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DomZumbi

Nascimento José Maria Pires o dom Zumbi primeiro bispo negro no Brasil

Hoje, 15 de março, lembramos o nascimento de Dom José Maria Pires, um dos grandes nomes da história da Igreja Católica no Brasil e um símbolo da luta por justiça social e igualdade. Nascido em 1919, na cidade de Córregos, Minas Gerais, Dom Zumbi dedicou sua vida ao serviço dos mais pobres e à defesa dos direitos humanos, tornando-se um farol de esperança e resistência em tempos desafiadores. Ordenado sacerdote em 1941, Dom José foi nomeado bispo de Araçuaí em 1957, tornando-se o primeiro bispo negro do Brasil. Sua trajetória de fé e coragem o levou, em 1966, ao cargo de arcebispo da Paraíba, posição que ocupou até 1995. Durante sua liderança, foi voz ativa na defesa das comunidades quilombolas, indígenas e camponesas, além de articular iniciativas como a criação da Pastoral Afro-Brasileira e a promoção das Comunidades Eclesiais de Base. Seu apelido, Dom Zumbi, surgiu após uma romaria ao Quilombo dos Palmares, fortalecendo sua identificação com a luta contra o racismo e em prol da igualdade. Essa associação simboliza sua visão de uma Igreja engajada, que não apenas acolhe os oprimidos, mas também se posiciona ao lado deles na busca por justiça. Resistência durante a ditaduraEm um dos períodos mais sombrios da história brasileira, Dom Zumbi se destacou como uma voz firme contra a repressão da Ditadura Militar. Sob sua liderança, a Arquidiocese da Paraíba fundou o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, que apoiava presos políticos e denunciava as violações de direitos cometidas pelo regime. Sua postura corajosa fez dele um exemplo de resistência e um defensor incansável da liberdade e da dignidade humana. Teologia e consciência negraAo longo de sua vida, Dom Zumbi integrou fé e identidade cultural, sendo um dos precursores da Teologia Afro-Brasileira Contemporânea. Na histórica Missa dos Quilombos, realizada em Recife em 1991, ele reafirmou a importância da espiritualidade afro-brasileira e da luta contra o racismo estrutural, inspirando gerações de líderes religiosos e sociais. Sua homilia, considerada um marco, destacou a urgência de combater a opressão racial e promover a organização do movimento negro, tanto dentro quanto fora das estruturas eclesiásticas. Legado e inspiraçãoDom José Maria Pires faleceu em 2017, aos 98 anos, como o bispo mais idoso do Brasil. Hoje, ao recordarmos seu nascimento, também celebramos o legado de um homem que enxergava na fé uma ferramenta para a transformação social. Suas palavras ecoam com força nos dias atuais: “Enquanto imperar a fome, a miséria e o analfabetismo, enquanto não se respeitar no operário e no camponês a dignidade da pessoa humana, os cristãos não estarão sendo cristãos.” Que a memória de Dom Zumbi nos inspire a continuar lutando por um mundo mais justo e igualitário, onde a fé seja sinônimo de coragem, e a justiça, um compromisso inegociável. Campanha “Nossa Gente Negra” e a homenagem a Dom Zumbi A campanha “Nossa Gente Negra”, promovida anualmente pela ComCausa desde 2020, celebra as contribuições históricas, culturais e sociais da população negra no Brasil, destacando figuras que marcaram a luta pela igualdade e pelos direitos humanos. Em 2024, a iniciativa homenageia Dom José Maria Pires, conhecido como Dom Zumbi, em referência ao líder histórico Zumbi dos Palmares. Dom José Maria Pires foi um defensor incansável das comunidades afrodescendentes e um símbolo da resistência ao racismo e à exclusão social. Sua trajetória como arcebispo e líder religioso foi marcada pelo compromisso com a justiça social, a defesa da dignidade humana e a luta por uma sociedade mais igualitária. A escolha de seu nome como destaque da campanha reafirma a importância de reconhecer líderes que, com coragem e determinação, inspiraram gerações na construção de um Brasil mais inclusivo. A campanha é feita nas redes de internet da ComCausa e matérias no Portal C3. Também como parte da homenagem, a ComCausa lançará uma página especial em seu site (comcausa.org.br/domzumbi), dedicada a Dom Zumbi e a outros ícones da resistência negra. Este memorial virtual terá o objetivo de preservar a memória dessas figuras históricas, promover reflexões sobre o impacto de suas ações e incentivar o engajamento na luta contra o racismo e pela igualdade de oportunidades. A campanha “Nossa Gente Negra” busca não apenas lembrar o legado do passado, mas também reforçar o compromisso com a transformação social no presente, estimulando debates e ações que celebrem a cultura negra e promovam a justiça e a equidade. Saiba mais em ComCausa.org.br/domzumbi | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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DomZumbi

