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Operação mais letal do Rio de Janeiro

Tudo sobre a operação mais letal do Rio de Janeiro

A operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro deixou um saldo de mais de 100 mortos nesta terça-feira (28), dados oficiais falaram em 64, mas a população empilha corpos na praça da Penha. A ação, que ocorreu simultaneamente nos complexos do Alemão e da Penha, teve como alvo membros do Comando Vermelho (CV), uma das principais facções criminosas do estado. Durante mais de 12 horas, a capital fluminense e a região metropolitana enfrentaram intensos confrontos. Em resposta à incursão policial, criminosos bloquearam vias importantes e atearam fogo em veículos. A cidade amanheceu nesta quarta-feira (29) com as ruas liberadas, mas ainda sob forte tensão. Entre os mortos, estão quatro policiais, o que evidencia a dimensão do embate. Durante a madrugada, moradores do Complexo da Penha relataram um número ainda maior de vítimas. Segundo o portal G1, ao menos 50 corpos foram levados por moradores até a Praça São Lucas, um dos pontos centrais da comunidade. Ainda não se sabe se esses corpos estão incluídos no balanço divulgado pelas autoridades. A operação teve início com o objetivo de desarticular bases do Comando Vermelho, suspeito de envolvimento em diversas ações violentas nos últimos meses. Segundo a polícia, a facção vinha ampliando seu domínio territorial e organizando ataques contra forças de segurança. Entidades da sociedade civil, como a ComCausa, que atua na promoção de direitos humanos e na Defesa da vida, criticaram a letalidade da ação e cobraram mais transparência nas investigações. Organizações nacionais e internacionais já pedem apuração independente para verificar possíveis excessos e violações de direitos. A Defensoria Pública do Estado e o Ministério Público acompanham o caso e afirmam que vão apurar denúncias de execuções sumárias. O número elevado de mortos, somado à mobilização popular nas favelas, reacende o debate sobre a política de segurança pública no Rio de Janeiro, frequentemente marcada por operações de alto impacto e pouca efetividade a longo prazo. Operação Contenção mira chefes do CV Batizada de Operação Contenção, a ação que deixou 64 mortos no Rio de Janeiro foi planejada por mais de um ano com o objetivo de frear o avanço do Comando Vermelho (CV) sobre comunidades da capital e da Baixada Fluminense. Considerada a operação policial mais letal da história do estado, ela mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças de segurança e teve como alvo 94 integrantes da facção, segundo a Polícia Civil. A ofensiva ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, áreas que, de acordo com as investigações, abrigavam lideranças do CV e pontos estratégicos para o tráfico de drogas. Entre os alvos estavam Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP – ambos presos em presídios federais, mas apontados como mandantes da expansão territorial da facção no estado. Relatórios da inteligência policial revelam que Doca comandou a tomada de quase 50 comunidades nos últimos quatro anos. As ordens vinham por grupos de mensagens, onde os líderes tratavam desde punições a moradores, que envolviam tortura e execuções, até estratégias de segurança para proteger bocas de fumo. A operação também expôs o nível de preparação dos criminosos. As equipes policiais relataram ter sido recebidas com tiros, barricadas e até bombas lançadas por drones. O confronto se estendeu por mais de 12 horas, provocando o fechamento de vias importantes, que só foram liberadas na manhã seguinte. A ação, no entanto, levanta sérias preocupações sobre o uso excessivo da força. A ComCausa, organização voltada à promoção da cidadania e Defesa da vida, questiona a letalidade da operação e pede investigações independentes. Há denúncias de execuções extrajudiciais e desaparecimentos de corpos, como os supostos 50 levados por moradores à Praça São Lucas, na Penha, durante a madrugada. Apesar da magnitude da Operação Contenção, especialistas alertam que ações pontuais, sem políticas sociais e urbanas de longo prazo, tendem a reforçar ciclos de violência, sem garantir segurança duradoura para as populações dessas comunidades. Comando Vermelho sofre maior ofensiva do Rio Fundado na década de 1970 dentro do presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, o CV atua no tráfico de drogas e exerce forte controle territorial nas favelas. Segundo autoridades, o grupo está presente em 26 estados brasileiros e impõe regras próprias nas comunidades