A doença celíaca, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten, afeta milhares de brasileiros e pode causar sérios danos à saúde intestinal se não for diagnosticada e tratada a tempo. Pensando nisso, o projeto ComuniSaúde, da organização ComCausa, está promovendo ações de conscientização e educação em saúde sobre o tema nas principais favelas da Baixada Fluminense.

O glúten é uma proteína encontrada no trigo, na cevada, na aveia, no centeio e no malte. Em pessoas com predisposição genética, a ingestão dessa substância desencadeia uma reação autoimune no intestino delgado, que provoca inflamações, lesões nas vilosidades intestinais e dificuldades na absorção de nutrientes. Essa condição clínica é conhecida como doença celíaca (DC).

Os sintomas mais comuns incluem diarreia crônica, dores e inchaço abdominal, excesso de gases e perda de peso involuntária. Quando não tratada, a doença pode evoluir para complicações graves, como linfoma de células T, um tipo raro de câncer intestinal.

O diagnóstico é realizado por exames de sangue e, em alguns casos, biópsia intestinal. A única forma de tratamento eficaz é a retirada definitiva do glúten da dieta — uma mudança que exige conhecimento, apoio familiar e orientação nutricional, especialmente em regiões onde o acesso à informação e à saúde ainda é limitado.

ComuniSaúde: ação comunitária e acesso integral

Diante dessa realidade, o projeto ComuniSaúde, criado pela ComCausa, visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. A iniciativa será implementada em áreas populares de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em parceria com as secretarias municipais de saúde e diversas instituições locais.

Por meio de rodas de conversa, oficinas, distribuição de materiais informativos e capacitação de agentes comunitários, o projeto abordará temas como intolerâncias alimentares, alimentação saudável, diagnóstico precoce e autocuidado. A doença celíaca será um dos focos centrais, especialmente por sua natureza silenciosa e pelo impacto direto na qualidade de vida de quem vive em contextos de vulnerabilidade.

Participação popular como pilar da campanha

Um dos diferenciais do ComuniSaúde será o envolvimento direto dos moradores, que ajudarão a mapear as principais necessidades de saúde em seus territórios. Essa escuta ativa será fundamental para garantir que as ações sejam inclusivas, culturalmente adequadas e verdadeiramente eficazes.

“A informação salva vidas, e nas favelas o acesso a diagnósticos e orientações médicas muitas vezes chega tarde ou não chega”, afirma a equipe da ComCausa. “Com o ComuniSaúde, queremos mudar essa lógica e construir uma rede de cuidado com protagonismo comunitário”.

A campanha reforça ainda a Defesa da Vida como um princípio inegociável, atuando na interseção entre saúde, educação e cidadania.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.

O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

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