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Gravida - Parteira

ComuniSaúde: Nova Iguaçu disponibiliza vacina contra bronquiolite para gestantes

A vacina contra a bronquiolite já está disponível em todas as unidades de saúde de Nova Iguaçu, ampliando a proteção de gestantes e bebês em todo o município. A aplicação é em dose única e pode ser realizada por gestantes a partir de 28 semanas de gestação, garantindo imunidade aos recém-nascidos durante os primeiros meses de vida — período de maior vulnerabilidade. A bronquiolite é uma infecção respiratória que pode causar quadros graves em bebês menores de seis meses, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus. A vacinação das gestantes oferece uma importante camada de proteção, reduzindo internações e complicações. A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que as grávidas levem a caderneta de vacinação e procurem a unidade mais próxima. Equipes das unidades estão preparadas para esclarecer dúvidas, verificar o período gestacional e orientar sobre demais cuidados de saúde. A iniciativa fortalece a Defesa da vida e reforça o compromisso de Nova Iguaçu com a prevenção e a saúde materno-infantil. A recomendação é que as gestantes não adiem a imunização, garantindo mais segurança para seus bebês já nos primeiros dias após o nascimento. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:  

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Coé (Conscientizar, Organizar, Educar)

Desde 2006, o Coletivo Coé (Conscientizar, Organizar, Educar) transforma o Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio de Janeiro, em um território pulsante de educação, cultura e mobilização social. A organização, que gere a Biblioteca Paulo Freire e outras frentes comunitárias, atua para ampliar o acesso à leitura, fortalecer vínculos e promover a valorização da memória e da identidade periférica. Com a missão de conscientizar, organizar e educar crianças, jovens e adultos, o Coé busca criar novas possibilidades de futuro por meio da arte, da participação coletiva e do engajamento ativo dos moradores. O coletivo acredita que educação e cultura são ferramentas essenciais para transformar territórios e garantir qualidade de vida. Biblioteca Paulo Freire Criada em 2006 por moradores inquietos diante das desigualdades em Costa Barros e Anchieta, a Biblioteca Paulo Freire se consolidou como um espaço de formação e encontro. Desde então, promoveu saraus, rodas de conversa, orientação para ingresso em universidades públicas, atividades culturais e o projeto Tricicloteca Cultural Abdias Nascimento, premiado no edital Rumos Itaú Cultural 2018-2019. Aos 14 anos, o espaço ampliou suas atividades, incorporando o Projeto Agroecológico Quintal Escola Chico Mendes e se integrando a novas frentes, como a Biblioteca Comunitária Carolina de Jesus e o COÉ UERJ. Hoje, o coletivo trabalha de forma integrada para fortalecer a rede de saberes do território. FLICC: a festa literária do Chapadão A Festa Literária do Complexo do Chapadão (FLICC) é um marco cultural. Realizada em 2016, 2018 e 2022, é a primeira festa literária do território e reúne literatura, teatro, música clássica, rap, artes visuais, debates e encontros afetivos. Democrática e anticapitalista, é totalmente gratuita e reafirma a potência da cultura produzida nas periferias. Quintal Escola Chico Mendes: agroecologia e memória Criado em 2020, o Quintal Escola Chico Mendes ressignifica o território ao unir produção de alimentos orgânicos, sustentabilidade e vivências comunitárias. O espaço oferece oficinas e cursos gratuitos, promove pertencimento e fortalece a autonomia dos moradores com iniciativas de economia solidária. O Coé também mantém presença ativa nas redes, divulgando ações, debates e desmontando barreiras de acesso à cultura. Com quase duas décadas de atuação, o Coletivo Coé se consolida como referência em educação, cultura e organização comunitária no Complexo do Chapadão, reafirmando que a transformação territorial nasce da coletividade e do direito de sonhar. Comunicação e presença digital E-mail: coletivocoe@gmail.com Telefone: (21) 97412-6292 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Centro Esportivo e Educacional Golfinhos da Baixada

