João Oscar

Instituto Aganim Direitos Humanos

Instituto Aganim promove “Café Trans” em Mesquita e reforça rede de escuta no Mês da Visibilidade Trans

A Baixada Fluminense abre mais um espaço de escuta e acolhimento no Mês da Visibilidade Trans. O Instituto Aganim Direitos Humanos realiza nesta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, o Café Trans, às 14h30, no bairro Juscelino, em Mesquita (RJ). A atividade integra a agenda de mobilizações do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, e tem como proposta central criar um espaço seguro para convivência, diálogo e fortalecimento de redes de apoio. Mais do que uma ação simbólica, o encontro busca oferecer escuta ativa e trocas de experiências que ajudem a reduzir o isolamento imposto pela transfobia — especialmente em territórios marcados por exclusão, onde pessoas trans e travestis enfrentam dificuldades para acessar serviços públicos, estudar, trabalhar e se proteger. Um café que acolhe e constrói vínculos Na Baixada Fluminense, ações comunitárias como o Café Trans assumem papel fundamental. São espaços de presença no território que funcionam como porta de entrada para demandas reais, ajudam a organizar coletivamente experiências de dor e resistência, e reforçam a noção de pertencimento. Além disso, a iniciativa carrega um recado importante: quando políticas públicas não chegam com força, a sociedade civil assume parte do cuidado e da articulação, sustentando redes que muitas vezes garantem a única forma de proteção cotidiana. Participação da ComCausa e parceria com a ONU O evento conta com a participação da ComCausa – Defesa da Vida, que reforça a importância de agendas comunitárias contínuas para enfrentamento da transfobia. A ação se conecta ao projeto Masculinidades Positivas pela Defesa da Vida, estruturado pela organização com apoio do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU). O projeto atua na prevenção de violências, promoção da convivência segura e mobilização de redes locais, com foco na transformação cultural de padrões tóxicos de masculinidade que sustentam comportamentos agressivos, exclusão e coerção. “Iniciativas como o Café Trans transformam visibilidade em prática concreta: escuta, rede, acolhimento e articulação no território. Na Baixada, visibilidade é também proteção”, destaca Adriano Dias, da ComCausa. Serviço Evento: Café Trans – Bate-papo sobre novas perspectivas Data: 30/01/2026 (sexta-feira) Horário: 14h30 Local: Rua Marcial, 42 – Juscelino, Mesquita (RJ) Realização: Instituto Aganim Direitos Humanos Participação: ComCausa – Defesa da Vida (Projeto Masculinidades Positivas com apoio institucional do UNFPA-ONU) ComCausa – Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Instituto Entre o Céu e a Favela

O Instituto Entre o Céu e a Favela, nascido no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, tem se destacado como um polo de transformação social na região portuária da cidade. Fundado oficialmente em 2020, o projeto teve início quase uma década antes, em 2011, como um informativo comunitário voltado a dar visibilidade às histórias, serviços e cultura da primeira favela do Brasil. A iniciativa foi idealizada por Cintia Sant’anna, moradora da região, atriz e apaixonada pela potência da arte como instrumento de mudança. Sua proposta era clara: oferecer às crianças do território acesso à autoestima por meio do teatro e da expressão cultural. Com o tempo, o que era um espaço infantil voltado à arte ganhou corpo, estrutura e impacto. Em 2020, o projeto se institucionalizou e passou a oferecer oficinas socioculturais, esportivas e cursos de qualificação profissional para jovens e adultos. Em 2021, a atuação do instituto se expandiu ainda mais com a coordenação do projeto Favela 3D, que busca transformar o Morro da Providência em uma favela digital, digna e desenvolvida. Cultura como eixo de cidadania A proposta do instituto vai além da ocupação do tempo livre ou do ensino de ofícios. A missão é valorizar os saberes locais e fortalecer a autoestima dos moradores, combatendo desigualdades históricas com acesso a oportunidades reais. Segundo Cintia Sant’anna, o projeto é um exemplo de como a cultura pode ser motor de inclusão. “A arte tem o poder de abrir portas, curar traumas e criar novas possibilidades de futuro. Nosso objetivo é que todos aqui possam sonhar e realizar”, afirma a fundadora. Território com potência e história O Morro da Providência é considerado a favela mais antiga do Brasil, com raízes históricas que remontam ao final do século XIX. Localizado na Zona Central do Rio de Janeiro, o território é símbolo de resistência, mas também convive com desafios sociais complexos. A atuação do instituto se insere nessa realidade com sensibilidade e estratégia: construindo redes de apoio dentro e fora da comunidade, desenvolvendo talentos locais e promovendo inclusão digital, especialmente a partir da experiência com o Favela 3D, iniciativa que une tecnologia, infraestrutura e políticas públicas com foco em dignidade e desenvolvimento sustentável. Caminho para o futuro Com base na escuta ativa da comunidade, o instituto segue ampliando suas frentes de atuação. As oficinas e cursos têm alcançado cada vez mais moradores, promovendo empregabilidade, autonomia e pertencimento. O Entre o Céu e a Favela é, hoje, uma referência no uso da cultura como ferramenta de transformação e segue com o propósito de impactar vidas, ampliando horizontes e reafirmando o valor dos territórios populares na construção de um Brasil mais justo. Comunicação e presença digital E-mail: contato@entreoceueafavela.com Telefone: (21) 97306-3806 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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VIII Seminário Liberdade Religiosa Democracia e Direitos Humanos

