João Oscar

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Rede Saúde nas Favelas: Coletivo Vira Lata

O Coletivo Vira Lata reúne profissionais de comunicação e produção cultural comprometidos com causas sociais e movimentos populares no Rio de Janeiro. Com forte presença na Pavuna, o grupo se destacou durante a pandemia ao organizar ações de combate à fome e fortalecer a articulação comunitária no território. Entre suas principais iniciativas está a Feirinha Solidária da Pavuna, projeto que distribui cestas de legumes e vegetais para cerca de 50 famílias, alcançando aproximadamente 200 pessoas. As entregas ocorreram na Arena Jovelina Pérola Negra e no Museu do Graffiti, com um diferencial importante: todos os alimentos fornecidos são orgânicos, reforçando a preocupação com a qualidade nutricional dos produtos e a promoção da saúde. A ação gerou também um mapeamento detalhado do território, ampliando o conhecimento sobre a realidade local. As cestas são entregues por mobilizadores que vivem na própria Pavuna. Muitos deles enfrentaram dificuldades durante a pandemia e encontraram no coletivo uma forma de se fortalecer e atuar pela comunidade. Durante as entregas, esses mobilizadores realizaram pesquisas com as famílias para entender suas necessidades, ampliar o diálogo com o território e encaminhar moradores a serviços públicos, como o CRAS da Pavuna. A partir dos dados coletados, o coletivo produziu um mapeamento sobre o cenário social da região. Segundo Luciano Pimenta, integrante do Vira Lata, o objetivo agora é ampliar o debate sobre segurança alimentar e planejar novas ações: “A gente não quer parar. A partir desses dados, estamos produzindo um relatório e queremos ampliar mais o debate sobre as necessidades alimentares da nossa região.” O Coletivo Vira Lata foi contemplado pela Chamada Pública para Apoio a Ações Emergenciais de Enfrentamento à Covid-19 nas Favelas, realizada pela Fiocruz, e também recebeu apoio do Fundo Casa Fluminense, fortalecendo suas iniciativas de ajuda direta e pesquisa comunitária. A equipe é composta por profissionais com diferentes trajetórias, como o fotógrafo e produtor de conteúdo Raphael Barbosa, morador de Magé, e Luciano Pimenta, morador da Pavuna, produtor cultural desde 2016 e estudante de Gastronomia. O trabalho do coletivo reafirma o papel essencial das organizações de base no enfrentamento da fome, na produção de dados cidadã e na Defesa da vida nos territórios populares. Comunicação e presença digital Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Coletivo Vila Beira Mar

Formado durante a pandemia de Covid-19, o Coletivo Vila Beira Mar, em Duque de Caxias, se tornou uma das principais redes comunitárias de apoio da Baixada Fluminense. Criado em 2020 por Zélia Maria Marques e seu marido, Domingos, o grupo começou mapeando 450 famílias que enfrentavam insegurança alimentar e dificuldades agravadas pela crise sanitária. Desde então, a atuação cresceu e hoje beneficia mais de 500 famílias em situação de extrema vulnerabilidade. O coletivo nasceu da urgência. Enquanto o vírus avançava, faltavam alimentos, produtos de higiene e condições básicas para que moradores permanecessem em casa. O Coletivo Vila Beira Mar passou a organizar doações de cestas básicas, máscaras, álcool em gel e materiais essenciais, além de acompanhar moradores em consultas médicas e monitorar casos de Covid-19 na comunidade. Com ações constantes de orientação e conscientização, garantiu apoio direto para que as famílias conseguissem atravessar os momentos mais críticos da pandemia. As parcerias estabelecidas com organizações como TETO, Instituto Dharma, Litros de Luz, Movimento Caxias, Conexão Solidária e Apadrinhe um Sorriso possibilitaram entregas contínuas de cestas básicas nos anos de 2020 e 2021. Em 2021, com a piora do quadro social, o recadastramento ampliou ainda mais o número de famílias assistidas. O coletivo também atua em uma frente pouco lembrada, mas essencial para a realidade local: a proteção dos animais domésticos. Com mais de dois terços das famílias criando gatos, cachorros e pássaros, a fome também atingiu os animais. O grupo passou a buscar doações de ração para evitar que os pets sofressem junto com seus tutores. Hoje, o Coletivo Vila Beira Mar é formado exclusivamente por mulheres que se dedicam diariamente às ações comunitárias. A elas se soma a “equipe mirim”, jovens de 15 a 18 anos que ajudam na organização e distribuição das doações. A liderança de Zélia Maria Marques, referência na comunidade, inspira e organiza a mobilização contínua, mantendo vivo o espírito de solidariedade que deu origem ao coletivo. As atividades seguem ativzas, fortalecendo a rede de apoio e reafirmando o papel central das iniciativas comunitárias na Defesa da vida e na redução dos impactos sociais da pandemia e da desigualdade estrutural. Comunicação e presença digital E-mail:coletivovilabeiramar@gmail.com Telefone: (21) 3134-8330 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Rede Saúde nas Favelas: Coletivo Comuns – Favela Batan

