Destaque

Movimento pelo Aeroparque promoverá campanha para alcançar 30 mil assinaturas até Dia da Baixada

Há poucos meses se iniciou um movimento que vem ganhando corpo em Nova Iguaçu e ampliando seu alcance pela Baixada Fluminense: a proposta de transformar o antigo Aeroclube no Aeroparque de Nova Iguaçu. A articulação estabeleceu uma campanha de assinaturas com meta pública de 30 mil apoios até 30 de abril, data em que se celebra o Dia da Baixada Fluminense, escolhida como marco simbólico para afirmar que a proposta tem relevância regional e pode atender, na prática, moradores de diferentes cidades do entorno. No centro do debate está a requalificação da área do antigo Aeroclube — fundado em 1942 e interditado em 2004 — a partir de uma ideia objetiva: transformar um território hoje subutilizado em um parque público de escala metropolitana, capaz de integrar esporte, cultura, lazer e educação ambiental, sem apagar o legado aeronáutico que faz parte da memória urbana de Nova Iguaçu. A proposta entende que preservar a história não significa manter o espaço paralisado; significa incorporá-la ao futuro do território, com uso público, acessível e permanente. Ao colocar o Dia da Baixada como horizonte, o movimento reforça uma leitura que ultrapassa o limite municipal: a Baixada Fluminense precisa de infraestrutura urbana voltada ao bem-estar coletivo, com mais áreas verdes, espaços de convivência e equipamentos públicos que promovam saúde, encontro e pertencimento. Um parque metropolitano, nessa escala, pode se tornar referência para toda a região, oferecendo um destino de uso social qualificado e contribuindo para uma cidade mais integrada. A campanha ocorre por meio de um abaixo-assinado na plataforma Change.org, com link divulgado nos canais de comunicação do movimento. Uma pauta urbana de alcance regional Para o movimento, o Aeroparque é uma resposta concreta a um problema recorrente da Baixada Fluminense: a carência de grandes espaços públicos qualificados e de áreas verdes capazes de atender às demandas de saúde urbana, lazer e convivência. A lógica do parque metropolitano, defendem os articuladores, é justamente ampliar o benefício para além de Nova Iguaçu, tornando o equipamento urbano um destino de uso público também para municípios vizinhos, com impacto direto na qualidade de vida. A mobilização argumenta que a requalificação do território pode “virar a chave” no debate urbano: substituir um grande vazio ocioso por um espaço de encontro e cuidado coletivo, capaz de receber atividades esportivas, ações culturais, educação ambiental e iniciativas comunitárias em rede. O que é o abaixo-assinado e como participar A campanha de assinaturas acontece por meio de um abaixo-assinado online, hospedado na plataforma Change.org, que apresenta a proposta de criação do Aeroparque e convoca apoios. O movimento informa que a mobilização seguirá de forma permanente até 30 de abril, com mutirões de divulgação e ações em rede. A decisão de estabelecer uma meta pública de 30 mil assinaturas, segundo a mobilização, tem dois objetivos principais: dar visibilidade ao tamanho do apoio social necessário para pautar o tema de maneira consistente e afirmar o caráter regional da proposta, ancorando a reta final no Dia da Baixada Fluminense (30/04), data reconhecida e celebrada por instituições públicas e municípios da região. Memória aeronáutica e requalificação do território O antigo Aeroclube é apontado como um marco histórico da cidade e da região: foi referência na formação de pilotos e integra a memória urbana de Nova Iguaçu. Registros históricos indicam que a interdição, em 2004, ocorreu por questões de manutenção e segurança. Na visão do movimento, preservar esse legado não significa manter o território parado, mas incorporar a história como parte viva do projeto do parque, com sinalização, roteiros educativos e ações culturais de memória. O vídeo acima é um registro da Associação de Desenvolvimento Econômico e Social da Baixada Fluminense (ADESBF). Mais do que uma cena pontual, o material ajuda a situar a