Destaque

Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde da Favela: Associação Semente da Vida da Cidade de Deus (ASVI-CDD)

A Associação Semente da Vida da Cidade de Deus (ASVI) consolidou-se, ao longo de mais de duas décadas, como uma das organizações de referência na defesa do direito à educação, na promoção da cultura e no fortalecimento da cidadania em territórios populares do Rio de Janeiro. Criada em 26 de agosto de 2002, a ASVI nasceu da mobilização de moradores e educadores comprometidos com a transformação social a partir do próprio território, estruturando-se como associação civil sem fins lucrativos e mantendo, desde a origem, uma vocação colaborativa: trabalho voluntário, redes de solidariedade, parcerias com instituições públicas e alianças com entidades da sociedade civil para garantir sustentabilidade, continuidade e impacto. Sediada na Cidade de Deus — comunidade com cerca de 60 mil habitantes e marcada por desigualdades históricas — a ASVI desenvolve ações que combinam formação cidadã, educação integral e valorização da cultura local. Seus programas dialogam com crianças, adolescentes e jovens, mas também acolhem famílias, educadores e lideranças comunitárias, de modo a tecer uma rede de proteção e de oportunidades. A organização articula atividades educativas, oficinas de linguagem e artes, mediação de leitura, iniciação audiovisual e práticas de comunicação comunitária, sempre entendendo que aprender é um processo que atravessa a sala de aula e se estende às praças, becos e equipamentos culturais do bairro. Ao longo de sua trajetória, a entidade tornou-se um polo de afirmação identitária e de memória coletiva. Iniciativas como o Portal Comunitário da Cidade de Deus e ciclos formativos em comunicação popular ampliaram a voz do território, registrando histórias, denúncias, celebrações e conquistas que raramente chegam aos meios tradicionais. Essa produção fortalece o protagonismo juvenil, qualifica o debate público e alimenta o senso de pertencimento: jovens passam de “alvos” a autores — de notícias, de projetos, de futuros possíveis. É a comunicação como direito, como ferramenta pedagógica e como tecnologia social de cuidado. Mais do que ofertar cursos, a ASVI investe na construção de ambientes seguros de convivência e aprendizagem, pautados por escuta ativa, mediação de conflitos e metodologias participativas. A organização promove valores como solidariedade, respeito à diversidade, equidade de gênero e antirracismo, criando espaços em que as diferenças são reconhecidas e transformadas em potência coletiva. Essa pedagogia do vínculo — que valoriza a experiência de cada participante — sustenta percursos formativos que articulam competências acadêmicas, repertório cultural, habilidades socioemocionais e exercício de direitos. Para dar perenidade a esse trabalho, a ASVI opera com planejamento e governança socialmente responsáveis: elabora planos de ação anuais, estabelece metas e indicadores, realiza prestação de contas pública e cultiva parcerias estratégicas com escolas, universidades, equipamentos culturais, conselhos de direitos e órgãos governamentais. O financiamento combina apoios de editais, doações e cooperação técnica, sempre com foco na transparência e na sustentabilidade das iniciativas. Nesse caminho, a organização alinha suas práticas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 10 (Redução das Desigualdades), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). A missão é clara e mobilizadora — “educação, cultura e comunicação para transformar vidas” — e se materializa em resultados que se acumulam no cotidiano: jovens que descobrem na arte e na palavra caminhos de expressão e de renda; famílias que ampliam sua rede de apoio; escolas que encontram na comunidade parceira um reforço para permanência e aprendizagem; políticas públicas que se tornam mais sensíveis quando ouvem, a partir do território, seus próprios protagonistas. A Cidade de Deus, tantas vezes reduzida a estereótipos, reaparece, nas páginas e nas telas que a ASVI ajuda a escrever, como território de criatividade, trabalho e dignidade. Ao promover desenvolvimento social com base no respeito, na escuta e na construção coletiva, a ASVI demonstra, dia após dia, que transformações profundas nascem do encontro entre consistência técnica e afeto comunitário. O percurso de mais de vinte anos confirma o papel estratégico da organização como ponto de resistência e esperança — uma casa de projetos e de gente — em um território que, apesar dos desafios históricos, insiste em florescer. E é desse chão que a ASVI segue projetando o futuro: mais participação, mais formação, mais cultura, mais direitos. Contatos e redes: Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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ComuniSaúde: Dia Mundial da Pediatria

