Adriano Dias

Lara Maria Oliveira Nascimento ComCausa Acolher

Memória: menina Lara Maria de Judiaí

O desaparecimento e assassinato da adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de apenas 12 anos, em 16 de março de 2022, causou comoção em Campo Limpo Paulista (SP) e em todo o país. Lara saiu de casa para ir a uma padaria próxima e desapareceu. A mobilização pela busca da adolescente envolveu familiares, vizinhos, voluntários, imprensa e autoridades policiais. Três dias depois, seu corpo foi encontrado em uma área de mata a menos de cinco quilômetros da residência da família, com claros sinais de violência. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Lara foi vítima de traumatismo craniano, provocado por ao menos quatro golpes violentos com objeto contundente, possivelmente um martelo ou uma picareta. O corpo apresentava ainda vestígios de cal, substância comumente utilizada em tentativas de acelerar a decomposição. A brutalidade do crime levantou fortes suspeitas de homicídio premeditado, com agravantes de ocultação de cadáver e violência sexual. Investigações e fuga do suspeito As investigações, conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí, analisaram mais de 5 mil imagens de câmeras de segurança. O trabalho meticuloso permitiu identificar Wellington Galindo de Queiroz como o principal suspeito. Com extensa ficha criminal — incluindo envolvimento com tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio, associação criminosa e receptação — Wellington foi flagrado circulando de carro prata pelas redondezas onde Lara havia sido vista pela última vez. A prisão temporária foi solicitada pela Polícia Civil e decretada em 28 de março de 2022. No entanto, ao ser intimado a comparecer à delegacia, Wellington fugiu, tornando-se foragido da Justiça. Informações indicaram que ele teria se escondido em estados do Nordeste, como Paraíba ou Pernambuco, o que dificultou a sua localização e exigiu articulação entre as forças de segurança estaduais e federais. Prisão em Foz do Iguaçu e tentativa de enganar os policiais A captura do suspeito ocorreu em 21 de março de 2024, após quase dois anos de buscas. A Polícia Federal, com base em denúncias anônimas e informações da inteligência policial, passou a monitorar a presença de Wellington na região da Tríplice Fronteira. No momento da abordagem, registrada em vídeo, os policiais se aproximam de Wellington sob o pretexto de pedir informações. Quando o chamam pelo nome verdadeiro, ele tenta se passar por outro indivíduo, identificando-se como “Diego Rodrigues Alves”, afirmando estar sem documentos e dizendo que trabalhava como eletricista em obras residenciais na região. Alegou morar em Foz do Iguaçu há cerca de um ano e três meses e declarou ser natural da Bahia. A tentativa de enganar os agentes não surtiu efeito. Ao ser confrontado, Wellington acabou confessando sua verdadeira identidade. Ele foi preso e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Além do mandado de prisão por homicídio qualificado e estupro de vulnerável em outro caso, também pesava contra ele uma ordem de prisão expedida pela Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça de Pernambuco, por porte ilegal de arma de fogo. O nome de Wellington constava na lista de procurados da Interpol e ele era monitorado tanto pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí quanto pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Polícia Federal. Dor e resistência: a luta da família Nascimento Desde a tragédia, a família de Lara tem enfrentado dificuldades emocionais e financeiras. A mãe, Luana Nascimento, que atuava na produção e venda de bolos e doces para eventos, relata não conseguir retornar ao trabalho por conta das lembranças dolorosas que os utensílios de cozinha lhe trazem. O pai da adolescente também precisou se afastar do emprego por problemas de saúde decorrentes do luto. Com outras duas filhas pequenas, o casal depende da ajuda de amigos e considera se mudar da casa onde viveram por quase seis anos com Lara. Apoio do programa ACOLHER da ComCausa A ComCausa foi acionada por indicação de outro familiar de vítima de violência e entrou em contato direto com os pais de Lara Maria Oliveira Nascimento, colocando-se à disposição para contribuir no que fosse possível por meio do Programa ACOLHER — iniciativa dedicada ao acompanhamento de famílias que enfrentam a dor e as consequências da violência. A proposta do ACOLHER é atuar de forma efetiva nas etapas do processo, oferecendo suporte emocional e institucional, além de promover articulações com a imprensa, movimentos sociais e autoridades públicas, para garantir que a dor dessas famílias não seja invisibilizada. O caso de Lara reforça a urgência da mobilização social e da presença ativa da sociedade civil na luta por justiça e na proteção das infâncias. Para a ComCausa, ações como essa são essenciais para assegurar que a voz da família seja ouvida e respeitada, que a verdade dos fatos seja revelada com transparência e que a justiça seja, finalmente, cumprida. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Marielle e Anderson