O Coletivo Comuns, localizado na Favela do Batan, em Realengo, atua para fortalecer a comunidade por meio da educação, da comunicação popular e da formação cidadã. Com cursos de capacitação, rodas de conversa e iniciativas de inclusão social, o grupo se tornou uma referência local no estímulo ao conhecimento, ao protagonismo juvenil e à solidariedade. O coletivo foi contemplado pelo Edital Fiocruz e integra o Dicionário de Favelas Marielle Franco. Fundado com o propósito de ampliar oportunidades no território, o Comuns trabalha com a missão de promover justiça social por meio da educação. A visão do grupo se apoia em valores como empatia, sororidade, direitos humanos, resistência e cultura — princípios que orientam ações construídas de forma horizontal, coletiva e com foco no fortalecimento das identidades locais. Um território marcado por história e desafios O Batan, situado na Zona Oeste do Rio, se desenvolveu a partir de ocupações iniciadas nos anos 1950. O nome deriva de “ubatã”, árvore comum na região, hoje praticamente desaparecida. Nas décadas de 1970 e 1980, o rápido crescimento populacional resultou na consolidação da favela, marcada pela falta de saneamento e urbanização. É neste contexto de desigualdades históricas que o Coletivo Comuns atua, oferecendo ferramentas para autonomia e transformação social. Cursos que ampliam horizontes Entre os principais projetos está o Curso de Comunicação e Mídias Sociais, realizado em parceria com a União Brasileira de Mulheres e voltado para quem busca dominar ferramentas digitais — do Canva à produção de conteúdo para redes. Outro destaque é o Curso de Comunicação e Tecnologias Digitais, desenvolvido com a Fiocruz e o Ibesva, que qualifica moradores para atuação profissional e participação política no ambiente digital. O coletivo também mantém o Pré-Vestibular Comuns, criado para apoiar estudantes rumo ao ensino superior. Além das aulas remotas e presenciais, o projeto chegou a custear inscrições do Enem para parte dos alunos, reforçando o compromisso com a democratização do acesso à educação. Jornal Fala Batan dá voz à comunidade O jornal comunitário Fala Batan é outra iniciativa fundamental. Com linguagem clara e direta, o veículo aborda temas como saúde, esporte e educação, além de destacar moradores na coluna “Papo de Cria”. O jornal circula nas ruas, caixas de correio e plataformas digitais, fortalecendo a comunicação local e promovendo visibilidade para histórias e demandas do território. Espaço de resistência e pertencimento Para o Coletivo Comuns, cada ação reflete a convicção de que educação, comunicação e cultura são ferramentas de enfrentamento das desigualdades. As atividades fortalecem vínculos, promovem cidadania e reafirmam a potência do território — mostrando que favela produz conhecimento, tecnologia, criatividade e cuidado. Comunicação e presença digital E-mail: falabatan@gmail.com Telefone: (21) 97412-6292 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Gravida - Parteira

ComuniSaúde: Nova Iguaçu disponibiliza vacina contra bronquiolite para gestantes

A vacina contra a bronquiolite já está disponível em todas as unidades de saúde de Nova Iguaçu, ampliando a proteção de gestantes e bebês em todo o município. A aplicação é em dose única e pode ser realizada por gestantes a partir de 28 semanas de gestação, garantindo imunidade aos recém-nascidos durante os primeiros meses de vida — período de maior vulnerabilidade. A bronquiolite é uma infecção respiratória que pode causar quadros graves em bebês menores de seis meses, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus. A vacinação das gestantes oferece uma importante camada de proteção, reduzindo internações e complicações. A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que as grávidas levem a caderneta de vacinação e procurem a unidade mais próxima. Equipes das unidades estão preparadas para esclarecer dúvidas, verificar o período gestacional e orientar sobre demais cuidados de saúde. A iniciativa fortalece a Defesa da vida e reforça o compromisso de Nova Iguaçu com a prevenção e a saúde materno-infantil. A recomendação é que as gestantes não adiem a imunização, garantindo mais segurança para seus bebês já nos primeiros dias após o nascimento. ComuniSaúde e o impacto nas favelas O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento. ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas. Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:  