Nascimento José Maria Pires o dom Zumbi primeiro bispo negro no Brasil

Hoje, 15 de março, lembramos o nascimento de Dom José Maria Pires, um dos grandes nomes da história da Igreja Católica no Brasil e um símbolo da luta por justiça social e igualdade. Nascido em 1919, na cidade de Córregos, Minas Gerais, Dom Zumbi dedicou sua vida ao serviço dos mais pobres e à defesa dos direitos humanos, tornando-se um farol de esperança e resistência em tempos desafiadores. Ordenado sacerdote em 1941, Dom José foi nomeado bispo de Araçuaí em 1957, tornando-se o primeiro bispo negro do Brasil. Sua trajetória de fé e coragem o levou, em 1966, ao cargo de arcebispo da Paraíba, posição que ocupou até 1995. Durante sua liderança, foi voz ativa na defesa das comunidades quilombolas, indígenas e camponesas, além de articular iniciativas como a criação da Pastoral Afro-Brasileira e a promoção das Comunidades Eclesiais de Base. Seu apelido, Dom Zumbi, surgiu após uma romaria ao Quilombo dos Palmares, fortalecendo sua identificação com a luta contra o racismo e em prol da igualdade. Essa associação simboliza sua visão de uma Igreja engajada, que não apenas acolhe os oprimidos, mas também se posiciona ao lado deles na busca por justiça. Resistência durante a ditaduraEm um dos períodos mais sombrios da história brasileira, Dom Zumbi se destacou como uma voz firme contra a repressão da Ditadura Militar. Sob sua liderança, a Arquidiocese da Paraíba fundou o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, que apoiava presos políticos e denunciava as violações de direitos cometidas pelo regime. Sua postura corajosa fez dele um exemplo de resistência e um defensor incansável da liberdade e da dignidade humana. Teologia e consciência negraAo longo de sua vida, Dom Zumbi integrou fé e identidade cultural, sendo um dos precursores da Teologia Afro-Brasileira Contemporânea. Na histórica Missa dos Quilombos, realizada em Recife em 1991, ele reafirmou a importância da espiritualidade afro-brasileira e da luta contra o racismo estrutural, inspirando gerações de líderes religiosos e sociais. Sua homilia, considerada um marco, destacou a urgência de combater a opressão racial e promover a organização do movimento negro, tanto dentro quanto fora das estruturas eclesiásticas. Legado e inspiraçãoDom José Maria Pires faleceu em 2017, aos 98 anos, como o bispo mais idoso do Brasil. Hoje, ao recordarmos seu nascimento, também celebramos o legado de um homem que enxergava na fé uma ferramenta para a transformação social. Suas palavras ecoam com força nos dias atuais: “Enquanto imperar a fome, a miséria e o analfabetismo, enquanto não se respeitar no operário e no camponês a dignidade da pessoa humana, os cristãos não estarão sendo cristãos.” Que a memória de Dom Zumbi nos inspire a continuar lutando por um mundo mais justo e igualitário, onde a fé seja sinônimo de coragem, e a justiça, um compromisso inegociável. Campanha “Nossa Gente Negra” e a homenagem a Dom Zumbi A campanha “Nossa Gente Negra”, promovida anualmente pela ComCausa desde 2020, celebra as contribuições históricas, culturais e sociais da população negra no Brasil, destacando figuras que marcaram a luta pela igualdade e pelos direitos humanos. Em 2024, a iniciativa homenageia Dom José Maria Pires, conhecido como Dom Zumbi, em referência ao líder histórico Zumbi dos Palmares. Dom José Maria Pires foi um defensor incansável das comunidades afrodescendentes e um símbolo da resistência ao racismo e à exclusão social. Sua trajetória como arcebispo e líder religioso foi marcada pelo compromisso com a justiça social, a defesa da dignidade humana e a luta por uma sociedade mais igualitária. A escolha de seu nome como destaque da campanha reafirma a importância de reconhecer líderes que, com coragem e