A ComuniSaúde emitiu um alerta para moradores da Baixada Fluminense, onde cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Belford Roxo enfrentam um aumento expressivo nos casos de doenças respiratórias. A combinação de ar seco, calor extremo e baixa umidade relativa do ar tem criado um ambiente propício para a circulação de vírus, como o rinovírus e o SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

Com o clima mais agressivo para o sistema respiratório, os postos de saúde e UPAs da região registram alta procura, especialmente por parte de crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Segundo profissionais da saúde da rede pública, os sintomas mais comuns relatados incluem:

  • Tosse seca e persistente
  • Dor de garganta
  • Rouquidão súbita
  • Dificuldade para respirar
  • Febre baixa e cansaço

Em meio a esse cenário, há também preocupação com a circulação da nova cepa da Covid-19, apelidada de “variante da rouquidão”, identificada em várias regiões do país desde julho. Embora ainda não haja confirmação oficial da sua presença na Baixada, o padrão de sintomas tem acendido o sinal de alerta nas unidades médicas.

Autoridades pedem atenção redobrada

A recomendação das autoridades é manter os cuidados preventivos:

  • Hidratar-se bem, especialmente crianças e idosos
  • Usar máscara em locais com aglomeração ou pouca ventilação
  • Evitar exposição prolongada ao sol
  • Manter o cartão de vacinação atualizado, com reforços contra Covid e gripe
  • Buscar atendimento médico ao surgirem sintomas mais graves

A Fiocruz reforça que o tempo seco agrava quadros respiratórios e pode impulsionar a transmissão de vírus em ambientes fechados. A população deve evitar a automedicação e priorizar locais ventilados.

A ComuniSaúde monitora a situação e reforça que qualquer alteração nos sintomas respiratórios deve ser levada a sério. Em caso de rouquidão repentina, febre persistente ou falta de ar, a recomendação é procurar atendimento imediato.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.

ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

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