No próximo dia 30 de março as 18h, a Paróquia Sagrada Família, localizada no bairro da Posse em Nova Iguaçu, na Diocese de Nova Iguaçu, celebrará uma missa em memória das vítimas da Chacina da Baixada, que completa 20 anos. O trágico episódio ocorreu na noite de 31 de março de 2005, quando uma série de homicídios foi iniciada por policiais na cidade de Nova Iguaçu e se estendeu até Queimados. Ao todo, 30 pessoas foram baleadas, resultando em 29 mortes, configurando a maior chacina do estado do Rio de Janeiro, que chocou o Brasil e teve repercussão internacional.

A chacina foi marcada por uma sequência de ações violentas, em que a brutalidade policial se espalhou por diversas localidades da Baixada Fluminense, gerando um sentimento de insegurança e indignação entre a população. Durante o período, diversos moradores, principalmente jovens, foram mortos em circunstâncias suspeitas, sem que houvesse uma explicação satisfatória ou responsabilização pelos crimes cometidos. O impacto do evento permanece até hoje, sendo lembrado como um marco de violência policial e impunidade.

A missa, tem como objetivo prestar homenagem às vítimas e fazer memória do que aconteceu, lembrando da dor e do sofrimento de suas famílias. Este tipo de ação é crucial, não apenas para honrar as vidas perdidas, mas também para refletir sobre a necessidade de justiça e de uma mudança nas práticas de segurança pública no Brasil. Fazer memória dessas tragédias é fundamental para evitar que elas se repitam no futuro e para fortalecer a luta por direitos humanos e justiça social.

A importância de manter viva a memória da Chacina da Baixada vai além de um simples recordatório. É uma forma de prevenção contra novas ocorrências de violência, promoção da reparação histórica, combate ao apagamento dos fatos, e proposição de políticas públicas mais eficazes. Além disso, buscar a reconciliação social e promover a transformação das estruturas de poder e das instituições responsáveis pela perpetuação da violência é essencial para a construção de uma sociedade mais justa e menos marcada pela brutalidade. A ComCausa, representada por Adriano Dias, estará presente na missa para reforçar a luta por justiça e dignidade. Como diz Adriano Dias: “Fazer memória é um ato de resistência, é um passo a mais na busca pela verdade e pela justiça, para que os erros do passado não se repitam.”

Para aqueles que desejam relembrar e refletir sobre a importância desse evento na história da Baixada Fluminense, a ComCausa disponibiliza em seu canal no YouTube uma cobertura realizada durante a caminhada que marcou os dez anos da chacina. O vídeo oferece depoimentos, imagens e contextos que auxiliam na compreensão da magnitude e das repercussões desse episódio.

Participar de eventos como a missa em memória das vítimas da Chacina da Baixada é fundamental para promover a reparação histórica, combater o apagamento de episódios traumáticos e reforçar o compromisso coletivo com a defesa da vida e dos direitos humanos. A presença da ComCausa na cerimônia simboliza a continuidade de esforços para transformar a memória em ações concretas que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Foto de capa: Nem Azevedo segurando Jornal da ComCausa com foto da Caminhada em memória das Vitimas da Chacina da Baixada de 2014 – Arquivo ComCausa

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