A Associação de Remanescentes do Quilombo Dona Bilina, localizada no Rio da Prata, em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, é um exemplo vivo de resistência, ancestralidade e transformação social. Certificada pela Fundação Cultural Palmares em 2017, a entidade homenageia Dona Bilina, rezadeira e parteira reconhecida por sua importância na preservação cultural e espiritual da comunidade.

O quilombo atua com foco na formação política de mulheres negras e periféricas, promovendo autonomia e liderança. Por meio de oficinas, rodas de conversa e ações comunitárias, mais de 2.380 pessoas já foram alcançadas diretamente e indiretamente, fortalecendo o papel das mulheres na defesa da vida e no enfrentamento das desigualdades sociais.

Entre as principais frentes da associação estão o combate à fome e o incentivo à produção agroecológica. A horta comunitária mantida pelo grupo é fonte de alimento e aprendizado, gerando renda e segurança alimentar. A prática também integra a luta contra o racismo alimentar, denunciando o acesso desigual a alimentos saudáveis nas periferias e favelas.

A atuação do Quilombo Dona Bilina vai além da alimentação: envolve educação, saúde e sustentabilidade. A organização participa do Plano Integrado de Saúde nas Favelas, ampliando o acesso a políticas públicas e fortalecendo o território como espaço de vida e resistência.

Com ações enraizadas na solidariedade e na cultura quilombola, a associação reafirma diariamente o legado de Dona Bilina — uma história de fé, cuidado e luta coletiva.

Comunicação e presença digital

Telefone: (21) 98270-5354
E-mail: assocrmscquilomboladonabilina@gmail.com

Sobre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro

rede Saúde da Favela, atualmente denominada 146x Favela, representa uma construção inédita que une o saber científico das universidades à vivência concreta das comunidades. Nela, instituições de referência como FiocruzIFFUENFUFRJUERJPUCRJSBPC, Alerj e Abrasco  atuam em cooperação direta com coletivos de base, movimentos populares e organizações locais, formando uma estrutura de colaboração sem precedentes em escala e profundidade.

Hoje, a rede articula 146 iniciativas comunitárias, cada uma com sua história, identidade e base territorial. Essa capilaridade é um de seus maiores diferenciais, permitindo que o debate sobre o direito à saúde chegue a espaços onde o Estado historicamente se ausenta — nas vielas, becos, ocupações, periferias urbanas e áreas rurais marginalizadas.

Outro pilar essencial é a diversidade dos parceiros: associações de moradores, coletivos de juventude, grupos de comunicação comunitária, instituições de educação popular, terreiros de matriz africana, articulações indígenas, movimentos de mulheres, LGBTQIAPN+ e tantos outros. É essa pluralidade de experiências e saberes que dá vida à iniciativa, transformando-a em um verdadeiro instrumento de democratização da saúde.

Ao integrar-se à rede, a ComCausa Defesa da Vida busca fortalecer esse potencial coletivo, contribuindo para consolidar uma política de saúde fundada na escuta, na ciência e na dignidade humana — pilares de um futuro em que a favela não seja vista como espaço de carência, mas como território de potência, conhecimento e esperança.

ComuniSaúde ComCausa Fiocruz

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