A ComCausa – Defesa da Vida realiza no dia 20 de janeiro, na sede no Rio de Janeiro, um encontro com parceiros para organizar o planejamento de um novo ciclo de atuação territorial, com execução prevista a partir de março. A reunião tem como foco alinhar prioridades, consolidar rede, definir método e pactuar um calendário de ações contínuas voltadas para favelas, periferias, Baixada Fluminense, municípios da Região Metropolitana e territórios do interior do estado.
O encontro integra o contexto mais amplo da Operação Periferia Viva, uma linha de atuação que parte de uma constatação objetiva: em uma cidade marcada por desigualdades persistentes e por pressões constantes sobre a vida cotidiana, não basta “ter boas intenções”. O território precisa de coordenação, corresponsabilidade, capacidade de execução e continuidade. Para a ComCausa, o desafio é construir uma forma de trabalho que não dependa de improviso, de “momentos” ou de “comoção”, mas de estrutura, rotina e presença.
Do encontro à execução: transformar articulação em plano operacional
A reunião do dia 20 marca um passo decisivo: transformar articulação em plano de trabalho, com responsabilidades claras, metas viáveis, instrumentos de acompanhamento e fluxos de comunicação que garantam coesão entre os atores envolvidos. Em vez de iniciativas isoladas, a proposta é construir um desenho coletivo capaz de manter o esforço no tempo, registrar aprendizados e sustentar resultados, fortalecendo a rede a partir de compromissos práticos.
A ComCausa entende que uma política territorial consistente — inclusive quando envolve iniciativas comunitárias e parcerias diversas — só ganha força quando há coordenação real: quando os atores sabem o que fazer, quando o território tem ferramentas para registrar e acompanhar o que acontece e quando existe clareza sobre continuidade. Em outras palavras, a vida nas periferias não pode depender de improviso. Precisa de rede organizada, método compartilhado e capacidade de execução.
Três frentes integradas para dar escala sem perder o chão do território
A proposta é organizar o ciclo 2026 em frentes integradas, pensadas para dar escala ao trabalho sem perder a ancoragem territorial — e, principalmente, para conectar Rio, Baixada, outros municípios da Região Metropolitana e interior em uma lógica de cidadania viva, em que a periferia não é “anexo”, mas parte central da cidade e da agenda pública.
A lógica por trás dessas frentes é simples e exigente: reconhecer que os territórios têm dinâmicas próprias, mas enfrentam desafios comuns — e que a atuação precisa ser simultaneamente local (presença, escuta, rede concreta) e sistêmica (articulação, fluxos, incidência, continuidade). Não se trata de “criar mais um projeto”, e sim de consolidar uma forma de trabalho capaz de permanecer, acompanhar e entregar.
Nesse desenho, a comunicação entra como infraestrutura — não como “divulgação”. É comunicação para coordenar rede, registrar evidências, dar transparência, ampliar circulação de informação útil e sustentar continuidade. Quando a informação circula com responsabilidade, a rede se fortalece, as ações deixam de ficar invisíveis e o território ganha mais condições de exigir resposta e resultado.
Promoção através da comunicação: parceria e serviço ao território
A ComCausa reforça que promover ações por meio da comunicação é prestar serviço ao território. O objetivo é contribuir ampliando a visibilidade do que já existe, conectando iniciativas, fortalecendo fluxos entre atores e oferecendo suporte para que ações tenham continuidade.
A comunicação, nesse ciclo, será tratada como ferramenta prática: divulgar agendas e oportunidades com clareza; organizar rotinas de informação entre parceiros; registrar processos e entregas; valorizar boas práticas e soluções locais; e produzir conteúdo em coautoria, com atribuição correta e respeito às lideranças e iniciativas de base. A lógica é simples: quando a rede se comunica melhor, ela trabalha melhor — e quando o território registra e acompanha o que faz, ele ganha força para sustentar resultados e cobrar o que precisa funcionar.
A partir de fevereiro: método e compromisso público
Com a organização iniciando em fevereiro e execução prevista a partir de março, a ComCausa estrutura o ciclo em movimentos que funcionam como método e compromisso público:
- Mapear: reconhecer demandas e capacidades já existentes; identificar redes, iniciativas, serviços, lacunas e riscos — com leitura territorial realista.
- Promover e articular: garantir circulação de informação; fortalecer vínculos entre atores; construir fluxos de cooperação; acionar parcerias com objetivos práticos.
- Capacitar: fortalecer capacidades técnicas e comunicacionais para registrar, acompanhar e sustentar ações, gerando consistência e continuidade.
A ComCausa enfatiza que esses verbos não são “etapas burocráticas”: são o que permite que a política territorial deixe de ser apenas reativa e passe a ser coerente, monitorável e efetiva. Quando o território tem capacidade técnica e comunicacional, ele não apenas relata o problema — ele ajuda a organizar a solução, acompanha a execução e ganha mais força para exigir resultado.
Rede que soma rede: aproximação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz)
Como parte da estratégia de rede para 2026, a ComCausa pretende intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz), buscando sinergia com as ações planejadas, ampliando cooperação e alinhando metodologias onde houver convergência — especialmente no que diz respeito a cuidado, proteção territorial e fortalecimento comunitário.
A organização entende que essa aproximação fortalece a Operação Periferia Viva: mais rede, mais inteligência coletiva, mais capacidade de execução. Em um Rio atravessado por urgências simultâneas, consolidar laços com redes que acumulam experiência e presença territorial também significa ampliar o potencial de agir com base em evidências, reduzir vulnerabilidades e sustentar ações no tempo.
Próximos passos
O encontro do dia 20 de janeiro será dedicado ao alinhamento do desenho operacional: prioridades, responsabilidades, calendário, método e rotinas de comunicação entre os parceiros. A execução, prevista a partir de março, parte do princípio de que Defesa da Vida se faz com rede organizada, presença territorial e compromisso com continuidade — e que aquilo que não é planejado com seriedade tende a falhar justamente onde falhar custa mais caro.
Prêmio Periferia Viva
A ComCausa – Defesa da Vida foi selecionada entre as 25 assessorias técnicas reconhecidas pelo Prêmio Periferia Viva, em uma chamada nacional do Ministério das Cidades, consolidando um marco de alcance político e institucional: o território volta a ser entendido não apenas como “destino” de política pública, mas como fonte de conhecimento aplicado, capaz de qualificar métodos, orientar decisões e construir respostas concretas para desafios que, historicamente, foram tratados com improviso, distância e baixa escuta.
Imagem de capa ilustrativa
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