autor. O homicídio foi classificado como qualificado, com agravantes como: A reviravolta na investigação só foi possível devido à pressão social e ao ativismo da família. Em 2021, Cátia Goulart organizou uma vigília pública em frente ao Tribunal de Justiça do RS, cobrando respostas e visibilidade para o caso. O avanço no caso veio com a coleta de novos depoimentos, incluindo o de uma testemunha que afirmou ter sido molestada anteriormente pelo mesmo acusado. Essas declarações ajudaram a fortalecer o indiciamento e serviram de base para a Justiça aceitar a denúncia. Em maio de 2023, o juiz responsável pelo caso, no 1º Juizado da 1ª Vara do Júri, decidiu levar o réu a júri popular, reconhecendo que há indícios consistentes de autoria e materialidade dos crimes. A decisão foi tomada nos termos da Constituição Federal, que garante que crimes dolosos contra a vida sejam julgados por um Conselho de Sentença. Presunção de inocência e expectativa pelo júri A defesa de Jeverson Goulart nega as acusações, e, até que haja uma condenação definitiva, o ex-policial permanece amparado pela presunção de inocência, conforme prevê a legislação brasileira. O julgamento no Tribunal do Júri é aguardado com expectativa por familiares, ativistas e a sociedade civil. Para a mãe de Andrei, o processo representa uma etapa fundamental na busca por justiça e reconhecimento da dor vivida pela família desde 2016. A sessão, marcada para 27 de outubro de 2025, será aberta ao público, e o caso segue como símbolo da luta contra a impunidade em crimes sexuais e de violência contra crianças, além de levantar debates importantes sobre responsabilização de agentes do Estado. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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vice-prefeito de Nilópolis, Alvinho, recebeu em seu gabinete o frei Tatá; o professor Rodney, diretor do IFRJ local; e Adriano Dias da ComCausa - Arquivo ComCausa

Nilópolis se articula em prol da memória religiosa e dos direitos humanos

Na manhã desta segunda-feira (8), o vice-prefeito de Nilópolis, Alvinho, recebeu em seu gabinete o frei Tatá, da Pastoral Afro, que também é superintendente de Igualdade Racial da Prefeitura de São João de Meriti; o professor Rodney, diretor do IFRJ local; e Adriano Dias, diretor da Associação ComCausa – Defesa da Vida. O encontro teve como objetivo alinhar agendas conjuntas em torno da valorização da memória, do patrimônio histórico e da promoção de políticas públicas de igualdade racial e cidadania na Baixada Fluminense. Tombamento da Capela São Mateus Entre os pontos discutidos esteve o tombamento da histórica Capela de São Mateus, marco religioso e cultural de Nilópolis. A preservação do espaço é vista como fundamental para fortalecer a identidade afrodescendente e a memória coletiva da região. O frei Tatá destacou que a capela é um símbolo de resistência que conecta passado e presente, sendo indispensável para a valorização da herança cultural. O vice-prefeito Alvinho informou que já iniciou articulação junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), visando formalizar o processo de tombamento da capela como patrimônio histórico do Estado do Rio de Janeiro. Flidan e os Agudás Outro tema em destaque foi a articulação com a Flidan – Feira Literária Internacional de São João de Meriti, que nesta edição terá como foco os Agudás, denominação atribuída aos africanos escravizados que, após conquistarem a liberdade, conseguiram retornar ao continente de origem. A escolha do tema toca diretamente em questões históricas relacionadas à diáspora, à escravidão e à reparação simbólica, e se conecta ao debate sobre a própria Capela de São Mateus, que carrega essa memória em seu entorno. Desaparecimentos na Baixada Fluminense Durante a reunião, Adriano Dias, da ComCausa, trouxe à pauta a grave situação dos desaparecimentos na Baixada Fluminense. Ele relatou o quanto o tema atravessa as famílias da região e sugeriu a criação de um núcleo específico voltado ao enfrentamento desse fenômeno. A proposta seria estruturada em parceria com a Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas do Governo do Estado do Rio de Janeiro, garantindo um canal institucional de apoio e monitoramento permanente. O encontro terminou com o compromisso de fortalecer a integração entre Nilópolis e São João de Meriti em ações conjuntas, conectando cultura, fé, história e direitos humanos. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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