Baixada Fluminense

Vitímas da Chacina da Baixada - Arquivo ComCausa

Chacina da Baixada: Nova Iguaçu e Queimados terão atividades de memória luta por justiça e transformação

Nova Iguaçu e Queimados, duas cidades da Baixada Fluminense, terão uma série de atividades para marcar os 20 anos da Chacina da Baixada, um dos episódios mais violentos e trágicos da história do Rio de Janeiro. As atividades têm como objetivo honrar as vítimas, refletir sobre os impactos da violência e propor ações concretas para a segurança pública na região. A programação, que ocorrerá entre os dias 30 e 31 de março, inclui missas, atos públicos, homenagens e debates, reunindo familiares das vítimas, autoridades, especialistas em direitos humanos e a comunidade local. A iniciativa é dos familiares das vítimas, com apoio da organizada pela ComCausa, da Câmara Municipal de Queimados, entre outras instituições. Programação em Nova Iguaçu e Queimados A programação terá início no dia 30 de março, às 18h, com uma missa na Paróquia Sagrada Família, no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. A cerimônia visa homenagear as vítimas e refletir sobre a necessidade de justiça e transformação nas políticas de segurança pública. No dia seguinte, 31 de março, as atividades se concentrarão em Queimados. A partir das 16h, na Praça Nossa Senhora da Conceição, será realizado um ato público com a instalação de um memorial temporário, exposição de cartazes, acendimento de 30 velas em homenagem às vítimas e leitura solene de seus nomes. Familiares e participantes também terão espaço para depoimentos sobre a luta por justiça e memória. Às 18h, a programação segue no Auditório da Câmara Municipal de Queimados, com o apoio do vereador Professor Catellano, com a solenidade “20 Anos da Chacina da Baixada: O que mudou?”. O evento contará com mesas de debate como abordará o histórico da chacina, os desafios nas investigações e a conjuntura da segurança pública nos últimos 20 anos. “Segurança Pública na Baixada Fluminense: Avanços e Desafios”: discutirá dados sobre violência na região, políticas públicas e propostas para a redução da criminalidade. Segundo o vereador Professor Catellano, um dos articuladores da iniciativa, “é fundamental manter viva a memória das vítimas e discutir ações concretas para prevenir a violência e garantir segurança à nossa população”. Participação e outras atividades Participarão do evento representantes dos familiares das vítimas, autoridades locais, instituições públicas e especialistas em direitos humanos. Além dessas atividades, haverá outras iniciativas em Nova Iguaçu, promovidas por familiares em conjunto com os núcleos de apoio às vítimas e direitos humanos da Prefeitura de Nova Iguaçu, que ainda não divulgaram as agendas. ComCausa solicita pronunciamentos no Legislativo A ComCausa também solicitou pronunciamentos nas Câmaras de Queimados e de Nova Iguaçu, na Assembleia Legislativa do Rio e na Câmara Federal, para ampliar o debate sobre o tema.Segundo Adriano Dias, que está ajudando na promoção das atividades, “o evento busca não apenas honrar a memória das vítimas, mas também promover um diálogo construtivo sobre segurança pública e direitos humanos. A expectativa é que as discussões resultem em propostas concretas para a prevenção da violência e a melhoria das políticas de segurança na Baixada Fluminense”. E completa: “Manter viva a memória da Chacina da Baixada vai além de um simples recordatório. É uma forma de prevenir novas ocorrências de violência, promover a reparação histórica e combater o apagamento de episódios traumáticos. Além disso, honra a luta dos familiares das vítimas e reforça a necessidade de transformação nas estruturas de poder e nas instituições responsáveis pela segurança pública”. Os 20 anos da Chacina da Baixada são um momento de reflexão, luta e esperança. As atividades programadas para março em Nova Iguaçu e Queimados representam um esforço coletivo para transformar a memória das vítimas em ações concretas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, segura e solidária na Baixada Fluminense. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________

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Museu João Cândido ComCausa São João de Meriti Morro do Embaixador

