No dia 19 de maio, o mundo se une para lembrar o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (DII), uma data dedicada à conscientização sobre a doença de Crohn e a colite ulcerativa, que afetam mais de dez milhões de pessoas em todo o planeta. Neste contexto, a ComCausa lança uma ação inédita por meio do projeto ComuniSaúde, com foco na promoção da saúde básica, da saúde mental e da mobilização comunitária nas favelas da Baixada Fluminense.

A iniciativa será implementada nos territórios mais vulneráveis de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. Em parceria com as secretarias municipais de saúde e instituições locais, o projeto pretende fortalecer as redes comunitárias e melhorar o acesso a serviços básicos de saúde e informação.

A ação tem como ponto de partida a conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais, que afetam especialmente o cólon e comprometem a qualidade de vida de milhões de brasileiros. Os sintomas mais comuns incluem dor abdominal, cólicas, flatulência excessiva, diarreia alternada com prisão de ventre e sensação de esvaziamento incompleto do intestino. Essas manifestações podem se intensificar com a ingestão de alimentos gordurosos, álcool, cafeína ou em situações de estresse.

Segundo especialistas, entre as causas da DII estão a motilidade anormal do intestino, hipersensibilidade à distensão intestinal, infecções, distúrbios inflamatórios e até fatores emocionais como depressão e ansiedade, o que reforça a importância de uma abordagem integrada de saúde física e mental.

O ComuniSaúde surge como resposta a essa complexidade, promovendo o cuidado em saúde com foco na escuta e no fortalecimento das relações locais. Para isso, o projeto contará com o apoio direto da comunidade, que participará do mapeamento das necessidades reais dos moradores, garantindo que as ações de saúde sejam inclusivas, eficazes e culturalmente adequadas.

As atividades incluem rodas de conversa sobre alimentação, saúde mental, autocuidado e direitos, além da distribuição de materiais informativos sobre os sintomas, causas, prevenção e tratamento da DII. Em sua abordagem contínua, a ComCausa visa ampliar a compreensão da população sobre essas doenças, alertando para os riscos da automedicação e da falta de diagnóstico precoce.

Além de mudanças alimentares e no estilo de vida, o tratamento da DII envolve o uso de medicamentos em fases mais graves. Embora não tenha cura, é possível manter longos períodos de controle, desde que o paciente receba acompanhamento adequado e adote práticas de bem-estar como atividade física regular, boa alimentação e apoio emocional.

A campanha liderada pela ComCausa se alinha ao movimento global coordenado pela European Federation of Crohn’s and Ulcerative Colitis Associations (EFCCA), que desde 2010 reúne organizações de mais de 50 países na luta por políticas públicas eficazes, acesso à saúde de qualidade e apoio aos pacientes.

Ao integrar essa mobilização internacional ao cotidiano das favelas da Baixada, o projeto ComuniSaúde reafirma o compromisso com a defesa da vida, da dignidade e do direito à saúde de todas as pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.

O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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