determinação, inspiraram gerações na construção de um Brasil mais inclusivo. A campanha é feita nas redes de internet da ComCausa e matérias no Portal C3. Também como parte da homenagem, a ComCausa lançará uma página especial em seu site (comcausa.org.br/domzumbi), dedicada a Dom Zumbi e a outros ícones da resistência negra. Este memorial virtual terá o objetivo de preservar a memória dessas figuras históricas, promover reflexões sobre o impacto de suas ações e incentivar o engajamento na luta contra o racismo e pela igualdade de oportunidades. A campanha “Nossa Gente Negra” busca não apenas lembrar o legado do passado, mas também reforçar o compromisso com a transformação social no presente, estimulando debates e ações que celebrem a cultura negra e promovam a justiça e a equidade. Saiba mais em ComCausa.org.br/domzumbi | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Marielle e Anderson

Caso Marielle e Anderson completa mais um ano

O assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018, chocou o Brasil e o mundo. Marielle, conhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos e das minorias, foi morta a tiros junto com Anderson, enquanto retornavam de um evento no centro da cidade. Após anos de investigações, em outubro de 2024, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados pelo assassinato. Lessa recebeu uma pena de 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto Queiroz foi condenado a 59 anos e 8 meses. As investigações apontam que o crime teve motivações políticas, relacionadas à atuação de Marielle contra as milícias no Rio de Janeiro. Além dos executores, outras figuras estão envolvidas no caso. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, políticos com ligações com milícias, foram presos sob acusação de serem os mandantes do crime. O delegado Rivaldo Barbosa também foi detido, suspeito de obstruir as investigações. O caso Marielle e Anderson permanece como um marco na luta contra a violência política e a impunidade no Brasil. A busca por justiça continua, com a sociedade civil e familiares pressionando por respostas e responsabilização de todos os envolvidos. Marielle Franco se formou pela PUC-Rio e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com foco nas UPPs. Ela coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado Marcelo Freixo. A ativista decidiu pela militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário – justo o momento que lembrou nesta quarta no evento com outras mulheres negras – e com a morte de uma amiga a tiros. Ela deixou uma viúva e uma filha de 19 anos. Ronnie e Élcio foram presos quando estavam saindo de suas casas e não resistiram à prisão. O Ministério Público já acatou a denuncia contra os dois, ou seja, já são réus e já começou a instrução criminal. Segundo as investigações da GAECO/MPRJ, o assassinato foi planejado durante três meses de forma meticulosa. O sargento da PM Ronnie Lessa é acusado de efetuar os disparos e Elcio Vieira – policial militar expulso da corporação – foi quem teria dirigido o carro Cobalt na noite do crime. Os agentes também estão executando 34 mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados e outros locais para obter computadores, telefones, documentos, além de armas e munições. Os acusados foram levados para Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca. Onde um advogado já aguardava a chegada dos presos. Foto com Bolsonaro Usuários do Twitter e Facebook compartilham nas redes sociais uma foto postada por um perfil atribuído ao ex-PM Elcio de Vieira Queiroz, um dos presos pela polícia por ter participado do assassinato da Marielle e Anderson, abraçado o presidente Jair Bolsonaro. Queiroz, teria postado a imagem em que aparece lado a lado com o Bolsonaro no último dia 4 de outubro, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. Queiroz, de 46 anos, teria postado a imagem em que aparece lado a lado com o Bolsonaro no último dia 4 de outubro, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial – Reprodução / Facebook. Autor dos disparos Ronnie foi preso em casa em um condomínio na Barra da Tijuca, local onde anteriormente também residia o Jair Bolsonaro antes de se tornar presidente e mudar para Brasília. Segundo a investigação, ele é conhecido por ser exímio atirador e