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Rede Saúde nas Favelas: Coé (Conscientizar, Organizar, Educar)

Desde 2006, o Coletivo Coé (Conscientizar, Organizar, Educar) transforma o Complexo do Chapadão, na zona norte do Rio de Janeiro, em um território pulsante de educação, cultura e mobilização social. A organização, que gere a Biblioteca Paulo Freire e outras frentes comunitárias, atua para ampliar o acesso à leitura, fortalecer vínculos e promover a valorização da memória e da identidade periférica. Com a missão de conscientizar, organizar e educar crianças, jovens e adultos, o Coé busca criar novas possibilidades de futuro por meio da arte, da participação coletiva e do engajamento ativo dos moradores. O coletivo acredita que educação e cultura são ferramentas essenciais para transformar territórios e garantir qualidade de vida. Biblioteca Paulo Freire Criada em 2006 por moradores inquietos diante das desigualdades em Costa Barros e Anchieta, a Biblioteca Paulo Freire se consolidou como um espaço de formação e encontro. Desde então, promoveu saraus, rodas de conversa, orientação para ingresso em universidades públicas, atividades culturais e o projeto Tricicloteca Cultural Abdias Nascimento, premiado no edital Rumos Itaú Cultural 2018-2019. Aos 14 anos, o espaço ampliou suas atividades, incorporando o Projeto Agroecológico Quintal Escola Chico Mendes e se integrando a novas frentes, como a Biblioteca Comunitária Carolina de Jesus e o COÉ UERJ. Hoje, o coletivo trabalha de forma integrada para fortalecer a rede de saberes do território. FLICC: a festa literária do Chapadão A Festa Literária do Complexo do Chapadão (FLICC) é um marco cultural. Realizada em 2016, 2018 e 2022, é a primeira festa literária do território e reúne literatura, teatro, música clássica, rap, artes visuais, debates e encontros afetivos. Democrática e anticapitalista, é totalmente gratuita e reafirma a potência da cultura produzida nas periferias. Quintal Escola Chico Mendes: agroecologia e memória Criado em 2020, o Quintal Escola Chico Mendes ressignifica o território ao unir produção de alimentos orgânicos, sustentabilidade e vivências comunitárias. O espaço oferece oficinas e cursos gratuitos, promove pertencimento e fortalece a autonomia dos moradores com iniciativas de economia solidária. O Coé também mantém presença ativa nas redes, divulgando ações, debates e desmontando barreiras de acesso à cultura. Com quase duas décadas de atuação, o Coletivo Coé se consolida como referência em educação, cultura e organização comunitária no Complexo do Chapadão, reafirmando que a transformação territorial nasce da coletividade e do direito de sonhar. Comunicação e presença digital E-mail: coletivocoe@gmail.com Telefone: (21) 97412-6292 Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro A rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade. Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas. Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde. Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança. Leia também | Fale conosco! | Nos conheça | Projeto Comunicando ComCausa | Portal C3 | Instagram C3 Oficial ______________________ Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com ______________________ Compartilhe:

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Fiocruz Plano Integrado das favelas chega a 1 milhão de pessoas nas favelas do Rio

Rede que salva e fortalece o SUS: Plano Integrado Saúde das Favelas chega a 1 milhão de pessoas nas favelas do Rio

