O Brasil e o mundo espiritualista se despedem de uma de suas maiores referências: Divaldo Pereira Franco, médium, educador e filantropo, faleceu nesta terça-feira, deixando um legado inestimável de amor, caridade e sabedoria. Sua trajetória foi marcada por uma dedicação profunda ao próximo, à doutrina espírita e à transformação de vidas por meio da educação e da espiritualidade.

Nascido em Feira de Santana (BA) em 5 de maio de 1927, Divaldo Franco teve sua mediunidade aflorada desde cedo. Ao longo de sua vida, tornou-se um dos principais divulgadores do Espiritismo no Brasil e no mundo, sendo responsável por conferências em mais de 60 países, além da publicação de centenas de livros psicografados, muitos deles assinados pelo espírito Joanna de Ângelis, sua mentora espiritual.

Mas Divaldo foi muito além da palavra. Em 1952, fundou a Mansão do Caminho, instituição localizada em Salvador que acolheu e educou milhares de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O espaço, que começou com atendimento a poucos órfãos, transformou-se em um complexo educacional e social que continua ativo, sendo exemplo concreto de como o amor pode se transformar em ação.

Com uma oratória cativante e uma presença sempre acolhedora, Divaldo utilizou cada palestra, entrevista e conversa como instrumentos para semear a paz, combater o preconceito e despertar consciências. Sempre com serenidade, enfrentou desafios, preconceitos e resistências, mas nunca se afastou da sua missão de promover a evolução espiritual e o autoconhecimento.

Sua partida representa não apenas o fim de um ciclo terreno, mas também o reencontro de um espírito que, segundo a crença espírita, retorna à pátria espiritual após cumprir, com excelência, sua missão. Para os que ficam, permanece a certeza de que seu exemplo seguirá vivo — nas páginas de seus livros, nas obras da Mansão do Caminho, nas memórias dos que o ouviram e nas almas que ajudou a curar.

Em nota, instituições espíritas de todo o mundo lamentaram a perda, destacando sua contribuição insubstituível à divulgação da doutrina codificada por Allan Kardec. Personalidades do meio religioso, espiritualista e humanitário prestaram homenagens, lembrando de sua humildade, dedicação e força moral.

Mais do que um médium, Divaldo Franco foi, para muitos, um verdadeiro embaixador da luz. Um homem que escolheu servir e que, com esse serviço, iluminou o caminho de incontáveis pessoas. Sua vida foi uma prece em movimento. Sua morte, um retorno ao lar que sempre anunciou.

Gratidão eterna, Divaldo. Que sua luz continue a brilhar nos corações de todos que acreditam em um mundo mais fraterno, justo e espiritualizado.

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