Adriano Dias

procura-se Jeverson Olmiro Lopes Goulart

Jeverson Olmiro Lopes Goulart: PM condenado por estuprar e matar o sobrinho no RS está foragido

O policial militar Jeverson Olmiro Lopes Goulart, condenado a 46 anos de prisão pelo estupro e assassinato do próprio sobrinho, está foragido da Justiça. A informação foi confirmada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que acompanha o caso e requisitou apoio das forças de segurança para o cumprimento do mandado de prisão. Segundo o MP, Goulart foi condenado deveria ter se apresentado após a decisão judicial que confirmou a sentença. No entanto, desde a expedição do mandado, o condenado não foi localizado em seu endereço e é considerado foragido. Embora o crime tenha ocorrido no Rio Grande do Sul, o último endereço conhecido de Jeverson foi em Copacabana, no Rio de Janeiro, o que amplia o alerta para todo o estado. A ComCausa está enviando a convocação para sua rede no Rio. O crime ocorreu em 2014, em uma cidade do interior gaúcho. A vítima era uma criança de nove anos de idade, sobrinho do policial. De acordo com as investigações, o PM se aproveitou da confiança da família para cometer o abuso sexual e, em seguida, assassinou o menino para tentar encobrir o crime. O caso causou grande comoção à época e foi considerado um dos episódios mais brutais já registrados na região. Durante o julgamento, o Ministério Público destacou a crueldade e a premeditação do crime, que chocou a população e gerou manifestações por justiça. Com a condenação confirmada, Goulart deveria cumprir pena em regime fechado, mas agora é alvo de buscas da Polícia Civil e da Brigada Militar. O MP-RS orienta que qualquer informação sobre o paradeiro do condenado seja repassada às autoridades por meio dos canais oficiais de denúncia. Canais de denúncia: Canais de denúncia: Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Operação mais letal do Rio de Janeiro

Chega de Massacre: Penha terá manifestação unificada no Campo do Ordem

Nesta sexta, dia 31 de outubro, a partir das 13h, o Campo do Ordem, localizado na Estrada José Rucas 1202, será o palco de um ato unificado que promete atrair muitas pessoas para a Penha, na cidade do Rio de Janeiro. O evento, organizado por moradores e instituições locais, conta com a participação de diversas organizações, entre elas é a ComCausa, vem com o slogan “Paz sem voz é medo!” e faz um protesto em frente à figura do governador Cláudio Castro, a quem é cobrada uma postura mais firme e justa. Os organizadores pedem que todos os manifestantes se vistam de branco, em um gesto simbólico de luta contra os massacres, e reforçam que a manifestação acontecerá com muita ordem e respeito, pedindo paz e justiça. A concentração às 13h no Campo do Ordem (Estrada José Rucas, 1202) e para aqueles que irão participar do evento, há algumas opções de transporte público para facilitar a chegada ao local: Esse ato unificado promete ser um momento importante de expressão de insatisfação e cobrança, com uma forte presença de manifestantes, com a bandeira da paz, e exigindo justiça em relação aos massacres recentes. A organização espera que todos que participarem do ato se sintam à vontade e protegidos, com todas as medidas necessárias sendo tomadas para o bom andamento do evento. Se você se importa com justiça social e direitos humanos, este evento é uma oportunidade de se unir a outras pessoas que compartilham dos mesmos ideais. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Massacre no Rio: entidades apontam mais de 130 mortos e denunciam violações

