O boletim informativo Saúde nas Favelas, edição de fevereiro, informa que o Ministério da Saúde iniciou a Campanha Nacional de Vacinação contra a dengue, começando pela imunização de profissionais de saúde da Atenção Primária. A previsão, segundo o informativo, é proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do SUS, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários que atuam nas Unidades Básicas de Saúde.

De acordo com o boletim, a estratégia utiliza a vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan: dose única, tetraviral e 100% nacional. O texto destaca que a escolha de iniciar pela Atenção Primária busca proteger quem está mais exposto no atendimento direto e preservar a capacidade de resposta da rede pública.

Ampliação do público e volume de doses

O informativo aponta que a ampliação para outros públicos está prevista para o segundo semestre, acompanhando o aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan. A estratégia descrita prevê início pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos.

Ainda segundo o boletim, o investimento foi de R$ 368 milhões e foram adquiridas 3,9 milhões de doses — todo o quantitativo disponível neste momento — com a vacinação começando a partir das primeiras entregas.

Distribuição no Rio e monitoramento

O boletim informa que os 92 municípios do estado do Rio começaram a receber doses no fim de fevereiro. A distribuição ocorre via Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ), que recebeu 33.364 doses, sendo 12.500 destinadas à capital.

O texto reforça que a vacina protege contra quatro sorotipos da dengue e observa que, no Rio, os tipos 1 e 2 são os mais frequentes. Também aponta como atenção a possível reintrodução do sorotipo 3, que não circula desde 2007.

Até 20 de fevereiro, o estado registrou 1.198 casos prováveis e 56 internações, sem confirmação de óbitos, com monitoramento pela plataforma MonitoraRJ, que indicava situação de rotina nos municípios.

Por que isso importa, segundo o boletim

O informativo ressalta que a vacinação:

  • amplia a proteção antes do período de maior circulação viral;
  • reduz o risco de sobrecarga na rede pública de saúde;
  • atua de forma preventiva diante da possível volta do sorotipo 3;
  • integra uma estratégia mais ampla de imunização, vigilância e prevenção.

O boletim também alerta para a preocupação com o período pós-Carnaval, por causa da combinação de calor, chuvas e maior circulação de pessoas — fatores que favorecem a reprodução do mosquito transmissor.

ComuniSaúde e o impacto nas favelas

ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.

ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br

Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

Imagem de capa ilustrativa.

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