Na tarde desta sexta-feira, 26 de setembro de 2025, o Auditório Sylvia Bisaggio da Universidade Unisuam, em Bonsucesso, foi palco de um encontro que reafirmou a urgência do cuidado com a saúde mental e da valorização da vida. Promovido pela Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Especial de Integração Metropolitana, o seminário “Integração no Setembro Amarelo – Políticas Públicas de Prevenção e Cuidado” reuniu gestores públicos, profissionais de saúde, pesquisadores e representantes da sociedade civil em um diálogo direto sobre prevenção ao suicídio.

Conduzido pela secretária Cynthia Felix, o evento destacou a importância de uma ação integrada entre os municípios da Região Metropolitana. “Precisamos unir esforços para que as políticas de saúde mental deixem de ser apenas discursos e se transformem em práticas permanentes. Prevenir o suicídio é salvar vidas e garantir dignidade”, afirmou.

Conhecimento e prática em diálogo

O seminário contou com a contribuição de especialistas de diferentes áreas. O psiquiatra Hugo Fagundes, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, apresentou a experiência da rede psicossocial da capital, mostrando como o atendimento multiprofissional é fundamental no acolhimento de pessoas em sofrimento psíquico.

De Nilópolis, o secretário de Esporte e Lazer Paulo Roberto Moraes reforçou o papel das práticas esportivas e culturais na prevenção, principalmente entre jovens. Já o médico Silas Ferreira, do CAPS de Maricá, detalhou os desafios diários do atendimento direto à população, alertando para a necessidade de ampliar equipes e recursos.

O neurocientista Tiago Garcia trouxe reflexões sobre os impactos sociais e econômicos do suicídio, lembrando que cada vida perdida rompe não apenas uma trajetória pessoal, mas também laços familiares e comunitários. A especialista em Psiquiatria e Saúde Mental Silvia Carvalho, representante da Liga de Saúde Mental da Unisuam, destacou o papel da universidade na formação de profissionais preparados para lidar com situações complexas de sofrimento emocional.

Premiação de boas práticas municipais

Um dos momentos mais celebrados do encontro foi a premiação de projetos municipais de prevenção, reconhecendo iniciativas que unem inovação, acolhimento e impacto social:

Acolhe – Duque de Caxias
Voltado para o apoio psicossocial, o projeto fortalece a rede de acolhimento local e cria canais de apoio para quem precisa pedir ajuda.

Despertar Amanhecer: Onde o Corpo se Move – Prefeitura de Itaboraí
A iniciativa utiliza atividades físicas e culturais como ferramentas de cuidado, mostrando que o movimento do corpo é também movimento da mente e da vida.

Esporte Salva – Nilópolis
Um programa que aposta no esporte como caminho de prevenção, inclusão e esperança para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Esses projetos simbolizam que a prevenção passa por múltiplas frentes — saúde, educação, esporte, cultura — e que cada município pode contribuir com soluções adaptadas à sua realidade.

A urgência do Setembro Amarelo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos, sendo esta a terceira maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde registra cerca de 12 mil mortes anuais, número que vem crescendo na última década.

O lema da campanha de 2025, “Se precisar, peça ajuda!”, ecoou em todas as falas do seminário como um convite a quebrar tabus, enfrentar preconceitos e reforçar que pedir apoio é um gesto de coragem.

Compromisso coletivo

O seminário mostrou que prevenir o suicídio é um esforço que exige cooperação entre governos, profissionais de saúde, universidades e sociedade civil. Mais do que um encontro acadêmico, o evento se consolidou como um ato coletivo de esperança e compromisso com a valorização da vida.

“Quando reconhecemos projetos que salvam vidas e damos voz a profissionais comprometidos, mostramos que a prevenção é possível e que cuidar da saúde mental deve ser prioridade em qualquer política pública”, resumiu a secretária Cynthia Felix ao encerrar o encontro.

O jornalista da Adriano Dias, fundador da ComCausa Defesa da Vida, que estave no evento, registrou: “Quando o poder público abre espaço para ouvir a sociedade e valorizar práticas que salvam vidas, como vimos neste seminário, temos a certeza de que prevenir o suicídio é possível. Saúde mental não pode ser apenas campanha de setembro, precisa ser prioridade permanente de todas as políticas públicas.”

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