Até a tarde desta quarta-feira (29), o governo estadual havia divulgado oficialmente 119 mortos, dos quais quatro eram policiais e os demais, segundo as autoridades, integrantes ou suspeitos de facção. Entretanto, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro estima que o número real pode chegar ou ultrapassar 132 mortos, com base em um levantamento próprio nas comunidades e em corpos que ainda não constavam no balanço oficial. Além das mortes, foram registradas ao menos 113 prisões e a apreensão de 118 armas, de acordo com dados preliminares. Moradores relataram que, em muitos casos, corpos foram recolhidos por vizinhos e levados para a praça pública — em especial à Praça São Lucas, no Complexo da Penha — antes de qualquer registro oficial. Essa situação levanta sérios questionamentos sobre o protocolo de preservação de local do crime, identificação forense e a presença de agentes de segurança ou peritos. Ativistas de direitos humanos e moradores afirmam haver indícios de execuções sumárias, como disparos na nuca ou nas costas, pessoas amarradas, e falha no socorro ou evacuação em áreas de risco — acusações que ainda precisam ser investigadas. Os relatos dos moradores também incluíram bloqueios de vias, impedimento à circulação, fechamento de escolas e unidades de saúde e um clima de “guerra urbana” nas comunidades atingidas. Reação institucional e debate público O governador Cláudio Castro qualificou a ação como um “sucesso” e afirmou que estava enfrentando não mais o “crime comum”, mas o “narcoterrorismo”. Por outro lado, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, considerou a operação “extremamente violenta” e manifestou preocupação com a perda de vidas — inclusive de civis. A operação ocorre em meio à vigência da ADPF 635 — plano aprovado pelo Supremo Tribunal Federal para redução da letalidade policial no Rio —, o que reacende críticas de que as ações operacionais estariam desrespeitando os protocolos exigidos pela ação civil pública de controle externo. A operação Na manhã de terça-feira, 28 de outubro de 2025, uma vasta operação policial, mobilizando cerca de 2.500 agentes apoiados por helicópteros, blindados e drones, foi deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro. O objetivo declarado era cumprir mandados contra integrantes da facção Comando Vermelho, desarticular células armadas, apreender arsenais e conter a expansão territorial do crime organizado. Contudo, as consequências da operação — em especial o elevado número de mortes — desencadearam forte repercussão e denúncias de violações de direitos. Para além dos números: uma reflexão com ComCausa Se a segurança pública existe para proteger, este episódio levanta uma pergunta urgente: que tipo de proteção a sociedade está recebendo? Quando mais de cem mortes ocorrem em uma única operação, a vida humana — de moradores, policiais e agentes — torna-se estatística, quando deveria ser o princípio fundamental. A ComCausa reafirma: O que vem pela frente Nas próximas horas e dias, haverá perícias, identificação de corpos e investigação por parte da Defensoria Pública e de órgãos de controle. As famílias buscam reconhecimento, reparação e, sobretudo, respostas. Também será essencial monitorar se esta operação inaugura um novo padrão de letalidade; se o Estado assumirá a responsabilidade por eventuais excessos; e se haverá mudanças reais no protocolo de segurança pública para evitar a repetição deste tipo de episódio. Enquanto isso, o Rio de Janeiro — e o Brasil — observam com apreensão: que a “guerra contra o crime” não se transforme numa guerra contra as comunidades. Este é o momento para reafirmarmos: a vida não é contingência de operação, e a segurança não é sinônimo de letalidade. A ComCausa – Defesa da Vida permanece firme no compromisso de tornar visível o invisível, dar voz ao inaudível e proporcionar dignidade onde há dor. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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A maior chacina da história do Rio: um dia que não deveria ter existido