Neste 19 de outubro, é celebrado o Dia Mundial da Pediatria, uma data dedicada a reconhecer o papel fundamental dos profissionais que se dedicam à saúde das crianças e adolescentes. Mais do que uma especialidade médica, a pediatria representa um compromisso com o futuro, garantindo que cada criança tenha um desenvolvimento saudável, com acompanhamento físico, emocional e social adequado. A data foi criada para valorizar o trabalho dos pediatras, profissionais que acompanham o crescimento desde o nascimento até o final da adolescência, orientando famílias e prevenindo doenças por meio de ações de promoção da saúde e vacinação. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o pediatra tem uma função essencial na primeira infância, fase em que se formam as bases da saúde física e mental que acompanharão o indivíduo por toda a vida. Além de tratar doenças, esses profissionais também são agentes de orientação, acolhimento e educação, ajudando pais e responsáveis a compreenderem melhor as etapas do desenvolvimento infantil. Em um cenário em que o país ainda enfrenta desafios relacionados à mortalidade infantil, desnutrição, obesidade, transtornos mentais e desigualdade no acesso à saúde, o Dia Mundial da Pediatria também é um chamado à reflexão. Valorizar o trabalho desses profissionais significa fortalecer o sistema de saúde e reafirmar o compromisso social com as novas gerações. “Cuidar de uma criança é cuidar da humanidade em seu estágio mais puro. Cada consulta é uma oportunidade de promover saúde, prevenir doenças e construir um futuro mais justo e saudável”, destaca um trecho de mensagem divulgada por entidades médicas nesta data. O Dia Mundial da Pediatria é, portanto, uma ocasião para agradecer e reconhecer todos os profissionais que dedicam sua vida a esse cuidado integral, muitas vezes atuando em condições desafiadoras, mas sempre com afeto, responsabilidade e esperança.  Feliz Dia Mundial da Pediatria! Que o cuidado com as crianças continue sendo prioridade em todas as políticas públicas e práticas de saúde. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Imagem de capa ilustrativa Leia também

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Andrei-Goulart

A história que a mãe escreveu com coragem: a luta por justiça no caso Andrei Goulart