dominadas, funcionando como um governo paralelo, decidindo desde penas a moradores até horários de funcionamento do comércio local. A ação policial, que envolveu 2.500 agentes, foi resultado de um ano de investigação, com o objetivo de cumprir quase 100 mandados de prisão contra 94 membros da facção escondidos nos complexos do Alemão e da Penha. Segundo a polícia, os agentes foram recebidos com tiros, barricadas e até bombas lançadas por drones. Entre os mortos estão 60 suspeitos e quatro policiais, cujas identidades foram confirmadas: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51, chefe de investigação; Rodrigo Velloso Cabral, 34, policial civil recém-ingresso; Cleiton Serafim Gonçalves, 42, sargento do Bope; Heber Carvalho da Fonseca, 39, sargento do Bope. Segundo o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni/UFF), esta é a operação com o maior número de mortos já registrada no estado. Das quatro mais letais da história, três aconteceram na atual gestão do governador Cláudio Castro (PL): Jacarezinho (2021), com 28 mortos, Vila Cruzeiro (2022), com 23, e agora Penha-Alemão (2024) com 64. O balanço da ação também aponta: Organizações como a ComCausa, voltadas para os direitos humanos e a Defesa da vida, questionam a letalidade e pedem investigações independentes. Moradores denunciam desaparecimentos de corpos e possíveis execuções. O Ministério Público e a Defensoria Pública acompanham os desdobramentos. O caso reacende o debate sobre a eficácia e os limites da atual política de segurança, baseada em confrontos armados e pouco investimento social nas áreas afetadas. Operação impacta 280 mil moradores com ônibus sequestrados e escolas fechadas Além de ser a mais letal da história do Rio de Janeiro, a Operação Contenção causou profundos impactos no cotidiano de cerca de 280 mil moradores, segundo o secretário de Segurança Pública do estado, Victor Santos. As comunidades dos complexos do Alemão e da Penha viveram um

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A maior chacina da história do Rio: um dia que não deveria ter existido

O amanhecer do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025 ficará gravado como um dos capítulos mais sombrios da história recente do estado. A chamada Operação Contenção, deflagrada simultaneamente nos complexos do Alemão e da Penha, começou antes do sol nascer, com helicópteros sobrevoando o céu cinzento da Zona Norte e blindados rasgando ruas estreitas onde milhares de moradores ainda dormiam. De acordo com a Polícia Civil, a operação seria o “ponto culminante” de uma investigação de mais de um ano conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e pelo núcleo de inteligência da corporação, voltada a interceptar rotas de drogas e armas que conectam o Rio a fronteiras internacionais. Mas o decorrer do dia foi marcadas por um cenário de violência desmedida. Criminosos reagiram com intensidade à invasão policial, utilizando drones adaptados para lançar granadas, montando barricadas em chamas e tomando ônibus para bloquear o avanço dos veículos blindados. Das encostas do Alemão e da Penha ecoavam tiros ininterruptos; helicópteros sobrevoavam em baixa altitude, enquanto as rádios transmitiam mensagens desesperadas de moradores encurralados dentro de casa. Cidade em Estágio 2: o Rio parou Às nove da manhã, o Rio já estava paralisado: o município decretava Estágio 2 de Atenção, o transporte público interrompido, o comércio fechado e as escolas com aulas suspensas — 29 no Alemão e 17 na Penha, segundo a Secretaria Municipal de Educação. O cheiro de pólvora e fumaça dominava o ar. Mães gritavam por filhos desaparecidos. Crianças eram abrigadas em banheiros e corredores enquanto helicópteros sobrevoavam a poucos metros dos telhados. A cidade inteira observava, impotente, a repetição de uma tragédia que já se tornou quase crônica. A máquina da operação O aparato mobilizado impressiona pelos números e assusta pelo simbolismo: 2.500 agentes, 32 blindados terrestres, 12 veículos de demolição, helicópteros de apoio aéreo e dezenas de drones de reconhecimento. Foram cumpridos mais de 100 mandados de busca e apreensão e aproximadamente 150 mandados de prisão, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Até o fim da manhã, 81 suspeitos foram presos e uma quantidade expressiva de armas e drogas foi apreendida. Fontes oficiais falam em 93 fuzis confiscados; outras, em 42. A discrepância entre as versões ilustra o desencontro de informações que marcou todo o dia. Rotina interrompida nas vielas Enquanto isso, nas vielas ocupadas, a