No escopo da Operação Periferia Viva, a ComCausa – Defesa da Vida informou que se colocou à disposição da Secretaria do Ministério das Cidades responsável pelo Prêmio Periferia Viva para contribuir com a divulgação das ações realizadas pelas iniciativas selecionadas.
A medida dá continuidade a movimentações já anunciadas pela organização: a consolidação de um ciclo 2026 orientado por dignidade, segurança e cuidado, a qualificação da campanha #FavelaVida e a organização territorial por frentes permanentes (#FavelaVida, #BaixadaViva e #SomosUmRio, voltada ao Leste Fluminense e interior do estado), além da busca por melhor interlocução institucional com o Ministério.
A decisão parte de uma compreensão objetiva sobre política pública: não basta reconhecer iniciativas; é preciso criar condições para que elas sejam conhecidas, acompanhadas e fortalecidas. Isso envolve comunicação pública, transparência e circulação de informação de interesse coletivo. Quando as ações premiadas permanecem invisíveis, o prêmio corre o risco de virar “lista”. Quando as ações circulam, elas viram referência, geram rede, inspiram replicação e fortalecem cobrança por resultados.
Do planejamento à divulgação: comunicação como parte do método
Como registrado nas movimentações anteriores da Operação Periferia, a ComCausa realizou em 20 de janeiro, na sede no Rio de Janeiro, um encontro com parceiros para organizar o planejamento de um novo ciclo de atuação territorial com execução prevista a partir de março. A organização afirma que, desse encontro, sairá um desenho operacional com responsabilidades, calendário e fluxos de comunicação.
É justamente nesse ponto que a disponibilidade para apoiar a divulgação das selecionadas se encaixa: comunicação não entra como “vitrine”. Entra como infraestrutura de rede, capaz de organizar circulação de informação, registrar entregas, dar transparência e sustentar continuidade — o mesmo princípio que a ComCausa vem reafirmando ao qualificar #FavelaVida e ao estruturar suas frentes territoriais.
Por que isso importa: evitar invisibilidade e “propaganda vazia”
Ao se colocar à disposição da Secretaria, a ComCausa defende que a política pública precisa ser acompanhada por uma comunicação que respeite o território e registre a realidade. Isso significa evitar dois extremos: a invisibilidade e a propaganda vazia. Significa comunicar o que foi feito, com quem, em qual território, com qual método e com quais entregas — criando base para avaliação, aprimoramento e replicação responsável.
A organização também sustenta que divulgar ações com clareza reforça um componente democrático essencial: quando a sociedade vê o que funciona, ela aprende, compara, cobra, exige continuidade e reduz o espaço para descontinuidade sem justificativa pública.
“Quando a gente divulga o que funciona na periferia, a gente protege também. Visibilidade cria rede, rede cria continuidade, e continuidade cria resultado. Por isso nos colocamos à disposição: para ajudar a comunicar as ações das selecionadas com responsabilidade, método e compromisso com a Defesa da Vida”, afirma Adriano Dias.
Interlocução institucional: cooperação e compromisso com resultado
A iniciativa dialoga diretamente com outro movimento já anunciado pela ComCausa: a busca por melhor interlocução com o Ministério das Cidades, em especial com a Secretaria Nacional de Periferias, para contribuir com diálogo técnico, circulação de informações e rotas de cooperação que fortaleçam iniciativas nos territórios.
A posição é objetiva: reconhecer iniciativas é importante, mas o que protege a vida é a capacidade de sustentar execução, continuidade e integração. Para a ComCausa, isso exige canais estáveis, método de acompanhamento e compromisso verificável com resultado.
Rede que soma rede: intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz)
No mesmo eixo de fortalecimento de redes, a ComCausa informa que buscará intensificar a relação com a Rede 146 Vezes Favela (Fiocruz), buscando sinergia real para que práticas, agendas e aprendizados circulem com mais força e cheguem a mais territórios, organizações e parceiros. A organização entende que o diálogo entre redes, quando feito de forma orgânica e coerente com cada pauta, melhora a qualidade da comunicação pública e amplia o poder de incidência das periferias e favelas.
Em síntese, a Operação Periferia aposta em um princípio simples: a periferia não pode ser apenas citada. Precisa ser estruturada como prioridade, com dignidade, segurança e cuidado — e com redes capazes de comunicar, registrar e sustentar o que funciona.
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