ComCausa marca presença em seminário nacional contra a intolerância religiosa em 2026

A ComCausa participou da Semana Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, que neste ano realizou o VIII Seminário Liberdade Religiosa, Democracia e Direitos Humanos. A atividade reuniu mesas de debate para analisar o avanço da intolerância religiosa, os impactos na convivência democrática e o papel das instituições e da comunicação na garantia de direitos. O texto de divulgação do evento aponta que, embora a liberdade religiosa seja assegurada em lei, ela não se realiza de forma igual para todas as crenças no Brasil. O material também menciona o aumento de casos nos últimos anos e chama atenção para o Rio de Janeiro como um dos territórios onde o problema se expressa com força. “Participar deste seminário é reafirmar que a liberdade religiosa é parte do direito à vida digna e que nenhuma fé deve ser alvo de violência, discriminação ou silenciamento”, afirmou a ComCausa, em declaração institucional. “A defesa da democracia passa pelo respeito à diversidade e pelo enfrentamento de todas as formas de intolerância.” Debates da tardeA programação foi organizada em três mesas, com início após a abertura às 14h. Mesa 1 (14h20 às 15h20) – Política, Religiões e DemocraciaO debate analisou lutas por liberdade, diversidade e pluralidade religiosa, com foco em grupos religiosos marginalizados e no diálogo inter-religioso. Mesa 2 (15h30 às 16h40) – Religiões no Campo dos DireitosA mesa discutiu como relações de poder entre religião e política foram construídas ao longo de séculos no Brasil e como isso afeta o campo dos direitos. Mesa 3 (16h50 às 17h40) – Religiões nos meios de comunicaçãoA discussão abordou a presença das religiões na mídia e os conflitos entre movimentos religiosos, instituições e o Estado brasileiro. Responsáveis pelo seminárioSegundo o material de divulgação, a atividade teve como responsáveis: Prof. Dr. Babalaô Ivanir dos Santos – fundador do CEAP e docente no PPGHC/UFRJProf. Ms. Ele Semog – presidente do CEAPMarcelo Santos – diretor executivo do CEAPProfa. Dra. Mariana Gino – diretora executiva adjunta do CEAP e docente do Departamento de Ciência Política da UFRJ Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Karin Aranha e Adam

