Aline Dolzany levou consigo a arma e o celular de Bruno, posteriormente ela vendeu a um amigo o parelho telefônico. Essa transação foi acompanhada pela mãe do policial militar, Teresinha de Jesus Santos, que ao tomar conhecimento da transação, Teresinha agiu e conseguiu recuperar o aparelho celular, cujo chip estava em seu nome. Teresinha então entrou em contato com a família de Aline e exigiu o reembolso do valor pago pelo celular, o qual foi prontamente realizado. Essa ação tinha como intenção evidenciar na investigação a possível ligação de Aline com as mortes ocorridas.
Teresinha de Jesus levou as evidências que apontavam para a autoria de Aline para a a Divisão de Homicídios da Baixada (DHBF), em Belford Roxo.
Julgamento
Após mais de quatro anos e meio, em 22 de novembro de 2018, Aline Dolzany foi levada a julgamento, mesmo estando em liberdade por meio de um habeas corpus. O juiz Adriano Celestino Santos, do Tribunal do Júri de São João de Meriti, seguindo a decisão do júri popular, que por unanimidade condenou Aline a 29 anos de prisão pelos homicídios e furto, uma vez que ela havia levado a arma e o celular de Bruno. Aline foi encaminhada ao Instituto Penal Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu.
Durante o julgamento, Teresinha de Jesus Santos, mãe do policial militar, expressou sua satisfação com a condenação de Aline, mas lamentou profundamente a perda de seu filho. Ela enfatizou o desejo de ver Aline pagando pelo que fez na prisão, ressaltando que a vida de seu filho não tem preço.No entanto,Aline Dolzany de Oliveira foi libertada em fevereiro de 2019 graças a um habeas corpus concedido pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, apesar da objeção do promotor de justiça. Essa decisão provocou indignação entre os familiares de Bruno e Bárbara, que questionaram firmemente os motivos por trás da soltura de Aline. A falta de clareza sobre os critérios que levaram à libertação de Aline Dolzany, mesmo após sua condenação por um crime tão grave, levanta questionamentos sobre a efetividade do sistema de justiça criminal.
“Como é possível que uma condenada por duplo homicídio seja solta? Essa situação abala a credibilidade do sistema de justiça e mina a confiança da população na capacidade de punir os culpados”, afirmaram os familiares de Bruno.
Somente em 2023 o caso foi levado para segunda instância no Tribunal do Rio de Janeiro, onde, em um novo julgamento, Aline foi mais uma vez condenada por unanimidade. No entanto, sua pena foi reduzida para 16 anos de prisão. Após esta decisão, Teresinha Santos, mãe do policial Bruno, informou que Aline Dolzany está foragida desde março deste ano. Essa nova reviravolta no caso apenas intensifica o sentimento de injustiça e impunidade experimentado pelos familiares das vítimas.
A tragédia que envolveu Bruno Paolo dos Santos Couto e Bárbara Guimarães de Melo deixou marcas profundas nas famílias afetadas. O desfecho incerto e perturbador desse caso ressalta a necessidade de uma revisão e aprimoramento do sistema de justiça, para que casos semelhantes sejam tratados de forma adequada e que a confiança da sociedade seja restaurada. É essencial que Aline seja responsabilizada pelos seus atos, garantindo justiça às vítimas e seus entes queridos.
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