Criado em 2011, o Instituto Golfinhos da Baixada nasceu com o compromisso de transformar vidas na Baixada Fluminense por meio do esporte, da educação, da cultura e da arte. Com uma atuação que une inclusão, fortalecimento comunitário e promoção da vida, a instituição se tornou referência na região, alcançando crianças, adolescentes e famílias que enfrentam desigualdades históricas. A missão do Instituto é clara: reduzir desigualdades e promover desenvolvimento humano com transparência, equidade, espírito de equipe e altruísmo. Ao longo dos anos, o Golfinhos da Baixada ampliou suas iniciativas, desde festivais de natação e intercâmbios até ações humanitárias e projetos educacionais. Em 2020, em meio à crise sanitária, a organização mobilizou uma grande rede de solidariedade e atendeu cerca de 2 mil famílias com cestas básicas, kits de higiene e apoio comunitário. Inclusão pelo esporte e pela educação O projeto Golfinhos da Educação oferece aulas de reforço escolar e natação para crianças e adolescentes da região, incentivando hábitos saudáveis, disciplina e desempenho escolar. Em parceria com o Edital Fiocruz – Plano Integrado de Saúde nas Favelas, o trabalho garantiu: • 114 crianças com aulas regulares de reforço;• Aulas de natação duas vezes por semana;• 21 pessoas atendidas em apoio psicossocial;• 80 kits de higiene feminina distribuídos;• Mobilizações para ampliar a vacinação contra a Covid-19. Solidariedade em rede Com o Golfinhos Solidários, a instituição mantém ações de apoio direto a famílias em vulnerabilidade, reforçando o cuidado comunitário e a defesa da vida. As ações são articuladas com coletivos, ONGs e movimentos do território, que fortalecem a atuação em rede. Formação e autonomia O projeto DEZConstruir oferece o curso “Pequenos Reparos Domésticos”, voltado para mulheres negras, mães solo e pessoas LGBTQIA+. A proposta estimula autonomia financeira e combate desigualdades estruturais, alinhando valores como empatia, sororidade e paz à superação da violência. Desenvolvimento sustentável e direito à cidade O Instituto também lidera, desde 2020, a construção da Agenda Queimados 2030, documento coletivo que reúne propostas para desenvolvimento sustentável, enfrentamento da violência e garantia do direito à cidade. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e à Agenda Rio da Casa Fluminense. Inclusão digital para juventudes Na segunda chamada do Edital Fiocruz, o projeto Acess@r ampliou o acesso de jovens à educação digital, ferramentas tecnológicas e formação em cidadania. A iniciativa fortaleceu habilidades para o mercado de trabalho e estimulou o uso seguro e consciente da internet. A soma dessas ações consolidou o Golfinhos da Baixada como uma organização essencial para o Complexo do São Simão, Morro da Torre, São Roque e Queimados, promovendo saúde, educação, protagonismo e qualidade de vida. Comunicação e presença digital E-mail:faleconosco@golfinhosdabaixada.org.br Telefone: (21) 2779-7745 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Fiocruz recebe evento em celebração ao Dia Estadual da Saúde nas Favelas - Arquivo ComCausa