O amanhecer do Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025 ficará gravado como um dos capítulos mais sombrios da história recente do estado. A chamada Operação Contenção, deflagrada simultaneamente nos complexos do Alemão e da Penha, começou antes do sol nascer, com helicópteros sobrevoando o céu cinzento da Zona Norte e blindados rasgando ruas estreitas onde milhares de moradores ainda dormiam. De acordo com a Polícia Civil, a operação seria o “ponto culminante” de uma investigação de mais de um ano conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e pelo núcleo de inteligência da corporação, voltada a interceptar rotas de drogas e armas que conectam o Rio a fronteiras internacionais. Mas o decorrer do dia foi marcadas por um cenário de violência desmedida. Criminosos reagiram com intensidade à invasão policial, utilizando drones adaptados para lançar granadas, montando barricadas em chamas e tomando ônibus para bloquear o avanço dos veículos blindados. Das encostas do Alemão e da Penha ecoavam tiros ininterruptos; helicópteros sobrevoavam em baixa altitude, enquanto as rádios transmitiam mensagens desesperadas de moradores encurralados dentro de casa. Cidade em Estágio 2: o Rio parou Às nove da manhã, o Rio já estava paralisado: o município decretava Estágio 2 de Atenção, o transporte público interrompido, o comércio fechado e as escolas com aulas suspensas — 29 no Alemão e 17 na Penha, segundo a Secretaria Municipal de Educação. O cheiro de pólvora e fumaça dominava o ar. Mães gritavam por filhos desaparecidos. Crianças eram abrigadas em banheiros e corredores enquanto helicópteros sobrevoavam a poucos metros dos telhados. A cidade inteira observava, impotente, a repetição de uma tragédia que já se tornou quase crônica. A máquina da operação O aparato mobilizado impressiona pelos números e assusta pelo simbolismo: 2.500 agentes, 32 blindados terrestres, 12 veículos de demolição, helicópteros de apoio aéreo e dezenas de drones de reconhecimento. Foram cumpridos mais de 100 mandados de busca e apreensão e aproximadamente 150 mandados de prisão, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Até o fim da manhã, 81 suspeitos foram presos e uma quantidade expressiva de armas e drogas foi apreendida. Fontes oficiais falam em 93 fuzis confiscados; outras, em 42. A discrepância entre as versões ilustra o desencontro de informações que marcou todo o dia. Rotina interrompida nas vielas Enquanto isso, nas vielas ocupadas, a rotina da guerra urbana seguiu seu curso. Três unidades de saúde interromperam o atendimento; ambulâncias foram impedidas de entrar. Moradores relatavam, pelas redes sociais, corpos estendidos nas ruas e casas perfuradas por balas. Por fim, ao cair da noite, o que restou foi o rastro da mais letal operação policial da história do Rio — 64 mortos, dezenas de feridos, e comunidades inteiras transformadas em campos de guerra. Quem morreu: nomes, números e silêncios Entre os mortos, dezenas de corpos recolhidos — muitos ainda sem identificação formal, descritos genericamente como “suspeitos abatidos em confronto”. Do outro lado, quatro policiais cujos nomes agora compõem a lista das perdas oficiais: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, 51 anos, comissário da 53ª DP, conhecido como Máskara; Rodrigo Velloso Cabral, 34 anos, lotado na 39ª DP da Pavuna; Cleiton Serafim Gonçalves, 42 anos, 3.º sargento do BOPE, atingido em confronto direto; e Heber Carvalho da Fonseca, 39 anos, também do BOPE, morto na tentativa de resgatar um colega ferido. Nove policiais ficaram feridos, alguns em estado grave, internados no Hospital Central da Polícia Militar. Neste ano, quase 50 policiais foram mortos; em paralelo, quase 600 mortes foram registradas em operações — números que ampliam a dimensão da tragédia. Repercussão internacional A operação repercutiu imediatamente na imprensa estrangeira e entre organismos de direitos humanos: Associated Press destacou que o dia foi tratado como o mais letal da história recente do estado, com ONU e Human Rights Watch pedindo investigação independente e transparência sobre cada morte; veículos como The Guardian, Washington Post e Reuters enfatizaram a escala “de guerra”, além do colapso de serviços essenciais sob fogo cruzado. Já ABC Australia e Sky News vincularam a chacina à imagem do país às vésperas de agendas globais, como a COP30, no Brasil, sinalizando que a letalidade policial voltou ao radar internacional como tema de governança e direitos humanos. Disputa política em meio ao caos O governador Cláudio Castro, em pronunciamento no início da tarde, classificou a ação como “inevitável” e afirmou que “o Estado não pode se curvar ao terror imposto pelo crime”. Em contrapartida, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que nenhum pedido de apoio federal foi feito e que o governo estadual deveria “assumir suas responsabilidades”, reacendendo o embate político entre os poderes — mais um capítulo da crise de coordenação que, ao fim, recai sobre quem vive nas áreas mais vulneráveis. Cobrança do MPF No início da noite a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do MPF enviou ofício ao governador Cláudio Castro requisitando explicações formais sobre a Operação Contenção. O pedido — assinado pelos procuradores Júlio José Araujo Júnior e Thales Arcoverde Treiger — exige que o estado detalhe as finalidades da ação, os custos envolvidos, o grau de força previamente definido, o uso de câmeras corporais, e comprove que não havia alternativa menos gravosa, além de informar o cumprimento das diretrizes da ADPF 635 (ADPF das Favelas) para redução da letalidade policial. Defesa da Vida: a fronteira que não se pode cruzar Ao cair da noite, a dimensão humana da catástrofe estava dada e a sensação de que, sob o pretexto de conter o crime, o Estado atravessou mais uma vez a fronteira do aceitável. A Operação Contenção deixa para trás um rastro de sangue, medo e descrença. E as pessoas do Rio, que se acostumaram a sobreviver a dias como esse, voltam a acordar com a pergunta que já deveria ter resposta: quantas mortes mais serão necessárias até que a segurança pública volte a significar a Defesa da Vida — e não a sua negação? Foto de capa: Redes sociais Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Andrei-Goulart