ComCausa estará junto com Bloco Afro Agbara Dudu em visita ao Museu João Cândido

Nós, da ComCausa, temos o prazer de apoiar e divulgar a visita especial do Bloco Afro Agbara Dudu ao Museu João Cândido, em São João de Meriti, evento que marcará o início da preparação do bloco para o Carnaval de 2025. O tema escolhido para o próximo desfile será o Almirante Negro João Cândido, figura emblemática da luta contra a opressão no Brasil. Nosso objetivo com essa iniciativa é fortalecer a conexão do bloco com a história de resistência negra no país, destacando a relevância de João Cândido, líder da Revolta da Chibata, para o movimento negro e a cultura popular brasileira. O evento contará com a participação de representantes culturais, autoridades locais, integrantes do movimento negro e demais parceiros engajados na valorização da cultura afro-brasileira. Estamos comprometidos com a promoção da memória e do legado da cultura afro-brasileira, e essa visita ao Museu João Cândido reforça esse compromisso. O Bloco Afro Agbara Dudu se destaca por sua atuação na promoção da ancestralidade africana, levando música, dança e identidade negra às suas apresentações. A escolha de João Cândido como tema reforça a importância da memória e da resistência negra no Brasil, trazendo sua história para as ruas no carnaval do próximo ano. Além do nosso apoio, diversas entidades culturais e sociais também estão envolvidas na organização dessa atividade, garantindo um evento significativo e enriquecedor para todos os participantes. Serviço Data: 9 de fevereiro de 2025 Horário: 13h Local: Museu João Cândido, Estrada das Paineiras, 92 – Jardim Sumaré, São João de Meriti – RJ

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Viviane Maia foi atingida por quatro tiros disparados por Vinícius Souza - PCERJ Divulgação

Caso Viviane: testemunhas dizem que policial reclamava do comportamento do companheiro

A inspetora Viviane Maia da Rosa, de 33 anos, baleada por seu ex-companheiro, o policial civil Vinícius Silva de Souza, de 29 anos. O caso evidencia a urgência de políticas mais eficazes no combate à violência de gênero e na avaliação psicológica de agentes de segurança pública. De acordo com relatos de colegas de trabalho, Viviane demonstrava nervosismo ao receber mensagens de Vinícius. Ela havia encerrado recentemente o relacionamento e se queixava do comportamento do ex-companheiro. Por volta das 11h40, ele teria pedido que ela descesse ao estacionamento para conversar. Assim que a viu, disparou quatro tiros contra seu peito. Após atirar contra Viviane, Vinícius tentou invadir a delegacia e disparou contra colegas de trabalho. Policiais militares que estavam próximos reagiram imediatamente e trocaram tiros com o agressor, que foi baleado e morreu no local. Durante o confronto, dois policiais militares e um advogado foram atingidos por estilhaços, mas foram rapidamente socorridos e liberados após atendimento médico. Viviane foi socorrida às pressas e levada ao Hospital Municipal Moacyr do Carmo, onde passou por uma cirurgia de emergência que durou mais de três horas. Segundo a equipe médica, a situação era crítica e abalou emocionalmente os profissionais que participaram do procedimento. Durante a cirurgia, a vítima perdeu um rim, o baço e parte do jejuno, além de precisar reconstruir parte do fígado. Ela recebeu cinco bolsas de sangue e quatro bolsas de plasma, além de ter passado por uma drenagem torácica bilateral. Um dos disparos ficou alojado na parede posterior da coluna, mas sem comprometer sua mobilidade. Seu estado de saúde segue grave. A ComCausa reforça a necessidade de aprimoramento dos processos de avaliação psicológica dos agentes de segurança pública, garantindo que aqueles que portam armas estejam aptos a exercer suas funções sem representar riscos para a sociedade e para suas próprias famílias. O fato de terem sido encontrados remédios para esquizofrenia no carro de Vinícius reforça a necessidade de investigações mais detalhadas sobre sua condição de saúde e o acompanhamento oferecido aos policiais que enfrentam problemas psicológicos. A violência contra as mulheres, especialmente quando praticada por agentes do Estado, exige uma resposta firme das autoridades e a implementação de políticas mais eficazes para prevenir casos como este. A ComCausa se solidariza com Viviane e seus familiares, ao mesmo tempo em que cobra das autoridades públicas medidas concretas para coibir a violência de gênero e proteger as vítimas. A ComCausa continuará acompanhando este caso e reforçando a importância da conscientização sobre o enfrentamento à violência de gênero, especialmente dentro das forças de segurança. Doação de Sangue A inspetora Viviane Maia da Rosa precisa de doações de sangue. A campanha foi divulgada pela Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio e qualquer pessoa pode ajudar. As doações podem ser de qualquer tipo sanguíneo e devem ser feitas no Hemorio, localizado na Rua Frei Caneca, nº 8, no Centro. No momento da doação, o doador deve informar o nome da inspetora e o Hospital Moacyr do Carmo, onde ela está internada. Veja mais: | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Val-Almeida-e-Ilines-Almeida-Foto-Reproducao

