A ComCausa – Defesa da Vida afirma que enfrentar a violência contra mulheres começa antes do crime e depende de educação de meninos e responsabilização de homens. A organização diz que essa diretriz orienta a execução do Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, uma iniciativa de prevenção com comunicação pública e articulação em rede, apoiada pelo UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas/ONU) e planejada para longo prazo, de dezembro de 2025 a junho de 2027, segundo a apresentação pública do projeto divulgada pela própria entidade.

A aposta da ComCausa parte de uma leitura cultural: a violência não surge “do nada” no momento da agressão física. Ela é alimentada por normas sociais repetidas como regra — a ideia de que “homem de verdade” controla, que ciúme prova amor, que insistência é romance, que humilhação é piada, que medo pode virar método. Para a organização, o que costuma ser tratado como “excesso” em casos isolados é, muitas vezes, a ponta de um padrão cotidiano de coerção, posse e intimidação.

A lente legal: mais rigor, mais cobrança por prevenção

No Brasil, o feminicídio foi incorporado ao Código Penal em 2015, quando a Lei nº 13.104 passou a reconhecer o assassinato de mulheres por razões de gênero como qualificadora do homicídio e o incluiu entre os crimes hediondos, conforme a descrição citada no texto-base fornecido.

Quase dez anos depois, a mudança mais recente destacada pela ComCausa é a Lei nº 14.994/2024, sancionada em 9 de outubro de 2024 e publicada no Diário Oficial da União em 10 de outubro de 2024, apresentada como “Pacote Antifeminicídio”. Pelo resumo informado no material, a norma torna o feminicídio um crime autônomo e eleva a pena para 20 a 40 anos (antes, no homicídio qualificado, a faixa era 12 a 30), além de alterar outros dispositivos e aumentar punições para crimes em contexto de violência contra mulheres.

A organização usa esse contraste para sustentar a pergunta central: se a lei endurece, por que a violência não recua no mesmo ritmo? A resposta, argumenta, está “antes da delegacia e antes do tribunal” — na formação social de meninos e homens e na responsabilização de comportamentos que viram permissões para a violência.

O que são “masculinidades positivas” na prática

A ComCausa descreve masculinidades positivas como um caminho de prevenção: revisar padrões de socialização, reduzir tolerância à violência e criar referências públicas de cuidado, respeito e corresponsabilidade. A lógica é deslocar o debate do “monstro individual” para uma responsabilização coletiva: homens, instituições, redes comunitárias e políticas públicas.

No desenho apresentado, o Núcleo combina:

  • Educação e prevenção com foco em meninos e jovens.
  • Comunicação pública para disputar narrativas que normalizam controle e agressão.
  • Articulação em rede, para conectar atores locais e serviços e dar sustentação contínua às ações.

Falhas e responsabilidades: o que ainda falta para a proteção funcionar

Mesmo com legislação mais dura, a prevenção depende de engrenagens que nem sempre operam bem: escolas sem programas permanentes, redes de proteção sobrecarregadas, atendimento desigual entre territórios, baixa integração entre saúde, assistência e segurança, além de tolerância cultural à violência doméstica.

Nesse cenário, iniciativas comunitárias podem ajudar, mas não substituem deveres do Estado. A responsabilização efetiva inclui investigação, proteção rápida, acompanhamento e punição proporcional — e, ao mesmo tempo, políticas de base que interrompam a cadeia de violência antes que ela vire crime.

Vozes: a frase que sintetiza a proposta

A mensagem central divulgada pela organização é direta: “enfrentar a violência começa por educar meninos e responsabilizar homens”. A ComCausa trata a formulação como orientação política e comunitária e diz que ela guia a execução do Núcleo no período anunciado (dezembro de 2025 a junho de 2027), com apoio do UNFPA.

ComCausa – Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida

ComCausa – Defesa da Vida, com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU), estrutura o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida como um caminho comunitário: rodas de conversa orientadas, pactos de convivência, ferramentas práticas de maturidade emocional e mobilização pública para transformar autocontrole em proteção real, dentro e fora de casa.

Este artigo integra o Núcleo de Masculinidades Positivas para a Defesa da Vida, estruturado pela ComCausa – Defesa da Vida com apoio do UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU). A proposta enfrenta padrões de masculinidade associados a conflitos familiares e violências cotidianas, com foco em atitudes práticas: autocontrole, convivência pacífica, respeito, corresponsabilidade e cuidado.

Parceria UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU):

UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas (ONU) ComCausa Masculinidades

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