O dia 10 de fevereiro marca o Dia Estadual de Saúde nas Favelas, uma data que reafirma aquilo que o Plano Integrado de Saúde nas Favelas constrói todos os dias: saúde é direito, é presença no território, é cultura, é cuidado coletivo e é ação concreta.
Celebrar essa data é reconhecer a potência das organizações que integram o Plano e que, ao longo das últimas semanas, promoveram diversas ações com foco em saúde, fortalecendo vínculos comunitários e ampliando o acesso à informação qualificada. Oficinas, rodas de conversa, intervenções artísticas, atividades com crianças e jovens, práticas integrativas, ações educativas e mutirões comunitários demonstram que a saúde nas favelas vai muito além do atendimento clínico. Ela passa pelo afeto, pela escuta e pela construção coletiva de soluções.
Cuidar da saúde é um exercício permanente. Nesse contexto, a vacinação ocupa um lugar central. O Brasil é referência mundial em campanhas de imunização e em saúde pública. Ainda assim, as taxas de cobertura vacinal vêm apresentando queda nos últimos anos, reflexo de múltiplos fatores que atravessam a sociedade.
É por isso que as ações sociais realizadas nos territórios ganham ainda mais relevância. Campanhas de vacinação, mobilizações comunitárias e atividades educativas reafirmam o compromisso com a prevenção e com a proteção coletiva. Neste período, destacamos especialmente o início do calendário nacional de vacinação contra a dengue, medida fundamental diante do cenário epidemiológico atual. A ampliação do acesso à vacina representa um passo importante na redução de casos graves e no fortalecimento da proteção das populações mais vulnerabilizadas.
O Dia Estadual de Saúde nas Favelas nos convoca a olhar para o futuro com responsabilidade e ação. Mais do que celebrar, é tempo de consolidar aprendizados, ampliar parcerias e fortalecer estratégias que garantam acesso, informação de qualidade e políticas públicas efetivas nos territórios.
Richarlls Martins
Coordenador-Executivo
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.
ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.
Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.
Imagem de capa ilustrativa.
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