O policial militar da reserva Jeverson Olmiro Lopes Goulart, condenado a 46 anos de prisão por estupro de vulnerável e homicídio do próprio sobrinho, o menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, foi preso no estado do Rio de Janeiro após um período em que permaneceu foragido da Justiça. A captura ocorreu em Angra dos Reis, na terça-feira, 23 de dezembro de 2025. A prisão representa um marco importante para a família, especialmente para a mãe do menino, Cátia Goulart, cuja trajetória pública de denúncia e perseverança atravessou anos, mantendo o caso vivo até a responsabilização do condenado.
O caso que chocou o Rio Grande do Sul envolve o menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, que tinha 12 anos quando foi encontrado morto em Porto Alegre. As investigações apontaram que houve violência sexual e homicídio, com a tentativa de simular suicídio para encobrir o crime. Veículos de imprensa e o próprio Judiciário gaúcho registram que a condenação envolve a compreensão do júri de que o réu cometeu estupro de vulnerável e homicídio duplamente qualificado, com pena estabelecida em regime fechado.
Condenação a 46 anos, júri remoto, benefícios e a fuga após a sentença
O julgamento foi realizado no Foro Central de Porto Alegre, e o Conselho de Sentença reconheceu a culpa do réu, fixando a pena em 46 anos de prisão, em regime fechado. Um ponto que gerou forte repercussão é que o acusado acompanhou o júri por videoconferência, a partir do Rio de Janeiro, onde residia, e sem que houvesse notícia de monitoramento eletrônico no período. Além disso, ele permanecia na condição de policial militar da reserva, o que motivou o Ministério Público do Rio Grande do Sul a apresentar medida para anular a aposentadoria e impedir que o condenado mantivesse benefícios previdenciários após a sentença condenatória.
Prisão em Angra dos Reis: ação no RJ e cumprimento da decisão judicial
A prisão em Angra dos Reis (RJ) foi noticiada como o desfecho da condição de foragido que durou semanas após a sentença do fim de outubro. A captura foi reportada por diferentes veículos, indicando que ele foi localizado no estado do Rio de Janeiro e detido no dia 23/12/2025.
A força de uma mãe e a responsabilidade do Estado
A história do Caso Andrei também é a história da insistência de uma mãe. Cátia Goulart deu depoimentos longos e detalhados no processo, mantendo a denúncia de pé e contribuindo para que a sociedade não aceitasse versões fáceis nem o silêncio como destino. Ao mesmo tempo, a prisão reafirma um princípio básico: crimes contra crianças exigem resposta rápida, investigação qualificada, julgamento sério e execução efetiva da pena. Quando há fuga, a atuação integrada das forças de segurança e do sistema de Justiça torna-se decisiva para impedir impunidade.
Nota pública: respeito à memória de Andrei e reconhecimento a quem ajudou
A ComCausa – Defesa da Vida e sua rede de comunicação e incidência em direitos humanos registram, com respeito, que a captura do condenado é um passo concreto para que a justiça alcance quem violou de forma brutal a confiança familiar e os direitos de uma criança. Parabenizamos Cátia Goulart pela coragem e persistência. Reconhecemos também o trabalho dos agentes públicos envolvidos na localização e prisão e de todas as pessoas que, com responsabilidade, ajudaram a circular informação, fortalecer canais oficiais e sustentar a cobrança pública por justiça.
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