Foi divulgado o balanço final da 9ª edição da Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco, após encontro de encerramento e premiação realizado em São Bernardo do Campo, em São Paulo, no dia 27 de junho de 2026. A iniciativa mobilizou escolas, instituições de ensino superior, órgãos públicos, organizações sociais, coletivos, comunidades e parceiros de diferentes regiões do Brasil em torno da prevenção de desastres, da adaptação às mudanças climáticas e da construção de cidades mais seguras.

A campanha, promovida pelo Cemaden Educação, reuniu ações educativas, comunitárias e territoriais voltadas à redução de riscos de desastres e ao fortalecimento de uma cultura de prevenção. Segundo o resultado final, a edição 2025–2026 mobilizou instituições de ensino, órgãos públicos e organizações da sociedade civil de todo o país em ações de educação, comunicação e mobilização para prevenção de desastres e adaptação climática.

Nesta edição, a campanha alcançou um marco histórico. Foram 486 iniciativas inscritas, das quais 464 campanhas foram validadas, envolvendo 171 cidades em 21 estados brasileiros, além do Distrito Federal. O balanço reconheceu 40 campanhas selecionadas, divididas entre 12 Campanhas Destaque Nacional e 28 Práticas Inspiradoras, além de 24 Menções Honrosas e 60 campanhas sorteadas para recebimento de kits educativos.

Uma campanha nacional pela cultura de prevenção

A 9ª edição da Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir teve como tema “Cidades Sem Risco” e colocou no centro do debate a urgência de reduzir desastres, ampliar a adaptação climática e transformar comunidades escolares e territórios vulneráveis em polos de conhecimento, mobilização e ação local.

A campanha foi lançada como uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério das Cidades (MCID), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). O objetivo foi fortalecer uma cultura de prevenção diante do aumento de eventos extremos, como enchentes, alagamentos, deslizamentos, queimadas, ondas de calor e outros impactos associados às mudanças climáticas.

A iniciativa também contou com apoio pedagógico, encontros formativos virtuais, curso online gratuito e materiais educativos para auxiliar escolas, comunidades e organizações no desenvolvimento das campanhas em seus territórios.

Ao longo do processo, a campanha incentivou ações de comunicação, mobilização comunitária, educação ambiental climática, justiça climática, mapeamento participativo de riscos, formação de jovens, defesa civil comunitária e articulação entre poder público, instituições de ensino e sociedade civil.

Educação, comunicação e mobilização nos territórios

O resultado final demonstra que a prevenção de desastres não depende apenas de respostas emergenciais. Ela exige formação, informação, planejamento, escuta comunitária e participação social.

As campanhas inscritas abordaram temas como enchentes, inundações, alagamentos, deslizamentos, descarte irregular de resíduos, queimadas, calor extremo, proteção de encostas, reflorestamento, saúde ambiental, educação climática, racismo ambiental, justiça socioambiental, juventude, memória dos desastres, comunicação popular e defesa da vida.

Em muitas regiões do país, os riscos climáticos se somam a problemas históricos, como desigualdade urbana, ausência de saneamento, precariedade habitacional, ocupação irregular do solo, falta de drenagem, insuficiência de áreas verdes e vulnerabilidade de comunidades periféricas. Por isso, a campanha reforça que a prevenção deve ser construída antes das tragédias, com envolvimento direto das comunidades.

Reconhecimentos nacionais

O balanço final da campanha destacou 12 iniciativas como Destaque Nacional, representando diferentes regiões do Brasil. Essas experiências foram reconhecidas pela relevância temática, criatividade, engajamento, alcance, consistência dos resultados e contribuição para a promoção de uma cultura de prevenção.

Entre os Destaques Nacionais estão ações desenvolvidas no Pará, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Tocantins, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe. A diversidade das propostas mostra que a prevenção de riscos pode ser trabalhada em escolas, universidades, órgãos públicos, coletivos, comunidades tradicionais e organizações sociais.

Rio de Janeiro tem presença expressiva no resultado final

O estado do Rio de Janeiro teve presença importante no balanço final da 9ª edição da campanha. Na conferência da relação das 464 campanhas validadas, foram identificadas 57 iniciativas fluminenses, distribuídas entre Destaque Nacional, Práticas Inspiradoras, Menção Honrosa e Certificados.