Caso Marielle e Anderson completa mais um ano

O assassinato de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018, chocou o Brasil e o mundo. Marielle, conhecida por sua atuação em defesa dos direitos humanos e das minorias, foi morta a tiros junto com Anderson, enquanto retornavam de um evento no centro da cidade. Após anos de investigações, em outubro de 2024, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram condenados pelo assassinato. Lessa recebeu uma pena de 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto Queiroz foi condenado a 59 anos e 8 meses. As investigações apontam que o crime teve motivações políticas, relacionadas à atuação de Marielle contra as milícias no Rio de Janeiro. Além dos executores, outras figuras estão envolvidas no caso. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, políticos com ligações com milícias, foram presos sob acusação de serem os mandantes do crime. O delegado Rivaldo Barbosa também foi detido, suspeito de obstruir as investigações. O caso Marielle e Anderson permanece como um marco na luta contra a violência política e a impunidade no Brasil. A busca por justiça continua, com a sociedade civil e familiares pressionando por respostas e responsabilização de todos os envolvidos. Marielle Franco se formou pela PUC-Rio e fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com foco nas UPPs. Ela coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado do deputado Marcelo Freixo. A ativista decidiu pela militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário – justo o momento que lembrou nesta quarta no evento com outras mulheres negras – e com a morte de uma amiga a tiros. Ela deixou uma viúva e uma filha de 19 anos. Ronnie e Élcio foram presos quando estavam saindo de suas casas e não resistiram à prisão. O Ministério Público já acatou a denuncia contra os dois, ou seja, já são réus e já começou a instrução criminal. Segundo as investigações da GAECO/MPRJ, o assassinato foi planejado durante três meses de forma meticulosa. O sargento da PM Ronnie Lessa é acusado de efetuar os disparos e Elcio Vieira – policial militar expulso da corporação – foi quem teria dirigido o carro Cobalt na noite do crime. Os agentes também estão executando 34 mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados e outros locais para obter computadores, telefones, documentos, além de armas e munições. Os acusados foram levados para Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca. Onde um advogado já aguardava a chegada dos presos. Foto com Bolsonaro Usuários do Twitter e Facebook compartilham nas redes sociais uma foto postada por um perfil atribuído ao ex-PM Elcio de Vieira Queiroz, um dos presos pela polícia por ter participado do assassinato da Marielle e Anderson, abraçado o presidente Jair Bolsonaro. Queiroz, teria postado a imagem em que aparece lado a lado com o Bolsonaro no último dia 4 de outubro, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial. Queiroz, de 46 anos, teria postado a imagem em que aparece lado a lado com o Bolsonaro no último dia 4 de outubro, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial – Reprodução / Facebook. Autor dos disparos Ronnie foi preso em casa em um condomínio na Barra da Tijuca, local onde anteriormente também residia o Jair Bolsonaro antes de se tornar presidente e mudar para Brasília. Segundo a investigação, ele é conhecido por ser exímio atirador e por sua frieza. Os agentes constataram Ronnie Lessa fez várias pesquisas na internet sobre agendas de Marielle, e que desde outubro de 2017, também pesquisava a rotina do deputado Marcelo Freixo. No dia do atentado, além de máscara, ele terias usado uma espécie de “segunda pele”. Uma malha que cobria os braços para dificultar um possível reconhecimento. PM reformado perdeu perna em atentado a bomba Ronnie Lessa perdeu uma das pernas após uma granada explodir dentro de seu carro em Bento Ribeiro, no ano de 2009. O ataque aconteceu a poucos metros do 9º BPM (Rocha Miranda) onde ele era lotado. Lessa também atuou, cedido pela PM, na Delegacia Antissequestro (DAS). O atentado que mutilou o PM estaria associado a uma disputa interna pela segurança do contraventor Rogério de Andrade, que também sofreu um ataque a bomba seis meses antes. Diego de Andrade, filho de Rogério, morreu em uma emboscada contra o pai, ocorrido na Barra da Tijuca. O autor de ambos os ataques seria o ex-sargento do Exército Volber Roberto da Silva Filho. Volber foi morto numa ação da Polícia Civil, em 2018, durante uma troca de tiros num motel em Jacarepaguá. O tiroteio, segundo o relato dos informantes, teria sido forjado para encobrir o assassinato do ex-sargento. Em abril de 2018, Ronnie Lessa também foi alvo de uma tentativa de assalto, conforme divulgado na época. Ronnie estava acompanhado de um militar do Corpo de Bombeiros e reagiu a uma abordagem na Barra. O PM reformado acabou atingido de raspão no pescoço e o bombeiro no braço. Junto com os pedidos de prisão e de busca e apreensão, o Ministério Público pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Operação Lume A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Castelo, no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde militantes de partidos de esquerda fazem prestações de contas públicas nas sextas. Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz. “Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz”, informa o comunicado do MP. “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia, acrescentando que a ação foi um golpe