Os resultados alcançados pelo Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro foram apresentados na última sexta-feira, 5 de dezembro, durante o evento “Favelizar a Saúde: 5 anos de parcerias”, realizado na Arena Dicró, na Vila da Penha, no Rio de Janeiro. A atividade reuniu organizações que atuam em todo o estado, incluindo iniciativas do Complexo do Alemão e da própria Vila da Penha, território que ainda vive o impacto profundo da morte de 122 pessoas em confrontos com a polícia há pouco mais de um mês. O contexto de dor e tensão social reforçou o sentido do encontro: falar de saúde em favelas é também falar de proteção integral da vida, de memória, de cuidado comunitário e de enfrentamento estrutural das condições que adoecem corpos e territórios. Segundo os coordenadores do programa, mais de 1 milhão de pessoas já foram impactadas pelo Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, iniciativa que completa cinco anos consolidando uma das experiências mais consistentes de promoção da saúde em territórios populares no país. Nascido como resposta direta à pandemia de Covid-19 — quando já era previsível que as desigualdades ampliariam o sofrimento e as barreiras de acesso nas favelas — o Plano transformou uma urgência histórica em método, rede e política viva de cuidado. Uma resposta à pandemia que virou política estruturante Durante o evento, lideranças e representantes institucionais reforçaram que o Plano foi concebido quando ainda se desenhava o cenário mais grave da crise sanitária durante a pandemia, mas já se compreendia que o impacto seria mais intenso onde o Estado chega de forma fragmentada e onde o direito à saúde enfrenta obstáculos cotidianos. A proposta, então, articulou de maneira rápida e estratégica instituições de pesquisa, universidades, entidades públicas e organizações comunitárias, construindo uma dinâmica capaz de responder à emergência sem perder de vista a estruturação de uma política de longo prazo. Esse caminho de cinco anos gerou um resultado que vai muito além de números. A conquista central está na consolidação de uma rede sociotécnica que une capacidades científicas, gestão pública e saberes locais, com foco em ampliar o acesso, fortalecer a promoção e reafirmar os princípios do SUS nos territórios onde a vida precisa ser protegida com ainda mais intensidade. Uma rede extensa, diversa e com enorme capilaridade A força do Plano se expressa na ampla rede de instituições e coletivos que o compõem. Estão entre os participantes organizações e entidades reconhecidas como a Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco, além de dezenas de iniciativas comunitárias espalhadas por diferentes municípios e territórios do estado. Essa diversidade é a base da maior virtude do projeto: a capilaridade. Cada grupo atua de forma própria, com linguagens, metodologias e inserções sociais distintas, mas interligadas por um pacto de princípios e objetivos comuns. Esse desenho coletivo amplia o alcance das ações e permite que a promoção da saúde seja feita com presença territorial, legitimidade social e forte capacidade de mobilização. Presenças institucionais e dimensão internacional O evento também evidenciou o peso político e institucional que o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro conquistou ao longo desses cinco anos. Além de representantes das 146 organizações que integram a rede, participaram instituições de referência como Fiocruz, IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUC-Rio, SBPC e Abrasco, reafirmando a robustez científica e social da articulação construída nos territórios. Pela Alerj, esteve presente a deputada Renata Souza, presidente da Comissão de Direitos Humanos, reforçando que a saúde nos territórios populares deve ser tratada como agenda pública estratégica, com foco em equidade, proteção social e defesa da vida. Entre outras representações, houve a presença do suíço Nicolas Olivier, chefe da Delegação Regional da Cruz Vermelha Internacional para Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, sublinhando o reconhecimento e a relevância do Plano como experiência de cooperação e cuidado territorial de alcance e impacto amplos. A ponte entre ciência e favela Figura importante na articulação entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), o Coordenador-Executivo do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, Richarlls Martins tem sido um dos responsáveis por traduzir a potência dessa estratégia coletiva como uma “ciência que aprende com o território, território que organiza o cuidado e uma política pública que se sustenta em cooperação real”. Sua atuação evidencia que o Plano não é apenas um conjunto de ações dispersas, mas uma arquitetura coerente de cuidado, construída com método, escuta qualificada e presença territorial permanente. Saúde como direito humano e não negociável Também presente no encontro, Adriano Dias da OSC ComCausa Defesa da Vida reforçou o significado político do Plano no tempo atual. Para ele, a rede representa uma conquista coletiva capaz de levar aos territórios a compreensão do direito à saúde como direito humano, consolidado no Brasil ao longo de décadas de lutas sociais e institucionais. Adriano enfatizou que a importância da rede é gigantesca não apenas pelo que ela realiza, mas pelo que ela forma: consciência de direitos, mobilização comunitária e uma cultura permanente de cuidado. A rede, segundo ele, “transforma saúde em identidade cidadã concreta, articulando instituições e territórios numa escala que nenhum poder público conseguiria alcançar sozinho”. Fazer muito com investimentos enxutos Outro ponto ressaltado ao longo do encontro foi a eficiência do modelo. A lógica de rede permite combinar recursos, evitar sobreposições, potencializar saberes locais e operar com custos mais controlados. Assim, o Plano de Saúde nas Favelas consegue gerar impactos amplos e duradouros, demonstrando que investimentos enxutos, quando bem articulados e ancorados na inteligência territorial, podem produzir grandes resultados. Essa é uma das marcas mais fortes do projeto: “a capacidade de transformar recursos relativamente modestos em alcance real, contínuo e com forte legitimidade social”, conforme afirma Richarlls Martins. Novo investimento anunciado para ampliar o Plano Um dos momentos mais simbólicos do evento foi o anúncio de novos recursos para a próxima etapa da iniciativa. Por meio de uma ligação do secretário de Relações Institucionais do Governo Federal, André Ceciliano, foi comunicada a destinação de R$ 10 milhões do Ministério da Saúde para o projeto do próximo ano, com foco na ampliação

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