rotina da guerra urbana seguiu seu curso. Três unidades de saúde interromperam o atendimento; ambulâncias foram impedidas de entrar. Moradores relatavam, pelas redes sociais, corpos estendidos nas ruas e casas perfuradas por balas. Por fim, ao cair da noite, o que restou foi o rastro da mais letal operação policial da história do Rio — 64 mortos, dezenas de feridos, e comunidades inteiras transformadas em campos de guerra. Quem morreu: nomes, números e silêncios Entre os mortos, dezenas de corpos recolhidos — muitos ainda sem identificação formal, descritos genericamente como “suspeitos abatidos em confronto”. Do outro lado, quatro policiais cujos nomes agora compõem a lista das perdas oficiais: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, comissário da 53ª DP, conhecido como Máskara; Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, lotado na 39ª DP da Pavuna; Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3.º sargento do BOPE, atingido em confronto direto; e Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, também do BOPE, morto na tentativa de resgatar um colega ferido. Nove policiais ficaram feridos, alguns em estado grave, internados no Hospital Central da Polícia Militar. Neste ano, quase 50 policiais foram mortos; em paralelo, quase 600 mortes foram registradas em operações — números que ampliam a dimensão da tragédia. Repercussão internacional A operação repercutiu imediatamente na imprensa estrangeira e entre organismos de direitos humanos: Associated Press destacou que o dia foi tratado como o mais letal da história recente do estado, com ONU e Human Rights Watch pedindo investigação independente e transparência sobre cada morte; veículos como The Guardian, Washington Post e Reuters enfatizaram a escala “de guerra”, além do colapso de serviços essenciais sob fogo cruzado. Já ABC Australia e Sky News vincularam a chacina à imagem do país às vésperas de agendas globais, como a COP30, no Brasil, sinalizando que a letalidade policial voltou ao radar internacional como tema de governança e direitos humanos. Disputa política em meio ao caos O governador Cláudio Castro, em pronunciamento no início da tarde, classificou a ação como “inevitável” e afirmou que “o Estado não pode se curvar ao terror imposto pelo crime”. Em contrapartida, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que nenhum pedido de apoio federal foi feito e que o governo estadual deveria “assumir suas responsabilidades”, reacendendo o embate político entre os poderes — mais um capítulo da crise de coordenação que, ao fim, recai sobre quem vive nas áreas mais vulneráveis. Cobrança do MPF No início da noite a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do MPF enviou ofício ao governador Cláudio Castro requisitando explicações formais sobre a Operação Contenção. O pedido — assinado pelos procuradores Júlio José Araujo Júnior e Thales Arcoverde Treiger — exige que o estado detalhe as finalidades da ação, os custos envolvidos, o grau de força previamente definido, o uso de câmeras corporais, e comprove que não havia alternativa menos gravosa, além de informar o cumprimento das diretrizes da ADPF 635 (ADPF das Favelas) para redução da letalidade policial. Defesa da Vida: a fronteira que não se pode cruzar Ao cair da noite, a dimensão humana da catástrofe estava dada e a sensação de que, sob o pretexto de conter o crime, o Estado atravessou mais uma vez a fronteira do aceitável. A Operação Contenção deixa para trás um rastro de sangue, medo e descrença. E as pessoas do Rio, que se acostumaram a sobreviver a dias como esse, voltam a acordar com a pergunta que já deveria ter resposta: quantas mortes mais serão necessárias até que a segurança pública volte a significar a Defesa da Vida — e não a sua negação? 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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Rede de Empreendimentos Sociais para o Desenvolvimento Socialmente justo, Democrático e Sustentável

