Celebrado em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração chama atenção para um dos maiores desafios da saúde pública global: as doenças cardiovasculares. Criada pela Federação Mundial do Coração em 2000, a data tem como objetivo promover a conscientização sobre a prevenção de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, que juntos são responsáveis por 17,3 milhões de mortes todos os anos no mundo.
A campanha é promovida com apoio da UNESCO, da Organização Mundial da Saúde e de entidades nacionais. Em Portugal, por exemplo, diversas iniciativas acontecem em parceria com a Fundação Portuguesa de Cardiologia e governos locais, incluindo caminhadas, corridas e atividades educativas voltadas para a mudança de hábitos de vida.
No Brasil, a ComCausa — organização voltada à valorização da vida e à defesa de direitos — vem somando esforços com o projeto ComuniSaúde, que atua diretamente na conscientização sobre a importância do acesso à atenção básica à saúde como ferramenta essencial para a prevenção de doenças cardíacas.
ComuniSaúde: informação que salva vidas
O projeto ComuniSaúde tem como foco levar informação acessível às comunidades periféricas, promovendo rodas de conversa, distribuição de materiais informativos e articulação com serviços públicos. A proposta é orientar a população sobre temas como controle da pressão arterial, alimentação saudável, importância de exames regulares e acesso às Unidades Básicas de Saúde.
“A prevenção começa pelo conhecimento. Muitas pessoas não sabem que têm direito ao acompanhamento regular com clínicos e especialistas através do SUS. Nossa missão é facilitar esse acesso e derrubar barreiras sociais que impedem o cuidado contínuo”, explica o coordenador da ComCausa, Anderson Moraes.
Além disso, o ComuniSaúde atua junto a escolas, centros comunitários e espaços culturais, criando pontes entre informação, serviço público e cidadania. O projeto também faz parte de ações integradas com campanhas como o Setembro Amarelo, ampliando o conceito de saúde para além do corpo, incluindo aspectos emocionais e sociais.
Pressão 12 por 8 já não é mais “normal”
Em 2025, a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial trouxe uma atualização importante para os parâmetros de saúde cardiovascular no país. A tradicional leitura de 12 por 8, antes considerada normal, agora é classificada como pré-hipertensão.
A mudança, definida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão, tem como objetivo reforçar a prevenção. Isso significa que mais pessoas serão orientadas a adotar hábitos saudáveis antes mesmo do diagnóstico de hipertensão, o que inclui redução do sal, prática de atividade física, controle do estresse e interrupção do tabagismo.
Cuidar do coração é viver mais e melhor
A mensagem principal do Dia Mundial do Coração é clara: é possível prevenir a maioria das doenças cardíacas com escolhas simples e consistentes no dia a dia. A recomendação da World Heart Federation é que as pessoas adotem rituais saudáveis tanto em casa quanto no ambiente de trabalho.
Entre as práticas sugeridas estão o consumo de alimentos naturais, a prática regular de exercícios, controle da pressão arterial, exames periódicos, sono de qualidade e momentos de relaxamento. A saúde emocional também entra nessa equação, já que o estresse prolongado pode ser um dos gatilhos para doenças do coração.
Um compromisso coletivo pela saúde
Ao destacar o papel da atenção básica e da informação como direitos fundamentais, o projeto ComuniSaúde da ComCausa se insere em um esforço coletivo de defesa da vida. As doenças cardiovasculares são silenciosas, mas podem ser combatidas com conhecimento, prevenção e acesso garantido ao sistema público de saúde.
Neste 29 de setembro, mais do que lembrar do coração, é preciso escutá-lo — e agir. Seja caminhando, largando o cigarro, medindo a pressão ou participando de uma roda de conversa, cada atitude conta.
ComuniSaúde e o impacto nas favelas
O ComuniSaúde é uma iniciativa que difunde o direito à saúde e valoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus profissionais, fortalecendo redes comunitárias em favelas e periferias por meio de ações formativas, comunicação cidadã e articulações locais que ampliam o acesso ao atendimento básico, à saúde mental e a campanhas educativas. O projeto atua como ponte entre moradores e serviços públicos, oferecendo também um canal telefônico para orientação, mediação de conflitos e cobrança junto aos órgãos competentes sempre que houver negativa ou omissão no atendimento.
ComCausa ComuniSaúde Baixada: 21 96942-1505 e acesse: comunisaude.org.br
Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro
Desde 2021, mais de R$ 22 milhões foram investidos em projetos de saúde nas favelas cariocas, com apoio da Lei Nº 8.972/20 e do Fundo Especial da ALERJ. Instituições renomadas como a Fiocruz , IFF, UENF, UFRJ, UERJ, PUCRJ, SBPC, Alerj e Abrasco fazem parte do Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir que os serviços de saúde alcancem as áreas mais necessitadas.
Essa articulação interinstitucional é fundamental para reduzir desigualdades históricas e promover o acesso universal à saúde como um direito humano básico e inalienável.
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