João Oscar

Rede Saúde nas favelas

Rede Saúde nas Favelas: Centro Cultural Liga do Bem

O Centro Cultural Liga do Bem (CCLB) atua desde 2012 oferecendo oficinas artísticas gratuitas para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que vivem na Penha e na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio. Fundado pela educadora musical Ana Paula Mendonça, o projeto nasceu de forma comunitária: à medida que surgiam novas turmas, voluntários eram convidados para colaborar com aulas de grafite, reciclagem, artes e música. Ao longo de quase 13 anos, a ONG já atendeu cerca de 900 alunos e consolidou sua missão de estimular o protagonismo juvenil através de diferentes linguagens culturais. O CCLB oferece aulas de percussão, flauta doce, violão e artes visuais, além de promover passeios culturais que ampliam o repertório das crianças e reforçam o sentimento de pertencimento ao território. As atividades são voltadas para crianças e adolescentes matriculados no ensino regular, em uma iniciativa que une educação, cultura e cidadania. O objetivo é fortalecer habilidades, abrir horizontes e criar oportunidades de desenvolvimento pessoal e coletivo dentro de uma das regiões mais vulnerabilizadas do Rio. O Centro Cultural Liga do Bem já contou com parceiros como Instituto da Criança, UPP Social, Agência do Bem, Territórios da Cultura (Prefeitura do Rio) e Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 2020, recebeu apoio da Fiocruz por meio da Chamada Pública para Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas favelas, que ajudou o projeto a manter suas atividades durante a crise sanitária. Com forte presença nas redes sociais, a ONG segue ampliando o alcance de seu trabalho e fortalecendo a cultura como ferramenta de inclusão, formação e Defesa da vida para crianças e adolescentes da Penha e Vila Cruzeiro. Comunicação e presença digital E-mail: anamusicarte@gmail.com Telefone: (21) 99692-8648 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Casa Reviver

A Casa Reviver completa 16 anos como uma das iniciativas socioeducativas mais atuantes do Morro do Estado, em Niterói. Criada em 2006 por Vinicius Silva de Souza após o assassinato de seu irmão, a proposta nasceu do desejo de oferecer às crianças e aos adolescentes um espaço seguro fora do horário escolar. O que começou com um saquinho de balas e histórias contadas nas vielas se tornou um projeto estruturado que hoje atende moradores de todas as idades. Vinicius e sua esposa, Karina Silva, enfrentaram dificuldades para encontrar um espaço adequado para as atividades. As primeiras ações ocorreram em um ponto que, à noite, era usado para tráfico. A persistência do casal resultou na doação que possibilitou a compra da sede atual, hoje em constante expansão. Entre os projetos recentes está a construção de uma nova cozinha dedicada a oficinas culinárias para adultos e atividades educativas para as crianças. A missão da Casa Reviver consiste em promover transformação integral a partir dos valores e potencialidades da própria comunidade. Com uma abordagem socio-pedagógica holística, o projeto oferece atividades formativas, culturais e de socialização em parceria com ONGs, universidades, voluntários e igrejas protestantes. O objetivo central é fortalecer vínculos familiares, garantir acolhimento e orientar moradores a reivindicar seus direitos. O acompanhamento familiar é o eixo das ações. Entre as atividades, destacam-se a Roda de Gestantes, o Maternando, os grupos Kids e Teens, o projeto de alfabetização Ler o Mundo e o grupo Guerreiras, voltado para mulheres adultas. A Casa também realiza eventos comunitários, oficinas, ações solidárias e celebrações de datas especiais. Durante a pandemia de covid-19, a instituição enfrentou seu maior desafio. Com a suspensão das atividades presenciais, crianças, jovens e idosos ficaram sem acesso à rotina de apoio. A Casa respondeu com atividades impressas semanais, a campanha “Quarentena do Bem” — que distribuiu mais de mil cestas básicas e botijões de gás — e a produção de um livro educativo sobre o Morro do Estado com orientações de prevenção. A iniciativa contou ainda com o apoio da ONG BemTV, que formou 40 jovens comunicadores para combater a desinformação. A segurança das crianças foi uma das maiores preocupações do período. Com o isolamento, aumentou a vulnerabilidade de vítimas de violência intrafamiliar. Por isso, a Casa promoveu campanhas de conscientização e rodas de conversa sobre prevenção e denúncia de abusos. Com a flexibilização das restrições sanitárias, as atividades presenciais foram retomadas de forma gradual e segura. Crianças e adolescentes foram os primeiros a retornar, seguidos dos adultos do projeto “Ler o Mundo”. Hoje, a Casa mantém parte das ações em formato híbrido em parceria com a UERJ, mas reforça a importância do contato presencial para o desenvolvimento e a proteção dos beneficiados. Os desafios seguem expressivos. A Casa Reviver trabalha para garantir segurança alimentar, fortalecer o protagonismo comunitário e incentivar os moradores a ocupar a cidade por meio de passeios culturais e atividades fora da comunidade, reforçando o sentimento de pertencimento ao território. Nas redes sociais, o Instagram se tornou o principal canal de comunicação, com atualizações constantes sobre atividades, campanhas e inscrições para voluntariado. O projeto também mantém um canal no YouTube e um blog com publicações anteriores ao período da pandemia. Comunicação e presença digital E-mail:contato@casareviver.org Telefone: (21) 3628-0961 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Casa Fluminense