Com sede no Complexo de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, a Rede de Empreendimentos Sociais – RedeCCAP é uma organização comunitária com mais de 30 anos de história atuando em favelas e periferias brasileiras com foco em educação, cultura, direitos humanos e desenvolvimento local. Formalizada como OSCIP em 2003, a RedeCCAP é reconhecida pelo Estado brasileiro como uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos e de interesse público, com a missão de garantir direitos constitucionais à população das periferias urbanas. A trajetória da RedeCCAP tem início ainda nos anos 1990 com o Centro de Cooperação e Atividades Populares (CCAP), que desde 1995 promoveu diversos empreendimentos populares em Manguinhos, como a Atrever (TV comunitária), o Casa Viva, o CECTZ (Centro de Educação Comunitária Tia Zilda), o PEJA (Ensino para Jovens e Adultos), o FMA-CCAP (microfinanças), o Najuc (apoio jurídico comunitário), a Kuarup (esporte e lazer) e o Sistema de Comercialização Alternativa (segurança alimentar). Essas experiências fundaram a base do que hoje é uma rede articulada, horizontal e de gestão colegiada. Casa Viva: um espaço de cultura, educação e direitos Dentre os empreendimentos da RedeCCAP, o Espaço Casa Viva, criado em 2003, é referência em ações educativas e culturais integradas para crianças, jovens e adultos. Com o apoio da ONG italiana Cesvi (Cooperazione Sviluppo) e da Fiocruz, o espaço promove atividades que vão da música às artes plásticas, passando pela literatura e pela educação cidadã. O objetivo do Casa Viva é ser um ambiente de sociabilidade e de valorização da cultura de direitos, da liberdade e da participação popular. Hoje, o espaço desenvolve iniciativas como: Uma rede com articulação popular e gestão democrática A RedeCCAP mantém uma estrutura horizontal baseada na autonomia dos empreendimentos, articulados por uma coordenação colegiada que garante representação de cada frente de atuação. Essa forma de gestão aposta na autogestão comunitária como base para novas formas de relação entre indivíduos, território, Estado e sociedade civil. A atuação da RedeCCAP vai além das ações locais: ela participa de conselhos, fóruns e instâncias consultivas e deliberativas ligadas a políticas públicas — como o Conselho Comunitário de Manguinhos e o Observatório da Sub-bacia do Canal do Cunha — reforçando seu papel como articuladora entre território e formulação de políticas. Educação, cultura e economia solidária como pilares A RedeCCAP acumula experiências pioneiras em economia solidária, como o Fundo de Mútua Ajuda (FMA-CCAP) e o Sistema de Comercialização Alternativa, implantados em comunidades como Morro da Lagartixa, Morro da Pedreira e o próprio Complexo de Manguinhos. Com esses projetos, a organização alia geração de renda e protagonismo popular, apostando na sustentabilidade comunitária. Nos últimos anos, o trabalho da RedeCCAP se ampliou com novas parcerias e a criação de programas como: Comunicação e presença digital A RedeCCAP está presente nas redes sociais e plataformas digitais, promovendo transparência, divulgação de atividades e mobilização comunitária. Seus canais incluem: Compromisso com a transformação social Ao longo de sua história, a RedeCCAP reafirma seu compromisso com a transformação social de base comunitária, apostando no conhecimento crítico, na valorização da cultura popular e na defesa incondicional da vida e dos direitos humanos. Em um cenário marcado por desigualdades históricas, a organização segue construindo, com os pés no território e as mãos dadas com o povo, novas possibilidades de futuro para os moradores de Manguinhos e de tantas outras favelas brasileiras. Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Saúde da População Negra

ComuniSaúde: Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra

O Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra tem a finalidade de conscientizar e mobilizar as/os profissionais da área de saúde para as demandas que são específicas dessa parcela da população. Em 2009, um importante passo foi dado com a criação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), que pretende “combater a discriminação étnico-racial nos serviços e atendimentos oferecidos no Sistema Único de Saúde, bem como promover a equidade em saúde da população negra”. Esta política é resultado de uma luta constante pela democratização da saúde promovida, principalmente, pelo movimento negro. Algumas doenças são mais comuns na população negra como a anemia falciforme, diabetes mellitus, doença hipertensiva específica da gravide, e hipertensão arterial. É importante ressaltar também que a saúde mental da população negra é afetada diretamente pelo racismo estrutural, gerador de sofrimento psíquico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, ações racistas e violentas, muitas vezes praticadas pelo Estado, vão, pouco a pouco, provocando sofrimento, adoecimento e morte da população negra, pobre e periférica, seja com o braço da política de segurança pública ou com a negligência e o cuidado não racializado em saúde. O racismo institucional faz com que a medicina de família e comunidade invisibilize