O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), lançou um novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). A iniciativa reforça a atuação comunitária na defesa do Sistema Único de Saúde, com foco especial em favelas e periferias de todo o país.
A chamada pública segue aberta até o dia 18 de janeiro e busca selecionar movimentos sociais populares para a formação de 450 turmas em 17 unidades da Federação. A expectativa é beneficiar diretamente até 9 mil pessoas, ampliando de forma significativa a presença de agentes populares de saúde nos territórios mais vulnerabilizados.
Cada turma contará com um educador ou educadora e 20 educandos, fortalecendo redes locais de cuidado, informação e mobilização social. O programa aposta na educação popular em saúde como ferramenta estratégica para promover o acesso a direitos, estimular a participação social e enfrentar desigualdades históricas que impactam o acesso aos serviços do SUS.
Criado para valorizar o conhecimento construído nos territórios, o AgPopSUS dialoga com princípios da educação popular inspirados em Paulo Freire e reconhece o papel central dos movimentos sociais na promoção da saúde. Em edições anteriores, o programa contribuiu para ações de prevenção, comunicação comunitária e articulação entre população e serviços de saúde, especialmente durante a pandemia de Covid-19.
Com o novo edital, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso com o fortalecimento do SUS a partir da base, investindo na formação de lideranças comunitárias capazes de atuar na defesa da vida, da saúde coletiva e da democracia.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.
ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.
Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.
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