Desde 2006, o Coletivo Coé (Conscientizar, Organizar, Educar) transforma o Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio de Janeiro, em um território pulsante de educação, cultura e mobilização social. A organização, que gere a Biblioteca Paulo Freire e outras frentes comunitárias, atua para ampliar o acesso à leitura, fortalecer vínculos e promover a valorização da memória e da identidade periférica.
Com a missão de conscientizar, organizar e educar crianças, jovens e adultos, o Coé busca criar novas possibilidades de futuro por meio da arte, da participação coletiva e do engajamento ativo dos moradores. O coletivo acredita que educação e cultura são ferramentas essenciais para transformar territórios e garantir qualidade de vida.
Biblioteca Paulo Freire
Criada em 2006 por moradores inquietos diante das desigualdades em Costa Barros e Anchieta, a Biblioteca Paulo Freire se consolidou como um espaço de formação e encontro. Desde então, promoveu saraus, rodas de conversa, orientação para ingresso em universidades públicas, atividades culturais e o projeto Tricicloteca Cultural Abdias Nascimento, premiado no edital Rumos Itaú Cultural 2018-2019.
Aos 14 anos, o espaço ampliou suas atividades, incorporando o Projeto Agroecológico Quintal Escola Chico Mendes e se integrando a novas frentes, como a Biblioteca Comunitária Carolina de Jesus e o COÉ UERJ. Hoje, o coletivo trabalha de forma integrada para fortalecer a rede de saberes do território.
FLICC: a festa literária do Chapadão
A Festa Literária do Complexo do Chapadão (FLICC) é um marco cultural. Realizada em 2016, 2018 e 2022, é a primeira festa literária do território e reúne literatura, teatro, música clássica, rap, artes visuais, debates e encontros afetivos. Democrática e anticapitalista, é totalmente gratuita e reafirma a potência da cultura produzida nas periferias.
Quintal Escola Chico Mendes: agroecologia e memória
Criado em 2020, o Quintal Escola Chico Mendes ressignifica o território ao unir produção de alimentos orgânicos, sustentabilidade e vivências comunitárias. O espaço oferece oficinas e cursos gratuitos, promove pertencimento e fortalece a autonomia dos moradores com iniciativas de economia solidária.
O Coé também mantém presença ativa nas redes, divulgando ações, debates e desmontando barreiras de acesso à cultura.
Com quase duas décadas de atuação, o Coletivo Coé se consolida como referência em educação, cultura e organização comunitária no Complexo do Chapadão, reafirmando que a transformação territorial nasce da coletividade e do direito de sonhar.
Comunicação e presença digital
E-mail: coletivocoe@gmail.com
Telefone: (21) 97412-6292
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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