Caso Ilinês Silva

A personal trainer Ilinês Valesca Carnaval da Silva, de 30 anos, foi encontrada morta em 26 de janeiro de 2025, em sua residência em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Seu marido, Valdenir da Silva Almeida, de 39 anos, também professor de academia e fisiculturista, foi preso sob suspeita de feminicídio. O relacionamento do casal, que durou cerca de seis meses, foi marcado por brigas, ciúmes e agressões, conforme relatos de familiares. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo g1 mostram Valdenir agredindo Ilinês dentro do prédio onde moravam, horas antes de ela ser encontrada morta. Inicialmente, Valdenir alegou que a esposa havia cometido suicídio, versão que foi contestada pela família. A Polícia Civil descartou a hipótese de suicídio após laudo pericial indicar que a causa da morte foi asfixia mecânica. A delegada Cristiana Bento, titular da 54ª DP (Belford Roxo), afirmou que os indícios apontam para enforcamento cometido pelo marido. Familiares relataram que Ilinês havia registrado uma ocorrência contra Valdenir por agressão no réveillon, mas retirou a queixa dias depois. Nas semanas que antecederam sua morte, ela manifestou à família o desejo de sair de casa devido aos abusos que sofria. Durante o velório, realizado em 28 de janeiro no Cemitério Jardim de Mesquita, a mãe de Ilinês, Valéria Carnaval, expressou sua dor e mencionou que a filha tinha medo de compartilhar as agressões que sofria. O pai, Antônio Carnaval, lamentou a perda e destacou que a filha havia se afastado da família após o casamento. O caso está sendo investigado como feminicídio pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Valdenir da Silva Almeida permanece detido enquanto as investigações prosseguem.

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Medicina Integrativa

Dia Internacional da Medicina Integrativa: ComCausa promove saúde integral e fortalecimento comunitário na Baixada Fluminense com o projeto ComuniSaúde

Neste Dia Internacional da Medicina Integrativa, celebrado em 23 de janeiro, nós, da ComCausa, reafirmamos nosso compromisso com uma abordagem holística da saúde, que integra cuidados convencionais e terapias complementares. Por meio do projeto ComuniSaúde, estamos implementando ações para melhorar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas principais favelas da Baixada Fluminense, incluindo municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. Esta data é uma oportunidade para refletir sobre a importância de uma visão ampla e inclusiva da saúde, especialmente em regiões como a Baixada Fluminense, onde os desafios sociais e a falta de infraestrutura impactam diretamente o bem-estar da população. Com o ComuniSaúde, buscamos responder a essas demandas, em parceria com secretarias municipais de saúde e instituições locais, envolvendo os moradores no mapeamento das necessidades e na construção de soluções efetivas. Pilares do ComuniSaúde Medicina Integrativa: Uma Abordagem Holística A Medicina Integrativa, tema central do Dia Internacional celebrado hoje, é uma abordagem que combina métodos convencionais com terapias complementares, tratando o paciente de maneira abrangente. Seus princípios fundamentais incluem: Desafios e Críticas Apesar dos benefícios, a Medicina Integrativa enfrenta críticas, principalmente em relação à falta de evidências científicas robustas para algumas terapias complementares. Por isso, no ComuniSaúde, priorizamos práticas baseadas em pesquisas sólidas e contamos com profissionais capacitados para garantir a segurança e a eficácia dos tratamentos oferecidos. Como Ajudar e Participar Você pode colaborar com o projeto de diversas formas: Conclusão Neste Dia Internacional da Medicina Integrativa, nós, da ComCausa, reforçamos nosso compromisso com a promoção da saúde integral e o fortalecimento comunitário na Baixada Fluminense. Com o ComuniSaúde, buscamos não apenas tratar doenças, mas também prevenir problemas de saúde e melhorar a qualidade de vida da população. Com o engajamento dos moradores e a colaboração das autoridades locais, acreditamos no potencial de transformar a realidade de milhares de pessoas, oferecendo uma abordagem mais humana e inclusiva para a saúde. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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Bispo Dom Tarcísio de Caxias recebe representantes da ComCausa