o sofrimento da população negra, seja reproduzindo estereótipos, não identificando a vivência cotidiana do racismo, ou não acolhendo e valorizando o adoecimento que ele provoca. Um cuidado em saúde que silencie as desigualdades raciais e iniquidades sociais produzidas na sociedade brasileira e seus impactos no processo de saúde e adoecimento da população negra, nunca será equânime ou justo, sendo necessário que a atenção primária à saúde advogue por seus pacientes de forma antirracista. Estudos sobre mortalidade mostram que os óbitos por causas evitáveis, como morte por diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, tuberculose, HIV/AIDS, hepatites virais e causas violentas, ocorrem mais na população negra por ter menor escolaridade, renda e acesso aos serviços de saúde de qualidade, além de ser o grupo com maior prevalência de anemia falciforme. A Portaria de Consolidação nº 2/2017 do Ministério da Saúde, em seu Anexo 1 do anexo XIX, instituiu a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, em substituição à Portaria MS nº 992/2009, que tem como marca o “Reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde”. A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) é um compromisso firmado pelo Ministério da Saúde no combate às desigualdades no Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção da saúde da população negra de forma integral, considerando que as iniquidades em saúde são resultados de injustos processos socioeconômicos e culturais – em destaque, o vigente racismo – que corroboram com a morbimortalidade das populações negras brasileiras. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Associação Recreativa e Cultural dos Blocos Carnavalescos de Angra (ABCAR)

Desde 19 de julho de 2007, a Associação Recreativa e Cultural dos Blocos Carnavalescos de Angra dos Reis (ABCAR) vem se consolidando como uma das principais forças culturais da cidade, promovendo a organização, valorização e profissionalização do carnaval de rua. Surgida da união de blocos que buscavam representatividade e apoio institucional, a ABCAR atua como ponte entre os blocos e o poder público, articulando parcerias, oferecendo suporte e preservando as tradições populares que fazem do carnaval angrense uma expressão única da identidade local. A associação é uma entidade civil, educacional, cultural e sem fins lucrativos, que hoje reúne 38 blocos carnavalescos, representando a diversidade e a criatividade dos grupos de rua de Angra dos Reis. Um de seus principais objetivos é representar os blocos associados junto às demais entidades e órgãos públicos, além de promover ações que elevem o nível cultural e social dos blocos, incentivando a formação continuada, o intercâmbio entre os grupos e a criação de uma rede colaborativa baseada na solidariedade e na cooperação. Ao longo dos anos, a ABCAR se tornou responsável por ações estratégicas que impactam diretamente a qualidade dos desfiles, o acesso à cultura e a economia criativa local. Entre os projetos realizados estão: Além das atividades voltadas diretamente ao carnaval, a ABCAR desenvolve ações culturais durante o ano todo, funcionando como um núcleo de produção artística e educação popular. A atuação contínua da associação demonstra que o carnaval é mais do que festa: é também ferramenta de inclusão, geração de renda, fortalecimento da cultura afro-brasileira e promoção da cidadania. Esse trabalho consistente rendeu reconhecimento nacional. Em 2021, a ABCAR foi oficialmente reconhecida como Polo Cultural Federal, título concedido a instituições que exercem papel estratégico na preservação e difusão de manifestações culturais brasileiras. A certificação chancela a importância do trabalho desenvolvido em Angra e abre novas possibilidades de acesso a recursos e redes de apoio para a continuidade e expansão dos projetos. Novos rumos e expansão Em 2025, a ABCAR está em processo de revisão e atualização do seu estatuto, com o objetivo de oficializar a filiação de blocos que já contam com o apoio da associação há anos, mas ainda não integravam formalmente o quadro de associados. A medida vai permitir que mais grupos acessem recursos, oficinas, estrutura e representatividade, fortalecendo ainda mais o ecossistema cultural da cidade. A articulação com Prefeitura de Angra dos Reis, Governo do Estado do Rio de Janeiro, empresas privadas, ONGs e coletivos culturais reforça a capacidade da ABCAR de promover ações sustentáveis, participativas e com impacto real nas comunidades. Mais do que carnaval A ABCAR se consolida, portanto, como um instrumento de resistência cultural, um espaço de memória coletiva e de construção de futuro. Sua atuação vai além dos quatro dias de folia e se estende ao cotidiano das comunidades, reafirmando o carnaval como patrimônio imaterial e ferramenta de transformação social. Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Vacina BCG