por sua frieza. Os agentes constataram Ronnie Lessa fez várias pesquisas na internet sobre agendas de Marielle, e que desde outubro de 2017, também pesquisava a rotina do deputado Marcelo Freixo. No dia do atentado, além de máscara, ele terias usado uma espécie de “segunda pele”. Uma malha que cobria os braços para dificultar um possível reconhecimento. PM reformado perdeu perna em atentado a bomba Ronnie Lessa perdeu uma das pernas após uma granada explodir dentro de seu carro em Bento Ribeiro, no ano de 2009. O ataque aconteceu a poucos metros do 9º BPM (Rocha Miranda) onde ele era lotado. Lessa também atuou, cedido pela PM, na Delegacia Antissequestro (DAS). O atentado que mutilou o PM estaria associado a uma disputa interna pela segurança do contraventor Rogério de Andrade, que também sofreu um ataque a bomba seis meses antes. Diego de Andrade, filho de Rogério, morreu em uma emboscada contra o pai, ocorrido na Barra da Tijuca. O autor de ambos os ataques seria o ex-sargento do Exército Volber Roberto da Silva Filho. Volber foi morto numa ação da Polícia Civil, em 2018, durante uma troca de tiros num motel em Jacarepaguá. O tiroteio, segundo o relato dos informantes, teria sido forjado para encobrir o assassinato do ex-sargento. Em abril de 2018, Ronnie Lessa também foi alvo de uma tentativa de assalto, conforme divulgado na época. Ronnie estava acompanhado de um militar do Corpo de Bombeiros e reagiu a uma abordagem na Barra. O PM reformado acabou atingido de raspão no pescoço e o bombeiro no braço. Junto com os pedidos de prisão e de busca e apreensão, o Ministério Público pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Operação Lume A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Castelo, no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde militantes de partidos de esquerda fazem prestações de contas públicas nas sextas. Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz. “Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz”, informa o comunicado do MP. “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia, acrescentando que a ação foi um golpe

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Memória: PM Leidson Acácio

O tenente PM Leidson Acácio Alves Silva estava de serviço na UPP Vila Cruzeiro e foi morto por bandidos da região. Na noite de 13 de março de 2014, depois que criminosos dispararam tiros contra o contêiner que serve como base administrativa da UPP Vila Cruzeiro, por volta das 20h40. O tenente PM Leidson Acácio Alves Silva estava com uma guarnição que fazia buscas na região pelos responsáveis, por volta das 22h40, na Rua 10, divisa entre as comunidades do Parque Proletário e Vila Cruzeiro, quando aconteceu a troca de tiros durante a qual Leidson foi atingido na testa. O tenente Leidson Acácio, de 27 anos, chegou a ser encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas e não resistiu ao ferimento. Ele estava na corporação há pouco mais de 3 anos e estava na UPP Vila Cruzeiro há cerca de 3 meses. O policial era casado há 12 anos e havia se formado na Polícia Militar no dia 1º de dezembro de 2013. A viúva, Jaqueline Oliveira, era uma das mais abaladas no sepultamento, que reuniu cerca de 200 pessoas, entre amigos, familiares e autoridades da PM. Leidson, ele era de Governador Valadares, morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e casou-se com Jaqueline no dia 22 de abril de 2013. Na caminhada da chacina da Baixada, que foi perpetrada por policiais, a ComCausa levou um banner em memória de Leidson. Um ano depois, em 2015, ao contribuir para o programa ‘Caminhos da Reportagem’, intitulado “Guerra sem Herói”, o fundador da ComCausa, o jornalista Adriano Dias, fez referência ao jovem policial, morador da Baixada, afirmando que “esta guerra não tem lado”. O programa foi vencedor da categoria ‘Melhor Programa Jornalístico’ do Prêmio TAL de 2016. A trajetória do policial militar Leidson Acácio Alves Silva, de 27 anos, teve um desfecho trágico na noite de quinta-feira, quando o subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro foi baleado na cabeça. No entanto, sua história foi marcada por uma incrível superação. Após se mudar de Minas Gerais para o Rio com sua mãe e três irmãos na infância, Leidson enfrentou um desentendimento familiar que o levou