A história que a mãe escreveu com coragem: a luta por justiça no caso Andrei Goulart

Em 30 de novembro de 2016, a cidade de Porto Alegre amanheceu com uma cena silenciosa, perturbadora e dramática: o menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de apenas 12 anos, foi encontrado morto dentro do apartamento da família, no bairro Cristal, zona sul da capital gaúcha. A princípio, o caso foi tratado pelas autoridades como um possível suicídio — uma hipótese que não despertou investigação imediata por homicídio. Ao longo dos anos, porém, essa versão oficial começaria a ruir, peça por peça, pelas insistências de uma mãe que recusou aceitar o silêncio da burocracia institucional. Este episódio marca não apenas uma tragédia pessoal, mas também uma emblemática luta contra a impunidade de crimes cometidos contra vulneráveis. Nove anos depois, em 27 de outubro de 2025, será movido o julgamento em tribunal do júri do tio acusado — uma data que simboliza a persistência da família, a resiliência do ativismo social e as barreiras que operam no sistema de Justiça quando se trata de crimes contra crianças. A trama dos fatos: da morte à investigação No dia 30 de novembro de 2016, Andrei foi encontrado com um ferimento de bala na cabeça dentro do apartamento onde morava com a mãe, seus irmãos e, eventualmente, o tio, Jeverson. A versão inicial das autoridades apontou para suicídio, e, por muitos meses, não houve abertura de inquérito por homicídio — uma hipótese que já suscitava estranhamento, dada a idade da vítima e a gravidade do ferimento. Durante esse período, diversas lacunas foram sendo reveladas: indícios de apagamento de arquivos no celular da criança, comportamentos atípicos manifestados por Andrei antes de dormir, e a constatação de que o menino havia permanecido sozinho com o tio nas últimas horas. Esses elementos começaram a alimentar a suspeita de que o caso não era suicídio, mas algo muito mais grave — abuso seguido de homicídio. A mobilização da mãe A figura central dessa reconstrução da verdade é Cátia Goulart, mãe de Andrei. Movida por dor e convicção, ela recusou o esquecimento. Organizava vigílias, cobrava transparência, mobilizava redes sociais, buscava entidades de direitos humanos e advogados que aceitassem enfrentar o monumental desafio de enfrentar o aparato institucional. Com o tempo, a pressão social e midiática chamou atenção para o caso, e impulsionou autoridades a revisitar o ocorrido. A narrativa do suicídio, que inicialmente prevalecia, foi sendo contestada publicamente. Reabertura das investigações Em 2020, sob nova ótica, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) reabriu o caso. A partir daí, foram coletados novos depoimentos, reanálises periciais e buscas por testemunhas que pudessem colaborar com uma linha investigativa diferente — aquela que apontava para abuso sexual e homicídio para ocultação. Um depoimento relevante foi o de uma mulher que afirmou ter sido molestada pelo mesmo acusado — aos 11 anos de idade — o que fortaleceu a tese da acusação de um padrão de conduta delituosa. Outro ponto sensível: logo após a morte de Andrei, o tio teria sugerido que guardaria as cuecas da vítima, comportamento que provocou indignação e serviu de sinal de alerta para investigadores sensíveis. A reconstituição da cena, segundo o MPRS, indicaria manipulação para simular suicídio — inclusive a localização do corpo e evidências da bala. A pronúncia e as bases jurídicas Em 16 de maio de 2023, o juiz Thomas Vinícius Schons, do 1º Juizado da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, reconheceu que havia indícios suficientes de autoria e materialidade para pronunciar Jeverson Olmiro Lopes Goulart. Ou seja: levou o caso ao Tribunal de Justiça, abrindo caminho para que a acusação e a defesa fossem debatidas diante de jurados populares. A pronúncia fixou as acusações seguintes: O julgamento em tribunal do júri — previsto para 27 de outubro de 2025, às 9h30, na 1ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre — passa a ser o momento decisivo em que essas teses concorrentes serão levadas à avaliação de cidadãos comuns. A Justiça já abriu o credenciamento para imprensa e prevê que a sessão será pública. As narrativas em choque: acusação x defesa A tese central é a de que Jeverson, em 29–30 de novembro de 2016, praticou estupro de vulnerável contra o sobrinho em sua própria casa, e, logo depois, para evitar responsabilização, executou Andrei com um tiro na cabeça enquanto ele dormia. A cena teria sido manipulada para aparentar suicídio, com posições do corpo e evidências falsificadas. A qualificação do homicídio recai sobre dois pontos: (a) ocultação de outro crime — o estupro — e (b) uso de meio que dificultou a defesa (o elemento surpresa, o acesso privilegiado ao menor). Ademais, por a vítima ter menos de 14 anos, a pena mínima já sofre acréscimos previstos no CP. A presença de outra alegada vítima de abuso pelo acusado também compõe o mosaico probatório: reforça o perfil delitivo e a plausibilidade de padrão criminoso. Os depoimentos, provas periciais e perícias contraditórias da versão suicida serão colocados sob lupa no julgamento. A defesa A defesa — até agora — nega as imputações. Investe nos princípios mais caros do processo penal: a presunção de inocência, a exigência de prova robusta, a possibilidade de dúvidas razoáveis e a crítica às fragilidades da investigação, lacunas periciais e possíveis contaminações na cadeia de custódia. Ela pode argumentar que muitos indícios são circunstanciais ou especulativos, que a hipótese de suicídio, embora trágica, não foi completamente elidida, e que não cabe à acusação fazer suposições que extrapolam o regime probatório permitido. No júri, caberá à acusação convencer os jurados — por maioria — de que não existe “dúvida razoável” de que o réu cometeu os crimes. A defesa buscará justamente semear incertezas, levantar hipóteses alternativas e desconstruir as peças interpretativas mais frágeis. O simbolismo e a dimensão social O caso Andrei Goulart ultrapassa as fronteiras de um processo penal: tornou-se símbolo de uma luta coletiva contra a impunidade em crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes, e da força de mães que se recusam a silenciar diante da dor. Revela também as limitações e fragilidades das instituições