importância histórica e simbólica do território do antigo Aeroclube e reforça o debate sobre seu futuro: a requalificação de uma área hoje subutilizada para assumir uma função urbana permanente, voltada ao bem-estar coletivo, ao lazer, à cultura, ao esporte e à educação ambiental, preservando a memória aeronáutica que marcou a trajetória do local e da cidade. Onde assinar: pelo link do abaixo-assinado na plataforma Change.org, sendo divulgado também pela ComCausa Defesa da Vida e o PortalC3 na bio do Instagram do Portal C3. _______________ | Imagem de capa: Internet | Imagem de capa: Capítulo DeMolay São João nº 253, ilustrativo Portal C3 | Texto original: RedeDh.org.br Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Espaço Casulo

No Complexo de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o Espaço Casulo se afirma como um território de acolhimento, fortalecimento e construção de autonomia para mulheres pretas e faveladas. A iniciativa atua com foco em saúde, autogestão e coletividade, a partir das demandas reais do território e da vivência das próprias mulheres. O coletivo foi contemplado pela Chamada Pública de Apoio a Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas, realizada pela Fiocruz, reconhecimento que evidenciou a importância do trabalho comunitário no enfrentamento das desigualdades agravadas pela pandemia. Um projeto que nasce da favela O Espaço Casulo foi criado por Priscila Monteiro, psicóloga formada pela PUC-Rio e moradora da Maré desde o nascimento. A proposta surgiu do desejo de colocar sua formação acadêmica a serviço da comunidade e de criar um espaço seguro para mulheres em um período marcado por altos índices de violência no território. Inicialmente idealizado apenas para mulheres, o Casulo nasceu em um contexto em que muitas tinham medo até de acionar o telefone 180, receosas da entrada policial na favela. O objetivo era garantir um ambiente onde elas pudessem se sentir seguras, acolhidas e livres para compartilhar experiências, participar de palestras, cursos e rodas de conversa. “Um espaço de fortalecimento e acolhimento. Um espaço onde a gente consiga ser aquilo que desejamos ser”, resume Priscila. Com o tempo, algumas atividades passaram a contar também com a participação de homens, especialmente companheiros que acompanham as mulheres em rodas de gestantes e encontros formativos. Autogestão e pertencimento A coordenação do espaço é compartilhada com Edineide da Silva Pereira, pedagoga e também formada como bolsista da PUC-Rio. Ela explica que o Casulo funciona a partir da lógica da autogestão, sem patrocínios fixos, por decisão política do coletivo. Algumas atividades contam com contribuição financeira das próprias participantes para custear despesas como aluguel e contas básicas. Segundo Edineide, esse modelo fortalece o sentimento de pertencimento e faz com que as mulheres se reconheçam como parte ativa do espaço. O Casulo funciona na Rua Maxwell, 79, segundo andar, na Baixa do Sapateiro, e tem como meta ampliar o local para acolher um número cada vez maior de mulheres da Maré. Saúde integral e cuidado coletivo Entre as atividades desenvolvidas estão rodas de conversa, palestras, atendimentos em psicologia, debates sobre direitos e ações voltadas à saúde menstrual. O coletivo também promove feiras culturais com foco no protagonismo feminino, reunindo gastronomia, oficinas de xaropes artesanais, bazar e atividades abertas à participação masculina. Essas ações fortalecem vínculos comunitários, ampliam o acesso à informação e reafirmam a favela como espaço de produção de cuidado, conhecimento e defesa da vida. Gestar em Roda: cuidado desde a gestação Uma das iniciativas de destaque é o projeto Gestar em Roda, realizado em parceria com a Roda de Gestantes da Maré e a Unidade de Saúde C.F. Augusto Boal. A proposta desenvolve ações de educação perinatal com suporte social e psicológico, feitas por e para mulheres da Maré. O projeto atua no enfrentamento da violência obstétrica e na promoção do cuidado humanizado, fortalecendo redes de apoio entre gestantes e mães do território. Visibilidade e reconhecimento O trabalho do Espaço Casulo já foi destaque em diferentes reportagens e eventos culturais, abordando temas como saúde da mulher, combate à violência obstétrica e sustentabilidade na favela. A visibilidade contribui para romper estigmas e reafirmar o protagonismo das mulheres mareenses na construção de soluções coletivas. Comunicação e presença digital Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Saúde da População Negra

