No maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro, o Conjunto de Favelas da Maré, o Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM) atua há 24 anos promovendo educação, cultura, pesquisa e comunicação para os cerca de 140 mil moradores do território. Criado em 1997 por moradores e ex-moradores que acessaram o ensino superior, o CEASM nasceu com a missão de romper estereótipos, ampliar direitos e construir estratégias de longo prazo para fortalecer a vida comunitária.
Localizado entre a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, o CEASM se consolidou como uma instituição de referência em iniciativas sociais. Seu primeiro projeto foi o Curso Pré-Vestibular Comunitário, que já contribuiu para o ingresso de mais de 1.500 moradores da Maré em universidades públicas. Em seguida vieram o jornal comunitário O Cidadão — com 20 mil exemplares distribuídos ao longo de 17 anos — e a Rede Memória da Maré, que deu origem ao Museu da Maré em 2006, hoje uma das principais iniciativas de preservação histórica das favelas cariocas.
O trabalho do CEASM se organiza em três pilares: educação, comunicação e memória. Entre seus projetos atuais estão o Curso Pré-Vestibular (CPV-CEASM), o Curso Preparatório para o Ensino Médio, o Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais da Maré (NEPS), o Museu da Maré, a Biblioteca Popular Paulo Freire e o jornal O Cidadão em sua versão digital.
A instituição também desenvolve iniciativas voltadas à educação socioambiental, como o projeto ECOREDE, que atende até 3 mil alunos por ano em escolas públicas. Outro destaque é o Maré do Bem Viver: direitos, cuidado e cidadania, criado em 2021, que acolheu 150 famílias com atendimento psicossocial, suporte em saúde mental, alimentação e orientação sobre acesso a direitos.
Durante a pandemia de Covid-19, o CEASM teve papel essencial no Plano de Enfrentamento da Maré. A instituição distribuiu kits de higiene, filtros de barro, cartões-alimentação e 480 quilos de alimentos, além de oferecer acompanhamento psicossocial e rodas terapêuticas. Em 2022, lançou a Cartilha sobre Direitos, ampliando de 2 mil para 10 mil exemplares graças ao impacto da iniciativa.
Com quase três décadas de atuação, o CEASM se mantém como uma força vital na Defesa da vida, no fortalecimento comunitário e na valorização da história das favelas. Suas ações mostram que investir em educação, cultura e memória é criar oportunidades, ampliar horizontes e transformar o futuro de jovens e famílias da Maré.
Comunicação e presença digital
E-mail: contato@ceasm.org.br
Telefone: (21) 98485 7577
Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.
Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.
Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.
Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

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