Há poucos meses se iniciou um movimento que vem ganhando corpo em Nova Iguaçu e ampliando seu alcance pela Baixada Fluminense: a proposta de transformar o antigo Aeroclube no Aeroparque de Nova Iguaçu. A articulação estabeleceu uma campanha de assinaturas com meta pública de 30 mil apoios até 30 de abril, data em que se celebra o Dia da Baixada Fluminense, escolhida como marco simbólico para afirmar que a proposta tem relevância regional e pode atender, na prática, moradores de diferentes cidades do entorno.

No centro do debate está a requalificação da área do antigo Aeroclube — fundado em 1942 e interditado em 2004 — a partir de uma ideia objetiva: transformar um território hoje subutilizado em um parque público de escala metropolitana, capaz de integrar esporte, cultura, lazer e educação ambiental, sem apagar o legado aeronáutico que faz parte da memória urbana de Nova Iguaçu. A proposta entende que preservar a história não significa manter o espaço paralisado; significa incorporá-la ao futuro do território, com uso público, acessível e permanente.

Ao colocar o Dia da Baixada como horizonte, o movimento reforça uma leitura que ultrapassa o limite municipal: a Baixada Fluminense precisa de infraestrutura urbana voltada ao bem-estar coletivo, com mais áreas verdes, espaços de convivência e equipamentos públicos que promovam saúde, encontro e pertencimento. Um parque metropolitano, nessa escala, pode se tornar referência para toda a região, oferecendo um destino de uso social qualificado e contribuindo para uma cidade mais integrada.

A campanha ocorre por meio de um abaixo-assinado na plataforma Change.org, com link divulgado nos canais de comunicação do movimento.

Uma pauta urbana de alcance regional

Para o movimento, o Aeroparque é uma resposta concreta a um problema recorrente da Baixada Fluminense: a carência de grandes espaços públicos qualificados e de áreas verdes capazes de atender às demandas de saúde urbana, lazer e convivência. A lógica do parque metropolitano, defendem os articuladores, é justamente ampliar o benefício para além de Nova Iguaçu, tornando o equipamento urbano um destino de uso público também para municípios vizinhos, com impacto direto na qualidade de vida.

A mobilização argumenta que a requalificação do território pode “virar a chave” no debate urbano: substituir um grande vazio ocioso por um espaço de encontro e cuidado coletivo, capaz de receber atividades esportivas, ações culturais, educação ambiental e iniciativas comunitárias em rede.

O que é o abaixo-assinado e como participar

A campanha de assinaturas acontece por meio de um abaixo-assinado online, hospedado na plataforma Change.org, que apresenta a proposta de criação do Aeroparque e convoca apoios. O movimento informa que a mobilização seguirá de forma permanente até 30 de abril, com mutirões de divulgação e ações em rede. A decisão de estabelecer uma meta pública de 30 mil assinaturas, segundo a mobilização, tem dois objetivos principais: dar visibilidade ao tamanho do apoio social necessário para pautar o tema de maneira consistente e afirmar o caráter regional da proposta, ancorando a reta final no Dia da Baixada Fluminense (30/04), data reconhecida e celebrada por instituições públicas e municípios da região.

Memória aeronáutica e requalificação do território

O antigo Aeroclube é apontado como um marco histórico da cidade e da região: foi referência na formação de pilotos e integra a memória urbana de Nova Iguaçu. Registros históricos indicam que a interdição, em 2004, ocorreu por questões de manutenção e segurança. Na visão do movimento, preservar esse legado não significa manter o território parado, mas incorporar a história como parte viva do projeto do parque, com sinalização, roteiros educativos e ações culturais de memória.

O vídeo acima é um registro da Associação de Desenvolvimento Econômico e Social da Baixada Fluminense (ADESBF). Mais do que uma cena pontual, o material ajuda a situar a importância histórica e simbólica do território do antigo Aeroclube e reforça o debate sobre seu futuro: a requalificação de uma área hoje subutilizada para assumir uma função urbana permanente, voltada ao bem-estar coletivo, ao lazer, à cultura, ao esporte e à educação ambiental, preservando a memória aeronáutica que marcou a trajetória do local e da cidade.

Onde assinar: pelo link do abaixo-assinado na plataforma Change.org, sendo divulgado também pela ComCausa Defesa da Vida e o PortalC3 na bio do Instagram do Portal C3.

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| Imagem de capa: Internet

| Imagem de capa: Capítulo DeMolay São João nº 253, ilustrativo Portal C3

| Texto original: RedeDh.org.br

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