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Black Pantera Rock ComCausa Npssa Gente Negra

Black Pantera será tema do Nossa Gente Negra 2025 da ComCausa

A ComCausa Defesa da Vida realiza, desde 2020, o projeto Nossa Gente Negra, uma iniciativa que articula memória, valorização cultural e reflexão crítica sobre as contribuições da população negra para a formação do Brasil. Ao longo desses anos, o projeto vem reunindo conteúdos, ações e mobilizações que fortalecem repertórios negros, ampliam o acesso a referências e sustentam debates contemporâneos sobre racismo estrutural, identidade e produção de futuro. Em 2025, o Nossa Gente Negra terá como eixo de destaque a banda Black Pantera, considerada uma das vozes mais urgentes do rock brasileiro contemporâneo e reconhecida por transformar música em linguagem de enfrentamento ao racismo e às desigualdades. O trio mineiro consolidou uma identidade própria ao fundir hardcore, metal e rock com elementos de cultura afro e um discurso político-social direto, produzindo uma sonoridade marcada por densidade estética e contundência temática. Jovem de Juiz de Fora propões tema A proposta de 2025 parte do entendimento de que a obra do Black Pantera é um material cultural de alta relevância para leitura de mundo. As letras abordam temas como racismo estrutural, violência, afetos, pertencimento, resistência e memória, mobilizando linguagem contemporânea e provocando reflexão crítica em diferentes espaços, inclusive ambientes educacionais e acadêmicos. A articulação do tema de 2025 conta com participação direta de Crisley Kelly da Silva Marcos, jovem produtora cultural de Juiz de Fora (MG), que se aproximou da iniciativa em 2024, quando conheceu o projeto por meio do ciclo do Nossa Gente Negra relacionado à homenagem a Dom Zumbi. “Eu conheci o Nossa Gente Negra em 2024, na mobilização que trouxe Dom Zumbi como referência de memória e formação. Aquilo me marcou, porque ali eu entendi que a cultura negra não é só passado: é presente e é futuro”, afirma Crisley. A partir dessa aproximação, Crisley passou a colaborar com o eixo, contribuindo com processos de comunicação e, posteriormente, com a construção metodológica do tema de 2025. “Quando o Black Pantera entrou como recorte, eu enxerguei uma ponte direta com a juventude: a música como texto cultural, como documento do nosso tempo. A gente organizou uma metodologia para ler as letras como ferramenta de crítica social e de afirmação”, explica. No calendário de 2025, o projeto dialoga com um marco simbólico: o show do Black Pantera no Circo Voador, no Rio de Janeiro no Rio de Janeiro, em 19 de novembro de 2025, véspera do Dia da Consciência Negra, anunciado como apresentação especial com registro ao vivo. Para Crisley, a data amplia o sentido da mobilização: “É simbólico que um show assim aconteça na véspera do 20 de novembro. O rock negro também é consciência, também é memória coletiva, também é luta por vida e dignidade”. Cobertura especial: letras, consciência e formação de repertório Como parte do Nossa Gente Negra — e em sintonia com a mobilização cultural em torno do mês da Consciência Negra — a ComCausa Defesa da Vida, por meio