Neste domingo, 27 de julho de 2025, moradores de Hortolândia, Campinas, Monte Mor, Sumaré, Paulínia e demais cidades da região metropolitana de Campinas se reunirão em uma grande manifestação por justiça pelo brutal assassinato de Nicolly Fernanda Pogere, de apenas 14 anos. O ato está marcado para as 9h da manhã no Jardim Amanda I e contará com a presença de familiares, amigos e apoiadores que exigem punição exemplar aos envolvidos no crime.

A mobilização foi convocada nas redes sociais e pede que os participantes levem velas brancas, cartazes, balões e rosas brancas como forma simbólica de solidariedade e luto. A convocatória reforça que o objetivo é não deixar o caso cair no esquecimento e pressionar as autoridades para que todos os envolvidos — tanto os autores diretos quanto aqueles que os acobertaram — sejam devidamente responsabilizados.

O caso de Nicolly comoveu o país ao expor mais uma vez a fragilidade da juventude diante da violência e da desinformação no ambiente digital. A adolescente foi encontrada morta em um lago em Hortolândia, após dias desaparecida. As investigações levaram à apreensão de dois adolescentes, supostamente colegas da vítima, que estariam diretamente ligados ao crime. O cenário chocante do assassinato gerou revolta e profunda dor na comunidade.

A família de Nicolly, desde o início, tem feito apelos públicos para que a verdade venha à tona e para que a sociedade se una em torno do clamor por justiça. “É um momento de solidariedade, mas também de mobilização social. Não podemos permitir que crimes dessa natureza sejam tratados com descaso”, afirma um dos organizadores do ato.

Além do apelo direto à Justiça, a manifestação também assume um caráter de alerta à sociedade civil e ao poder público sobre os riscos crescentes da exposição de crianças e adolescentes ao ambiente digital sem supervisão. Em recente entrevista ao jornal O Globo, a juíza Vanessa Cavalieri, responsável por casos de violência envolvendo menores, reforçou que o espaço virtual tem se tornado uma das principais frentes de aliciamento, abuso e violência psicológica contra jovens.

Diante disso, o ato deste domingo é mais do que uma simples vigília: é uma denúncia coletiva contra a banalização da violência juvenil, um chamado à ação e um gesto de empatia e força para a família de Nicolly — que, em meio à dor, segue lutando para que sua filha não seja apenas mais uma estatística.

A ComCausa, organização de direitos humanos, também acompanha o caso e reforça a importância da união popular na luta contra a impunidade e em defesa da vida.

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