Bispo Dom Tarcísio de Caxias recebe representantes da ComCausa

Na manhã desta segunda-feira (21), Dom Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo da Diocese de Duque de Caxias, recebeu em sua sede membros da ComCausa para discutir a possibilidade de uma parceria estratégica no âmbito do Projeto ComuniSaúde. O diálogo entre a ComCausa e a Diocese teve como objetivo principal estabelecer uma colaboração técnica para ampliar a abrangência e a eficiência do ComuniSaúde, uma iniciativa que integra o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro. O foco do projeto é promover o acesso à saúde em comunidades vulneráveis, com a participação de importantes instituições acadêmicas e de pesquisa, como a Fiocruz, o Instituto Fernandes Figueira (IFF), a UFRJ, a UERJ e a PUC-RJ. Entre as ações centrais do projeto estão o mapeamento da rede de saúde em seis municípios da Baixada Fluminense — Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita — e o desenvolvimento de uma plataforma digital acessível (ComuniSaude.org.br). Essa plataforma oferecerá informações detalhadas sobre unidades de saúde, serviços disponíveis e canais de orientação digital e telefônica, administrados pela equipe do ComuniSaúde da ComCausa, com o objetivo de facilitar o acesso das comunidades aos serviços de saúde. Durante a reunião, Dom Tarcísio foi apresentado à importância de uma participação ativa da Diocese para ampliar o alcance do projeto. Com o apoio da Igreja, a ComCausa pretende articular ações em parceria com comunidades e lideranças religiosas, criando uma ponte de informação e suporte para populações em situação de maior vulnerabilidade. Dom Tarcísio demonstrou receptividade à iniciativa e informou que analisará a proposta formal de parceria entre a ComCausa e a Diocese de Duque de Caxias. O desafio da tuberculose na Baixada Fluminense Outro ponto abordado durante o encontro foi a alta incidência de tuberculose na Baixada Fluminense, uma das regiões mais afetadas do estado do Rio de Janeiro. Segundo dados do Ministério da Saúde, municípios como Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo apresentam algumas das maiores taxas de incidência do país, com aproximadamente 60 casos por 100 mil habitantes. Dados de 2021 da Secretaria Estadual de Saúde (SES) registraram 16.099 casos e 867 óbitos por tuberculose no estado do Rio de Janeiro, sendo que 86% dos casos estavam concentrados em 16 municípios, dos quais 10 pertencem à Baixada Fluminense: Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. Em 2023, o estado apresentou a terceira maior incidência de tuberculose no Brasil, com 70,7 casos por 100 mil habitantes, e a segunda maior taxa de mortalidade, com 4,7 óbitos por 100 mil habitantes. Nesse mesmo ano, a Região Metropolitana I, que inclui a Baixada Fluminense, concentrou 75,7% dos casos de tuberculose registrados no estado, abrangendo 60,6% da população fluminense. “A vulnerabilidade socioeconômica, aliada à dificuldade de acesso ao sistema de saúde e à precariedade da infraestrutura em muitas comunidades, agrava a situação”, destacou Adriano Dias, representante da ComCausa. Ele também mencionou que o medo e o preconceito levam muitas pessoas a evitarem o diagnóstico, tornando-se vetores da doença. Apoio da Cruz Vermelha O encontro também ressaltou a colaboração com a Cruz Vermelha de Nova Iguaçu, que disponibilizará espaço para encontros mensais denominados “Café no Pronto ComuniSaúde Cruz Vermelha”. Esses encontros reunirão movimentos sociais e gestores para debater avanços e desafios do projeto. Além disso, a Cruz Vermelha fornecerá suporte logístico para ações como o ComuniSaúde na Rua, que levará serviços de saúde diretamente às comunidades. Ao final do encontro, ficou acordado que a Diocese analisará a proposta formal de parceria e alinhará os detalhes necessários para sua implementação. A expectativa é que essa colaboração represente um importante avanço na garantia do acesso à saúde para as comunidades mais vulneráveis da Baixada Fluminense. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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