João Oscar

Dia de Iemanjá

Dia de Iemanjá

O Dia de Iemanjá, comemorado em 2 de fevereiro, é uma das datas mais simbólicas das religiões de matriz africana no Brasil. A celebração reúne milhares de pessoas em praias de todo o país, com oferendas, rezas, música e expressões de fé que unem religiosidade, cultura popular e identidade afro-brasileira. Conhecida como a Rainha do Mar, Iemanjá é um orixá cultuado principalmente no Candomblé e na Umbanda, associada à proteção maternal, fertilidade, acolhimento e força feminina. Seu nome vem do iorubá Yèyé omo ejá, que significa “mãe cujos filhos são como peixes”. Além do dia 2 de fevereiro, em algumas regiões e tradições, Iemanjá também é homenageada em 8 de dezembro, em sincretismo com Nossa Senhora da Conceição. Devoção, sincretismo e resistência A origem da devoção a Iemanjá está nos povos iorubás da África Ocidental. No Brasil, sua celebração ganhou força com a diáspora africana e com a resistência religiosa dos povos escravizados. Durante o período colonial, Iemanjá foi sincretizada com figuras do catolicismo, como Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Conceição, numa forma de manter os cultos afro sob repressão religiosa. A data de 2 de fevereiro se consolidou no século XX, principalmente em Salvador (BA), quando pescadores passaram a oferecer presentes para pedir proteção, fartura e boas marés. Como Iemanjá é celebrada As homenagens variam por região, mas geralmente incluem: O ponto mais tradicional é no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, que recebe a maior celebração do país. Há festas também em cidades como Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Porto Alegre e em diversos municípios litorâneos. Respeito ambiental e espiritual Com a crescente consciência ambiental, muitas casas e coletivos têm incentivado práticas sustentáveis nas oferendas, como: “Cuidar do mar também é cuidar de Iemanjá” — esse é o recado que une fé e responsabilidade ecológica. Mais que fé: cultura, identidade e presença Em muitas cidades, o Dia de Iemanjá marca também a abertura simbólica do ciclo do Carnaval, especialmente em Salvador e no Rio de Janeiro. A festa reforça a presença das religiões afro-brasileiras no espaço público, celebra a diversidade e traz à tona o poder da cultura como forma de resistência e espiritualidade. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Fiocruz recebe evento em celebração ao Dia Estadual da Saúde nas Favelas - Arquivo ComCausa

“Saúde mental NÃO é piada”: Fiocruz lança “Caixa de Estigmas” e amplia o debate sobre acolhimento e cuidado no SUS

