O Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) atua há mais de três décadas fortalecendo comunidades populares, ampliando a participação social e aprimorando políticas públicas voltadas para saúde, equidade e garantia de direitos. Criado em 1993, o Cedaps nasceu do trabalho comunitário realizado em um pequeno posto de saúde da favela Vila Canoas, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Ali, profissionais de saúde iniciaram um atendimento territorial inovador que, anos depois, se tornaria referência para a construção do Programa de Saúde da Família, uma das principais políticas públicas do Ministério da Saúde.

Desde então, a instituição expandiu sua atuação e consolidou uma metodologia própria — a Construção Compartilhada de Soluções em Saúde, que mobiliza moradores, lideranças e instituições locais para identificar problemas, planejar estratégias e realizar ações coletivas de promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida. O Cedaps aposta na formação comunitária, no fortalecimento de redes e na participação social como pilares para transformar territórios e proteger vidas, reforçando o compromisso com a Defesa da vida.

Em 2005, a organização criou a Rede de Comunidades Saudáveis do Rio de Janeiro, composta atualmente por 121 associações, coletivos e grupos comunitários. A rede conecta experiências locais, compartilha saberes e desenvolve projetos que ampliam o protagonismo de moradores na construção de cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis.

Além da atuação direta em favelas e periferias do Rio, o Cedaps também realiza cooperação técnica em outros estados e países, disseminando práticas, tecnologias sociais e metodologias participativas que fortalecem políticas públicas e ampliam a garantia de direitos. Suas ações envolvem temas como saúde comunitária, juventude, equidade racial, segurança alimentar, educação popular, desenvolvimento territorial e controle social.

Missão, visão e valores

A missão do Cedaps é promover o fortalecimento de comunidades populares, juventudes e serviços públicos, contribuindo para políticas públicas sustentáveis, inclusivas e saudáveis. A instituição defende que uma sociedade democrática se constrói com participação social, com políticas que assegurem igualdade de direitos e com práticas que reconheçam a saúde como um direito humano fundamental.

A visão da organização é ser referência na produção de conhecimento, práticas e tecnologias sociais capazes de contribuir para a construção de uma sociedade inclusiva, saudável e sustentável — sempre a partir de processos desenvolvidos junto aos territórios e nunca sobre eles.

O Cedaps afirma que iniciativas da sociedade civil devem ser construídas coletivamente, envolvendo as populações diretamente impactadas e reforçando a responsabilidade pública do Estado na promoção da justiça social.

Com três décadas de atuação, a instituição segue mobilizando redes, fortalecendo comunidades e construindo caminhos que colocam a vida, o cuidado e a equidade no centro das políticas públicas.

Comunicação e presença digital

E-mail: comunicacao@cedaps.org.br

Telefone: 21 3852-0080

Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como FiocruzIFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.

Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.

Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.

Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

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