Plano Integrado leva saúde a 1 milhão de moradores de favelas

Em cinco anos de atuação contínua, o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro deixou de ser apenas uma resposta emergencial à pandemia e se firmou como uma das experiências mais robustas de promoção da saúde em favelas e periferias do país. Prestes a completar esse primeiro ciclo, a iniciativa celebra um marco simbólico e político de grande peso: mais de 1 milhão de pessoas já foram diretamente impactadas por ações que vão da segurança alimentar à saúde mental, passando por educação popular, vigilância comunitária e tecnologias sociais criadas e aperfeiçoadas nos próprios territórios. Esse balanço será apresentado no encontro “Favelizar a Saúde: 5 anos de parceria Alerj–Fiocruz”, marcado para o dia 5 de dezembro, às 12h30, na Arena Cultural Dicró, no Parque Ari Barroso, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro – uma escolha de local que, por si só, carrega o simbolismo de uma região ainda marcada pelo trauma de operações policiais e pela perda de 121 vidas em confrontos recentes. O Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio nasce de uma articulação inédita entre organizações comunitárias e instituições científicas de destaque nacional, como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Pensado inicialmente no contexto da pandemia de Covid-19, o Plano foi concebido como um grande laboratório vivo de tecnologias sociais, no qual as soluções em saúde não são formuladas de forma distante dos problemas, mas emergem diretamente do cotidiano dos becos, vielas, lajes e casas dos territórios historicamente mais deixados para trás. Em vez de enxergar as favelas apenas como espaços de carência e vulnerabilidade, a iniciativa reconhece esses lugares como centros de produção de conhecimento, cuidado e inovação, capazes de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) “de baixo para cima”, a partir da experiência concreta das comunidades. Números que revelam a dimensão da experiência e o cenário de desigualdade Em apenas cinco anos, o Plano apoiou 146 projetos de saúde integral, alcançando 175 favelas e periferias espalhadas por 33 municípios do estado e destinando mais de R$ 20 milhões para ações locais, com aportes que variam de R$ 50 mil a R$ 500 mil para cada iniciativa. Esse conjunto de ações atingiu diretamente mais de 1 milhão de pessoas – cerca de 5,8% de toda a população fluminense –, o que dá a medida da capilaridade e da relevância do programa. Esses resultados se tornam ainda mais significativos quando são colocados ao lado dos dados da Síntese de Indicadores Sociais de 2024, do IBGE, que mostram que duas em cada dez pessoas no estado do Rio de Janeiro ainda vivem abaixo da linha da pobreza, com renda inferior a R$ 694. É justamente essa população, concentrada em favelas e periferias – territórios vulneráveis específicos e populações “mais deixadas para trás” –, que o Plano coloca no centro das ações, reforçando que política pública de saúde, para ser efetiva, precisa dialogar com desigualdades concretas e enfrentar diretamente a pobreza, o racismo estrutural, a violência e a exclusão histórica. Cozinhas comunitárias: combater a fome como política de saúde e defesa da vida Um dos eixos mais visíveis e simbolicamente fortes do Plano são as cozinhas comunitárias e as iniciativas de segurança e soberania alimentar instaladas em diversas favelas e periferias do estado. Ao longo desse período, os recursos destinados pelo Plano possibilitaram garantir alimentação digna para aproximadamente 250 mil famílias, com a distribuição de mais de 600 toneladas de alimentos e o preparo de cerca de 200 mil refeições servidas diretamente nas comunidades. Mais do que pontos de oferta de comida, essas cozinhas se transformaram em espaços de cuidado ampliado, onde se cruzam ações de mobilização, escuta ativa, formação, orientação sobre direitos e construção de redes de solidariedade. Em muitos casos, são nesses espaços que moradores encontram apoio diante da fome, do desemprego, do luto e das sucessivas crises econômicas e sanitárias, evidenciando que alimentar, nas favelas, é também uma forma concreta de fazer política de saúde e de afirmar a defesa da vida. Agroecologia, quintais produtivos e a saúde que passa pela relação com o território Outro pilar central do Plano são as ações de agroecologia e sustentabilidade, responsáveis por cerca de 30% dos projetos apoiados. Nessas iniciativas, hortas comunitárias surgem em encostas antes abandonadas, quintais produtivos ganham vida em áreas adensadas, viveiros se multiplicam e cozinhas de aproveitamento integral ensinam a utilizar alimentos de forma mais completa e saudável. Tudo isso compõe uma rede que articula saúde, território, alimentação saudável, meio ambiente e economia solidária. Ao incentivar práticas agroecológicas em territórios densamente urbanizados, o Plano reforça que falar de saúde nas favelas não é apenas tratar de hospitais e postos de atendimento, mas também de saneamento básico, qualidade da água, acesso a alimentos saudáveis, áreas verdes, clima e direito ao território, numa visão de justiça socioambiental que coloca a vida cotidiana das comunidades no centro da pauta. Educação popular, comunicação comunitária e juventudes que comunicam para salvar vidas Cerca de 40% das iniciativas apoiadas pelo Plano se dedicam à educação popular em saúde, à formação de multiplicadores e à comunicação comunitária. A partir dessas experiências, nascem cartilhas, podcasts, vídeos, rádios comunitárias, perfis em redes sociais, campanhas digitais e materiais educativos que traduzem temas considerados complexos – como Covid longa, dengue, tuberculose, saúde mental, direitos sexuais e reprodutivos – para uma linguagem direta, acessível e conectada ao dia a dia das favelas. Jovens comunicadores e comunicadoras populares se formam como sujeitos políticos e técnicos, produzindo conteúdos que disputam narrativas, combatem a desinformação e fortalecem a confiança no SUS, especialmente em momentos de crise. Ao transformar a comunicação em ferramenta de cuidado e de mobilização, o Plano mostra que “comunicar para salvar vidas” não é apenas uma frase de efeito, mas um método de trabalho em territórios historicamente mais deixados para trás. Mulheres negras na linha de frente da cultura de cuidados e da defesa da vida Os dados do Plano confirmam aquilo que a história das favelas já revela há décadas: a centralidade das mulheres,

