Adriano Dias

Moïse Kabagambe

ComCausa visita neste sábado a família de Moïse Kabagambe em Madureira

No próximo sábado, 29 de junho de 2025, representantes da OSC ComCausa Defesa da Vida visitarão a família do jovem congolês Moïse Kabagambe Kabagambe, em Madureira, Zona Norte do Rio. O espaço, hoje gerenciado por parentes de Moïse, tornou-se um ponto de resistência cultural da comunidade africana no bairro, oferecendo culinária típica, coquetéis e, principalmente, acolhimento e memória. A visita antecede a inauguração oficial do Memorial Moïse Kabagambe, marcada para segunda-feira, 1º de julho, na Barra da Tijuca. O encontro com a família será mais que simbólico: representa a continuidade da luta por justiça, por reparação histórica e pelo reconhecimento das vidas negras e refugiadas que historicamente sofrem com exclusão, violência e silenciamento no Brasil. Solidariedade, memória e reparação A ComCausa, organização da sociedade civil que atua há mais de duas décadas com direitos humanos, acolhimento a vítimas de violência e mobilização social, tem acompanhado de perto os desdobramentos do caso Moïse. Para Adriano Dias, fundador da instituição, a presença da ComCausa neste sábado não é apenas uma visita de cortesia. “Estar com a família de Moïse é afirmar, com o corpo presente, que essa luta é de todos nós. A dor deles nos atravessa, mas também nos convoca a transformar o luto em luta e memória viva independente do tempo”, afirma Adriano. A iniciativa reforça a articulação entre organizações populares, movimentos antirracistas e comunidades migrantes que, desde 2022, exigem justiça e políticas públicas efetivas para imigrantes negros. A ComCausa integra essa rede, fortalecendo ações de visibilidade, escuta ativa e apoio comunitário — inclusive com o programa Acolher, que atua no acompanhamento de vítimas e famílias em situação de vulnerabilidade social. Do luto à ação concreta: o Memorial Moïse Fruto de uma articulação entre a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Cultura e movimentos da sociedade civil, o Memorial Moïse Kabagambe será inaugurado na próxima segunda-feira, 1º de julho de 2025, nas proximidades do Parque Natural da Prainha, na Zona Oeste da cidade. O espaço ocupará a área onde funcionava o quiosque do Posto 8, local em que Moïse foi brutalmente assassinado em janeiro de 2022, após cobrar por dias de trabalho não remunerados. O memorial contará com uma estrutura multifuncional voltada à valorização da cultura africana, à promoção dos direitos humanos e ao acolhimento de refugiados. Entre os principais ambientes previstos estão um centro cultural com oficinas e rodas de conversa, uma cozinha-escola voltada à culinária africana, uma galeria com exposições sobre migração, antirracismo e cultura afro-brasileira, uma loja colaborativa para comercialização de produtos feitos por refugiados e um espaço de apoio com ações voltadas à assistência social, capacitação e geração de renda. A cerimônia de inauguração terá homenagens à família de Moïse, ritos religiosos de diferentes matrizes e apresentações culturais que exaltam a diversidade e a resistência dos povos africanos. A expectativa é que o memorial se torne um polo permanente de reflexão, educação e articulação social, consolidando-se como símbolo internacional do combate à xenofobia, ao racismo estrutural e às múltiplas formas de violência enfrentadas por imigrantes e refugiados no Brasil. Justiça e desdobramentos do caso Em março de 2025, o 1º Tribunal do Júri da Capital condenou dois dos acusados pelo assassinato de Moïse Mugenyi Kabagambe. Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca foi sentenciado a 23 anos, 7 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, enquanto Fábio Pirineus da Silva recebeu pena de 19 anos, 6 meses e 20 dias, também em regime fechado. O crime, amplamente registrado por câmeras de segurança, revelou a crueldade da violência sofrida por Moïse e provocou comoção nacional e internacional. A motivação do ataque teria sido a cobrança, por parte do jovem, de pagamentos atrasados por dias de trabalho não remunerados no local, situação que desencadeou uma agressão covarde e letal, evidenciando a vulnerabilidade enfrentada por imigrantes africanos no Brasil e a urgência de ações efetivas contra o racismo estrutural e a xenofobia. A ComCausa e diversas outras organizações seguem exigindo responsabilização completa de todos os envolvidos, além de uma política de Estado voltada à proteção e valorização da vida de refugiados e imigrantes no Brasil — especialmente os africanos, vítimas constantes de discriminação e precarização. >>>> Visita da ComCausa à família de Moïse KabagambeQuiosque Moïse Kabagambe 1A PortãoRua Soares Caldeira, 115 – Madureira, Rio de Janeiro – RJSábado, 29 de junho de 2025Horário 13 horas Inauguração do Memorial Moïse KabagambeBarra da Tijuca – Próximo à PrainhaSegunda-feira, 1º de julho de 2025A partir das 10h Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Moïse Kabagambe

