A família de Kaylane Manhães da Silva, de 22 anos, completa um ano de buscas sem respostas sobre o desaparecimento da jovem no Rio de Janeiro. Ela foi vista pela última vez entre os dias 4 e 5 de maio de 2025, após sair de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e indicar nas redes sociais que estava em uma residência na comunidade Cesar Maia, na Zona Oeste da capital. Desde então, não houve novo contato nem confirmação sobre seu paradeiro.

Kaylane morava no Parque Boa Esperança, em Belford Roxo, com o então companheiro. Apesar disso, mantinha circulação pela comunidade Cesar Maia, onde havia vivido com um ex-companheiro, já falecido. Relatos atribuídos à família indicam que ela teria ido ao local para encontrar parentes do ex-companheiro. A mãe também afirmou que a filha já havia sido ameaçada para não voltar à região.

A mãe, Lidiane, vive desde então uma rotina de angústia, buscas e cobranças. “Não tem como explicar. Eu criei sozinha, então isso dói mais”, afirmou. A família sustenta que não pretende interromper a procura e pede que qualquer informação, mesmo aparentemente pequena, seja repassada aos canais de denúncia.

O caso foi registrado inicialmente na 54ª DP, em Belford Roxo, e encaminhado à Delegacia de Descobertas de Paradeiros, especializada em apurar desaparecimentos. A Polícia Civil informou que as diligências continuam, mas não detalha as linhas de investigação para não comprometer o trabalho policial.

O desaparecimento de Kaylane ocorre em um contexto de alta incidência de casos semelhantes. Em 2025, o Brasil registrou 84.760 desaparecimentos, média de 232 por dia, número 4,1% superior ao de 2024. No Rio, levantamentos recentes apontaram média de 16 registros diários em 2024, com milhares de famílias vivendo a mesma espera por resposta.

A legislação brasileira determina que a busca por pessoas desaparecidas deve mobilizar integração entre órgãos públicos. A Lei nº 13.812/2019 instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e criou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, com previsão de cooperação entre União, estados e sistemas de segurança.

Lidiane também participou da campanha nacional de coleta de DNA de familiares de desaparecidos, ação que busca cruzar material genético de parentes com perfis de pessoas não identificadas. A edição de 2025 contou com 334 postos de coleta no país e foi organizada para ampliar a capacidade de identificação de pessoas vivas ou falecidas.

Serviço
Informações sobre Kaylane podem ser repassadas de forma anônima:
Disque Denúncia: (21) 2253-1177
WhatsApp Desaparecidos: (21) 98849-6254

https://www.instagram.com/p/DMYEjUMR4RX/?img_index=1

O que fazer em casos de desaparecimento?

Tempo é vida. Não espere 24 horas!
Quando alguém desaparece, cada minuto conta. Ao contrário do que muitos acreditam, não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. A legislação brasileira garante que o boletim de ocorrência (B.O.) seja feito imediatamente, em qualquer delegacia de polícia.

1. Vá à delegacia mais próxima
Leve uma foto atualizada da pessoa desaparecida e as seguintes informações:

  • Nome completo
  • Data de nascimento
  • Características físicas
  • Roupas usadas por último
  • Local e horário da última vez em que foi vista
  • Contatos recentes

Peça que o caso seja registrado como “Desaparecimento de Pessoa”.
Dica: Solicite, se possível, o encaminhamento à DDPA – Delegacia de Descoberta de Paradeiros (no caso do RJ) ou ao órgão especializado da sua região.

2. Divulgue amplamente
Compartilhe o cartaz com foto da pessoa desaparecida nas redes sociais, grupos de mensagens, rádios comunitárias, igrejas, escolas e comércios.

Cadastre o desaparecimento em:

  • Desaparecidos.gov.br
  • Disque Denúncia – 181 (anonimato garantido)
  • ONGs, Defensorias Públicas e movimentos sociais

3. Busque em locais estratégicos
Procure em hospitais, abrigos, IMLs, unidades de acolhimento e delegacias próximas.
Leve cópias do B.O. e do documento da pessoa desaparecida.

4. Mantenha contato com a polícia
Peça o número do protocolo da ocorrência e mantenha contato com o responsável pelo caso.
Informe novas informações sempre que surgirem.

5. Nunca interrompa a busca
Mesmo após semanas ou meses, continue a mobilização.
Reforce o registro se houver mudança de cidade ou estado.
Organize vigílias, caminhadas ou campanhas online para manter o caso visível.

Se a pessoa for encontrada:

  • Vá à delegacia para encerrar o boletim de ocorrência.
  • Avise imediatamente todos os canais que ajudaram na divulgação.

Se você é familiar de uma pessoa desaparecida, lembre-se:

Você tem direito a:

  • Atendimento humanizado e acolhedor
  • Apoio da rede de proteção social (CRAS, CREAS, Defensoria Pública)
  • Acesso às informações sobre a investigação
  • Encaminhamento psicológico e jurídico, especialmente em casos prolongados

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