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11 Anos da Morte de Leidson Acácio: A Trágica Perda de um Exemplo de Superação e o Desafio da Violência Contra Policiais no Rio de Janeiro

Na noite de 13 de março de 2014, o tenente PM Leidson Acácio Alves Silva, de 27 anos, foi morto durante uma troca de tiros no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, enquanto estava de serviço na UPP Vila Cruzeiro. O ataque ocorreu depois que criminosos dispararam contra o contêiner que serve como base administrativa da UPP. Leidson, que fazia parte de uma guarnição em busca dos responsáveis pelo ataque, foi atingido na testa durante um confronto. Apesar de ter sido socorrido e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, não resistiu aos ferimentos. Ele estava na Polícia Militar há pouco mais de três anos e se tornara um exemplo de superação pessoal e profissional, depois de ter enfrentado dificuldades na infância, como a vivência nas ruas. Conseguiu, com muito esforço, concluir o supletivo e ingressar na PM aos 23 anos. A violência contra policiais no Rio de Janeiro é um tema de grande complexidade e impacto social. Entre 2016 e 2020, o estado registrou 506 homicídios de policiais, sendo que 148 dessas mortes ocorreram enquanto os agentes estavam em serviço. Durante folgas, o número de policiais mortos foi ainda maior, com 358 casos. Em 2024, o Rio de Janeiro registrou 36 assassinatos de policiais, um número que embora represente uma redução comparada aos anos anteriores, ainda reflete a realidade violenta enfrentada pelos profissionais de segurança. Além disso, o aumento de mortes resultantes de intervenções policiais sugere que a violência continua a escalar no estado. Esses dados ressaltam a necessidade urgente de uma reforma nas políticas de segurança pública para proteger tanto os policiais quanto a população. A letalidade policial no Rio de Janeiro é uma das mais altas do mundo. Em 2015, mais de 600 pessoas morreram em confrontos com a polícia, e em 2008, a PMERJ foi considerada a polícia mais letal do planeta, com índices superiores aos de países como Estados Unidos, África do Sul e Argentina. Essa situação exige uma reflexão sobre as práticas de segurança e o impacto da violência sobre a sociedade como um todo. Ao mesmo tempo, é preciso destacar o custo emocional e psicológico da profissão. Entre 2018 e 2023, mais de 1.000 policiais cometeram suicídio no Brasil, uma média alarmante de um agente por dia. Este dado evidencia a necessidade urgente de políticas de saúde mental para os profissionais que enfrentam uma carga de trabalho intensa e arriscada. Leidson Acácio era casado com Jaqueline Oliveira e foi sepultado com grande comoção, sendo lembrado como um exemplo de superação. Cerca de 200 pessoas estiveram presentes em seu funeral, incluindo familiares, amigos e autoridades da PM. Sua trajetória foi lembrada em eventos como a caminhada da chacina da Baixada, onde a ComCausa levou um banner em sua memória. Em 2015, o fundador da ComCausa, o jornalista Adriano Dias, destacou o exemplo de Leidson no programa ‘Caminhos da Reportagem’, afirmando que “esta guerra não tem lado”, ao refletir sobre o impacto da violência na vida de policiais. O programa foi premiado no Prêmio TAL de 2016 e, com isso, a memória de Leidson foi mantida viva. Além de seu trabalho na PM, Leidson também foi um ativista, engajado em movimentos sociais e estudantis na Baixada Fluminense, onde morava. Ele foi lembrado como um jovem que, apesar das dificuldades, fez uma escolha diferente e construiu uma carreira digna, servindo de exemplo para muitos outros jovens da região. A sua morte trágica é um reflexo de uma realidade de violência que afeta tanto os profissionais da segurança pública quanto a sociedade como um todo. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Memória: PM Leidson Acácio