ComuniSaúde: Dia Mundial da Saúde Universal

O Dia Mundial da Saúde Universal, também chamado de Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde é celebrado anualmente em 12 de dezembro. A data foi criada por meio da Resolução 72/138 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2017. A aprovação da resolução foi o ponto de partida para que o Grupo do Banco Mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificassem a Cobertura Universal de Saúde como prioridade a todas as nações e imprescindível para o alcance do desenvolvimento sustentável, reafirmando, assim, a saúde como direito humano. Desde então, deu-se início à luta pelo direito à cobertura de saúde a todas as pessoas até 2030, data para a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O objetivo da campanha é conscientizar sobre a necessidade de sistemas de saúde fortes e de cobertura universal, com parceiros de várias áreas, de forma a promover o acesso universal a cuidados de saúde de qualidade, tendo em conta o seu impacto para o desenvolvimento internacional sustentável. Cobertura Universal de Saúde pode ser definida como “o acesso de todos aos serviços de saúde dos quais precisam as populações, sem acarretar à determinada classe de usuários risco de empobrecimento”. Significa, então, que todas as pessoas, incluindo os mais pobres e vulneráveis, devem ter acesso a uma gama completa de serviços essenciais de saúde, como prevenção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos, sem ficar expostos a dificuldades financeiras. Os conceitos de Acesso Universal à Saúde e Cobertura Universal de Saúde são comumente confundidos. O primeiro consiste na ausência de barreiras socioculturais, organizacionais, econômicas, geográficas e de gênero, no que diz respeito aos cuidados à saúde. Já a Cobertura Universal de Saúde se refere à capacidade dos sistemas de saúde para atender as necessidades das populações em todos os níveis de cuidado à saúde, com oferta de infraestrutura, recursos humanos suficientes e tecnologias da saúde, sem causar danos financeiros aos usuários do sistema de saúde, particularmente os pobres, as pessoas vulneráveis e as camadas marginalizadas da população. Para o alcance de todos esses quesitos, segundo especialistas, são necessárias ações globais, além da participação e envolvimento de diferentes atores. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), o caminho para a Cobertura Universal de Saúde exige o reforço dos sistemas de saúde em todos os países. É fundamental que existam estruturas robustas de financiamento. Quando as pessoas têm de pagar do seu próprio bolso a maior dos encargos dos serviços de saúde, é frequente os mais pobres não conseguirem recorrer a muitos dos serviços de que necessitam e mesmo os mais ricos podem ficar expostos a dificuldades financeiras, no caso de doenças graves ou prolongadas. Reunir fundos de fontes de financiamento obrigatórias (tais como, contribuições obrigatórias para seguros) pode distribuir os riscos financeiros das doenças pela população. A melhoria da cobertura dos serviços e dos resultados da saúde depende da disponibilidade, do acesso e da capacidade dos profissionais de saúde para prestarem cuidados integrados de qualidade e centrados nas pessoas. Investir em cuidados de saúde primários de qualidade são a base para se atingir a cobertura universal em todo o mundo. Outros elementos críticos são uma boa governança, sistemas sólidos de compras e abastecimento de medicamentos e tecnologias da saúde, assim como sistemas de informação sanitária devidamente operacionais. Os cuidados de saúde primários são a forma mais eficaz e com melhor relação custo-benefício para se alcançar a cobertura universal de saúde em todo o mundo. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Coletivo Vira Lata