ComuniSaúde: Dia Mundial de Combate à Poliomielite

Poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus (sorotipos 1, 2, 3), podendo infectar crianças e adultos por via fecal-oral (através do contato direto com as fezes ou com secreções expelidas pela boca das pessoas infectadas). Pode provocar ou não paralisia. A multiplicação desse vírus começa na garganta ou nos intestinos, por onde penetra no organismo. Dali, alcança a corrente sanguínea e pode atingir o cérebro. Quando a infecção ataca o sistema nervoso, destrói os neurônios motores e provoca paralisia flácida em um dos membros inferiores. Se as células dos centros nervosos que controlam os músculos respiratórios e da deglutição forem infectadas, a doença pode ser mortal. O período de incubação varia de 5 a 35 dias, com mais frequência entre 7 e 14 dias. Sintomas: Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da poliomielite pode não ter sintomas, porém, a transmissão continua ocorrendo, pois é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e os alimentos. Os sintomas variam de acordo com a gravidade da infecção. Nas formas não paralíticas, os sinais mais característicos são febre, mal-estar, dores de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, quando a infecção atinge as células dos neurônios motores, além dos sintomas já citados, instala-se a flacidez muscular que afeta, em regra, um dos membros inferiores. Tratamento: Como em muitas infecções virais, não há tratamento específico para a doença, mas alguns cuidados são indispensáveis para controlar as complicações e reduzir a mortalidade. Dentre eles: – repouso absoluto nos primeiros dias para reduzir a taxa de paralisia;– mudança frequente de posição do paciente na cama, que deve ter colchão firme e apoio para os pés e a cabeça;– tratamento sintomático da dor, da febre e dos problemas urinários e intestinais;– atendimento hospitalar nos casos de paralisia ou de alteração respiratória;– acompanhamento ortopédico e fisioterápico. Medidas de prevenção: – a falta de saneamento básico e de medidas adequadas de higiene são a principal causa de transmissão do vírus da poliomielite;– a má qualidade da água utilizada para consumo e alimentos preparados sem os cuidados de higiene facilitam a proliferação dos diferentes tipos de poliovírus;– lavar sempre as mãos, especialmente antes de preparar as refeições, de começar a comer e depois de usar o banheiro;– estimular nas crianças pequenas a prática de hábitos saudáveis de higiene, como lavar as mãos, só beber água tratada e verificar se utensílios de mesa e cozinha estão limpos antes de usá-los. Importância da vacinação: Em 1994, a região das Américas foi a primeira no mundo a ser certificada como livre da pólio. Essa conquista dos anos 1990 é relevante neste momento em que há apenas dois países – Paquistão e Afeganistão – onde o poliovírus selvagem ainda circula. Hoje, apenas um dos três tipos de poliovírus selvagem permanece ativo, e o mundo está pronto para dizer adeus à poliomielite. O Brasil recebeu o certificado de eliminação da pólio em 1994. A estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio (VOP). Até que a poliomielite seja erradicada no mundo (como ocorreu com a varíola), existe o risco de um país ou continente ter casos importados e o vírus voltar a circular em seu território. Para evitar isso, é importante manter as taxas de cobertura vacinal altas e fazer vigilância constante, entre outras medidas. Existem duas vacinas contra a poliomielite: a VPO-Sabin, ou vacina da gotinha, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. Deve ser aplicada aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade e até os 5 anos, as crianças devem receber doses de reforço anualmente. A outra é a vacina VIP ou Salk, administrada por via intramuscular, é indicada para pessoas expostas, com baixa imunidade, ou que viajarão para regiões onde o vírus ainda está ativo. As vacinas contra a poliomielite foram desenvolvidas graças ao trabalho conjunto dos cientistas Jonas Salk e Albert Sabin, e dos que os antecederam nas primeiras pesquisas com vírus conduzidas a partir do início do século 20. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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