O tenente PM Leidson Acácio Alves Silva estava de serviço na UPP Vila Cruzeiro e foi morto por bandidos da região. Na noite de 13 de março de 2014, depois que criminosos dispararam tiros contra o contêiner que serve como base administrativa da UPP Vila Cruzeiro, por volta das 20h40. O tenente PM Leidson Acácio Alves Silva estava com uma guarnição que fazia buscas na região pelos responsáveis, por volta das 22h40, na Rua 10, divisa entre as comunidades do Parque Proletário e Vila Cruzeiro, quando aconteceu a troca de tiros durante a qual Leidson foi atingido na testa. O tenente Leidson Acácio, de 27 anos, chegou a ser encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas e não resistiu ao ferimento. Ele estava na corporação há pouco mais de 3 anos e estava na UPP Vila Cruzeiro há cerca de 3 meses. O policial era casado há 12 anos e havia se formado na Polícia Militar no dia 1º de dezembro de 2013. A viúva, Jaqueline Oliveira, era uma das mais abaladas no sepultamento, que reuniu cerca de 200 pessoas, entre amigos, familiares e autoridades da PM. Leidson, ele era de Governador Valadares, morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e casou-se com Jaqueline no dia 22 de abril de 2013. Na caminhada da chacina da Baixada, que foi perpetrada por policiais, a ComCausa levou um banner em memória de Leidson. Um ano depois, em 2015, ao contribuir para o programa ‘Caminhos da Reportagem’, intitulado “Guerra sem Herói”, o fundador da ComCausa, o jornalista Adriano Dias, fez referência ao jovem policial, morador da Baixada, afirmando que “esta guerra não tem lado”. O programa foi vencedor da categoria ‘Melhor Programa Jornalístico’ do Prêmio TAL de 2016. A trajetória do policial militar Leidson Acácio Alves Silva, de 27 anos, teve um desfecho trágico na noite de quinta-feira, quando o subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro foi baleado na cabeça. No entanto, sua história foi marcada por uma incrível superação. Após se mudar de Minas Gerais para o Rio com sua mãe e três irmãos na infância, Leidson enfrentou um desentendimento familiar que o levou a viver nas ruas. Durante esse período difícil, ele trabalhou como camelô e borracheiro. Com apenas 17 anos e tendo cursado até a terceira série do Ensino Fundamental, Leidson conseguiu se tornar cadete da PM aos 23 anos, graças ao supletivo que concluiu e à experiência como motorista de reboques na Operação Lei Seca, prestando serviços para uma empresa privada. Durante o enterro de Leidson, realizado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio, o cadete Machado Gomes, de 25 anos, emocionou-se ao lembrar do colega como um exemplo de superação. “Ele enfrentou as mesmas dificuldades que muitos usam para justificar a entrada de pessoas no crime, mas ele escolheu seguir outro caminho. Leidson era um exemplo de ser humano e superação”, afirmou Gomes. Na academia da PM, os dois eram colegas, mas Leidson se destacou entre os 168 alunos, sendo escolhido como representante da turma. Ele também era o líder da Sociedade da Academia Tiradentes (SAC), que funcionava como um diretório acadêmico para os alunos da corporação. Além disso, o aspirante a oficial estava envolvido em movimentos estudantis em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde morava. O subcomandante da UPP Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, morreu depois de ser baleado na testa durante patrulhamento na Rua 10, no Parque Proletário. Segundo informações de PMs da guarnição de Leidson, cerca de 20 bandidos realizaram o ataque por volta das 22h30m. Pouco depois, a base da UPP Parque Proletário também foi alvo de disparos. O aspirante havia chegado à unidade há apenas três meses. Ele foi encaminhado para o Hospital estadual Getúlio Vargas, também na Penha, onde ainda chegou com vida, mas não resistiu ao ferimento. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Moïse Kabagambe

