O Centro Cultural Liga do Bem (CCLB) atua desde 2012 oferecendo oficinas artísticas gratuitas para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que vivem na Penha e na Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio. Fundado pela educadora musical Ana Paula Mendonça, o projeto nasceu de forma comunitária: à medida que surgiam novas turmas, voluntários eram convidados para colaborar com aulas de grafite, reciclagem, artes e música.
Ao longo de quase 13 anos, a ONG já atendeu cerca de 900 alunos e consolidou sua missão de estimular o protagonismo juvenil através de diferentes linguagens culturais. O CCLB oferece aulas de percussão, flauta doce, violão e artes visuais, além de promover passeios culturais que ampliam o repertório das crianças e reforçam o sentimento de pertencimento ao território.
As atividades são voltadas para crianças e adolescentes matriculados no ensino regular, em uma iniciativa que une educação, cultura e cidadania. O objetivo é fortalecer habilidades, abrir horizontes e criar oportunidades de desenvolvimento pessoal e coletivo dentro de uma das regiões mais vulnerabilizadas do Rio.
O Centro Cultural Liga do Bem já contou com parceiros como Instituto da Criança, UPP Social, Agência do Bem, Territórios da Cultura (Prefeitura do Rio) e Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 2020, recebeu apoio da Fiocruz por meio da Chamada Pública para Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas favelas, que ajudou o projeto a manter suas atividades durante a crise sanitária.
Com forte presença nas redes sociais, a ONG segue ampliando o alcance de seu trabalho e fortalecendo a cultura como ferramenta de inclusão, formação e Defesa da vida para crianças e adolescentes da Penha e Vila Cruzeiro.
Comunicação e presença digital
E-mail: anamusicarte@gmail.com
Telefone: (21) 99692-8648
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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