A Casa Fluminense, organização criada em 2013 por ativistas, pesquisadores e moradores comprometidos com um Rio de Janeiro mais justo, se tornou referência na construção coletiva de políticas públicas para a Região Metropolitana. Seu trabalho se apoia na participação social, na defesa da igualdade e na expansão da democracia em todos os territórios — sobretudo aqueles historicamente negligenciados pelas políticas estatais. Sem fins lucrativos, autônoma e apartidária, a instituição funciona como um polo de articulação entre pessoas e organizações que buscam soluções para desafios metropolitanos. A rede da Casa Fluminense reúne iniciativas que fortalecem ações colaborativas e ampliam o alcance de agendas que promovem desenvolvimento sustentável e garantia de direitos. Saúde Integral na Agenda Local: quando o território formula políticas Entre seus projetos mais importantes está o “Saúde Integral na Agenda Local”, iniciativa selecionada pelo Plano Integrado de Saúde nas Favelas da Fiocruz. O projeto nasce da experiência acumulada no enfrentamento da COVID-19, quando a Casa Fluminense articulou, junto a coletivos periféricos, as primeiras Agendas Locais — instrumentos que conectam diagnóstico comunitário, formação cidadã e proposição de políticas públicas. A nova fase amplia essa metodologia e integra saúde, cidadania e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em cinco territórios: Japeri, Maré, Queimados, Santa Cruz e São Gonçalo. Nessas localidades, a Casa Fluminense apoia a formação de redes locais de moradores, lideranças e instituições, fortalecendo a defesa de direitos e consolidando a Agenda Rio 2030. Construção coletiva como caminho As Agendas Locais funcionam como espaços de participação direta, em que moradores identificam prioridades, analisam políticas existentes e propõem soluções de impacto. A experiência acumulada desde 2020 tornou a metodologia um instrumento robusto de mobilização social, capaz de influenciar políticas municipais e demandar ações estruturantes em saúde, saneamento, mobilidade, educação e proteção social. Com o projeto atual, a Casa busca expandir o acesso à saúde integral, valorizando saberes comunitários e reconhecendo desafios específicos das periferias, como precariedade nos serviços públicos, longas distâncias até unidades de saúde e impactos do racismo territorial. Rede, governança e compromisso público A Casa Fluminense mantém um Núcleo Executivo responsável pela coordenação das ações e um Conselho de Governança que acompanha diretrizes estratégicas e garante transparência. A instituição atua ainda em parceria com coletivos, universidades, organizações sociais e agentes públicos, formando uma rede que fortalece a democracia na metrópole. Um convite à participação Para manter e expandir suas ações, a Casa Fluminense convida apoiadores a se somarem à construção de uma metrópole mais justa. A defesa da vida, a redução das desigualdades e o fortalecimento da participação social seguem como pilares de uma atuação que transforma territórios e amplia o direito à cidade para todos os fluminenses. Comunicação e presença digital E-mail:casa@casafluminense.org.br Telefone: (21) 2516-0193 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Bloco Loucos Pela Vida