O principal reconhecimento do estado foi a campanha “Comunidade Protegida: Capacitar para Prevenir, Treinar para Agir”, de Petrópolis, classificada como Destaque Nacional. A escolha tem forte simbolismo, já que Petrópolis é um dos municípios brasileiros marcados por tragédias associadas a chuvas intensas, deslizamentos e ocupação de áreas de risco.

Além de Petrópolis, aparecem na relação final iniciativas de Angra dos Reis, Resende, Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Mesquita, São João de Meriti, Paracambi, Rio Bonito, Niterói, Paraty, Mangaratiba, Maricá, Piraí, Itaboraí, São Gonçalo e Volta Redonda, entre outros territórios fluminenses.

A presença dessas experiências reforça a importância da prevenção no estado, onde enchentes, deslizamentos, calor extremo, favelização, racismo ambiental e desigualdades socioespaciais tornam a agenda climática também uma agenda de direitos humanos.

Baixada Fluminense também aparece no resultado

A Baixada Fluminense aparece no balanço final com iniciativas em municípios como Nova Iguaçu, Mesquita e São João de Meriti.

Entre elas estão campanhas como “A Chuva Não Mata Sozinha: Memória e Justiça Climática no Rio de Janeiro”, de Nova Iguaçu; “A Chave da Esperança: Mapeamento e Resiliência Territorial”, de Mesquita; “Aprender para prevenir”, de São João de Meriti; “Cada Canto Um Canteiro”, também de São João de Meriti; e a “1 Conferência Livre do Meio Ambiente de São João de Meriti”.

Essas experiências mostram que a prevenção de riscos na Baixada Fluminense passa por mobilização comunitária, educação popular, participação social, memória dos impactos ambientais e construção de soluções locais para territórios historicamente afetados por enchentes, falta de saneamento, ocupações precárias e ausência de infraestrutura adequada.

Canais oficiais da campanha

O resultado final da 9ª edição está disponível na página oficial da Campanha Cidades Sem Risco, no site do Cemaden Educação. A página reúne o balanço, a lista de campanhas reconhecidas, campanhas validadas, informações sobre a premiação e materiais de apoio.

A página oficial da campanha também concentra informações sobre regulamento, materiais educativos, media kits, notícias, encontros formativos, cursos gratuitos, perguntas frequentes e orientações para mobilizadores.

ComCausa destaca prevenção como defesa da vida

Para a ComCausa – Defesa da Vida, o balanço final da 9ª edição da Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir confirma a importância de tratar a prevenção de riscos e desastres como política permanente de proteção da vida.

A organização destaca que a crise climática atinge de forma desigual os territórios. Nas periferias, favelas, comunidades ribeirinhas, áreas de encosta e regiões com infraestrutura precária, os efeitos das chuvas fortes, enchentes, deslizamentos e ondas de calor se tornam ainda mais graves. Por isso, a prevenção deve ser pensada junto com justiça social, moradia digna, saneamento, educação, comunicação comunitária e participação popular.

A ComCausa avalia que a campanha fortalece uma agenda fundamental: reconhecer os riscos antes das tragédias, formar redes locais, valorizar os saberes comunitários, aproximar escolas e universidades dos territórios e ampliar a capacidade de resposta das comunidades.

Mais do que uma premiação, a 9ª edição da #AprenderParaPrevenir: Cidades Sem Risco mostra que há uma rede nacional de pessoas, escolas, universidades, órgãos públicos, coletivos e organizações sociais comprometidas com a construção de cidades mais preparadas, solidárias, resilientes e comprometidas com a defesa da vida.