A Fiocruz lançou uma campanha impactante sobre saúde mental que recoloca no centro do debate público um tema muitas vezes tratado com descaso: o estigma que desautoriza o sofrimento psíquico. Com a frase direta “Saúde Mental NÃO é piada”, a série “Caixa de Estigmas” reúne expressões comuns que, travestidas de “conselhos” ou “brincadeiras”, acabam alimentando o silêncio e afastando pessoas da rede de cuidado. Frases como “Isso é frescura”, “CAPS é coisa de maluco”, “Ansiosa de quê? Vai lavar uma louça que passa” e “Como você tem depressão se vive sorrindo?” são exemplos de um discurso que, embora naturalizado, produz barreiras reais ao acesso à saúde. O recado da campanha é claro: minimizar o sofrimento não é opinião, é exclusão. E pode custar vidas. CAPS não é meme: é cuidado em liberdade A campanha também faz um alerta sobre a banalização do tema nas redes sociais, onde o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), serviço do SUS voltado ao cuidado em saúde mental, por vezes vira objeto de piada. A Fiocruz lembra que o CAPS é uma porta de acolhimento e não um rótulo. É parte da lógica de cuidado em liberdade e em comunidade, que se opõe à internação compulsória e aos antigos manicômios. Quando se faz piada com esse serviço, o que se atinge não é apenas a imagem da instituição, mas o direito das pessoas a serem cuidadas com dignidade. Rede de Atenção Psicossocial: acesso antes, durante e depois da crise Outro ponto central da campanha é divulgar a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) do SUS. A estrutura não é feita só para situações extremas: é um conjunto de serviços que oferece acolhimento, prevenção, acompanhamento e cuidado contínuo, inclusive nos territórios mais vulnerabilizados. Combater o estigma significa também superar o mito de que só se busca ajuda quando “já passou dos limites”. Saúde mental se cuida todos os dias, e quanto mais cedo se reconhece o sofrimento, melhor. Mapa de serviços para as periferias do Rio A campanha também apresenta a cartilha “Cuidar de quem cuida – Mapa de Serviços de Saúde Mental nas Periferias do Rio de Janeiro”, ferramenta prática para quem vive em territórios com menos acesso à informação confiável. A ideia é transformar a frase genérica “procure ajuda” em um caminho concreto: onde ir, por onde começar, o que esperar. Em áreas marcadas por sobrecarga, desigualdade e violência, esse tipo de material pode fazer a diferença entre o isolamento e o cuidado. Comunicação popular como instrumento de saúde pública A campanha da Fiocruz dialoga diretamente com o Projeto ComuniSaúde, que atua com base territorial para enfrentar estigmas e desinformação. Com linguagem clara, presença comunitária e articulação com a rede pública, o projeto aposta na comunicação como estratégia de cuidado e mobilização social. O que a campanha pede é simples: respeito e responsabilidade Frases como “isso é moleza” ou “depressão é falta de Deus” podem parecer inofensivas, mas produzem vergonha, medo e afastamento do cuidado. A campanha da Fiocruz lembra que acolher salva, e que saúde mental deve ser tratada com a mesma seriedade que qualquer outro aspecto da saúde. Falar com responsabilidade sobre sofrimento psíquico é compromisso com a vida, com os direitos humanos e com o fortalecimento do SUS. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Imagem de capa ilustrativa. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Café trans em Mesquita foto - AGANIM