O Coletivo Vira Lata reúne profissionais de comunicação e produção cultural comprometidos com causas sociais e movimentos populares no Rio de Janeiro. Com forte presença na Pavuna, o grupo se destacou durante a pandemia ao organizar ações de combate à fome e fortalecer a articulação comunitária no território. Entre suas principais iniciativas está a Feirinha Solidária da Pavuna, projeto que distribui cestas de legumes e vegetais para cerca de 50 famílias, alcançando aproximadamente 200 pessoas. As entregas ocorreram na Arena Jovelina Pérola Negra e no Museu do Graffiti, com um diferencial importante: todos os alimentos fornecidos são orgânicos, reforçando a preocupação com a qualidade nutricional dos produtos e a promoção da saúde. A ação gerou também um mapeamento detalhado do território, ampliando o conhecimento sobre a realidade local. As cestas são entregues por mobilizadores que vivem na própria Pavuna. Muitos deles enfrentaram dificuldades durante a pandemia e encontraram no coletivo uma forma de se fortalecer e atuar pela comunidade. Durante as entregas, esses mobilizadores realizaram pesquisas com as famílias para entender suas necessidades, ampliar o diálogo com o território e encaminhar moradores a serviços públicos, como o CRAS da Pavuna. A partir dos dados coletados, o coletivo produziu um mapeamento sobre o cenário social da região. Segundo Luciano Pimenta, integrante do Vira Lata, o objetivo agora é ampliar o debate sobre segurança alimentar e planejar novas ações: “A gente não quer parar. A partir desses dados, estamos produzindo um relatório e queremos ampliar mais o debate sobre as necessidades alimentares da nossa região.” O Coletivo Vira Lata foi contemplado pela Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas, realizada pela Fiocruz, e também recebeu apoio do Fundo Casa Fluminense, fortalecendo suas iniciativas de ajuda direta e pesquisa comunitária. A equipe é composta por profissionais com diferentes trajetórias, como o fotógrafo e produtor de conteúdo Raphael Barbosa, morador de Magé, e Luciano Pimenta, morador da Pavuna, produtor cultural desde 2016 e estudante de Gastronomia. O trabalho do coletivo reafirma o papel essencial das organizações de base no enfrentamento da fome, na produção de dados cidadã e na Defesa da vida nos territórios populares. Comunicação e presença digital Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Coletivo Vila Beira Mar

Formado durante a pandemia de Covid-19, o Coletivo Vila Beira Mar, em Duque de Caxias, se tornou uma das principais redes comunitárias de apoio da Baixada Fluminense. Criado em 2020 por Zélia Maria Marques e seu marido, Domingos, o grupo começou mapeando 450 famílias que enfrentavam insegurança alimentar e dificuldades agravadas pela crise sanitária. Desde então, a atuação cresceu e hoje beneficia mais de 500 famílias em situação de extrema vulnerabilidade. O coletivo nasceu da urgência. Enquanto o vírus avançava, faltavam alimentos, produtos de higiene e condições básicas para que moradores permanecessem em casa. O Coletivo Vila Beira Mar passou a organizar doações de cestas básicas, máscaras, álcool em gel e materiais essenciais, além de acompanhar moradores em consultas médicas e monitorar casos de Covid-19 na comunidade. Com ações constantes de orientação e conscientização, garantiu apoio direto para que as famílias conseguissem atravessar os momentos mais críticos da pandemia. As parcerias estabelecidas com organizações como TETO, Instituto Dharma, Litros de Luz, Movimento Caxias, Conexão Solidária e Apadrinhe um Sorriso possibilitaram entregas contínuas de cestas básicas nos anos de 2020 e 2021. Em 2021, com a piora do quadro social, o recadastramento ampliou ainda mais o número de famílias assistidas. O coletivo também atua em uma frente pouco lembrada, mas essencial para a realidade local: a proteção dos animais domésticos. Com mais de dois terços das famílias criando gatos, cachorros e pássaros, a fome também atingiu os animais. O grupo passou a buscar doações de ração para evitar que os pets sofressem junto com seus tutores. Hoje, o Coletivo Vila Beira Mar é formado exclusivamente por mulheres que se dedicam diariamente às ações comunitárias. A elas se soma a “equipe mirim”, jovens de 15 a 18 anos que ajudam na organização e distribuição das doações. A liderança de Zélia Maria Marques, referência na comunidade, inspira e organiza a mobilização contínua, mantendo vivo o espírito de solidariedade que deu origem ao coletivo. As atividades seguem ativzas, fortalecendo a rede de apoio e reafirmando o papel central das iniciativas comunitárias na Defesa da vida e na redução dos impactos sociais da pandemia e da desigualdade estrutural. Comunicação e presença digital E-mail:coletivovilabeiramar@gmail.com Telefone: (21) 3134-8330 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Coletivo Comuns – Favela Batan

O Coletivo Comuns, localizado na Favela do Batan, em Realengo, atua para fortalecer a comunidade por meio da educação, da comunicação popular e da formação cidadã. Com cursos de capacitação, rodas de conversa e iniciativas de inclusão social, o grupo se tornou uma referência local no estímulo ao conhecimento, ao protagonismo juvenil e à solidariedade. O coletivo foi contemplado pelo Edital Fiocruz e integra o Dicionário de Favelas Marielle Franco. Fundado com o propósito de ampliar oportunidades no território, o Comuns trabalha com a missão de promover justiça social por meio da educação. A visão do grupo se apoia em valores como empatia, sororidade, direitos humanos, resistência e cultura — princípios que orientam ações construídas de forma horizontal, coletiva e com foco no fortalecimento das identidades locais. Um território marcado por história e desafios O Batan, situado na Zona Oeste do Rio, se desenvolveu a partir de ocupações iniciadas nos anos 1950. O nome deriva de “ubatã”, árvore comum na região, hoje praticamente desaparecida. Nas décadas de 1970 e 1980, o rápido crescimento populacional resultou na consolidação da favela, marcada pela falta de saneamento e urbanização. É neste contexto de desigualdades históricas que o Coletivo Comuns atua, oferecendo ferramentas para autonomia e transformação social. Cursos que ampliam horizontes Entre os principais projetos está o Curso de Comunicação e Mídias Sociais, realizado em parceria com a União Brasileira de Mulheres e voltado para quem busca dominar ferramentas digitais — do Canva à produção de conteúdo para redes. Outro destaque é o Curso de Comunicação e Tecnologias Digitais, desenvolvido com a Fiocruz e o Ibesva, que qualifica moradores para atuação profissional e participação política no ambiente digital. O coletivo também mantém o Pré-Vestibular Comuns, criado para apoiar estudantes rumo ao ensino superior. Além das aulas remotas e presenciais, o projeto chegou a custear inscrições do Enem para parte dos alunos, reforçando o compromisso com a democratização do acesso à educação. Jornal Fala Batan dá voz à comunidade O jornal comunitário Fala Batan é outra iniciativa fundamental. Com linguagem clara e direta, o veículo aborda temas como saúde, esporte e educação, além de destacar moradores na coluna “Papo de Cria”. O jornal circula nas ruas, caixas de correio e plataformas digitais, fortalecendo a comunicação local e promovendo visibilidade para histórias e demandas do território. Espaço de resistência e pertencimento Para o Coletivo Comuns, cada ação reflete a convicção de que educação, comunicação e cultura são ferramentas de enfrentamento das desigualdades. As atividades fortalecem vínculos, promovem cidadania e reafirmam a potência do território — mostrando que favela produz conhecimento, tecnologia, criatividade e cuidado. Comunicação e presença digital E-mail: falabatan@gmail.com Telefone: (21) 97412-6292 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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