Novas imagens obtidas por investigadores colocam em xeque a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte de Gabriel, jovem atingido por um disparo durante uma abordagem no trânsito. O vídeo captado por uma câmera de segurança instalada em um ônibus que trafegava ao lado da moto do rapaz mostra que não houve qualquer investida ou hostilidade por parte de Gabriel no momento do disparo.
A versão inicial dos policiais envolvidos alegava que Gabriel teria empinado a moto e agido de forma hostil, supostamente tentando jogar o veículo contra um dos agentes. Essa narrativa sustentava a tese de legítima defesa, argumento que, segundo a defesa do policial, justificaria o uso da força letal. No entanto, os registros de vídeo e testemunhos colhidos desmontam essa justificativa, apontando que o jovem foi atingido de forma abrupta, sem sequer ter consciência da presença policial.
Novas imagens obtidas por investigadores colocam em xeque a versão apresentada pela Polícia Militar sobre a morte de Gabriel, jovem atingido por um disparo durante uma abordagem no trânsito. O vídeo captado por uma câmera de segurança instalada em um ônibus que trafegava ao lado da moto do rapaz mostra que não houve qualquer investida ou hostilidade por parte de Gabriel no momento do disparo.
A versão inicial dos policiais envolvidos alegava que Gabriel teria empinado a moto e agido de forma hostil, supostamente tentando jogar o veículo contra um dos agentes. Essa narrativa sustentava a tese de legítima defesa, argumento que, segundo a defesa do policial, justificaria o uso da força letal. No entanto, os registros de vídeo e testemunhos colhidos desmontam essa justificativa, apontando que o jovem foi atingido de forma abrupta, sem sequer ter consciência da presença policial.
Imagens e perícia reforçam contradições
Além das imagens externas, registros captados pelas câmeras corporais utilizadas pelos próprios agentes também foram recolhidos pelas autoridades. Embora estejam sob sigilo judicial, fontes ligadas à investigação confirmam que o conteúdo dos vídeos corrobora a tese de que não houve ordem clara de parada, nem comportamento que configurasse ameaça.
A análise técnica da cena do crime — incluindo a posição do corpo, trajetória do projétil e depoimentos de testemunhas oculares — revela um cenário de ação precipitada e incompatível com os protocolos policiais. Os elementos reunidos até o momento indicam que não houve confronto, o que invalida o argumento de legítima defesa usado inicialmente.
Uso da força fora dos parâmetros legais
Diante das evidências reunidas, a atuação do policial militar é questionada não apenas sob o ponto de vista técnico, mas também jurídico e ético. O episódio evidencia descumprimento dos princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade que regem o uso da força por agentes do Estado.
Especialistas em segurança pública e direitos humanos alertam para os riscos de abordagens mal conduzidas, que frequentemente resultam em mortes evitáveis, principalmente entre jovens negros nas periferias urbanas. Casos como o de Gabriel reforçam a urgência de mecanismos efetivos de controle externo da atividade policial e transparência nas investigações.
A investigação segue em curso, e a expectativa é de que a análise dos vídeos e laudos periciais seja determinante para o esclarecimento completo do caso e responsabilização dos envolvidos.
Familiares lançam campanha por justiça durante a Festa do Aipim em Tinguá
A tradicional Festa do Aipim, que acontece entre os dias 11 e 13 de julho, em Tinguá, será palco de uma importante mobilização por memória e justiça. Familiares e amigos de Gabriel Pereira dos Santos, jovem de 24 anos assassinado por um policial militar durante uma abordagem arbitrária em agosto de 2024, lançarão no evento uma campanha pública para denunciar a impunidade e manter viva a exigência de responsabilização do autor do crime.
A ação integra o calendário de mobilizações que antecedem o primeiro ano da morte de Gabriel, que era nascido e criado na região de Tinguá. O objetivo é ampliar a visibilidade do caso, combater a naturalização da violência policial e fortalecer o clamor por justiça.https://www.instagram.com/reel/DL-MULVs_l8/embed/captioned/?cr=1&v=14&wp=720&rd=https%3A%2F%2Fportalc3.net&rp=%2Fcaso-gabriel-video-desmente-versao-da-pm-sobre-morte-de-jovem-e-reforca-suspeita-de-acao-desproporcional%2F#%7B%22ci%22%3A0%2C%22os%22%3A758.7000000476837%7D
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A análise técnica da cena do crime — incluindo a posição do corpo, trajetória do projétil e depoimentos de testemunhas oculares — revela um cenário de ação precipitada e incompatível com os protocolos policiais. Os elementos reunidos até o momento indicam que não houve confronto, o que invalida o argumento de legítima defesa usado inicialmente.
Uso da força fora dos parâmetros legais
Diante das evidências reunidas, a atuação do policial militar é questionada não apenas sob o ponto de vista técnico, mas também jurídico e ético. O episódio evidencia descumprimento dos princípios da legalidade, proporcionalidade e necessidade que regem o uso da força por agentes do Estado.
Especialistas em segurança pública e direitos humanos alertam para os riscos de abordagens mal conduzidas, que frequentemente resultam em mortes evitáveis, principalmente entre jovens negros nas periferias urbanas. Casos como o de Gabriel reforçam a urgência de mecanismos efetivos de controle externo da atividade policial e transparência nas investigações.
A investigação segue em curso, e a expectativa é de que a análise dos vídeos e laudos periciais seja determinante para o esclarecimento completo do caso e responsabilização dos envolvidos.
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A tradicional Festa do Aipim, que acontece entre os dias 11 e 13 de julho, em Tinguá, será palco de uma importante mobilização por memória e justiça. Familiares e amigos de Gabriel Pereira dos Santos, jovem de 24 anos assassinado por um policial militar durante uma abordagem arbitrária em agosto de 2024, lançarão no evento uma campanha pública para denunciar a impunidade e manter viva a exigência de responsabilização do autor do crime.
A ação integra o calendário de mobilizações que antecedem o primeiro ano da morte de Gabriel, que era nascido e criado na região de Tinguá. O objetivo é ampliar a visibilidade do caso, combater a naturalização da violência policial e fortalecer o clamor por justiça.
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