João Oscar

ComCausa implantará Casa da Cidadania na Baixada em meio aos 20 anos da Chacina da Baixada

Em março de 2025, completam-se 20 anos de uma das maiores violações de direitos humanos perpetradas por agentes do Estado na região: a Chacina da Baixada. O crime brutal ocorreu em 31 de março de 2005, deixando 30 pessoas baleadas e 29 mortos em Nova Iguaçu e Queimados. O massacre atingiu comunidades inteiras, sendo as regiões do bairro da Posse e Cerâmica, muito impactadas. Duas décadas após esse episódio que chocou o país e evidenciou a vulnerabilidade da população da Baixada Fluminense diante da violência, a organização ComCausa se prepara para reistruturar um novo espaço de acolhimento e promoção dos direitos humanos na região: a Casa da Cidadania. O centro será instalado no bairro da Posse, em Nova Iguaçu, com previsão de funcionamento ainda no primeiro semestre deste ano. Um espaço de promoção e defesa dos direitos A Casa da Cidadania da ComCausa será um centro de referência em direitos humanos voltado para a promoção e defesa dos direitos da população da região. A proposta do espaço é intermediar o acesso a serviços essenciais, como saúde, educação, esporte e cultura, além de atuar na capacitação profissional e na geração de oportunidades de trabalho. “Estamos nos empenhando na estruturação e captação de recursos para a implantação desse espaço, acreditando ser fundamental termos uma resposta concreta de portas abertas para a população da região. Além de um local de acolhimento e orientação, a Casa da Cidadania terá um papel ativo na promoção dos direitos e na intermediação do acesso a serviços essenciais”, explica Adriano Dias, fundador da ComCausa, que atualmente atua como consultor da instituição. Capacitação profissional e inclusão social Além de prestar atendimento e orientação, a Casa da Cidadania oferecerá cursos de capacitação voltados para a inserção no mercado de trabalho. O espaço contará com uma estrutura voltada para qualificação profissional, planejamento de carreira e apoio a empreendedores locais. “O objetivo é criar um pequeno centro de capacitação para o trabalho, com acesso a emprego e áreas técnicas, além da prestação de serviços voltados para núcleos de esporte e cultura na região. A ideia é utilizar equipamentos públicos e privados já existentes, fortalecendo a rede de apoio e oportunidades para a população”, detalha Adriano Dias. Uma resposta à violência histórica A inauguração da Casa da Cidadania se dá em um momento emblemático para a Baixada Fluminense. Os 20 anos da Chacina da Baixada relembram não apenas a brutalidade do crime, mas também a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para a redução da violência e a garantia de direitos básicos à população. Desde 2005, a ComCausa tem se mobilizado para garantir que a memória das vítimas seja preservada e que tragédias como essa não se repitam. “A Baixada Fluminense ainda carrega marcas profundas desse crime e de tantos outros episódios de violência. O Estado precisa agir para garantir que essas comunidades tenham acesso a direitos básicos, oportunidades de crescimento e uma vida digna. A Casa da Cidadania vem para fortalecer essa luta, promovendo a cidadania e a inclusão social”, conclui Adriano Dias. A ComCausa segue buscando parcerias e apoio para consolidar esse projeto, que promete ser um marco na defesa dos direitos humanos na Baixada Fluminense. A expectativa é que o espaço esteja em pleno funcionamento até o meio do ano, atendendo diretamente moradores da Cerâmica, Posse e regiões próximas ao centro de Nova Iguaçu. Sobre a Chacina da Baixada O massacre de 31 de março de 2005 foi um dos maiores crimes cometidos por agentes do Estado na história do Brasil. Policiais militares abriram fogo contra civis em diferentes pontos de Nova Iguaçu e Queimados, assassinando 29 pessoas e ferindo outras dezenas. O crime evidenciou a extrema violência policial na Baixada Fluminense e marcou a luta por justiça e direitos humanos na região. A Casa da Cidadania, além de oferecer suporte e serviços para a população, também surge como um símbolo de resistência e reconstrução, reafirmando o compromisso da sociedade civil com a promoção da cidadania e da dignidade humana.