do Portal C3 e do eixo Rock ComCausa, organizará na semana que antecede 20 de novembro uma série especial de análises das letras do Black Pantera. A proposta é tratar as canções como um conjunto de obras culturais contemporâneas que evidenciam, de forma direta e artística, as tensões do presente e os caminhos de resistência negra. “As letras do Black Pantera falam de racismo estrutural, mas também falam de afeto, de sobrevivência e de futuro. A ideia é que cada análise ajude o público a enxergar camadas: o que a música denuncia, o que ela cura e o que ela convoca”, diz Crisley. As publicações abordarão, de modo sistematizado, temas recorrentes na obra da banda — como racismo estrutural, identidade, resistência, memória, violência e afetos — situando as músicas no contexto social e cultural do Brasil de hoje. “A gente quer que isso chegue em escola, chegue em sala de aula, chegue na conversa de rua. Que educadores, estudantes e fãs possam usar essas músicas como repertório e como linguagem para pensar o Brasil”, completa. Ao escolher o Black Pantera como eixo de 2025, o Nossa Gente Negra reafirma sua perspectiva de que cultura é campo estratégico: não apenas como entretenimento, mas como linguagem pública, instrumento de educação popular e espaço de disputa por reconhecimento. “Aquilombar-se e afrobetizar-se, pra mim, é isso: criar rede, criar repertório, criar coragem. E a cultura é uma das formas mais fortes de fazer isso acontecer”, conclui Crisley. Como parte do projeto Nossa Gente Negra — e em sintonia com a mobilização para o show no Circo Voador – a ComCausa Defesa da Vida, por meio do Portal C3 e do projeto Rock ComCausa, lançará, na semana que antecede o 20 de novembro, uma série especial de análises das letras do Black Pantera. As publicações destacarão a força artística e o papel social da banda no combate ao racismo, abordando temas como racismo estrutural, identidade, resistência e memória que são temas de suas composições. As matérias situarão as canções no contexto contemporâneo, convidando fãs e o público em geral a reconhecerem na obra do grupo uma poderosa ferramenta de reflexão, crítica e transformação cultural. Nossa gente Negra: O que é o projeto O Nossa Gente Negra nasceu em 2020 como estratégia de resgate de legados individuais e coletivos, com o propósito de fortalecer a representatividade negra e promover consciência histórica. Desde o início, o projeto foi pensado para ir além da recordação de nomes e datas: a ideia é transformar memória em ferramenta de ação e mobilização social. Por meio de reportagens especiais, cards, vídeos, podcasts e conteúdos educativos, a ComCausa oferece materiais acessíveis para a sociedade civil em geral. Cada edição ilumina personagens ou grupos cuja trajetória dialoga com o presente, ressaltando que memória não é apenas rememorar, mas disputar sentidos simbólicos e políticos. Linha do tempo das edições Serviço:Data: 19 de novembro de 2025 (quarta-feira) – véspera do Dia da Consciência NegraLocal:Circo Voador – Rio de JaneiroIngressos: EventimImagem de capa divulgação Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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