Café Trans em Mesquita reforça rede de acolhimento no Mês da Visibilidade Trans

A Baixada Fluminense ganhou, na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, um novo espaço de escuta, convivência e fortalecimento de vínculos para pessoas trans, travestis e não binárias. O Instituto AGANIM – Direitos Humanos realizou, às 14h30, em sua sede no bairro Juscelino, em Mesquita, o 1º “Café Trans – novas perspectivas”, iniciativa voltada à criação de uma ambiência segura para troca de experiências e articulação comunitária no território. A atividade integrou a agenda do Mês da Visibilidade Trans e dialoga com o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. A data se consolidou a partir do ato político de 2004, no Congresso Nacional, que marcou o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, em articulação com o Ministério da Saúde e o movimento social. Vivências, dinâmica e escrevivência como ferramenta de afirmação De acordo com a organização, o encontro contou com a presença de Paulinha e Kely e foi idealizado e conduzido por Larissa Larrubia, estagiária de Serviço Social, travesti de 38 anos, com trajetória em dinâmicas de grupo e vivência junto à população trans, travesti e não binária em serviços do SUS no Rio de Janeiro. Antes do café, um bate-papo abriu espaço para relatos sobre vivências e trajetórias, com destaque para desafios cotidianos, estratégias de proteção, saúde mental e caminhos de fortalecimento coletivo. O grupo também realizou uma dinâmica voltada ao descanso de telas e à reflexão sobre visibilidade, a partir do olhar e da experiência de cada pessoa presente. Outro momento marcante foi a realização de uma escrevivência, prática inspirada no conceito desenvolvido por Conceição Evaristo e compreendida como escrita atravessada pela experiência vivida, pela memória e pela dimensão coletiva da narrativa. 29 de janeiro: visibilidade como direito e proteção no território Durante a conversa, Larissa trouxe reflexões sobre o sentido político do 29 de janeiro e sua importância como marco de afirmação e luta por direitos. Em territórios atravessados por desigualdades e por barreiras de acesso a políticas públicas, encontros comunitários como o Café Trans podem funcionar como porta de entrada para demandas reais, ampliando a circulação de informação, fortalecendo redes de cuidado e reduzindo o isolamento imposto pela transfobia. Participação da ComCausa e conexão com agenda apoiada pelo UNFPA A ação teve participação da ComCausa – Defesa da Vida, que reforçou a importância de manter agendas comunitárias permanentes de enfrentamento à transfobia e de promoção de convivência segura. O diálogo se conecta à agenda de Masculinidades Positivas articulada pela ComCausa com apoio do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU), voltada à prevenção de violências e à transformação de padrões de masculinidade associados à coerção, agressividade e exclusão. “Iniciativas como o Café Trans transformam visibilidade em prática concreta: escuta, rede, acolhimento e articulação no território. Na Baixada, visibilidade é também proteção”, destacou Adriano Dias, da ComCausa – Defesa da Vida. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Masculinidades positivas - trans - foto de Dani Villar