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Carlos Alberto Caó um dos grandes militantes do movimento negro brasileiro

Carlos Alberto Caó de Oliveira, conhecido como Caó, foi um destacado advogado, jornalista e político brasileiro, nascido em Salvador, Bahia, em 20 de dezembro de 1941. Desde jovem, envolveu-se em movimentos sociais e estudantis, chegando a presidir a União Estadual dos Estudantes da Bahia e a vice-presidência da União Nacional dos Estudantes. Durante a ditadura militar, foi preso devido à sua militância política. Como jornalista, Caó trabalhou em veículos como “Luta Democrática”, “Tribuna da Imprensa”, “O Jornal”, “Jornal do Brasil”, além da “TV Tupi” e da revista “Veja”. Foi um dos fundadores do Clube dos Repórteres Políticos, entidade que enfrentava a censura durante o regime militar. Na política, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Destacou-se por sua atuação na Assembleia Constituinte de 1988, onde foi responsável por incluir o racismo como crime inafiançável e imprescritível na Constituição. Posteriormente, foi autor da Lei 7.716/1989, conhecida como Lei Caó, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor. Caó também exerceu o cargo de Secretário do Trabalho e da Habitação no governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, onde implementou o programa “Cada Família, um Lote”, visando regularizar áreas de favelas e ocupações clandestinas. Carlos Alberto Caó faleceu em 4 de fevereiro de 2018, no Rio de Janeiro, aos 76 anos, deixando um legado significativo na luta contra o racismo e pela igualdade no Brasil. A Lei Caó e o Combate ao Racismo no Brasil A Lei 7.716/1989, conhecida como Lei Caó, foi um dos marcos mais importantes no combate ao racismo no Brasil. Seu nome faz referência ao seu autor, o ex-deputado federal Carlos Alberto Caó de Oliveira, jornalista, advogado e ativista dos direitos humanos. Promulgada em 5 de janeiro de 1989, a legislação estabelece punições para crimes resultantes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, reforçando o que já estava previsto na Constituição Federal de 1988, que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível. Antes da Lei Caó, a primeira iniciativa de combate ao racismo no Brasil foi a Lei Afonso Arinos, sancionada em 1951. No entanto, essa legislação tratava o racismo apenas como uma contravenção penal, aplicando penas brandas, o que limitava sua eficácia. Com a promulgação da Constituição de 1988, o artigo 5º determinou que o racismo passaria a ser considerado um crime grave, inafiançável e imprescritível, criando a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa – o que resultou na elaboração da Lei Caó no ano seguinte. A Lei 7.716/1989 estabeleceu penas para diversas formas de discriminação racial, incluindo: As penas variam de um a cinco anos de reclusão, dependendo da gravidade do crime, além de multas. A legislação sofreu diversas atualizações para abranger novas formas de discriminação e incluir punições mais severas. A Lei Caó representou um avanço significativo na luta contra o racismo no Brasil, mas sua efetividade ainda é um desafio. A subnotificação dos crimes de racismo e a dificuldade na tipificação correta dos delitos muitas vezes resultam na impunidade. Além disso, muitas ocorrências acabam sendo enquadradas como injúria racial, que, até 2023, era um crime de menor potencial ofensivo. Uma conquista recente foi a equiparação da injúria racial ao crime de racismo pela Lei 14.532/2023, tornando-a também inafiançável e imprescritível. Essa mudança fortalece a luta contra a discriminação racial e reafirma o legado de Caó na defesa da igualdade racial. A Lei Caó foi um divisor de águas no combate ao racismo no Brasil, consolidando o compromisso do Estado na punição de atos discriminatórios. No entanto, ainda há desafios na sua aplicação e conscientização da sociedade sobre a importância de denunciar e combater o preconceito racial. O legado de Carlos Alberto Caó continua vivo, inspirando novas políticas públicas e reforçando a necessidade de uma luta constante pela equidade racial no país.

