Com a ação “A Chuva Não Mata Sozinha”, organização vai promover mobilização digital, cartilha eletrônica e encontro presencial em Tinguá para debater memória das enchentes no Rio de Janeiro, racismo ambiental e proteção da vida nas periferias
A ComCausa Defesa da Vida vai realizar, entre os dias 18 e 25 de maio de 2026, a campanha “A Chuva Não Mata Sozinha: Memória e Justiça Climática no Rio de Janeiro”, uma iniciativa de educação popular, comunicação comunitária e mobilização social voltada à prevenção de riscos de desastres, justiça climática e defesa da vida em favelas, comunidades e periferias.
A ação integra a 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir — Cidades Sem Risco, vinculada à agenda do Ministério das Cidades, Cemaden Educação/MCTI e MEC. A proposta nacional incentiva instituições, coletivos e comunidades a criarem campanhas locais de prevenção, mobilização social e adaptação climática inclusiva. No caso da ComCausa, a campanha terá como foco a memória das enchentes, deslizamentos e tragédias climáticas no Rio de Janeiro desde a década de 1980, relacionando esses episódios com racismo ambiental, desigualdade urbana e ausência de políticas permanentes de prevenção.
Com o subtítulo “Das favelas às periferias: comunidades aprendem para prevenir”, a campanha parte de uma mensagem direta:
A chuva é natural. A tragédia, não. Quando favelas, comunidades e periferias são deixadas sem saneamento, drenagem, moradia digna, contenção de encostas, alerta, prevenção e participação popular, a chuva vira tragédia anunciada.
Memória para prevenir novas tragédias
A campanha vai recuperar uma linha histórica de tragédias e marcos relacionados às chuvas no estado do Rio de Janeiro, incluindo episódios como Petrópolis 1988, enchentes urbanas da década de 1990, Morro do Bumba em 2010, Região Serrana em 2011, Xerém em 2013, Petrópolis em 2022 e Nova Iguaçu/Tinguá em 2026.
O objetivo não é apenas lembrar as tragédias, mas transformar memória em prevenção. Para a ComCausa, falar de enchentes, deslizamentos e alagamentos é também falar de direitos humanos: direito à vida, à moradia digna, ao saneamento, à informação, à proteção social, à saúde e à participação popular nas decisões sobre a cidade.
A campanha também pretende denunciar o racismo ambiental que atinge, de forma recorrente, os territórios populares. Favelas, comunidades, periferias, áreas de encosta, margens de rios e baixadas sofrem primeiro e sofrem mais quando a chuva encontra cidades desiguais.
Tinguá como território simbólico
O encontro presencial da campanha será realizado no dia 23 de maio de 2026, na Praça de Tinguá, em Nova Iguaçu. A escolha do local tem valor simbólico e pedagógico: Tinguá será tratado como território-símbolo das enchentes de 2026 na Baixada Fluminense, conectando a memória histórica das tragédias no Rio de Janeiro à realidade atual de comunidades afetadas pelas chuvas.
Durante o encontro, a ComCausa pretende reunir moradores, lideranças comunitárias, Rede 146x Favelas, RedeDH, Portal C3, comunicadores populares, Defesa Civil, Prefeitura de Nova Iguaçu, secretarias municipais, Rebio Tinguá/ICMBio, INEA, Águas do Rio, escolas e parceiros locais.
A atividade terá escuta comunitária, orientações sobre sinais de risco, debate sobre enchentes e deslizamentos, discussão sobre saneamento, drenagem, proteção ambiental, cuidados com crianças, idosos, pessoas com deficiência, mulheres, famílias vulnerabilizadas e animais de estimação.
Cartilha, cards, vídeos e escuta comunitária
A campanha contará com uma cartilha eletrônica intitulada “A Chuva Não Mata Sozinha: Guia Popular de Memória e Justiça Climática no Rio de Janeiro”, com linguagem acessível e orientações práticas sobre prevenção de riscos, sinais de alerta, cuidados antes, durante e depois das chuvas, responsabilidades públicas e proteção comunitária.
Também serão produzidos cards educativos, vídeos curtos, matéria jornalística, banner, linha do tempo das tragédias climáticas no Rio de Janeiro, além de um vídeo-síntese do encontro presencial em Tinguá. A mobilização será feita por redes sociais, WhatsApp, Portal C3, RedeDH, Rede 146x Favelas e parceiros comunitários.
Um dos momentos centrais da atividade será o “Mapa Falado dos Riscos de Tinguá”, uma dinâmica de escuta comunitária para identificar ruas que alagam, áreas com risco de deslizamento, locais onde a água sobe mais rápido, presença de valões, dificuldades de passagem e necessidades específicas de famílias com crianças, idosos e pessoas com deficiência.
Campanha e continuidade
A campanha acontecerá de 18 a 25 de maio de 2026. Entre os dias 18 e 22, serão lançados os materiais digitais e a mobilização pública. No dia 23, será realizado o encontro presencial na Praça de Tinguá. No dia 24, serão publicados registros e agradecimentos aos parceiros. No dia 25, será apresentado o vídeo-síntese da atividade.
Para a ComCausa, essa campanha não se encerra com seu fim. A proposta é que a cartilha eletrônica continue circulando, que novos conteúdos sejam produzidos e que rodas de conversa possam ser realizadas em outros territórios do Rio de Janeiro.
A iniciativa também fortalece a atuação da organização em uma agenda estratégica de direitos humanos, justiça climática, prevenção de riscos, defesa civil comunitária, educação ambiental, comunicação popular e proteção das populações vulnerabilizadas.
Serviço
Campanha: A Chuva Não Mata Sozinha: Memória e Justiça Climática no Rio de Janeiro
Subtítulo: Das favelas às periferias: comunidades aprendem para prevenir
Realização local: ComCausa — Cultura de Direitos Humanos
Campanha nacional: 9ª Campanha #AprenderParaPrevenir — Cidades Sem Risco
Período: 18 a 25 de maio de 2026
Atividade presencial: 23 de maio de 2026
Local: Praça de Tinguá — Nova Iguaçu/RJ
Público: moradores de favelas, comunidades, periferias, encostas, margens de rios e áreas sujeitas a enchentes, alagamentos, deslizamentos e calor extremo.
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