Em 30 de novembro de 2016, a cidade de Porto Alegre amanheceu com uma cena silenciosa, perturbadora e dramática: o menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de apenas 12 anos, foi encontrado morto dentro do apartamento da família, no bairro Cristal, zona sul da capital gaúcha. A princípio, o caso foi tratado pelas autoridades como um possível suicídio — uma hipótese que não despertou investigação imediata por homicídio. Ao longo dos anos, porém, essa versão oficial começaria a ruir, peça por peça, pelas insistências de uma mãe que recusou aceitar o silêncio da burocracia institucional. Este episódio marca não apenas uma tragédia pessoal, mas também uma emblemática luta contra a impunidade de crimes cometidos contra vulneráveis. Nove anos depois, em 27 de outubro de 2025, será movido o julgamento em tribunal do júri do tio acusado — uma data que simboliza a persistência da família, a resiliência do ativismo social e as barreiras que operam no sistema de Justiça quando se trata de crimes contra crianças. A trama dos fatos: da morte à investigação No dia 30 de novembro de 2016, Andrei foi encontrado com um ferimento de bala na cabeça dentro do apartamento onde morava com a mãe, seus irmãos e, eventualmente, o tio, Jeverson. A versão inicial das autoridades apontou para suicídio, e, por muitos meses, não houve abertura de inquérito por homicídio — uma hipótese que já suscitava estranhamento, dada a idade da vítima e a gravidade do ferimento. Durante esse período, diversas lacunas foram sendo reveladas: indícios de apagamento de arquivos no celular da criança, comportamentos atípicos manifestados por Andrei antes de dormir, e a constatação de que o menino havia permanecido sozinho com o tio nas últimas horas. Esses elementos começaram a alimentar a suspeita de que o caso não era suicídio, mas algo muito mais grave — abuso seguido de homicídio. A mobilização da mãe A figura central dessa reconstrução da verdade é Cátia Goulart, mãe de Andrei. Movida por dor e convicção, ela recusou o esquecimento. Organizava vigílias, cobrava transparência, mobilizava redes sociais, buscava entidades de direitos humanos e advogados que aceitassem enfrentar o monumental desafio de enfrentar o aparato institucional. Com o tempo, a pressão social e midiática chamou atenção para o caso, e impulsionou autoridades a revisitar o ocorrido. A narrativa do suicídio, que inicialmente prevalecia, foi sendo contestada publicamente. Reabertura das investigações Em 2020, sob nova ótica, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) reabriu o caso. A partir daí, foram coletados novos depoimentos, reanálises periciais e buscas por testemunhas que pudessem colaborar com uma linha investigativa diferente — aquela que apontava para abuso sexual e homicídio para ocultação. Um depoimento relevante foi o de uma mulher que afirmou ter sido molestada pelo mesmo acusado — aos 11 anos de idade — o que fortaleceu a tese da acusação de um padrão de conduta delituosa. Outro ponto sensível: logo após a morte de Andrei, o tio teria sugerido que guardaria as cuecas da vítima, comportamento que provocou indignação e serviu de sinal de alerta para investigadores sensíveis. A reconstituição da cena, segundo o MPRS, indicaria manipulação para simular suicídio — inclusive a localização do corpo e evidências da bala. A pronúncia e as bases jurídicas Em 16 de maio de 2023, o juiz Thomas Vinícius Schons, do 1º Juizado da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, reconheceu que havia indícios suficientes de autoria e materialidade para pronunciar Jeverson Olmiro Lopes Goulart. Ou seja: levou o caso ao Tribunal de Justiça, abrindo caminho para que a acusação e a defesa fossem debatidas diante de jurados populares. A pronúncia fixou as acusações seguintes: O julgamento em tribunal do júri — previsto para 27 de outubro de 2025, às 9h30, na 1ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre — passa a ser o momento decisivo em que essas teses concorrentes serão levadas à avaliação de cidadãos comuns. A Justiça já abriu o credenciamento para imprensa e prevê que a sessão será pública. As narrativas em choque: acusação x defesa A tese central é a de que Jeverson, em 29–30 de novembro de 2016, praticou estupro de vulnerável contra o sobrinho em sua própria casa, e, logo depois, para evitar responsabilização, executou Andrei com um tiro na cabeça enquanto ele dormia. A cena teria sido manipulada para aparentar suicídio, com posições do corpo e evidências falsificadas. A qualificação do homicídio recai sobre dois pontos: (a) ocultação de outro crime — o estupro — e (b) uso de meio que dificultou a defesa (o elemento surpresa, o acesso privilegiado ao menor). Ademais, por a vítima ter menos de 14 anos, a pena mínima já sofre acréscimos previstos no CP. A presença de outra alegada vítima de abuso pelo acusado também compõe o mosaico probatório: reforça o perfil delitivo e a plausibilidade de padrão criminoso. Os depoimentos, provas periciais e perícias contraditórias da versão suicida serão colocados sob lupa no julgamento. A defesa A defesa — até agora — nega as imputações. Investe nos princípios mais caros do processo penal: a presunção de inocência, a exigência de prova robusta, a possibilidade de dúvidas razoáveis e a crítica às fragilidades da investigação, lacunas periciais e possíveis contaminações na cadeia de custódia. Ela pode argumentar que muitos indícios são circunstanciais ou especulativos, que a hipótese de suicídio, embora trágica, não foi completamente elidida, e que não cabe à acusação fazer suposições que extrapolam o regime probatório permitido. No júri, caberá à acusação convencer os jurados — por maioria — de que não existe “dúvida razoável” de que o réu cometeu os crimes. A defesa buscará justamente semear incertezas, levantar hipóteses alternativas e desconstruir as peças interpretativas mais frágeis. O simbolismo e a dimensão social O caso Andrei Goulart ultrapassa as fronteiras de um processo penal: tornou-se símbolo de uma luta coletiva contra a impunidade em crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes, e da força de mães que se recusam a silenciar diante da dor. Revela também as limitações e fragilidades das instituições

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Vacina BCG

ComuniSaúde reforça importância da vacinação para evitar o retorno de doenças já controladas no Brasil