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Dia Mundial do Combate ao Câncer: conscientização e prevenção com o ComuniSaúde

Hoje, no Dia Mundial do Combate ao Câncer, nós, da ComCausa, reforçamos a importância da conscientização e prevenção dessa doença que é a segunda principal causa de mortes no Brasil e no mundo. Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), essa data tem como objetivo unir esforços de diversas organizações para informar, apoiar pacientes e incentivar hábitos saudáveis que possam reduzir os riscos de desenvolvimento do câncer. Sabemos que as causas da doença podem ser diversas, desde fatores genéticos até hábitos de vida e exposição a agentes externos. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) destaca que os tipos mais comuns são os de pele, próstata, mama, pulmão, estômago e cólon e reto. A prevenção passa por consultas regulares, exames de rotina e um estilo de vida equilibrado. Dentro do projeto ComuniSaúde, atuamos na promoção da informação e no fortalecimento da saúde pública, ajudando a população da Baixada Fluminense a entender a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos adequados. Seguimos firmes no compromisso de levar conhecimento e suporte às famílias, para que juntos possamos reduzir os impactos do câncer e garantir mais qualidade de vida a todos. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Saúde Mental

Janeiro Branco: ComCausa e ComuniSaúde reforçam a importância da saúde mental

Nós, da ComCausa, através do projeto ComuniSaúde, temos reforçado a importância da saúde mental e do cuidado emocional, principalmente durante a campanha do Janeiro Branco. Essa iniciativa busca chamar a atenção para a necessidade de falar sobre as nossas emoções, combater os estigmas em torno dos transtornos psicológicos e incentivar o acesso ao suporte profissional. O Janeiro Branco surgiu em 2014, criado por psicólogos e profissionais da saúde mental que perceberam a necessidade de ampliar o debate sobre o bem-estar emocional. Janeiro foi escolhido porque representa um momento de renovação e reflexão sobre a vida, tornando-se o período ideal para reforçar a importância do autocuidado e da busca por ajuda quando necessário. Nosso objetivo é fortalecer essa campanha, promovendo discussões e incentivando as pessoas a olharem para sua saúde mental da mesma forma que cuidam da saúde física. Afinal, mente e corpo precisam estar em equilíbrio. Sabemos que o acesso à saúde mental ainda é um desafio, e por isso, defendemos a necessidade de investimentos em políticas públicas que garantam suporte psicológico para todos. Não podemos permitir que tantas pessoas sofram em silêncio, sem acesso ao atendimento adequado. A importância de falar sobre saúde mental A saúde mental é um direito de todos! Muitas vezes, os transtornos psicológicos passam despercebidos ou são negligenciados, o que pode agravar quadros clínicos e comprometer a qualidade de vida das pessoas. Ao longo dos anos, temos testemunhado como o preconceito e a falta de informação afastam as pessoas do cuidado necessário. Por isso, o Janeiro Branco é tão fundamental: ele nos lembra que pedir ajuda não é fraqueza, mas um ato de coragem e autocuidado. Cada um de nós pode fazer a diferença! Podemos começar ouvindo sem julgamentos, incentivando aqueles que precisam a buscar ajuda profissional e compartilhando informações sobre a importância da saúde mental. Pequenos gestos podem salvar vidas. Seguimos juntos na luta pela valorização da saúde mental! O Janeiro Branco não pode ser apenas uma campanha de um mês. Precisamos manter essa discussão viva durante o ano todo. Nós, da ComCausa, seguiremos promovendo essa luta, defendendo mais acesso, informação e acolhimento para todos. 🔎 Saiba mais sobre a campanha e como participar: gov.br/saudemental ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________ Compartilhe:

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Combate a Dengue; Foto Paulo Pinto Agência Brasil