Masculinidades positivas como caminho para enfrentar a violência contra pessoas trans e travestis

Neste 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans, o Brasil volta a encarar um dado alarmante: o país segue sendo o que mais mata travestis e transexuais no mundo. Em 2025, foram registrados 80 assassinatos, segundo a 9ª edição do dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgado nesta segunda-feira (29). Embora o número represente uma redução de 34% em relação a 2024, quando houve 122 crimes, o Brasil mantém há quase duas décadas a liderança desse ranking marcado pela violência, impunidade e apagamento institucional. As principais vítimas continuam sendo mulheres trans e travestis negras, jovens entre 18 e 35 anos, evidenciando como racismo, desigualdade social e transfobia se cruzam de forma letal. Em 2025, Ceará e Minas Gerais lideraram os registros, com oito casos cada. A maioria das mortes ocorreu no Nordeste (38), seguido pelo Sudeste (17), Centro-Oeste (12), Norte (7) e Sul (6). Violência estrutural e abandono do Estado Para Bruna Benevides, presidente da Antra e uma das autoras do dossiê, os números não representam episódios isolados, mas o reflexo de uma estrutura social que expõe pessoas trans à violência desde a infância. “Não são mortes isoladas, revelam uma população exposta à violência extrema desde muito cedo, atravessada por exclusão social, racismo, abandono institucional e sofrimento psicológico contínuo”, afirma. A própria necessidade de monitoramento feito pela sociedade civil, segundo ela, já revela o apagamento dessas vidas por parte do Estado. Os dados do dossiê são reunidos a partir de denúncias a organizações trans, notícias e registros públicos, sem que exista uma sistematização oficial por parte do poder público. Apesar da queda nos assassinatos consumados, o relatório chama atenção para o aumento das tentativas de homicídio, mantendo o grau de violência em níveis alarmantes. Entre 2017 e 2025, o estado de São Paulo liderou os números absolutos, com 155 assassinatos de pessoas trans e travestis. Onde entram as masculinidades positivas Especialistas e ativistas apontam que enfrentar esse cenário exige mais do que respostas penais: passa pela transformação das relações de gênero, especialmente entre homens cisgêneros. É nesse contexto que o debate sobre masculinidades positivas ganha centralidade. Masculinidades positivas propõem romper com padrões de masculinidade baseados na violência, no controle e na negação da diversidade, incentivando atitudes de responsabilização, cuidado e enfrentamento ativo da transfobia. Isso significa que homens não devem apenas “não agredir”, mas intervir diante de discursos de ódio, questionar piadas e violências naturalizadas e assumir uma postura pública de defesa da dignidade das pessoas trans e travestis. Pesquisas e experiências comunitárias indicam que muitos crimes contra essa população têm relação direta com normas rígidas de gênero, que associam masculinidade à dominação e ao apagamento do que foge do padrão cis-heteronormativo. Ao desconstruir essas normas, masculinidades positivas atuam como fator de prevenção da violência, especialmente em ambientes como escolas, espaços religiosos, famílias e locais de trabalho. Falta de políticas públicas e responsabilização social O dossiê da Antra também denuncia a subnotificação, a desconfiança nas instituições de segurança e justiça, a retração da cobertura midiática e a ausência de políticas públicas específicas para pessoas trans como fatores que agravam o cenário de violência. Entre as recomendações estão a inclusão da população trans nas políticas já existentes e a criação de ações específicas de enfrentamento à transfobia, reconhecida como crime no Brasil desde 2019, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “É preciso reconhecer que as políticas de proteção às mulheres precisam estar acessíveis às mulheres trans, por exemplo”, reforça Bruna Benevides. “Há muita produção, inclusive de dados, falta ação por parte de tomadores de decisão.” A cerimônia de entrega oficial do dossiê ao governo federal ocorreu no auditório do Ministério dos Direitos Humanos, em Brasília. Nota da ComCausa A ComCausa, iniciativa de promoção dos direitos humanos e da defesa da vida, também se manifestou nesta data: “É inaceitável que o Brasil siga liderando as mortes de pessoas trans ano após ano. A redução nos números não apaga a responsabilidade do Estado. É urgente que políticas públicas inclusivas e permanentes sejam implementadas para garantir dignidade e proteção à população trans.” A organização destaca ainda que o Dia da Visibilidade Trans deve ir além do simbolismo e se tornar um chamado à ação coletiva, envolvendo poder público, sociedade civil e, especialmente, homens comprometidos com a construção de relações livres de violência. Violência contra a população LGBTQIAP+ Os dados da Antra são reforçados por levantamentos do Grupo Gay da Bahia (GGB). Em 2025, o Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIAP+, sendo 204 homicídios, 20 suicídios e 17 latrocínios. Apesar de uma redução de 11,7% em relação a 2024, o país segue liderando globalmente esses números. Para efeito de comparação, o México registrou 40 mortes e os Estados Unidos, 10. Segundo o GGB, uma pessoa LGBTQIAP+ morre de forma violenta a cada 34 horas no Brasil. Diante desse cenário, o fortalecimento de masculinidades positivas surge como uma estratégia essencial para romper ciclos de violência, enfrentar a transfobia cotidiana e contribuir para uma sociedade em que a vida de pessoas trans e travestis seja reconhecida, protegida e valorizada. ComCausa a ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa. Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado. Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU): Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Instituto GUETTO

