O Dia Mundial da Saúde Digestiva, criado pela Organização Mundial de Gastroenterologia, é um chamado global à prevenção e ao diagnóstico precoce das doenças do sistema digestivo. No Brasil, a data ganha ainda mais força com a atuação do projeto ComuniSaúde, desenvolvido pela ComCausa em parceria com instituições locais e secretarias municipais de saúde da Baixada Fluminense.

O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita. A proposta é melhorar o acesso ao atendimento básico, promover a saúde mental e fortalecer as redes comunitárias. Para isso, o envolvimento direto dos moradores será essencial no mapeamento das necessidades de cada território e na construção coletiva de ações inclusivas.

A campanha deste ano da Organização Mundial de Gastroenterologia destaca o tema “microbioma intestinal”, chamando atenção para o papel vital da microbiota — o conjunto de trilhões de microrganismos que habitam o intestino humano. Esse ecossistema interno tem funções fundamentais como combater bactérias nocivas, estimular o sistema imunológico e auxiliar na digestão de resíduos.

Segundo a organização, 20% da população mundial sofre com algum tipo de problema intestinal. No entanto, 90% das pessoas não buscam ajuda médica, optam por automedicação ou simplesmente ignoram os sintomas. O ComuniSaúde entra em cena para mudar essa realidade a partir da base: a educação em saúde.

A iniciativa da ComCausa articula rodas de conversa, mutirões de atendimento, oficinas com agentes de saúde e distribuição de materiais informativos. Um dos focos é justamente combater o hábito da automedicação e orientar sobre sinais de alerta, como náuseas frequentes, azia, refluxo, constipação, diarreia e dores abdominais. Sintomas menos óbvios, como tosse seca, dores de cabeça, lesões na pele e até dificuldades de concentração, também podem estar ligados ao funcionamento do aparelho digestivo.

O trato digestório é composto por um conjunto de órgãos como boca, esôfago, estômago, intestino e ânus, além de estruturas acessórias como fígado, pâncreas e glândulas salivares. Problemas nesse sistema muitas vezes têm origem em hábitos prejudiciais como alimentação desbalanceada, sedentarismo, tabagismo e estresse.

Com base nesses dados, o ComuniSaúde busca promover uma mudança de cultura dentro das comunidades atendidas. A ideia é que a saúde digestiva seja tratada como parte da saúde integral, associada à alimentação consciente, ao autocuidado e ao fortalecimento dos vínculos sociais.

O projeto também cria pontes com serviços públicos para garantir que, após a mobilização comunitária, os moradores tenham continuidade no acompanhamento médico. Essa articulação entre poder público e sociedade civil é uma das marcas da ComCausa e tem garantido resultados positivos em diversas frentes de defesa da vida e dos direitos humanos.

O Dia Mundial da Saúde Digestiva é uma data para refletir, mas também para agir. E com o ComuniSaúde, a ação chega até onde mais se precisa: nos becos e vielas das comunidades da Baixada Fluminense.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva.

O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde.

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

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