O Bloco Loucos Pela Vida, um dos mais simbólicos movimentos culturais ligados à saúde mental no estado do Rio, reafirma todos os anos a força da arte como instrumento de cuidado, inclusão e cidadania. Criado pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Niterói e gerido pela FeSaúde, com apoio do Centro de Convivência e Cultura Dona Ivone Lara (CeCo), o bloco consolidou-se como uma ação antimanicomial que usa o carnaval para romper estigmas e valorizar o protagonismo de usuários, familiares e profissionais da rede. A missão central do Loucos Pela Vida é promover saúde mental, inclusão social e Defesa da vida por meio da cultura popular. Nos desfiles e nas oficinas que antecedem o carnaval — de percussão, fantasia, escrita, música e criação de enredos — os participantes constroem, juntos, um espaço de convivência e expressão artística que funciona como prática de reabilitação psicossocial. O bloco mostra, na avenida, que pessoas em sofrimento psíquico são muito mais que diagnósticos: são criativas, alegres, críticas e participam ativamente da vida da cidade. É uma intervenção pública que desafia a lógica manicomial e afirma o direito ao cuidado em liberdade. Enredos que falam do presente A cada ano, o Loucos Pela Vida apresenta um tema que dialoga com debates sociais urgentes: A cada edição, o bloco reúne mais de 500 participantes, entre usuários, familiares, trabalhadores da saúde mental e moradores de Niterói. Reconhecimento e impacto A iniciativa ganhou reconhecimento oficial ao receber o Diploma Nicette Bruno de Cultura, concedido pela Câmara Municipal de Niterói. A gestão municipal considera o bloco um instrumento transformador, capaz de combater preconceitos e fortalecer vínculos comunitários. O impacto se estende para além do carnaval: as oficinas e encontros contínuos são espaços de criação, diálogo e apoio mútuo, fundamentais para quem busca autonomia e reconstrução do próprio projeto de vida dentro da RAPS. Política pública em movimento O Loucos Pela Vida é também uma manifestação política. Como bloco antimanicomial, reafirma a importância da Reforma Psiquiátrica, do cuidado territorial e das políticas públicas que garantem liberdade, direitos e dignidade. Ele conecta cultura, saúde e participação social, tornando-se uma referência para iniciativas que, defendem práticas comunitárias em favor da vida. O bloco prova, ano após ano, que a saúde mental pode — e deve — ocupar as ruas, produzir cultura e celebrar a potência humana.  Comunicação e presença digital Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Medicina Integrativa

ComuniSaúde: Dia Mundial da Ciência

O Dia Mundial da Ciência será celebrado em 24 de novembro de 2025, uma segunda-feira marcada por atividades em diversos países com o objetivo de reforçar a importância da ciência para o desenvolvimento humano. A data, presente no calendário internacional, convida a sociedade a reconhecer a ciência como motor de transformação social, tecnológica e ambiental — e, sobretudo, como instrumento essencial na Defesa da vida. Criado para valorizar o trabalho de pesquisadores e incentivar a curiosidade científica em crianças e jovens, o dia costuma mobilizar principalmente escolas e centros educacionais. Experimentos práticos, oficinas, feiras, projeções de filmes sobre cientistas históricos e trabalhos em grupo ganham espaço nas salas de aula, aproximando o conhecimento científico do cotidiano dos estudantes. Além da data ampla dedicada à ciência, novembro também abriga o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, promovido pela UNESCO. A iniciativa reforça que o avanço científico deve caminhar lado a lado com justiça social, sustentabilidade e redução das desigualdades — princípios alinhados com organizações e movimentos como a ComCausa, que atua na defesa de direitos e no fortalecimento de políticas de promoção da vida. Em um mundo marcado por desafios como mudanças climáticas, epidemias, tecnologias emergentes e desigualdades de acesso ao conhecimento, a celebração da ciência em 2025 representa um convite urgente: investir em educação, pesquisa e inclusão científica para garantir futuros mais seguros, criativos e sustentáveis. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Bispo do Rosário Associação Cultural (BRASS)

