Encontro integrou a programação da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas e reuniu gestores, sociedade civil, universidades, institutos federais e equipes envolvidas na implementação dos centros nos territórios

Representantes dos Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS) participaram, em Brasília, de uma importante agenda de diálogo sobre os rumos da política pública voltada ao acesso a direitos, cuidado e inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A reunião aconteceu no contexto da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, promovida no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD).

O encontro reuniu gestores, equipes técnicas, representantes da sociedade civil, universidades, institutos federais e atores envolvidos na implementação e fortalecimento dos CAIS nos territórios.

Durante a agenda, os representantes dos CAIS estiveram reunidos com o diretor Léo Pinho e com representantes da SENAD para discutir os desafios, avanços e próximos passos da política.

O diálogo teve como foco o fortalecimento da rede, a qualificação das equipes, a integração com outras políticas públicas e a ampliação do acesso a direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A presença de universidades e institutos federais reforçou a importância da produção de conhecimento, da formação técnica, da pesquisa aplicada e da articulação entre ensino, extensão e políticas públicas.

A participação dessas instituições contribui para qualificar o debate, apoiar a formação das equipes e fortalecer metodologias de acompanhamento, avaliação e atuação territorial.

Os Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social têm papel estratégico na construção de respostas públicas mais humanas e integradas.

A proposta dos CAIS é atuar como espaço de acolhimento, orientação, escuta, encaminhamento e articulação intersetorial, aproximando pessoas e territórios das políticas públicas.

Para Adriano Dias, da ComCausa, a participação de diferentes setores mostra que os CAIS precisam ser construídos de forma coletiva e conectada à realidade dos territórios.

“Quando representantes dos CAIS, universidades, institutos federais, sociedade civil e governo sentam na mesma mesa, o debate ganha força e profundidade. Essa política precisa nascer da escuta, da experiência de quem está na ponta e também do conhecimento produzido pelas instituições de ensino e pesquisa. Os CAIS podem ser uma ponte concreta entre cuidado, cidadania e acesso a direitos para pessoas que historicamente foram deixadas à margem”, afirmou Adriano Dias.

A iniciativa dialoga diretamente com temas centrais da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, como cuidado, prevenção, redução de vulnerabilidades, população em situação de rua, juventudes, inclusão social, cidadania e defesa dos direitos humanos.

Ao reunir representantes dos CAIS, gestores da política nacional, universidades, institutos federais e organizações da sociedade civil, o encontro reforçou a necessidade de construir estratégias com base na realidade concreta dos territórios.

A atuação dos centros exige articulação entre diferentes áreas, como assistência social, saúde, direitos humanos, justiça, trabalho, educação, cultura, moradia e segurança alimentar.

A reunião também destacou a importância da participação das equipes que atuam na ponta.

São esses profissionais e organizações que acompanham de perto os desafios enfrentados por pessoas em situação de rua, jovens em vulnerabilidade, usuários de álcool e outras drogas, famílias desassistidas e comunidades marcadas pela ausência histórica do Estado.

Para os participantes, o fortalecimento dos CAIS representa um passo importante para superar modelos baseados apenas na repressão ou na exclusão.

A proposta é avançar em políticas públicas orientadas pelo cuidado, pela escuta qualificada, pela redução de danos, pelo acesso a serviços e pela reconstrução de vínculos sociais.

No contexto da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, a agenda com representantes dos CAIS reforçou que a política sobre drogas precisa ser pensada de forma ampla, intersetorial e conectada às desigualdades sociais.

Falar sobre drogas é também falar sobre moradia, fome, saúde mental, juventude, trabalho, racismo, pobreza, violência e acesso à cidadania.

O encontro em Brasília apontou para a necessidade de consolidar os CAIS como uma política pública permanente, capaz de articular cuidado, inclusão social e garantia de direitos nos territórios.

Mais do que equipamentos de atendimento, os centros representam uma estratégia de aproximação do Estado com populações historicamente invisibilizadas.

A Semana Nacional de Políticas sobre Drogas segue com debates, formações e articulações voltadas à construção de respostas públicas mais humanas, integradas e efetivas.

A reunião dos representantes dos CAIS com a direção da política nacional reafirmou o compromisso de fortalecer caminhos baseados na dignidade, na participação social, no conhecimento e na defesa da vida.

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