Live da ComCausa debate caso Adam após decisão final no Cairo

A ComCausa Defesa da Vida realizou nesta quinta-feira, 22 de janeiro, uma live no Instagram @comcausa.defesadavida para dar visibilidade pública e cobrar respostas sobre um caso que expõe falhas graves na execução de decisões internacionais envolvendo guarda de criança. A transmissão ocorreu às 11h (horário de Brasília), com correspondente 16h no horário do Egito (Cairo). O debate aconteceu em meio à situação enfrentada pela brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, que obteve uma decisão definitiva na Corte de Apelações do Cairo, no Egito, determinando que seu filho, o menor Adam Ahmed Tarek Aranha Mohamed Faiz, nascido em 26 de novembro de 2018, deve retornar para a guarda materna. Apesar disso, a mãe ainda enfrenta obstáculos para ter o filho de volta de forma efetiva, mesmo com sentença final reconhecendo seu direito. Segundo a Ata de Decisão Final expedida pela Justiça egípcia, a decisão foi lida oficialmente em audiência pública em 26 de novembro de 2025 e posteriormente registrada como cópia executiva em 13 de janeiro de 2026, reafirmando que a guarda deve ser restituída à mãe. A permanência do impasse, mesmo com determinação judicial, levanta questionamentos sobre a atuação de autoridades responsáveis por executar a sentença e garantir proteção integral à infância em processos internacionais. Tribunal reverte decisão anterior e reconhece guarda materna O documento aponta que a Corte de Apelações aceitou o recurso apresentado e reformou a decisão anterior, que havia transferido a guarda do menor à avó paterna. Com isso, o tribunal determinou expressamente que Adam fosse colocado sob a guarda da mãe, além de condenar os réus ao pagamento de custas e honorários advocatícios. A decisão também destaca que o melhor interesse da criança deve ser o princípio central em disputas dessa natureza, e que não havia elementos suficientes para justificar a retirada da guarda materna, conforme sustentado na sentença de primeira instância. Acusações frágeis e depoimentos sem comprovação direta Ao analisar o caso, o tribunal registrou que parte das acusações contra Karin não possuía comprovação sólida. A Corte avaliou que depoimentos utilizados no processo eram baseados em informações repassadas por terceiros, e não em relatos de pessoas que tivessem presenciado diretamente os fatos. Esse aspecto foi considerado decisivo para afastar a narrativa que sustentou a retirada de guarda anteriormente. A sentença também refutou alegações apoiadas em interpretações sobre imagens e conteúdos de redes sociais, indicando que não houve comprovação concreta de conduta que justificasse impedir a mãe de exercer a guarda. Além disso, o tribunal tratou do argumento religioso levantado no processo, apontando entendimento jurídico de que a religião da mãe não pode ser usada como justificativa automática para retirar a guarda, salvo em situações comprovadas que indiquem risco real à criança — o que não foi demonstrado no caso. Sentença prevê execução efetiva, mas caso segue sem desfecho prático Um dos pontos mais graves do caso é que a decisão judicial não apenas determina a devolução da guarda, mas também estabelece que a execução deve ser assegurada pela autoridade competente, podendo haver medidas efetivas para garantir o cumprimento, inclusive com previsão de execução forçada, se necessário. Apesar disso, a mãe segue sem acesso pleno ao filho, o que evidencia a distância entre uma sentença judicial e sua execução concreta. Em situações como essa, o prolongamento do processo pode representar mais do que um entrave burocrático: pode gerar danos emocionais duradouros e rompimento prolongado de vínculos familiares, especialmente quando se trata de uma criança em fase de desenvolvimento. Live ampliou visibilidade e cobrou providências A live promovida pela ComCausa Defesa da Vida reuniu informações sobre a decisão judicial, discutiu os entraves que permanecem e buscou ampliar a mobilização para que a sentença seja cumprida de forma efetiva. A iniciativa teve como objetivo dar visibilidade ao caso e cobrar respostas das instâncias responsáveis, já que a separação persiste mesmo diante de uma decisão final. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe: Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Prêmio Periferia Viva 2025

ComCausa se coloca à disposição do Ministério para contribuir nas ações das premiadas pelo Periferia Viva