a viver nas ruas. Durante esse período difícil, ele trabalhou como camelô e borracheiro. Com apenas 17 anos e tendo cursado até a terceira série do Ensino Fundamental, Leidson conseguiu se tornar cadete da PM aos 23 anos, graças ao supletivo que concluiu e à experiência como motorista de reboques na Operação Lei Seca, prestando serviços para uma empresa privada. Durante o enterro de Leidson, realizado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, o cadete Machado Gomes, de 25 anos, emocionou-se ao lembrar do colega como um exemplo de superação. “Ele enfrentou as mesmas dificuldades que muitos usam para justificar a entrada de pessoas no crime, mas ele escolheu seguir outro caminho. Leidson era um exemplo de ser humano e superação”, afirmou Gomes. Na academia da PM, os dois eram colegas, mas Leidson se destacou entre os 168 alunos, sendo escolhido como representante da turma. Ele também era o líder da Sociedade da Academia Tiradentes (SAC), que funcionava como um diretório acadêmico para os alunos da corporação. Além disso, o aspirante a oficial estava envolvido em movimentos estudantis em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde morava. O subcomandante da UPP Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, morreu depois de ser baleado na testa durante patrulhamento na Rua 10, no Parque Proletário. Segundo informações de PMs da guarnição de Leidson, cerca de 20 bandidos realizaram o ataque por volta das 22h30m. Pouco depois, a base da UPP Parque Proletário também foi alvo de disparos. O aspirante havia chegado à unidade há apenas três meses. Ele foi encaminhado para o Hospital estadual Getúlio Vargas, também na Penha, onde ainda chegou com vida, mas não resistiu ao ferimento. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Anísio Teixeira

A morte de Anísio Teixeira, em 11 de março de 1971, permanece envolta em mistério até hoje. O educador foi encontrado morto no fosso de um elevador em um prédio no Rio de Janeiro, levantando suspeitas sobre as circunstâncias de seu falecimento. À época, o Brasil vivia sob a ditadura militar, um período marcado por repressões políticas e censura, o que gerou teorias de que Anísio teria sido vítima de perseguição política devido às suas ideias progressistas e ligações com intelectuais que se opunham ao regime. Versões e SuspeitasOficialmente, a morte de Anísio Teixeira foi considerada um acidente, mas muitos acreditam que ele tenha sido assassinado. O prédio onde seu corpo foi encontrado era de propriedade de Aurélio Buarque de Holanda, um amigo de Anísio, e ele estava a caminho de uma reunião com Hermes Lima, também ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e crítico do regime militar. Dado o contexto de repressão política no Brasil, onde muitas pessoas que se opunham ao regime desapareceram ou foram mortas, há uma forte suspeita de que Anísio tenha sido vítima de violência política, embora não haja provas conclusivas que comprovem essa versão. A morte de Teixeira, assim como a de muitos outros críticos do regime, nunca foi completamente esclarecida. Investigação e ImpunidadeAs investigações sobre a morte de Anísio Teixeira nunca foram reabertas com profundidade, e a falta de explicações oficiais sobre o caso alimenta as teorias de que ele foi alvo da repressão. O regime militar controlava rigidamente as informações na época, o que dificulta até hoje uma investigação mais transparente e justa sobre a sua morte. Anísio Teixeira, conhecido por suas ideias inovadoras sobre a educação e por sua luta por uma escola pública acessível a todos, continua a ser lembrado por seu legado, mas sua morte trágica permanece como uma ferida aberta na história do Brasil. Vida do educador baiano Anísio Spínola Teixeira nasceu em 12 de julho de 1900, na cidade de Caetité, no sudoeste da Bahia. Reconhecido como um dos mais influentes educadores do Brasil, Anísio dedicou sua vida à transformação da educação pública, defendendo a universalização do ensino, a qualidade educacional e a democratização do conhecimento. Sua trajetória é marcada por inovações pedagógicas e por sua visão de que a educação deveria ser um direito acessível a todos, independentemente da classe social. Anísio Teixeira formou-se em Direito no Rio de Janeiro, mas foi na educação que encontrou