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Violência contra mulher

Ondas de feminicídio nos últimos dias escancaram emergência permanente no Brasil

Casos brutais que chocaram o país se somam a uma curva de violência que cresce há anos e atinge, principalmente, mulheres negras em territórios mais vulneráveis. Nos últimos dias, o Brasil acordou, de novo, com notícias difíceis de suportar: mulheres assassinadas ou quase mortas por parceiros e ex-parceiros em situações de extrema crueldade. Em discurso em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou episódios recentes — o homem que descarregou duas pistolas contra a companheira; o que matou a mulher grávida e incendiou a casa onde estavam os filhos; o caso da mulher atropelada e arrastada por aproximadamente um quilômetro, que sobreviveu, mas teve as duas pernas amputadas. “Essa semana…” virou expressão recorrente em telejornais, programas de variedades e redes sociais. No plenário do Senado, a senadora Professora Dorinha lamentou “vários casos de feminicídio nos últimos dias” e cobrou uma reação urgente do país. Na TV aberta, Ana Maria Braga chorou ao comentar uma tentativa de feminicídio e três assassinatos de mulheres em poucos dias: “Nos últimos dias parece que o negócio piorou… As notícias são cada vez mais frequentes e aterrorizantes”. A sensação de que há uma “onda” de feminicídios não é apenas percepção: os dados oficiais mostram que a violência letal contra mulheres é uma emergência contínua — e que o que estoura na mídia em determinados momentos apenas dá rosto e nome a um padrão que se repete há anos. Uma tragédia que se repete nos números O 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado em julho de 2025, mostra que 1.492 mulheres foram assassinadas por feminicídio em 2024 — o maior número desde que o crime passou a ser registrado oficialmente. Foram ainda 3.870 tentativas de feminicídio, um aumento de cerca de 19% em relação a 2023. O Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo governo federal, aponta que, em 2024, o país registrou, em média, quatro feminicídios por dia. Desde 2020, o número absoluto de casos cresce ano a ano: 1.355 vítimas em 2020, 1.359 em 2021, 1.451 em 2022, 1.449 em 2023 e 1.459 em 2024. Os dados mais recentes, referentes a 2025, reforçam a escalada. Levantamento do Observatório da Mulher contra a Violência, do Senado, mostra que 718 feminicídios foram registrados apenas no primeiro semestre de 2025. Já informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública, divulgadas pela imprensa especializada em raça e gênero, indicam que, de janeiro a setembro de 2025, mais de 2,7 mil mulheres foram vítimas de feminicídio — das quais 1.075 foram mortas —, representando aumento de cerca de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior. Quando se amplia o recorte temporal, o quadro é ainda mais contundente. Segundo o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher – RASEAM 2025, elaborado pelo Ministério das Mulheres, entre 2015 e 2024 foram registradas 11.650 ocorrências de feminicídio no Brasil, além de outras 29.659 mortes violentas de mulheres classificadas como homicídio doloso ou lesão corporal seguida de morte. Somadas, são 41.309 mulheres mortas em dez anos. Em outras palavras: a sucessão de casos que vem à tona “nesses últimos dias” não é um desvio da curva — é a própria curva. Cor, idade e território: quem são as vítimas Os levantamentos mostram que o feminicídio no Brasil tem cor, idade e CEP. O 19º Anuário detalha o perfil: Ou seja, o feminicídio está profundamente ligado à violência doméstica e às desigualdades de raça, gênero e território. Organizações que atuam em territórios historicamente deixados para trás — favelas, periferias urbanas, áreas rurais precarizadas — relatam que a violência letal é apenas a ponta de um iceberg de agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais. No cenário global, relatório conjunto da ONU Mulheres e do UNODC aponta que, em 2024, 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros íntimos ou familiares — o equivalente a 137 vítimas por dia, uma mulher assassinada por alguém da própria família a cada dez minutos. A situação brasileira se insere, assim, em uma crise mundial de violência de gênero — com agravantes próprios de um país marcado por racismo estrutural, desigualdade extrema e períodos recentes de forte cultura armamentista. “Nos últimos dias…”: picos de visibilidade, não de violência A expressão “nos últimos dias” aparece repetidamente em discursos e notas de repúdio: Esse recorte temporal ajuda a nomear a dor do momento, mas não pode mascarar a realidade: o que muda, de um dia para o outro, não é o número de mulheres mortas — é o nível de atenção pública. Em muitos casos que ganham repercussão nacional, descobrem-se depois registros anteriores de ameaça, agressão, perseguição, pedidos de medida protetiva ou relatos de que a mulher já denunciava o agressor. Relatórios como o RASEAM e o Anuário mostram que a violência começa muito antes do feminicídio: com controle, humilhações, isolamento, violência psicológica e, muitas vezes, estupro conjugal — tornando-se letal quando a mulher tenta romper a relação ou alcançar autonomia econômica. Falhas estruturais na proteção às mulheres Análises de observatórios de gênero e entidades de direitos humanos apontam gargalos recorrentes: Entidades ligadas à educação vêm denunciando que a violência de gênero atravessa escolas e universidades. Casos como o assassinato de duas mulheres em uma instituição de ensino técnico no Rio, citado em mobilizações recentes, mostram que o machismo letal não está restrito ao espaço doméstico. Reação da sociedade civil e o compromisso com a Defesa da Vida Enquanto o poder público tenta estruturar respostas, redes de mulheres, coletivos feministas, movimentos negros e entidades de direitos humanos seguem na linha de frente — especialmente em territórios vulneráveis. Projetos locais de formação em gênero e masculinidades, rodas de conversa, campanhas comunitárias e redes emergenciais de apoio tentam oferecer o que o Estado muitas vezes não garante a tempo: escuta, acolhimento, orientação jurídica, apoio material e proteção imediata. Organizações como a ComCausa – Defesa da Vida, que atuam historicamente na Baixada Fluminense e periferias do Rio de Janeiro, reforçam que o feminicídio não pode ser tratado apenas como “caso de polícia”, mas como tema de política pública estrutural — envolvendo