Justiça do Rio condena dois acusados pela morte de Moïse Kabagambe

O 1º Tribunal do Júri da Capital condenou, na noite de sexta-feira (14/3), dois homens pelo homicídio triplamente qualificado do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe. Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca recebeu uma pena de 23 anos, sete meses e 10 dias, enquanto Fábio Pirineus da Silva foi condenado a 19 anos, seis meses e 20 dias de prisão. Ambos deverão cumprir a pena em regime fechado. As investigações da polícia indicaram que a agressão teve início após Moïse cobrar pagamentos atrasados por trabalhos realizados no local. Câmeras de segurança registraram o jovem sendo imobilizado e agredido por pelo menos cinco homens com socos, chutes e pauladas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O crime gerou grande comoção e protestos em diversas cidades brasileiras, além de mobilização da comunidade congolesa e de movimentos antirracistas, que denunciaram o caso como um episódio de racismo estrutural e xenofobia. O espancamento e morte de Moïse foram interpretados como uma manifestação da violência sistemática sofrida por imigrantes africanos no Brasil, que frequentemente enfrentam discriminação, exclusão econômica e vulnerabilidade social. Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, veio para o Brasil fugindo da instabilidade e da violência na República Democrática do Congo. No dia 24 de janeiro de 2022, ele foi brutalmente espancado por vários homens em um quiosque na orla da Barra da Tijuca, onde trabalhava. Julgamento e condenação Durante o julgamento, o Conselho de Sentença do Júri reconheceu as três qualificadoras do homicídio: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O juiz responsável pelo caso, ao proferir a sentença, destacou a gravidade do crime e o impacto social que ele gerou. Os advogados dos condenados afirmaram que vão recorrer da decisão. Outros envolvidos no crime ainda aguardam julgamento. Impacto e desdobramentos A morte de Moïse Kabagambe impulsionou debates sobre racismo, xenofobia e direitos dos imigrantes no Brasil. O caso também levou a Prefeitura do Rio de Janeiro a transformar o quiosque onde ele foi morto em um memorial e um centro cultural dedicado à cultura africana e à luta pelos direitos humanos. Movimentos sociais destacam que a violência contra imigrantes negros no Brasil é uma realidade que precisa ser combatida com políticas de proteção e inclusão. A falta de oportunidades, somada à xenofobia e ao racismo estrutural, torna essa população especialmente vulnerável a situações de exploração e violência. O caso Moïse se tornou um símbolo da luta por direitos dos imigrantes africanos no Brasil, ressaltando a necessidade de maior fiscalização das condições de trabalho e mais segurança para essa população. Organizações da sociedade civil, como a ComCausa, e movimentos antirracistas seguem acompanhando o caso e cobrando justiça por Moïse, além de medidas mais efetivas para a proteção de imigrantes e refugiados no país. A condenação dos dois acusados representa um passo importante na responsabilização dos envolvidos e na luta contra a impunidade em crimes de violência racial e xenofobia no Brasil. Mais notícias 01 – Alerj e Congresso discutem caso de Moise 02 – Alerj aprova Medalha Tiradentes Post Mortem para Moïse Kabagambe 03 – Três acusados de espancar até a morte congolês na Barra da Tijuca serão julgados por júri popular 04 – Julgamento dos acusados pela morte de Moïse Kabagambe será em março | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Moïse Kabagambe