Campanhas reconhecidas como Destaque Nacional

  • Conhecer para Prevenir – Enchentes e Alagamentos e o Cotidiano do Risco / Igarapé Vivo, Comunidade Forte!! — Instituições de Ensino Superior — Igarapé-Açu (PA)
  • #De Mãos Dadas com a Lagoa: Prevenção e Solidariedade — Escolas de Educação Básica — Natal (RN)
  • Comunidade Protegida: Capacitar para Prevenir, Treinar para Agir — Organizações Sociais — Petrópolis (RJ)
  • DESPIXELAR: Territórios Educativos para Educação Climática, Educação das Relações Étnico-Raciais e Justiça Socioambiental — Escolas de Educação Básica — Caraguatatuba (SP)
  • Educação Ambiental nas Escolas de Olinda — Órgãos Públicos — Olinda (PE)
  • Estratégias Intersetoriais de Enfrentamento às Queimadas e Preservação Socioambiental — Órgãos Públicos — Tocantínia (TO)
  • Garah Paiter – O Território Avisa: Escutar a Floresta para Proteger a Vida — Organizações Sociais — Cacoal (RO)
  • Jovens Protagonistas no Enfrentamento da Emergência Climática: Ações Locais Voltadas para a COP30 — Instituições de Ensino Superior — Guarapuava (PR)
  • Pelotas Sem Risco: Cidade Resiliente — Órgãos Públicos — Pelotas (RS)
  • Quando a Barreira Fala, a Gente Aprende: Cuidar é Proteger! — Organizações Sociais — Camaragibe (PE)
  • Santarém na Real: Vozes da Juventude na Garantia de Justiça Climática e Direito à Vida — Escolas de Educação Básica — Santarém (PA)
  • Universidade Potente, Comunidade Resiliente — Instituições de Ensino Superior — Aracaju (SE)

Iniciativas do Rio de Janeiro reconhecidas na relação final

Destaque Nacional

  • Comunidade Protegida: Capacitar para Prevenir, Treinar para Agir — Organizações Sociais — Petrópolis (RJ)

Práticas Inspiradoras

  • Agente Jovem de Defesa Civil — Órgãos Públicos — Angra dos Reis (RJ)
  • Bacia Escola do Retiro: Promovendo Resiliência a Desastres por Meio da Hidro-solidariedade — Instituições de Ensino Superior — Angra dos Reis (RJ)
  • Observatório de Calor do Complexo do Alemão — Organizações Sociais — Rio de Janeiro (RJ)
  • Retratos das Enchentes — Organizações Sociais — Rio de Janeiro (RJ)
  • V Fórum Infantojuvenil de Meio Ambiente das Escolas Municipais de Resende — Escolas de Educação Básica — Resende (RJ)

Menção Honrosa

  • Rede Colaborativa de Gestão de Riscos de Desastres na Região Serrana do Rio de Janeiro — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro, Nova Friburgo e Petrópolis (RJ)

