Um crime brutal chocou os moradores da cidade de Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo, no último sábado, 19 de julho de 2025. A vítima foi Nicolly Fernandes Marques, uma menina de apenas 12 anos, que foi encontrada morta dentro de sua residência em circunstâncias que apontam para um caso de feminicídio infantil — uma das formas mais cruéis de violência doméstica e de gênero.
Nicolly foi localizada sem vida por sua tia e babá, ao chegarem em casa. O corpo da adolescente apresentava sinais evidentes de violência: mãos e pés amarrados e panos amarrados ao redor do pescoço, sugerindo morte por estrangulamento. A cena revelou um assassinato que causa indignação e profunda dor não apenas para a família, mas para toda a sociedade.
Principal suspeito e desdobramentos
O principal suspeito do crime é o padrasto da menina, Anderson Pereira, que estava sendo procurado pela polícia desde a descoberta do corpo. Horas após o assassinato, Anderson foi encontrado morto após ser atropelado por um caminhão. As autoridades investigam a hipótese de suicídio — se ele teria se jogado em frente ao veículo — ou se foi empurrado por outra pessoa, o que reabriria novos desdobramentos para o caso.
O caso está sob responsabilidade do 1º Distrito Policial de Carapicuíba e é tratado como homicídio pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). A perícia trabalha para reunir provas que ajudem a esclarecer as circunstâncias do crime e confirmar a responsabilidade do padrasto.
Violência dentro de casa
O assassinato de Nicolly expõe, mais uma vez, a urgência de debater e combater a violência contra crianças e adolescentes no ambiente doméstico — local que, em tese, deveria oferecer proteção, mas que em muitos casos se transforma em cenário de abusos e tragédias. O feminicídio infantil é uma realidade ainda invisibilizada no Brasil. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao menos 22% dos homicídios de meninas entre 0 e 13 anos têm características que indicam motivação de gênero, muitas vezes cometidos por figuras próximas, como padrastos, pais ou companheiros da mãe.
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