ComuniSaúde se engaja na campanha de conscientização com foco em um recado claro: vacinas salvam vidas. Em tempos de queda na cobertura vacinal no Brasil, o alerta é urgente — doenças como poliomielite, sarampo, rubéola e tétano, antes controladas graças ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do SUS, voltam a surgir e ameaçam a saúde coletiva. Inspirada no ditado popular “melhor prevenir do que remediar”, a campanha destaca que a vacina é mais do que proteção individual: é um ato de cidadania. Ela evita surtos, protege grupos vulneráveis e impede a sobrecarga do sistema de saúde com doenças evitáveis. Por que vacinar? As vacinas contêm antígenos enfraquecidos ou inativados, que “ensinam” o corpo a se defender sem que a pessoa precise adoecer. Essa imunidade ativa evita o contágio e quebra a cadeia de transmissão de vírus e bactérias perigosos. Seguir o calendário vacinal é fundamental, mesmo quando a doença parece erradicada no Brasil. Em um mundo globalizado, vírus circulam com as pessoas, e o risco de reintrodução é constante — uma única pessoa não vacinada pode reacender surtos silenciosos. Impacto no sistema de saúde A não vacinação também afeta diretamente os serviços de saúde. Casos que poderiam ser evitados acabam ocupando leitos, recursos e profissionais, comprometendo o atendimento de outras doenças e urgências. Graças à vacinação, o Brasil erradicou a varíola e a poliomielite, e reduziu drasticamente casos de coqueluche, meningite e tétano neonatal. No entanto, a baixa adesão atual ameaça esse avanço histórico. Vacinas são para todos As vacinas oferecidas gratuitamente pelo SUS são seguras, eficazes e essenciais. Crianças, adolescentes, adultos e idosos têm esquemas próprios de vacinação — é preciso atualizar a caderneta regularmente e comparecer às Unidades de Saúde com os documentos em mãos. A mensagem da ComuniSaúde é clara: não espere a doença voltar para se proteger. Vacine-se. Vacinas salvam vidas. Palavras-chave: ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Parkinson, saúde, idosa

ComuniSaúde conscientiza sobre a importância do Terapeuta Ocupacional na saúde e na vida cotidiana

No mês de valorização das profissões da saúde, o ComuniSaúde destaca a atuação dos terapeutas ocupacionais, profissionais essenciais para a promoção da autonomia, reabilitação e inclusão social de pessoas em diversas fases da vida. Com atuação centrada na ocupação humana — ou seja, nas atividades do dia a dia que dão sentido à vida — o terapeuta ocupacional é capaz de transformar limitações em possibilidades, promovendo qualidade de vida e bem-estar, seja no contexto físico, mental, social ou ambiental. O que faz um terapeuta ocupacional? Esse profissional avalia o indivíduo de forma integral, considerando suas habilidades físicas, emocionais, cognitivas e sensoriais, bem como os contextos sociais e ambientais que podem interferir no desempenho das atividades cotidianas. Principais funções: Onde atua o terapeuta ocupacional? Abordagem ética e holística O trabalho do terapeuta ocupacional se baseia em valores éticos sólidos, com respeito à autonomia do paciente, confidencialidade e empatia. Sua prática é holística, considerando o ser humano como um todo — corpo, mente, relações e cultura — no processo de cuidado. “Mais do que tratar, o terapeuta ocupacional capacita, empodera e transforma vidas, tornando a inclusão uma realidade no cotidiano”, reforça a equipe ComuniSaúde. A profissão é regulamentada no Brasil e tem se tornado cada vez mais estratégica na construção de uma sociedade acessível, inclusiva e saudável. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Black Pantera Rock ComCausa Npssa Gente Negra