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Centro de Promoção da Saúde (Cedaps)

O Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) atua há mais de três décadas fortalecendo comunidades populares, ampliando a participação social e aprimorando políticas públicas voltadas para saúde, equidade e garantia de direitos. Criado em 1993, o Cedaps nasceu do trabalho comunitário realizado em um pequeno posto de saúde da favela Vila Canoas, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Ali, profissionais de saúde iniciaram um atendimento territorial inovador que, anos depois, se tornaria referência para a construção do Programa de Saúde da Família, uma das principais políticas públicas do Ministério da Saúde. Desde então, a instituição expandiu sua atuação e consolidou uma metodologia própria — a Construção Compartilhada de Soluções em Saúde, que mobiliza moradores, lideranças e instituições locais para identificar problemas, planejar estratégias e realizar ações coletivas de promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida. O Cedaps aposta na formação comunitária, no fortalecimento de redes e na participação social como pilares para transformar territórios e proteger vidas, reforçando o compromisso com a Defesa da vida. Em 2005, a organização criou a Rede de Comunidades Saudáveis do Rio de Janeiro, composta atualmente por 121 associações, coletivos e grupos comunitários. A rede conecta experiências locais, compartilha saberes e desenvolve projetos que ampliam o protagonismo de moradores na construção de cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis. Além da atuação direta em favelas e periferias do Rio, o Cedaps também realiza cooperação técnica em outros estados e países, disseminando práticas, tecnologias sociais e metodologias participativas que fortalecem políticas públicas e ampliam a garantia de direitos. Suas ações envolvem temas como saúde comunitária, juventude, equidade racial, segurança alimentar, educação popular, desenvolvimento territorial e controle social. Missão, visão e valores A missão do Cedaps é promover o fortalecimento de comunidades populares, juventudes e serviços públicos, contribuindo para políticas públicas sustentáveis, inclusivas e saudáveis. A instituição defende que uma sociedade democrática se constrói com participação social, com políticas que assegurem igualdade de direitos e com práticas que reconheçam a saúde como um direito humano fundamental. A visão da organização é ser referência na produção de conhecimento, práticas e tecnologias sociais capazes de contribuir para a construção de uma sociedade inclusiva, saudável e sustentável — sempre a partir de processos desenvolvidos junto aos territórios e nunca sobre eles. O Cedaps afirma que iniciativas da sociedade civil devem ser construídas coletivamente, envolvendo as populações diretamente impactadas e reforçando a responsabilidade pública do Estado na promoção da justiça social. Com três décadas de atuação, a instituição segue mobilizando redes, fortalecendo comunidades e construindo caminhos que colocam a vida, o cuidado e a equidade no centro das políticas públicas. Comunicação e presença digital E-mail: comunicacao@cedaps.org.br Telefone: 21 3852-0080 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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