Acontece hoje o julgamento do caso Moïse Kabagambe

O julgamento dos acusados pela morte de Moïse Kabagambe, que ocorre hoje no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), representa um marco significativo na luta por justiça e direitos humanos no Brasil. Este caso, que chocou o país pela brutalidade e pelas circunstâncias em que ocorreu, vai além de um processo criminal: é um símbolo da vulnerabilidade enfrentada por imigrantes e refugiados, destacando a urgência de políticas públicas que garantam seus direitos e proteção. A morte de Moïse Kabagambe, um jovem congolês de 24 anos que veio ao Brasil em busca de oportunidades, não pode ser em vão. Sua história deve servir como catalisador para transformações profundas na forma como o país acolhe e integra imigrantes e refugiados. Hoje, o Brasil tem a oportunidade de demonstrar seu compromisso com a justiça, a igualdade e o respeito à dignidade humana, independentemente de origem, raça ou condição social. A sociedade civil também desempenha um papel crucial, pressionando por mudanças e promovendo a conscientização sobre a importância do respeito à diversidade e aos direitos humanos. Organizações como a ComCausa estão mobilizadas para acompanhar o julgamento e cobrar medidas que assegurem a proteção de imigrantes e refugiados no Brasil. O que esperar do julgamento? Os acusados do crime são Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, e enfrentam o júri hoje. Eles são réus por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo fútil – o crime teria origem em uma discussão sobre o atraso no pagamento de diárias –, uso de meio cruel, já que a vítima foi brutalmente espancada até a morte com um pedaço de pau, e recurso que dificultou sua defesa, pois Moïse foi derrubado, imobilizado durante as agressões e, depois, teve mãos e pés amarrados. O assassinato aconteceu em janeiro de 2022, em um quiosque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Moïse Kabagambe, um imigrante congolês, sofreu uma agressão desmedida e cruel ao cobrar algo elementar: o pagamento por seu trabalho. O caso ganhou enorme repercussão, tanto no Brasil quanto no exterior, desencadeando protestos contra o racismo, a xenofobia e a precariedade nas condições de trabalho. Movimentos sociais acompanham o caso Este julgamento é um passo crucial, trazendo esperança de justiça para Moïse e para todos aqueles que, como ele, buscam uma vida melhor em terras brasileiras. A presença de organizações como a ComCausa nas sessões reforça a importância da mobilização da sociedade civil e do acompanhamento atento de casos emblemáticos como este, que têm o poder de transformar realidades e inspirar mudanças. A morte violenta de Moïse revelou as barreiras e os perigos enfrentados por muitos imigrantes no Brasil. O caso gerou comoção internacional, mobilizando entidades como a Cáritas Rio, o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) e a OIM (Organização Internacional para as Migrações), que acompanham de perto o processo e cobram justiça. Além disso, a morte de Moïse levantou questões profundas sobre o racismo estrutural e a xenofobia presentes na sociedade brasileira. Imigrantes africanos, em particular, frequentemente enfrentam discriminação e marginalização, sendo vistos como “diferentes” ou “inferiores”. O caso de Moïse é um triste exemplo disso. Mais notícias 01 – Alerj e Congresso discutem caso de Moise 02 – Alerj aprova Medalha Tiradentes Post Mortem para Moïse Kabagambe 03 – Três acusados de espancar até a morte congolês na Barra da Tijuca serão julgados por júri popular 04 – Julgamento dos acusados pela morte de Moïse Kabagambe será em março | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Moïse Kabagambe

Memorial de Moïse Kabagambe será inaugurado na Barra da Tijuca na próxima segunda-feira

