A ComCausa está mobilizando esforços em memória dos 20 anos da Chacina da Baixada e para ampliar o debate sobre segurança pública e direitos humanos no âmbito legislativo. A entidade solicitou pronunciamentos nas Câmaras Municipais de Queimados e Nova Iguaçu, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa visa fortalecer as discussões em torno dos 20 anos da Chacina da Baixada, ocorrida em março de 2005, um dos episódios mais marcantes e trágicos da história da região.

O objetivo da ComCausa é honrar a memória das vítimas, reconhecer a luta dos familiares e propor um diálogo construtivo sobre políticas de segurança pública e direitos humanos. Não se trata apenas de lembrar as vítimas, mas de promover um debate que resulte em propostas efetivas para a prevenção da violência e a melhoria das políticas de segurança na Baixada Fluminense.

Chacina da Baixada: um marco na luta por justiça

A Chacina da Baixada, ocorrida em 31 de março de 2005, foi um dos episódios mais violentos da história recente do Rio de Janeiro. Na ocasião, 30 pessoas foram baleadas e 29 morreram em Nova Iguaçu e Queimados, em uma ação que chocou o país e expôs as fragilidades do sistema de segurança pública. O crime, até hoje não completamente esclarecido, deixou marcas profundas na região e nas famílias das vítimas, que seguem em busca de justiça e reparação.

Passadas duas décadas, o episódio continua a ser um símbolo da luta contra a violência e a impunidade. As atividades programadas para março deste ano em Nova Iguaçu e Queimados buscam não apenas relembrar as vítimas, mas também transformar essa memória em ações concretas que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa, segura e solidária na Baixada Fluminense.

Atividades programadas e expectativas

A ComCausa está participando, juntamente com familiares e outras instituições, de uma série de eventos para marcar os 20 anos da Chacina da Baixada. A programação terá início no dia 30 de março, às 18h, com uma missa na Paróquia Sagrada Família, no bairro da Posse, em Nova Iguaçu. A cerimônia visa homenagear as vítimas e refletir sobre a necessidade de justiça e transformação nas políticas de segurança pública.

No dia seguinte, 31 de março, as atividades se concentrarão em Queimados. A partir das 16h, na Praça Nossa Senhora da Conceição, será realizado um ato público com a instalação de um memorial temporário, exposição de cartazes, acendimento de 30 velas em homenagem às vítimas e leitura solene de seus nomes. Familiares e participantes também terão espaço para depoimentos sobre a luta por justiça e memória.

A partir das 18h, a programação segue no Auditório da Câmara Municipal de Queimados, com o apoio do vereador Professor Catelano, com a solenidade “20 Anos da Chacina da Baixada: O que mudou?”. O evento contará com mesas de debate que abordarão o histórico da chacina, os desafios nas investigações e a conjuntura da segurança pública nos últimos 20 anos. A mesa “Segurança Pública na Baixada Fluminense: Avanços e Desafios” discutirá dados sobre violência na região, políticas públicas e propostas para a redução da criminalidade. Segundo o vereador Professor Catellano, um dos articuladores da iniciativa, “é fundamental manter viva a memória das vítimas e discutir ações concretas para prevenir a violência e garantir segurança à nossa população”.

Participação e outras atividades

Participarão do evento representantes dos familiares das vítimas, autoridades locais, instituições públicas e especialistas em direitos humanos. Além dessas atividades, haverá outras iniciativas em Nova Iguaçu, promovidas por familiares em conjunto com os núcleos de apoio às vítimas e direitos humanos da Prefeitura de Nova Iguaçu, que ainda não divulgaram suas agendas.

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