Na primeira terça-feira de maio é celebrado o Dia Mundial de Combate à Asma, data que chama atenção para uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns no Brasil e no mundo. A asma, também chamada popularmente de bronquite asmática ou alérgica, é uma inflamação crônica dos brônquios que afeta milhões de pessoas e exige cuidados permanentes.
A doença se manifesta por meio de sintomas como tosse frequente, chiado no peito, falta de ar, opressão torácica e cansaço, especialmente à noite ou durante a prática de exercícios. Além disso, pode ser desencadeada por uma série de fatores, como poeira doméstica, ácaros, pêlos de animais, mudanças bruscas de temperatura, infecções respiratórias, esforço físico e até aspectos emocionais. A asma, embora não tenha cura definitiva, pode ser controlada com medicamentos adequados, vacinação, acompanhamento médico e medidas preventivas no ambiente doméstico.
Em resposta à realidade de milhares de moradores das periferias fluminenses, a ComCausa implementa o projeto ComuniSaúde, uma iniciativa de saúde comunitária que busca ampliar o acesso à atenção básica, promover saúde mental e fortalecer redes de cuidado nas favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. O projeto é realizado em parceria com secretarias municipais de saúde, lideranças locais e instituições sociais dos territórios.
Como parte das ações do ComuniSaúde neste mês de maio, o projeto destaca a necessidade de diagnóstico precoce, controle ambiental e informação qualificada sobre a asma, especialmente em comunidades onde o acesso a cuidados respiratórios é limitado. O envolvimento direto da população será fundamental para mapear as necessidades locais, identificar grupos vulneráveis e garantir que a campanha alcance de forma inclusiva quem mais precisa. Com foco na Defesa da Vida, a proposta é articular conhecimento popular, agentes de saúde e estratégias públicas para que ninguém seja deixado para trás no enfrentamento das doenças respiratórias.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.
O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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