A Bispo do Rosário Associação Cultural (BRASS) atua como uma das instituições mais importantes da Zona Oeste do Rio de Janeiro ao apoiar o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (mBrac) e promover práticas de arte, cultura, educação e saúde mental no território histórico da Colônia Juliano Moreira, na Taquara, em Jacarepaguá. A associação desenvolve projetos que integram criação artística, memória social e cuidado psicossocial, atendendo pessoas em vulnerabilidade e fortalecendo o diálogo entre arte e direitos humanos. Um território marcado pela história e ressignificado pela cultura Instalada dentro do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM), antiga Colônia Juliano Moreira — um dos maiores complexos manicomiais do país — a BRASS atua em um espaço onde memórias de sofrimento, exclusão e violência institucional convivem hoje com práticas culturais, educativas e de inclusão social. O museu preserva mais de 800 obras de Arthur Bispo do Rosário, artista sergipano que transformou sua vivência no manicômio em um legado artístico singular, reconhecido no Brasil e no mundo. Um museu vivo que preserva, educa e transforma O mBrac desenvolve suas ações em três eixos centrais: 1. Acervo Preserva, estuda e difunde as obras de Arthur Bispo do Rosário, além de um amplo patrimônio documental sobre a história da psiquiatria no Brasil e a própria Colônia Juliano Moreira. 2. Exposições Organiza duas mostras por ano nas quatro galerias da sede e no Polo Experimental. As exposições exploram temas contemporâneos e dialogam com o pensamento crítico sobre arte, território e saúde mental. 3. Polo Experimental de Convivência, Educação e Cultura Promove oficinas, mediações, ações educativas, rodas de convivência e programas de formação voltados a crianças, jovens, adultos e moradores das residências terapêuticas. O Circuito Cultural Colônia integra visitas ao Centro Histórico Rodrigues Caldas, ao Pavilhão 10, onde Bispo viveu e criou parte de sua obra, e ao Polo Experimental, permitindo ao visitante compreender a relação entre arte, memória e território. A BRASS e sua missão de inclusão social A BRASS desenvolve ações continuadas que ampliam a autonomia, a renda e a qualidade de vida de moradores da Colônia e pessoas em sofrimento mental. Seus programas apostam na economia criativa, na geração de renda, na formação profissional e em práticas comunitárias que integram arte, cuidado e cidadania. A associação foi contemplada em chamadas públicas e editais dedicados à saúde, cultura e direitos humanos, incluindo o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, promovido pela Fiocruz. Linha do tempo: como o museu se transformou A história do museu reflete a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil: Cada mudança de nome evidencia a virada histórica: do silenciamento manicomial ao reconhecimento da criação artística e dos direitos das pessoas em sofrimento mental. O Pavilhão 10 e a cela de Bispo: memória viva do manicômio O Pavilhão 10 é o único remanescente do antigo Núcleo Ulisses Vianna, onde homens considerados agitados eram trancados em celas-fortes. Bispo transformou essas celas em espaço de criação. Ali ele bordou estandartes, reuniu objetos, construiu peças e desenvolveu sua missão artística — uma tentativa de representar o mundo para o dia do Juízo Final. Obras de recuperação do Pavilhão estão em andamento para transformá-lo em um espaço expositivo permanente dedicado à memória do passado asilar e ao processo criativo de Bispo. Quem foi Arthur Bispo do Rosário Nascido em 1909, em Japaratuba (SE), Bispo teve passagem pela Marinha, foi pugilista e trabalhava como vulcanizador. Após experiências místicas, foi internado e passou grande parte da vida na Colônia Juliano Moreira, onde criou sua obra monumental com linhas desfiadas de uniformes, objetos do cotidiano e materiais reciclados. Mesmo marginalizado por raça, pobreza e sofrimento psíquico, Bispo subverteu o espaço manicomial e produziu uma das obras mais potentes da arte contemporânea brasileira. Morreu em 1989, deixando um legado artístico e político que inspira debates sobre saúde mental e cidadania. Exposições de destaque Quilombo do Rosário (2018) A mostra reuniu artistas negros e dialogou com ancestralidade, território e antirracismo. O destaque foi um mapa da África feito por Bispo, apresentado pela primeira vez. Paredes da Minha Casa – Experiência B (2014) Residência do artista Daniel Murgel no Polo Experimental. Criou tijolos com terra do próprio território e ergueu uma obra coletiva e colaborativa, hoje transformada em “ruína programada”. Participação no Plano Integrado de Saúde nas Favelas O projeto Arte, Horta & Cia, desenvolvido pela BRASS, teve impacto direto na comunidade ao unir arte, saúde mental e sustentabilidade. Resultados: O projeto mostrou como a arte e o cuidado podem caminhar juntos na Defesa da vida, promovendo vínculos, autonomia e saúde integral. Comunicação e presença digital E-mail: contato@museubispodorosario.com Telefone: (21) 3432-2402 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial

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