sua verdadeira vocação. Inspirado pelas ideias educacionais progressistas que conheceu durante sua formação e por influências internacionais, como o educador John Dewey, Anísio passou a advogar por um sistema educacional público, gratuito e de qualidade no Brasil. Em 1924, foi nomeado inspetor-geral de ensino na Bahia, cargo no qual começou a promover mudanças significativas no sistema educacional. Foi nesse período que ele começou a elaborar a ideia de uma educação integral, que integrava a formação acadêmica com o desenvolvimento cultural e social dos estudantes. Inovações e a Escola ParqueUma de suas contribuições mais significativas foi a criação da Escola Parque, inaugurada em 1950, no bairro da Caixa D’água, em Salvador. Esse projeto foi pioneiro no conceito de Educação Integral, oferecendo além do ensino regular, atividades culturais, artísticas e esportivas. A escola era voltada para o desenvolvimento pleno dos estudantes, envolvendo oficinas de artes, música e outras atividades extracurriculares, uma ideia revolucionária na época. A Escola Parque consolidou a visão de Anísio de que a escola deve ser um espaço de formação integral do indivíduo, preparando não apenas para o mercado de trabalho, mas para a vida em sociedade. Anísio e o Ensino SuperiorAlém de suas contribuições à educação básica, Anísio Teixeira foi um grande defensor do ensino superior público e acessível. Ele foi um dos fundadores da Universidade de Brasília (UnB), em 1961, junto com o antropólogo Darcy Ribeiro, propondo uma universidade que rompesse com os modelos tradicionais e se tornasse um espaço de inovação acadêmica e interdisciplinaridade. Sua visão incluía a formação crítica dos estudantes, com ênfase na pesquisa e no desenvolvimento científico. Teixeira também ocupou importantes cargos administrativos na educação, sendo chefe da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que hoje leva seu nome. O Legado DuradouroAnísio Teixeira deixou uma marca profunda na história da educação no Brasil. Sua defesa de uma escola pública acessível a todos, de uma educação integral e do fortalecimento do ensino superior público e gratuito continua a inspirar educadores e gestores até hoje. Sua obra, suas ideias e sua visão permanecem como um farol para aqueles que acreditam que a educação é a chave para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Henry Borel

Quatro anos do caso Henry Borel

Segundo as investigações da Polícia Civil, o padrasto de Henry, Dr. Jairinho, ex-vereador do Rio de Janeiro, agredia o menino com chutes e pancadas na cabeça, e essa atitude contava com a aprovação de Monique Medeiros, mãe da criança. Em 8 de março de 2021, o menino de 5 anos foi levado morto a um hospital na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O laudo médico revelou que Henry sofreu hemorragia interna e laceração hepática provocada por ação contundente. Além disso, o corpo da criança apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões, indicando traumas anteriores à morte. Monique Medeiros e Dr. Jairinho foram presos e se tornaram réus por homicídio triplamente qualificado, com tortura, sem direito à defesa da vítima e por motivo torpe. Os advogados de defesa negam que os fatos tenham acontecido conforme denúncia feito pela polícia e pelo Ministério Público do Rio. As instituições, no entanto, não têm dúvidas do envolvimento de Jairinho na morte do menino e da negligência da mãe no episódio. A primeira audiência de instrução do caso Henry Borel ocorreu numa quarta-feira, dia 06 de outubro no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A juíza titular da 2ª Vara Criminal do Rio, Dra Elizabeth Machado Louro, vai começar a ouvir testemunhas de acusação. Entretanto, segundo divulgando na imprensa, cinco testemunhas de acusação que são consideradas peças-chave pelo Ministério Público do Rio de Janeiro não foram localizadas pela Justiça. São elas Maria Cristina Souza Azevedo e Viviane dos Santos Rosa, médicas do hospital onde o menino chegou já morto; o executivo do hospital Pablo dos Santos Meneses; a ex-babá de Henry Thayná Oliveira e a ex-mulher de Jairinho, Ana Carolina Ferreira Neto, que reafirma o histórico de violência do ex-vereador. Segundo divulgado pela imprensa, apesar da testemunha não ter sido pessoalmente