Na próxima segunda-feira, dia 1º de julho de 2025, será inaugurado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o Memorial Moïse Kabagambe, um espaço idealizado para preservar a memória do jovem congolês brutalmente assassinado em janeiro de 2022 e transformar o luto em luta por dignidade, reparação e justiça social. O equipamento público nasce como um marco de resistência e como símbolo do combate ao racismo, à xenofobia e à violência contra pessoas negras e refugiadas no Brasil. A cerimônia de inauguração contará com a presença de autoridades, representantes de movimentos sociais, ativistas de direitos humanos e da comunidade africana residente no país. Localizado em uma área pública cedida pela Prefeitura do Rio, próxima ao Parque Natural Municipal da Prainha, o espaço terá programação cultural permanente, com apresentações de música, dança, rodas de conversa e oficinas de arte de matriz africana. Além disso, o memorial funcionará como um centro de apoio à população refugiada, com ações de capacitação, geração de renda e assistência social. A estrutura incluirá uma cozinha-escola, uma galeria expositiva e uma loja colaborativa para a comercialização de produtos feitos por imigrantes e refugiados, especialmente aqueles vindos do continente africano. Moïse Mugenyi Kabagambe, que veio para o Brasil fugindo da guerra na República Democrática do Congo, foi espancado até a morte aos 24 anos, no quiosque onde trabalhava como ambulante, no Posto 8 da Barra. Seu assassinato, registrado por câmeras de segurança, gerou comoção nacional e internacional, reacendendo o debate sobre o racismo estrutural e a violência contra imigrantes negros no Brasil. Manifestações em sua memória ocorreram em várias capitais do país e mobilizaram a sociedade civil. Segundo os organizadores, o memorial não é apenas um tributo à vida de Moïse, mas um compromisso com políticas públicas de reparação e inclusão. “Queremos transformar a dor em ação. O Memorial é uma forma de manter viva a memória de Moïse e, ao mesmo tempo, garantir que refugiados como ele tenham espaço, voz e dignidade. É uma reparação simbólica, mas também prática, com oportunidades reais de trabalho e expressão cultural”, afirma um dos idealizadores do projeto. A iniciativa é fruto de articulação entre a Prefeitura do Rio, a Secretaria Municipal de Cultura, o Comitê Estadual Intersetorial de Políticas de Atenção a Refugiados e Migrantes, a sociedade civil e organizações internacionais que atuam em prol dos direitos das pessoas em situação de refúgio. A expectativa é que o Memorial Moïse Kabagambe se consolide como ponto de referência para o acolhimento de refugiados e a valorização das culturas africanas no Brasil, atuando também como espaço educativo, aberto a escolas e universidades. A inauguração será aberta ao público e terá início às 10h, com uma programação especial que inclui homenagem à família de Moïse, apresentações de músicos africanos, uma cerimônia inter-religiosa e o lançamento de uma exposição inaugural sobre a trajetória do jovem congolês e a luta antirracista no Brasil contemporâneo. Ao transformar um local de violência em um território de cultura, solidariedade e reparação, o Memorial Moïse Kabagambe se propõe a reescrever a história com justiça e dignidade — e a manter viva a memória de um jovem que veio buscar paz e teve a vida interrompida pela brutalidade. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial Compartilhe:

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Moïse Kabagambe

Justiça do Rio condena dois acusados pela morte de Moïse Kabagambe

O 1º Tribunal do Júri da Capital condenou, na noite de sexta-feira (14/3), dois homens pelo homicídio triplamente qualificado do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe. Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca recebeu uma pena de 23 anos, sete meses e 10 dias, enquanto Fábio Pirineus da Silva foi condenado a 19 anos, seis meses e 20 dias de prisão. Ambos deverão cumprir a pena em regime fechado. As investigações da polícia indicaram que a agressão teve início após Moïse cobrar pagamentos atrasados por trabalhos realizados no local. Câmeras de segurança registraram o jovem sendo imobilizado e agredido por pelo menos cinco homens com socos, chutes e pauladas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O crime gerou grande comoção e protestos em diversas cidades brasileiras, além de mobilização da comunidade congolesa e de movimentos antirracistas, que denunciaram o caso como um episódio de racismo estrutural e xenofobia. O espancamento e morte de Moïse foram interpretados como uma manifestação da violência sistemática sofrida por imigrantes africanos no Brasil, que frequentemente enfrentam discriminação, exclusão econômica e vulnerabilidade social. Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, veio para o Brasil fugindo da instabilidade e da violência na República Democrática do Congo. No dia 24 de janeiro de 2022, ele foi brutalmente espancado por vários homens em um quiosque na orla da Barra da Tijuca, onde trabalhava. Julgamento e condenação Durante o julgamento, o Conselho de Sentença do Júri reconheceu as três qualificadoras do homicídio: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O juiz responsável pelo caso, ao proferir a sentença, destacou a gravidade do crime e o impacto social que ele gerou. Os advogados dos condenados afirmaram que vão recorrer da decisão. Outros envolvidos no crime ainda aguardam julgamento. Impacto e desdobramentos A morte de Moïse Kabagambe impulsionou debates sobre racismo, xenofobia e direitos dos imigrantes no Brasil. O caso também levou a Prefeitura do Rio de Janeiro a transformar o quiosque onde ele foi morto em um memorial e um centro cultural dedicado à cultura africana e à luta pelos direitos humanos. Movimentos sociais destacam que a violência contra imigrantes negros no Brasil é uma realidade que precisa ser combatida com políticas de proteção e inclusão. A falta de oportunidades, somada à xenofobia e ao racismo estrutural, torna essa população especialmente vulnerável a situações de exploração e violência. O caso Moïse se tornou um símbolo da luta por direitos dos imigrantes africanos no Brasil, ressaltando a necessidade de maior fiscalização das condições de trabalho e mais segurança para essa população. Organizações da sociedade civil, como a ComCausa, e movimentos antirracistas seguem acompanhando o caso e cobrando justiça por Moïse, além de medidas mais efetivas para a proteção de imigrantes e refugiados no país. A condenação dos dois acusados representa um passo importante na responsabilização dos envolvidos e na luta contra a impunidade em crimes de violência racial e xenofobia no Brasil. Mais notícias 01 – Alerj e Congresso discutem caso de Moise 02 – Alerj aprova Medalha Tiradentes Post Mortem para Moïse Kabagambe 03 – Três acusados de espancar até a morte congolês na Barra da Tijuca serão julgados por júri popular 04 – Julgamento dos acusados pela morte de Moïse Kabagambe será em março | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Rubens Paiva e Eunice Paiva ComCausa Memória Justiça e Verdade

ComCausa fará circuito Memória, Verdade e Justiça 2026

Desde a publicação do Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH-3) no final de 2009, a ComCausa adotou a Memória, Verdade e Justiça como um dos principais eixos de atuação. A entidade entende que muitas das violações de direitos humanos que ocorrem atualmente são decorrentes das violências cometidas pelo Estado durante a ditadura civil-militar de 1964 a 1985. Em 2010, alinhada com outras instituições, a ComCausa deu início a atividades voltadas à preservação da memória histórica. Em 2012, participou da apresentação da Comissão Nacional da Verdade no Palácio do Planalto e, no mesmo ano, realizou o Circuito Memória e História, em parceria com instituições da Região Serrana e de Minas Gerais, encerrando as atividades no Palácio Rio Negro, em Petrópolis. Em 2013, articulou junto à então Comissão Estadual da Verdade do Estado do Rio de Janeiro a criação do Comitê Baixada de Memória, Justiça e Verdade, lançado na Câmara dos Vereadores de Duque de Caxias em agosto daquele ano. No entanto, nos anos seguintes, houve um desmonte progressivo das políticas de memória e verdade, acentuado após a entrega dos relatórios da Comissão Nacional da Verdade em 2014. A turbulência política subsequente, marcada pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff e pela ascensão de grupos que relativizam ou negam os crimes da ditadura, dificultou a continuidade desses trabalhos. Exposição destacou impactos da ditadura na Baixada Fluminense e a luta por memória e justiça Em 2014, por ocasião dos 50 anos do golpe civil-militar, a ComCausa organizou a exposição Ditadura e Baixada Fluminense, que abordou a repressão do regime e sua relação com a violência histórica na região. A mostra estabeleceu conexões com casos emblemáticos, como a Chacina da Baixada, ocorrida em 31 de março de 2005, exatamente 41 anos após o golpe, reforçando como a violência de Estado permaneceu como uma marca na história local. Além de denunciar esses episódios, a exposição destacou a resistência de diversos setores da sociedade, incluindo figuras como Dom Adriano Hipólito, bispo que se tornou símbolo da luta pelos direitos humanos na Baixada Fluminense. Casa da Morte A ComCausa também tem atuado em movimentos que buscam o reconhecimento e o tombamento da Casa da Morte, em Petrópolis, como um local clandestino de tortura durante a ditadura militar. A iniciativa visa transformar o espaço em um centro de memória, garantindo que as violações cometidas naquele período não sejam esquecidas e que sirvam como um alerta permanente contra qualquer tipo de repressão e violência de Estado. Memória, Verdade e Justiça 2026 A partir de 1º de abril de 2026, a ComCausa lançará um ciclo de atividades, incluindo exibição de filmes sobre o tema, especialmente para o público jovem, seguidas de rodas de debate para fomentar a reflexão sobre os impactos da ditadura no presente. As atividades serão articuladas para ocorrer nas seccionais da OAB, universidades, instituições e espaços culturais, como bares e até nas ruas. A finalidade principal é enfrentar o negacionismo histórico e provocar a reflexão sobre o que está acontecendo hoje, seja no contexto político, cultural ou social. A previsão é de lançamento no dia 1º de abril na Baixada Fluminense, e as atividades acontecerão de forma itinerante. A ComCausa reforça seu compromisso em manter viva a memória das vítimas da repressão e em educar as novas gerações sobre a importância da democracia e dos direitos humanos. O projeto se apresenta como uma resposta necessária ao contexto atual, buscando reavivar a discussão sobre um dos períodos mais sombrios da história brasileira e suas consequências até os dias de hoje. Foto de capa ilustrativa. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Marielle e Anderson