O Instituto GUETTO, sigla para Gestão Urbana de Empreendedorismo, Trabalho e Tecnologia Organizada, vem ganhando destaque por desenvolver soluções inovadoras de educação e empregabilidade voltadas à população preta e indígena. Criado oficialmente em 2019, o Instituto nasceu a partir do grupo “Ponte Para Pretxs”, fundado em 2016 no Facebook pelo cientista social Vitor Del Rey. Com mais de 10 mil estudantes formados de forma remota em 22 estados brasileiros, a instituição agora aposta em um modelo híbrido de atuação — presencial no Rio de Janeiro e online no restante do país — para ampliar seu impacto social. Educação e oportunidade como ferramentas de transformação O GUETTO atua em diferentes frentes: palestras e pesquisas educacionais, programas de empreendedorismo, capacitação para o mercado de trabalho, consultorias e treinamentos corporativos. As ações buscam não apenas formar, mas também inserir pessoas negras e indígenas em espaços de decisão e inovação. Mesmo sem recursos financeiros no início, o Instituto conseguiu apoio de instituições como FGV, IBMEC, INFNET e VTEX, que cederam espaços para a realização de cursos presenciais. O resultado foi a formação de 170 estudantes entre 2019 e 2020. Com a pandemia, o modelo foi adaptado ao formato de Ensino a Distância (EAD), o que permitiu escalar o impacto. Nos anos seguintes, foram mais de 10 mil alunos atendidos, além da criação do Portal do Aluno, para melhorar o acompanhamento e o suporte aos estudantes. Capilaridade, inovação e foco no futuro Em 2023, o Instituto GUETTO iniciou uma nova fase de expansão. A ideia é manter presença física nas periferias do Rio de Janeiro e ampliar a atuação virtual para os demais estados. O objetivo é alcançar os mais de 10 mil alunos atualmente na fila de espera. Com iniciativas direcionadas também à comunidade indígena, o Instituto reforça seu compromisso com a equidade racial e social no Brasil. Formação com apoio de especialistas A equipe do Instituto conta com profissionais de diferentes áreas e formações, como a diretora executiva Aimê Araujo, a diretora de programas educacionais Aline Clemente e o presidente Vitor Del Rey. O Instituto ainda é apoiado por um conselho consultivo formado por nomes de peso, como Mariana Fontoura (CERC), Gilberto Costa (J.P. Morgan), João Marcelo (Instituto Unibanco), entre outros, que colaboram com expertise nas áreas de educação, direito, cultura e empreendedorismo. Comunicação e presença digital E-mail: instituto@guetto.org Telefone:21 99411-7878 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Neste 27 de janeiro, o mundo relembra uma das maiores tragédias da história da humanidade: o Holocausto. A data marca a libertação do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, em 1945, pelas tropas soviéticas, e homenageia os milhões de mortos pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial (1939–1945). Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto tem como objetivo manter viva a lembrança do genocídio promovido pela Alemanha Nazista e reforçar o compromisso global com os direitos humanos. O que foi o Holocausto Sob o comando de Adolf Hitler, o regime nazista perseguiu e exterminou sistematicamente grupos considerados “indesejáveis” ou “inferiores”. Entre os primeiros alvos estavam pessoas com deficiência e opositores políticos. Com o tempo, a perseguição se estendeu a judeus, negros, ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová e outros grupos marginalizados. A estimativa é de que mais de seis milhões de judeus foram assassinados, segundo o Museu do Holocausto dos Estados Unidos (USHMM). Além disso, cerca de cinco milhões de outras pessoas também foram mortas nos campos de concentração, campos de extermínio e guetos. Auschwitz: símbolo da barbárie O campo de Auschwitz-Birkenau, na Polônia ocupada, tornou-se o principal centro de extermínio do nazismo. Mais de 1,1 milhão de pessoas morreram ali, a maioria judeus. A libertação do campo em 27 de janeiro de 1945 revelou ao mundo a extensão do horror nazista. A data foi escolhida como símbolo da resistência e da memória histórica — não apenas para homenagear os mortos, mas também para alertar sobre os riscos do antissemitismo, racismo, autoritarismo e negação da história. Educação e memória como formas de resistência A criação da data internacional foi formalizada pela Resolução 60/7 da Assembleia Geral da ONU, aprovada em 1º de dezembro de 2005. O documento também condena qualquer negação do Holocausto e incentiva os países a desenvolverem programas educativos sobre o tema. A UNESCO, braço da ONU para educação, ciência e cultura, considera a memória do Holocausto essencial para o fortalecimento dos direitos humanos e da paz mundial. Iniciativas educativas e memoriais têm sido criadas em diversos países, inclusive no Brasil, para garantir que as novas gerações conheçam e reflitam sobre essa página sombria da história. Antissemitismo e negacionismo persistem Apesar dos esforços internacionais, o antissemitismo e o negacionismo ainda são desafios contemporâneos. Casos de discurso de ódio, vandalismo a memoriais e revisionismo histórico seguem preocupando autoridades e organizações de direitos humanos. “O Holocausto não começou com câmaras de gás, mas com palavras de ódio e discriminação”, alerta o secretário-geral da ONU, António Guterres, em mensagem publicada no site oficial da organização (un.org). Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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