A Casa Fluminense, organização criada em 2013 por ativistas, pesquisadores e moradores comprometidos com um Rio de Janeiro mais justo, se tornou referência na construção coletiva de políticas públicas para a Região Metropolitana. Seu trabalho se apoia na participação social, na defesa da igualdade e na expansão da democracia em todos os territórios — sobretudo aqueles historicamente negligenciados pelas políticas estatais.
Sem fins lucrativos, autônoma e apartidária, a instituição funciona como um polo de articulação entre pessoas e organizações que buscam soluções para desafios metropolitanos. A rede da Casa Fluminense reúne iniciativas que fortalecem ações colaborativas e ampliam o alcance de agendas que promovem desenvolvimento sustentável e garantia de direitos.
Saúde Integral na Agenda Local: quando o território formula políticas
Entre seus projetos mais importantes está o “Saúde Integral na Agenda Local”, iniciativa selecionada pelo Plano Integrado de Saúde nas Favelas da Fiocruz. O projeto nasce da experiência acumulada no enfrentamento da COVID-19, quando a Casa Fluminense articulou, junto a coletivos periféricos, as primeiras Agendas Locais — instrumentos que conectam diagnóstico comunitário, formação cidadã e proposição de políticas públicas.
A nova fase amplia essa metodologia e integra saúde, cidadania e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em cinco territórios: Japeri, Maré, Queimados, Santa Cruz e São Gonçalo. Nessas localidades, a Casa Fluminense apoia a formação de redes locais de moradores, lideranças e instituições, fortalecendo a defesa de direitos e consolidando a Agenda Rio 2030.
Construção coletiva como caminho
As Agendas Locais funcionam como espaços de participação direta, em que moradores identificam prioridades, analisam políticas existentes e propõem soluções de impacto. A experiência acumulada desde 2020 tornou a metodologia um instrumento robusto de mobilização social, capaz de influenciar políticas municipais e demandar ações estruturantes em saúde, saneamento, mobilidade, educação e proteção social.
Com o projeto atual, a Casa busca expandir o acesso à saúde integral, valorizando saberes comunitários e reconhecendo desafios específicos das periferias, como precariedade nos serviços públicos, longas distâncias até unidades de saúde e impactos do racismo territorial.
Rede, governança e compromisso público
A Casa Fluminense mantém um Núcleo Executivo responsável pela coordenação das ações e um Conselho de Governança que acompanha diretrizes estratégicas e garante transparência. A instituição atua ainda em parceria com coletivos, universidades, organizações sociais e agentes públicos, formando uma rede que fortalece a democracia na metrópole.
Um convite à participação
Para manter e expandir suas ações, a Casa Fluminense convida apoiadores a se somarem à construção de uma metrópole mais justa. A defesa da vida, a redução das desigualdades e o fortalecimento da participação social seguem como pilares de uma atuação que transforma territórios e amplia o direito à cidade para todos os fluminenses.
Comunicação e presença digital
E-mail:casa@casafluminense.org.br
Telefone: (21) 2516-0193
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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