Missa em Memória de Marielle Franco e Anderson Gomes reúne familiares e apoiadores no Rio

No próximo dia 14 de março, a Igreja Nossa Senhora do Parto, localizada no Centro do Rio de Janeiro, será palco de uma emocionante homenagem a Marielle Franco e Anderson Gomes, vítimas de um brutal assassinato que completa sete anos em 2025. A missa, marcada para as 10 horas, é organizada pela família de Marielle e convida todos os que compartilham do sentimento de luta por justiça a se unirem neste momento de fé e resistência. Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, conhecida por sua atuação incansável em defesa dos direitos humanos, especialmente das populações marginalizadas, foi assassinada junto com o motorista Anderson Gomes em 14 de março de 2018. O crime, que chocou o país e o mundo, segue sem respostas conclusivas, alimentando a demanda por justiça e a luta contra a violência do Estado. A missa não é apenas um ato religioso, mas também um momento de fortalecimento coletivo. Como destacado no convite, “Há 7 anos seguimos transformando a saudade em luta”. A celebração será um espaço para honrar a memória de Marielle e Anderson, além de todas as vítimas de violência do Estado, reforçando o compromisso com a busca por justiça e a defesa dos direitos humanos. A Igreja Nossa Senhora do Parto, situada na Rua Rodrigo Silva, 7, no Centro do Rio, será o local onde familiares, amigos, apoiadores e ativistas se reunirão para celebrar a vida e o legado de Marielle e Anderson. O evento é aberto ao público e representa uma oportunidade para que a comunidade se una em um momento de reflexão e resistência. Entre os vários movimentos de familiares e amigos de vítimas e movimentos sociais, a ComCausa acompanha o caso e estará presente. A missa de 14 de março é mais um capítulo na longa jornada por respostas e justiça. Enquanto o caso Marielle e Anderson segue sem solução, eventos como este servem para lembrar que a luta por justiça não pode ser esquecida e que a memória de Marielle e Anderson continuará a inspirar gerações futuras. Atualizações sobre o caso As investigações apontam que a motivação do crime estaria ligada a disputas de terras e interesses políticos na zona oeste do Rio de Janeiro. Em março de 2024, foram presos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, o deputado federal Chiquinho Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, acusados de serem os mandantes do assassinato. Já em outubro de 2024, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, ex-policiais militares, foram julgados e condenados pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Ronnie Lessa recebeu uma pena de 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto Élcio de Queiroz foi condenado a 59 anos e 8 meses. O caso Marielle Franco continua a gerar grande repercussão no Brasil e no exterior, com pedidos por justiça e o fim da impunidade. Serviço: Missa em Memória de Marielle Franco e Anderson Gomes Data: 14 de março de 2025 Horário: 10 horas Local: Igreja Nossa Senhora do Parto Endereço: Rua Rodrigo Silva, 7, Centro, Rio de Janeiro – RJ Mais notícias | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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