Campanhas certificadas do Estado do Rio de Janeiro

  • 1ª Conferência Livre do Meio Ambiente de São João de Meriti: A Promoção, Prevenção e Manutenção do Meio Ambiente e da Vida para o Ser — Organizações Sociais — São João de Meriti
  • A Chave da Esperança: Mapeamento e Resiliência Territorial — Organizações Sociais — Mesquita
  • A Chuva Não Mata Sozinha: Memória e Justiça Climática no Rio de Janeiro — Organizações Sociais — Nova Iguaçu
  • Amanaci: Monitoramento Ambiental, Educação Popular e Justiça Climática — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • Aprender para Prevenir — Organizações Sociais — São João de Meriti
  • Atividade de Percepção de Calor — Órgãos Públicos — Paracambi
  • Basílio em Alerta: Quando a Água Sobe, a Comunidade se Levanta — Órgãos Públicos — Rio Bonito
  • Brota Salgueiro — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • Cada Canto um Canteiro — Organizações Sociais — São João de Meriti
  • Chuva, Terra e Cuidado — Escolas de Educação Básica — Niterói (registro duplicado na relação original)
  • Chuva: Água que Cai do Céu — Escolas de Educação Básica — Angra dos Reis
  • Cidades Sem Risco na Universidade Santa Úrsula: Criatividade e Conscientização Ambiental — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro
  • Conferência Municipal Infantojuvenil pelo Meio Ambiente — Órgãos Públicos — Paracambi
  • Conhecer para se Proteger — Escolas de Educação Básica — Angra dos Reis
  • Conselho Municipal de Educação de Angra dos Reis: da Educação Nasce a Cultura de Prevenção — Órgãos Públicos — Angra dos Reis
  • Cuidar do Território para Prevenir: Experiência Comunitária do Recanto do Sabiá — Órgãos Públicos — Rio de Janeiro
  • Defesa Civil na Escola: As Ameaças das Mudanças Climáticas e Práticas Educativas para uma Comunidade Resiliente — Órgãos Públicos — Resende
  • Desvendando as Mudanças Climáticas: Mulheres pelo Clima — Organizações Sociais — São Gonçalo
  • Escola Contra Enchentes — Escolas de Educação Básica — Paraty
  • Horizontes Geopolíticos: do Cenário Global à Realidade Local — Escolas de Educação Básica — Volta Redonda
  • I Colóquio sobre Boas Práticas dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil — Órgãos Públicos — Rio de Janeiro
  • Iniciativa: Coleta Popular e Construção de Alternativas Comunitárias na Pedra Lisa – Morro da Providência — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • Iniciativas da UVA-RJ na Campanha Cidades Sem Risco — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro
  • Juventude e Território: Educação Participativa para Resiliência e Redução de Riscos de Desastres em Petrópolis — Organizações Sociais — Petrópolis
  • Mapeamento Participativo no Contexto da Baía de Guanabara — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro
  • Mata Atlântica de Pé – Biorregião da Costa Verde: Juventude e Comunidades Tradicionais por Territórios Sem Risco — Organizações Sociais — Mangaratiba
  • Muito Além da Encosta: Como a Mente Humana Constrói e Sente o Risco de Deslizamentos — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro
  • Observatório da Dengue — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro
  • Oficinas do Projeto SIG@S Maricá no Campus Maricá do IFF — Escolas de Educação Básica — Maricá
  • Oficinas Socioambientais: Saúde dos Oceanos; Aquecimento Global e Nós — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro
  • Plano Municipal de Redução de Riscos de Angra dos Reis: Envolver e Educar para Prevenir — Instituições de Ensino Superior — Angra dos Reis
  • Programa Preventivo e Emergencial de Riscos de Desastres Climáticos — Organizações Sociais — Paraty
  • Projeto ASBOC & Informe Comunidades de Mãos Dadas com a Segurança da Humanidade — Organizações Sociais — Piraí
  • Projeto Defesa Civil Juvenil – Edição 2026 — Órgãos Públicos — Mesquita
  • Projeto Ipiranga — Organizações Sociais — Nova Iguaçu
  • Projeto Mar Azul à Vista — Organizações Sociais — São João de Meriti
  • Projeto Que Chuva é Essa? — Equipe IFRJ — Instituições de Ensino Superior — Rio de Janeiro
  • Quando a Água Invade – Rocinha — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • Reciclando por Amor — Organizações Sociais — Itaboraí
  • ReCRIA o Território: Conhecer, Cuidar e Transformar — Organizações Sociais — São Gonçalo
  • REMOMA (Reflorestamento do Morro da Matriz) — Organizações Sociais — São Gonçalo
  • Riachuelo Sustentável em Movimento — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • Rocinha Limpa — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • Roda de Rima Climática — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • Tecendo Soluções Climáticas na Maré – Hortas — Organizações Sociais — Rio de Janeiro
  • TJNS nos Territórios: Formação e Mobilização Social em Três Rios — Organizações Sociais — Petrópolis
  • Viagem no Tempo da Ilha Grande: um Roteiro de Turismo de Base Comunitária — Organizações Sociais — Angra dos Reis
  • Vigilantes da Chuva / Vigilantes do Tempo — Organizações Sociais — Petrópolis
  • Vozes do Território: Educação e Planejamento para Riscos e Desastres — Órgãos Públicos — Angra dos Reis

A presença dessas iniciativas mostra que o Rio de Janeiro, especialmente seus territórios populares, serranos, costeiros e periféricos, tem acumulado experiências importantes de educação climática, prevenção de riscos, defesa civil comunitária, comunicação territorial e mobilização pela vida.

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