Black Pantera será tema do Nossa Gente Negra 2025 da ComCausa

A ComCausa Defesa da Vida realiza, desde 2020, o projeto Nossa Gente Negra, uma iniciativa que articula memória, valorização cultural e reflexão crítica sobre as contribuições da população negra para a formação do Brasil. Ao longo desses anos, o projeto vem reunindo conteúdos, ações e mobilizações que fortalecem repertórios negros, ampliam o acesso a referências e sustentam debates contemporâneos sobre racismo estrutural, identidade e produção de futuro. Em 2025, o Nossa Gente Negra terá como eixo de destaque a banda Black Pantera, considerada uma das vozes mais urgentes do rock brasileiro contemporâneo e reconhecida por transformar música em linguagem de enfrentamento ao racismo e às desigualdades. O trio mineiro consolidou uma identidade própria ao fundir hardcore, metal e rock com elementos de cultura afro e um discurso político-social direto, produzindo uma sonoridade marcada por densidade estética e contundência temática. Jovem de Juiz de Fora propões tema A proposta de 2025 parte do entendimento de que a obra do Black Pantera é um material cultural de alta relevância para leitura de mundo. As letras abordam temas como racismo estrutural, violência, afetos, pertencimento, resistência e memória, mobilizando linguagem contemporânea e provocando reflexão crítica em diferentes espaços, inclusive ambientes educacionais e acadêmicos. A articulação do tema de 2025 conta com participação direta de Crisley Kelly da Silva Marcos, jovem produtora cultural de Juiz de Fora (MG), que se aproximou da iniciativa em 2024, quando conheceu o projeto por meio do ciclo do Nossa Gente Negra relacionado à homenagem a Dom Zumbi. “Eu conheci o Nossa Gente Negra em 2024, na mobilização que trouxe Dom Zumbi como referência de memória e formação. Aquilo me marcou, porque ali eu entendi que a cultura negra não é só passado: é presente e é futuro”, afirma Crisley. A partir dessa aproximação, Crisley passou a colaborar com o eixo, contribuindo com processos de comunicação e, posteriormente, com a construção metodológica do tema de 2025. “Quando o Black Pantera entrou como recorte, eu enxerguei uma ponte direta com a juventude: a música como texto cultural, como documento do nosso tempo. A gente organizou uma metodologia para ler as letras como ferramenta de crítica social e de afirmação”, explica. No calendário de 2025, o projeto dialoga com um marco simbólico: o show do Black Pantera no Circo Voador, no Rio de Janeiro no Rio de Janeiro, em 19 de novembro de 2025, véspera do Dia da Consciência Negra, anunciado como apresentação especial com registro ao vivo. Para Crisley, a data amplia o sentido da mobilização: “É simbólico que um show assim aconteça na véspera do 20 de novembro. O rock negro também é consciência, também é memória coletiva, também é luta por vida e dignidade”. Cobertura especial: letras, consciência e formação de repertório Como parte do Nossa Gente Negra — e em sintonia com a mobilização cultural em torno do mês da Consciência Negra — a ComCausa Defesa da Vida, por meio do Portal C3 e do eixo Rock ComCausa, organizará na semana que antecede 20 de novembro uma série especial de análises das letras do Black Pantera. A proposta é tratar as canções como um conjunto de obras culturais contemporâneas que evidenciam, de forma direta e artística, as tensões do presente e os caminhos de resistência negra. “As letras do Black Pantera falam de racismo estrutural, mas também falam de afeto, de sobrevivência e de futuro. A ideia é que cada análise ajude o público a enxergar camadas: o que a música denuncia, o que ela cura e o que ela convoca”, diz Crisley. As publicações abordarão, de modo sistematizado, temas recorrentes na obra da banda — como racismo estrutural, identidade, resistência, memória, violência e afetos — situando as músicas no contexto social e cultural do Brasil de hoje. “A gente quer que isso chegue em escola, chegue em sala de aula, chegue na conversa de rua. Que educadores, estudantes e fãs possam usar essas músicas como repertório e como linguagem para pensar o Brasil”, completa. Ao escolher o Black Pantera como eixo de 2025, o Nossa Gente Negra reafirma sua perspectiva de que cultura é campo estratégico: não apenas como entretenimento, mas como linguagem pública, instrumento de educação popular e espaço de disputa por reconhecimento. “Aquilombar-se e afrobetizar-se, pra mim, é isso: criar rede, criar repertório, criar coragem. E a cultura é uma das formas mais fortes de fazer isso acontecer”, conclui Crisley. Como parte do projeto Nossa Gente Negra — e em sintonia com a mobilização para o show no Circo Voador – a ComCausa Defesa da Vida, por meio do Portal C3 e do projeto Rock ComCausa, lançará, na semana que antecede o 20 de novembro, uma série especial de análises das letras do Black Pantera. As publicações destacarão a força artística e o papel social da banda no combate ao racismo, abordando temas como racismo estrutural, identidade, resistência e memória que são temas de suas composições. As matérias situarão as canções no contexto contemporâneo, convidando fãs e o público em geral a reconhecerem na obra do grupo uma poderosa ferramenta de reflexão, crítica e transformação cultural. Nossa gente Negra: O que é o projeto O Nossa Gente Negra nasceu em 2020 como estratégia de resgate de legados individuais e coletivos, com o propósito de fortalecer a representatividade negra e promover consciência histórica. Desde o início, o projeto foi pensado para ir além da recordação de nomes e datas: a ideia é transformar memória em ferramenta de ação e mobilização social. Por meio de reportagens especiais, cards, vídeos, podcasts e conteúdos educativos, a ComCausa oferece materiais acessíveis para a sociedade civil em geral. Cada edição ilumina personagens ou grupos cuja trajetória dialoga com o presente, ressaltando que memória não é apenas rememorar, mas disputar sentidos simbólicos e políticos. Linha do tempo das edições Serviço:Data: 19 de novembro de 2025 (quarta-feira) – véspera do Dia da Consciência NegraLocal:Circo Voador – Rio de JaneiroIngressos: EventimImagem de capa divulgação Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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