ComCausa visita neste sábado a família de Moïse Kabagambe em Madureira

No próximo sábado, 29 de junho de 2025, representantes da OSC ComCausa Defesa da Vida visitarão a família do jovem congolês Moïse Kabagambe Kabagambe, em Madureira, Zona Norte do Rio. O espaço, hoje gerenciado por parentes de Moïse, tornou-se um ponto de resistência cultural da comunidade africana no bairro, oferecendo culinária típica, coquetéis e, principalmente, acolhimento e memória. A visita antecede a inauguração oficial do Memorial Moïse Kabagambe, marcada para segunda-feira, 1º de julho, na Barra da Tijuca. O encontro com a família será mais que simbólico: representa a continuidade da luta por justiça, por reparação histórica e pelo reconhecimento das vidas negras e refugiadas que historicamente sofrem com exclusão, violência e silenciamento no Brasil. Solidariedade, memória e reparação A ComCausa, organização da sociedade civil que atua há mais de duas décadas com direitos humanos, acolhimento a vítimas de violência e mobilização social, tem acompanhado de perto os desdobramentos do caso Moïse. Para Adriano Dias, fundador da instituição, a presença da ComCausa neste sábado não é apenas uma visita de cortesia. “Estar com a família de Moïse é afirmar, com o corpo presente, que essa luta é de todos nós. A dor deles nos atravessa, mas também nos convoca a transformar o luto em luta e memória viva independente do tempo”, afirma Adriano. A iniciativa reforça a articulação entre organizações populares, movimentos antirracistas e comunidades migrantes que, desde 2022, exigem justiça e políticas públicas efetivas para imigrantes negros. A ComCausa integra essa rede, fortalecendo ações de visibilidade, escuta ativa e apoio comunitário — inclusive com o programa Acolher, que atua no acompanhamento de vítimas e famílias em situação de vulnerabilidade social. Do luto à ação concreta: o Memorial Moïse Fruto de uma articulação entre a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Cultura e movimentos da sociedade civil, o Memorial Moïse Kabagambe será inaugurado na próxima segunda-feira, 1º de julho de 2025, nas proximidades do Parque Natural da Prainha, na Zona Oeste da cidade. O espaço ocupará a área onde funcionava o quiosque do Posto 8, local em que Moïse foi brutalmente assassinado em janeiro de 2022, após cobrar por dias de trabalho não remunerados. O memorial contará com uma estrutura multifuncional voltada à valorização da cultura africana, à promoção dos direitos humanos e ao acolhimento de refugiados. Entre os principais ambientes previstos estão um centro cultural com oficinas e rodas de conversa, uma cozinha-escola voltada à culinária africana, uma galeria com exposições sobre migração, antirracismo e cultura afro-brasileira, uma loja colaborativa para comercialização de produtos feitos por refugiados e um espaço de apoio com ações voltadas à assistência social, capacitação e geração de renda. A cerimônia de inauguração terá homenagens à família de Moïse, ritos religiosos de diferentes matrizes e apresentações culturais que exaltam a diversidade e a resistência dos povos africanos. A expectativa é que o memorial se torne um polo permanente de reflexão, educação e articulação social, consolidando-se como símbolo internacional do combate à xenofobia, ao racismo estrutural e às múltiplas formas de violência enfrentadas por imigrantes e refugiados no Brasil. Justiça e desdobramentos do caso Em março de 2025, o 1º Tribunal do Júri da Capital condenou dois dos acusados pelo assassinato de Moïse Mugenyi Kabagambe. Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca foi sentenciado a 23 anos, 7 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, enquanto Fábio Pirineus da Silva recebeu pena de 19 anos, 6 meses e 20 dias, também em regime fechado. O crime, amplamente registrado por câmeras de segurança, revelou a crueldade da violência sofrida por Moïse e provocou comoção nacional e internacional. A motivação do ataque teria sido a cobrança, por parte do jovem, de pagamentos atrasados por dias de trabalho não remunerados no local, situação que desencadeou uma agressão covarde e letal, evidenciando a vulnerabilidade enfrentada por imigrantes africanos no Brasil e a urgência de ações efetivas contra o racismo estrutural e a xenofobia. A ComCausa e diversas outras organizações seguem exigindo responsabilização completa de todos os envolvidos, além de uma política de Estado voltada à proteção e valorização da vida de refugiados e imigrantes no Brasil — especialmente os africanos, vítimas constantes de discriminação e precarização. >>>> Visita da ComCausa à família de Moïse KabagambeQuiosque Moïse Kabagambe 1A PortãoRua Soares Caldeira, 115 – Madureira, Rio de Janeiro – RJSábado, 29 de junho de 2025Horário 13 horas Inauguração do Memorial Moïse KabagambeBarra da Tijuca – Próximo à PrainhaSegunda-feira, 1º de julho de 2025A partir das 10h Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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