O Dia Internacional das Pessoas Desaparecidas,  foi marcado por uma ampla programação na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, reunindo famílias, organizações da sociedade civil, órgãos públicos e lideranças religiosas. A iniciativa foi dividida em duas frentes principais: uma ação social promovida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e um ato ecumênico organizado pela Superintendência de Prevenção e Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas e Acesso à Documentação Básica, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH).

O Governo do Estado promoveu uma ação social integrada, oferecendo à população serviços de emissão de documentação básica, orientações sobre programas sociais, encaminhamentos de saúde e assistência jurídica. A iniciativa contou com o apoio da Defensoria Pública e do Tribunal de Justiça, garantindo acesso imediato a serviços essenciais e ampliando o alcance das políticas públicas voltadas para a cidadania.

Encontro de fé e solidariedade

Em paralelo, a Superintendência realizou um ato ecumênico que reuniu familiares de pessoas desaparecidas e representantes de diferentes tradições religiosas, reforçando o caráter de acolhimento, memória e mobilização coletiva da data.

A mesa inter-religiosa contou com a presença de Pastor Carlos (tradição evangélica), Graça Amora (espiritismo), Pai Marcelo de Xangô (umbanda), Kunti (Hare Krishna) e Frei Tatá (Igreja Católica).

Cada liderança religiosa dirigiu palavras de fé e esperança às famílias, ressaltando a importância da união espiritual e da solidariedade no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas.

Voz das famílias e avanços institucionais

O ato também deu espaço aos familiares, que compartilharam relatos de dor, mas também de resistência e mobilização. Em discurso, a superintendente Jovita Belfort destacou os avanços obtidos a partir das parcerias institucionais. Ela ressaltou a cooperação com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, que, por meio do uso de câmeras de videomonitoramento e tecnologias de atualização de imagens, tem contribuído para a localização de pessoas desaparecidas, inclusive crianças. Para Jovita, a combinação de tecnologia, participação comunitária e redes de acolhimento representa um avanço decisivo na busca por soluções.

Participação da sociedade civil

O encontro contou ainda com a presença da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) e de organizações da sociedade civil, como a ComCausa – Defesa da Vida, representada pelo seu fundador Adriano Dias, que reforçou a importância de integrar comunicação, políticas públicas e memória na luta contra os desaparecimentos.

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 81 mil casos de desaparecimentos em 2024, o equivalente a quatro desaparecimentos por hora — números que evidenciam a urgência do tema e a necessidade de respostas efetivas.

Gesto de fé e mobilização

A programação na Quinta da Boa Vista foi marcada pela união de esforços: de um lado, a presença do Estado garantindo serviços básicos e cidadania; de outro, o amparo espiritual e a voz das famílias, lembrando que cada desaparecimento é uma ferida aberta que precisa de respostas. O encontro consolidou-se como um gesto de fé, mobilização e compromisso coletivo, reafirmando que o desaparecimento de pessoas é uma grave violação de direitos humanos que exige atuação imediata, políticas públicas permanentes e solidariedade ativa da sociedade.

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