ComuniSaúde: primeira morte por dengue no Rio acende sinal de alerta

Nós, da ComCausa, através do projeto ComuniSaúde, temos alertado sobre o risco crescente da dengue em nossa região. Infelizmente, essa preocupação se confirma com a primeira morte registrada pela doença no Rio de Janeiro em 2025. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou, nesta segunda-feira (27), que um homem de 38 anos, morador de Campo Grande, na Zona Oeste, faleceu em decorrência da dengue. Ele estava internado no Hospital dos Servidores e, além disso, outra morte suspeita segue sob investigação. Os casos confirmados na cidade já se aproximam de mil. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, reforçou a gravidade da situação, destacando que bairros como Campo Grande, Santa Cruz e Centro apresentam índices de infestação do Aedes aegypti acima do esperado. Ele ressaltou a importância da participação da população no combate aos focos do mosquito, eliminando água parada em vasos de plantas, calhas e outros reservatórios. Além disso, um ponto essencial da prevenção é a vacinação. A campanha direcionada para crianças de 10 a 14 anos segue até 31 de janeiro, e a expectativa é que 100 mil crianças voltem para tomar a segunda dose. No ComuniSaúde, estamos acompanhando de perto a situação e reforçamos que os dados já apontavam para um risco de explosão de casos de dengue em 2025. Somente nas primeiras semanas do ano, foram registrados 810 casos prováveis, com 50 internações no estado do Rio de Janeiro. O próprio Ministério da Saúde coloca o Rio de Janeiro entre os estados com maior risco de aumento da doença, agravado pelo fenômeno El Niño, que favorece a proliferação do mosquito. É fundamental que cada um faça sua parte! Eliminar possíveis focos do Aedes aegypti e manter a vacinação em dia são medidas essenciais para evitar mais mortes e conter o avanço da dengue. ComuniSaúde e o impacto nas favelas  O ComuniSaúde visa melhorar o acesso ao atendimento básico, promover saúde mental e fortalecer as redes comunitárias nas favelas da Baixada Fluminense. O projeto será implementado nas principais favelas de Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis e Mesquita, em colaboração com secretarias municipais de saúde e instituições locais. O envolvimento dos moradores será crucial para mapear as necessidades e garantir que a campanha atinja todos de forma inclusiva. O lançamento da plataforma digital ComuniSaude.org.br também será parte importante do projeto, fornecendo informações detalhadas sobre os serviços de saúde disponíveis. A ComCausa também disponibilizará um número de telefone com aplicativos de mensagens para fornecer suporte durante a campanha, garantindo que a população tenha fácil acesso a orientações sobre os serviços de saúde. Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro  Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a  Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.

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Val-Almeida-e-Ilines-Almeida-Foto-Reproducao

Caso Ilinês Silva

A personal trainer Ilinês Valesca Carnaval da Silva, de 30 anos, foi encontrada morta em 26 de janeiro de 2025, em sua residência em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Seu marido, Valdenir da Silva Almeida, de 39 anos, também professor de academia e fisiculturista, foi preso sob suspeita de feminicídio. O relacionamento do casal, que durou cerca de seis meses, foi marcado por brigas, ciúmes e agressões, conforme relatos de familiares. Imagens de câmeras de segurança obtidas pelo g1 mostram Valdenir agredindo Ilinês dentro do prédio onde moravam, horas antes de ela ser encontrada morta. Inicialmente, Valdenir alegou que a esposa havia cometido suicídio, versão que foi contestada pela família. A Polícia Civil descartou a hipótese de suicídio após laudo pericial indicar que a causa da morte foi asfixia mecânica. A delegada Cristiana Bento, titular da 54ª DP (Belford Roxo), afirmou que os indícios apontam para enforcamento cometido pelo marido. Familiares relataram que Ilinês havia registrado uma ocorrência contra Valdenir por agressão no réveillon, mas retirou a queixa dias depois. Nas semanas que antecederam sua morte, ela manifestou à família o desejo de sair de casa devido aos abusos que sofria. Durante o velório, realizado em 28 de janeiro no Cemitério Jardim de Mesquita, a mãe de Ilinês, Valéria Carnaval, expressou sua dor e mencionou que a filha tinha medo de compartilhar as agressões que sofria. O pai, Antônio Carnaval, lamentou a perda e destacou que a filha havia se afastado da família após o casamento. O caso está sendo investigado como feminicídio pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Valdenir da Silva Almeida permanece detido enquanto as investigações prosseguem.

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