No escopo da Operação Periferia Viva, a ComCausa – Defesa da Vida informou que se colocou à disposição da Secretaria do Ministério das Cidades responsável pelo Prêmio Periferia Viva para contribuir com a divulgação das ações realizadas pelas iniciativas selecionadas. A medida dá continuidade a movimentações já anunciadas pela organização: a consolidação de um ciclo 2026 orientado por dignidade, segurança e cuidado, a qualificação da campanha #FavelaVida e a organização territorial por frentes permanentes (#FavelaVida, #BaixadaViva e #SomosUmRio, voltada ao Leste Fluminense e interior do estado), além da busca por melhor interlocução institucional com o Ministério. A decisão parte de uma compreensão objetiva sobre política pública: não basta reconhecer iniciativas; é preciso criar condições para que elas sejam conhecidas, acompanhadas e fortalecidas. Isso envolve comunicação pública, transparência e circulação de informação de interesse coletivo. Quando as ações premiadas permanecem invisíveis, o prêmio corre o risco de virar “lista”. Quando as ações circulam, elas viram referência, geram rede, inspiram replicação e fortalecem cobrança por resultados. Do planejamento à divulgação: comunicação como parte do método Como registrado nas movimentações anteriores da Operação Periferia, a ComCausa realizou em 20 de janeiro, na sede no Rio de Janeiro, um encontro com parceiros para organizar o planejamento de um novo ciclo de atuação territorial com execução prevista a partir de março. A organização afirma que, desse encontro, sairá um desenho operacional com responsabilidades, calendário e fluxos de comunicação. É justamente nesse ponto que a disponibilidade para apoiar a divulgação das selecionadas se encaixa: comunicação não entra como “vitrine”. Entra como infraestrutura de rede, capaz de organizar circulação de informação, registrar entregas, dar transparência e sustentar continuidade — o mesmo princípio que a ComCausa vem reafirmando ao qualificar #FavelaVida e ao estruturar suas frentes territoriais. Por que isso importa: evitar invisibilidade e “propaganda vazia” Ao se colocar à disposição da Secretaria, a ComCausa defende que a política pública precisa ser acompanhada por uma comunicação que respeite o território e registre a realidade. Isso significa evitar dois extremos: a invisibilidade e a propaganda vazia. Significa comunicar o que foi feito, com quem, em qual território, com qual método e com quais entregas — criando base para avaliação, aprimoramento e replicação responsável. A organização também sustenta que divulgar ações com clareza reforça um componente democrático essencial: quando a sociedade vê o que funciona, ela aprende, compara, cobra, exige continuidade e reduz o espaço para descontinuidade sem justificativa pública. “Quando a gente divulga o que funciona na periferia, a gente protege também. Visibilidade cria rede, rede cria continuidade, e continuidade cria resultado. Por isso nos colocamos à disposição: para ajudar a comunicar as ações das selecionadas com responsabilidade, método e compromisso com a Defesa da Vida”, afirma Adriano Dias. Interlocução institucional: cooperação e compromisso com resultado A iniciativa dialoga diretamente com outro movimento já anunciado pela ComCausa: a busca por melhor interlocução com o Ministério das Cidades, em especial com a Secretaria Nacional de Periferias, para contribuir com diálogo técnico, circulação de informações e rotas de cooperação que fortaleçam iniciativas nos territórios. A posição é objetiva: reconhecer iniciativas é importante, mas o que protege a vida é a capacidade de sustentar execução, continuidade e integração. Para a ComCausa, isso exige canais estáveis, método de acompanhamento e compromisso verificável com resultado. Rede que soma rede: intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz) No mesmo eixo de fortalecimento de redes, a ComCausa informa que buscará intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz), buscando sinergia real para que práticas, agendas e aprendizados circulem com mais força e cheguem a mais territórios, organizações e parceiros. A organização entende que o diálogo entre redes, quando feito de forma orgânica e coerente com cada pauta, melhora a qualidade da comunicação pública e amplia o poder de incidência das periferias e favelas. Em síntese, a Operação Periferia aposta em um princípio simples: a periferia não pode ser apenas citada. Precisa ser estruturada como prioridade, com dignidade, segurança e cuidado — e com redes capazes de comunicar, registrar e sustentar o que funciona. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Celebrado em 21 de janeiro, o Dia Mundial da Religião foi criado em 1949 pela fé Bahá’í com o objetivo de promover o respeito, o diálogo inter-religioso e a convivência pacífica entre todas as crenças. A data convida à reflexão sobre o papel das religiões na promoção da paz e da bondade — princípios comuns à maioria das tradições espirituais. No Brasil, a mesma data também marca o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituído pela Lei nº 11.635/2007, como forma de reconhecer os impactos da violência motivada por discriminação religiosa e reforçar a luta por liberdade de culto e crença, direito garantido pela Constituição Federal. A memória de Mãe Gilda O marco brasileiro tem um nome e uma história: a Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum, na Bahia. Em janeiro de 2000, após ser atacada publicamente por intolerância contra religiões de matriz africana, acusada de charlatanismo e ver sua casa e comunidade atacadas, Mãe Gilda faleceu vítima de um infarto. Seu caso se tornou símbolo da luta por dignidade, reparação e respeito às religiões afro-brasileiras, que ainda enfrentam altos índices de preconceito, ataques e criminalização simbólica no país. Tolerância é compromisso coletivo A data reforça que o respeito às diferenças religiosas é um valor essencial à democracia. No entanto, as estatísticas de denúncias de intolerância religiosa crescem ano após ano no Brasil. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, as religiões de matriz africana estão entre as mais atingidas por discursos de ódio, discriminação e violência, seja em espaços públicos, escolas, igrejas, redes sociais ou instituições. O Dia da Religião, por sua vez, convida à construção de pontes e ao reconhecimento de que nenhuma fé deve ser motivo de perseguição. Criado pela comunidade Bahá’í — religião monoteísta fundada no século XIX na antiga Pérsia —, a proposta é lembrar que todas as religiões verdadeiras compartilham princípios de amor, justiça e harmonia. Por liberdade de crença e respeito mútuo O Brasil é um país oficialmente laico, o que significa que o Estado não deve adotar ou privilegiar nenhuma religião. Mas ser laico não significa ser contra a fé — significa proteger igualmente todas elas. Respeitar a fé do outro é parte do compromisso com os direitos humanos e com a Defesa da Vida em todas as suas dimensões, incluindo a espiritualidade. Combater a intolerância religiosa é reconhecer que o direito de crer — ou não crer — é inegociável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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