intimada, o oficial de Justiça deixou recados com familiares ou amigos, por isso o promotor do caso, Fábio Vieira, acredita que elas possam apresentar-se. Em caso de não comparecimento, todas serão intimadas novamente. Outras sete testemunhas de acusação foram encontradas e convocadas para a audiência da próxima quarta, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel, e investigadores do caso. O governador do Rio de Janeiro sancionou a ‘Lei Henry Borel’, que institui prioridade de investigação para casos de morte violenta de crianças e adolescentes no estado. A Lei 9.286/21 infere que os procedimentos investigatórios deverão ser identificados através de etiqueta com os termos “Prioridade – Vítima Criança ou Adolescente”. A norma também prevê que o Ministério Público dê prioridade na apuração de inquéritos policiais de crimes relacionados ao abuso, tortura, maus tratos, exploração sexual, tráfico e outras formas de violação de direitos de crianças e adolescentes. Na quarta-feira (05), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) havia aprovado, em discussão única, o então projeto de lei. Acusados da morte do menino Henry Borel, a mãe da criança, Monique Medeiros, e o padastro Dr. Jairinho, falaram pela primeira vez na audiências de instrução e julgamento no 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro nesta quarta, dia 09 de fevereiro. O primeiro a depor foi Jairinho, mas antes do padrasto do menino ser ouvido o novo grupo de criminalistas contratados pelo ex-vereador – entre eles Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses por matar Eliza Samudio -, conseguiram com a juíza Elizabeth Machado Louro que não fosse permitido que os jornalistas fizessem fotos e nem gravassem áudio ou vídeo. Nem mesmo foi autorizado o uso de computador ou celular enquanto ex-vereador falava. Sob protestos, a magistrada permitiu que a imprensa acompanhasse apenas com bloco de papel e caneta. Em um depoimento de apenas 10 minutos, Jairinho disse no início do interrogatório que não responderia perguntas feitas a ele, reservando seu direito de permanecer em silêncio, afirmou não ter encostado em “um fio de cabelo de Henry” e negou as acusações feitas pelo Ministério Público. Segundo ele: “Preciso provar a minha inocência e a da Monique também. Se eu estou sofrendo no sistema prisional, imagino o que está sofrendo a Monique, que perdeu um filho. Existe a justiça dos homens e a justiça de Deus. Eu penso todos os dias como o perito (Leonardo Tauil, responsável pela necropsia do Henry) tem conseguido dormir, colocar a cabeça no travesseiro tranquilo”, relatou Jairinho no depoimento. Julgamento Monique e Jairinho A defesa de Jairinho colocou que ele somente falará sobre o caso após as análises das imagens das câmeras do atendimento no hospital e do IML no dia da morte de Henry. Além do confronto entre os peritos oficiais do caso e os peritos contratados por Jairo dos laudos das lesões feitas nas crianças. Monique se dedicou a qualificar Jairinho como violento e ela como mãe amorosa. Acusada de participação na morte do filho, Monique Medeiros descreveu seu relacionamento Jairinho e a relação do ex-vereador com a criança. A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros contou que o ex-namorado era agressivo, controlador, ciumento e possessivo: “Ele pulou o muro da minha casa, invadiu e se incomodou com a conversa no meu celular (com o pai da criança, Leniel), que ele tinha a senha. Acordei sendo enforcada na cama ao lado do meu filho”. Monique contou também que recorria ao sexo após suas constantes discussões, que as relações sexuais entre o casal envolviam agressões por parte de seu companheiro e que Jairinho a enforcava para demonstrar poder: “Todas as vezes que nós namorávamos, era como se fosse um ritual. Era ele em cima de mim, não existia outra posição que a gente pudesse fazer. Ele sempre me enforcando, sempre me mandando eu dizer que ele era o único homem da minha vida”, relata. “Eu tinha que namorar com ele para ele se acalmar. Senão, ele não se acalmava, continuava gritando, gritando e gritando, sem parar. Era sempre na cama, em cima de mim, me enforcando, não de modo que eu estava sendo torturada, mas como se fosse uma posse, um controle até na

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