A programação da Teia neste sábado, 23 de maio, será marcada pela diversidade territorial da Cultura Viva, com atividades sobre hip-hop, capoeira, quilombos, oralidade, audiovisual, culturas indígenas, periferias, memória, saberes ancestrais e justiça climática.
O dia reforça que a cultura não se limita aos espaços formais. Ela também está nas praças, rodas, aldeias, periferias, quilombos, terreiros, cineclubes, rádios comunitárias, batalhas de rima, tambores, mutirões, cozinhas, murais e práticas coletivas que transformam o território em presença pública.
A programação coloca em evidência o papel das periferias como produtoras de linguagem, estética, comunicação, denúncia, solidariedade, economia, memória e política pública. Hip-hop, capoeira, audiovisual popular, grafite, poesia, saraus, coletivos culturais e mídias comunitárias aparecem como formas de pensamento social e organização popular.
A pauta também dialoga com realidades como a da Baixada Fluminense, onde a memória dos territórios populares muitas vezes é reduzida à violência. A Cultura Viva aponta outro caminho: narrar esses espaços pela coragem, criatividade, inteligência coletiva, comunicação comunitária e capacidade de mobilização.
Durante a manhã, a programação inclui debates sobre oralidade, território e justiça climática, culturas urbanas e periféricas, povos indígenas, mestras e mestres das culturas tradicionais e mostra de curtas sobre memória e territórios. Também haverá atividades sobre cultura e crise climática, cordel, negritude, meio ambiente, saberes quilombolas de cura e luthieria sustentável.
Em Santa Cruz e unidades descentralizadas, o público poderá acompanhar ações sobre patrimônio, capoeira, práticas comunitárias, museus vivos de resistência, territórios indígenas, raízes, cura e movimentos culturais de integração.
Periferia como produtora de política cultural
A cobertura deve recusar a ideia de que periferia é apenas território de carência. Periferias produzem linguagem, estética, comunicação, denúncia, solidariedade, economia, memória e política pública. O hip-hop, a capoeira, o audiovisual popular, o grafite, a poesia, os saraus, os coletivos culturais e as mídias de território são formas de pensamento social.
Para a ComCausa, essa pauta dialoga diretamente com a Baixada Fluminense. A memória dos territórios populares não deve ser narrada apenas pela violência. Ela também precisa ser narrada pela cultura, pela coragem, pela inteligência coletiva, pela comunicação comunitária e pela capacidade de organização.
Recorte da programação do dia 23 de maio
| Horário | Atividade | Local |
| 9h às 10h | Oralidade, Território e Justiça Climática | Salão Anchieta |
| 9h às 12h | Culturas Urbanas e Periféricas: Hip-Hop é Cultura Viva | Pavilhão Itaquaçu – Palco Feira |
| 9h às 12h | Plano Nacional das Culturas dos Povos Indígenas | Salão Guarapari |
| 9h às 12h | Conexões Vivas – Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais | Salão Vitória/Cariacica |
| 9h às 18h | Mostra de Curtas “Tesouros vivos, Memória e Territórios” | Mini-auditório Cachoeiro |
| 10h30 às 11h30 | Justiça Climática se Faz com Cultura | Mini-auditório Linhares |
| 11h às 12h | Premiação dos Curtas Vencedores do Concurso IberCultura Viva | Mini-auditório Cachoeiro |
| 14h às 17h | Protocolo da Cultura Viva para Situações de Crise Climática | Salão Guarapari |
| 14h às 15h30 | Cordel, Negritude e Meio Ambiente | Salão Domingos Martins |
| 15h às 16h | A Mata que Cura: Saberes Quilombolas de Cura e Bem Viver | Salão Valência |
| 15h às 18h | Mestre Wilson Santos: Tambores e Luthieria Sustentável | Salão Vila Velha |
Santa Cruz e unidades descentralizadas
| Horário | Atividade | Local |
| 9h às 10h30 | Território, Patrimônio e Justiça Climática | Museu Histórico de Santa Cruz |
| 9h às 12h | Capoeira e Justiça Climática | Orla próxima ao Museu |
| 14h às 15h30 | Jogos do Bem Viver como prática comunitária | Museu Histórico de Santa Cruz |
| 15h30 às 18h30 | Pontos de Força: Museu Vivo da Resistência Boa Esperança | Museu Histórico de Santa Cruz |
| 9h às 13h | Territórios Tela – Aldeia Tekoa Mirim | Aldeia Temática Tekoa Mirim |
| 9h às 13h / 14h às 18h | Territórios Tela – Aldeia Comboios | Aldeia Comboios |
| 14h às 18h | Movimento Brasil Sem Fronteiras | Auditório da Base Oceanográfica |
| 14h às 18h | Curando com Raízes | EBMAR |
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